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quarta-feira, 20 de novembro de 2019


Faltam cabeças na casa das quatro 

A célebre e então degradada Casa das Quatro Cabeças, imóvel de interesse municipal desde 1977 e posteriormente declarado de Utilidade Pública,  foi adquirida pela Câmara Municipal, depois de expropriada. 

Em Dezembro de 2014 anunciava-se que o imóvel iria ser recuperado pela Autarquia Sadina, tendo por finalidade o alojamento temporário de moradores da zona cujos edifícios fossem ser recuperados. 

De então para cá as obras no edifício foram alvo de intervenção descontinuada com andamentos e paragens ao sabor dos fluxos financeiros, com datas de inauguração nunca cumpridas. 

Posteriormente foi anunciado um outro destino para o vetusto imóvel, desta vez como residência de estudantes. 

Hoje passei por lá e a recuperada construção embora ainda não tendo sido inaugurada já apresenta no seu exterior a imagem de que terá de ser intervencionada ao nível da construção civil. 

Mas, o que mais curioso achei foi o anúncio daquele espaço, escrito na linguagem de sua majestade britânica, ao invés da língua de Camões que com pompa anuncia: “Setúbal Student Residence”. 

Perguntei aos vizinhos se a casa já estava ocupada, atendendo a que não via qualquer janela aberta e, com aquele sorriso que caracteriza quem sabe da poda a resposta foi-me devolvida com um simples: “acha ?” 

Bem, depois de terem sido gastos “rios de dinheiro” e de se terem ultrapassado todos os prazos, pelos vistos casa já temos (ou não !) o que parece faltar em Setúbal são as cabeças para a ocupar, sendo pois legítimo colocar a pergunta, até quando? 

Rui Canas Gaspar
Troineiro.blogspot.com
2019-novembro-20

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019


“Está ali um burro à venda por um vintém mas a minha mãe não tem!...” 

Este é um ditado popular que me habituei a escutar desde menino e ao que parece não se aplica à nossa Câmara Municipal de Setúbal que vai mesmo fazer a compra do IMA PARK por 4,4 milhões de euros. 

Sou a favor do desenvolvimento, do investimento e  contra o imobilismo e o faz de conta. O que acontece é que neste caso, a concretizar-se, não se vai investir, vai-se gastar o que é coisa bem diferente, pior um pouco, quando se sabe que o que se vai ter de despender  não se tem e vamos pedir emprestado. 

Seria de todo desejável, atendendo ao volume do negócio (porque seremos nós os setubalenses a pagar) que fosse minimamente explicado a bondade do mesmo e a sua premente necessidade. 

Sabemos que a uma compra imobiliária deste tipo se vai juntar mais uns euritos aos anunciados 4,4 milhões que rapidamente subirão para mais de meia dúzia e também sabemos que a poupança de 15 mil x 12 dá apenas 180 mil por ano, valor que se paga pelo arrendamento do espaço do mercado abastecedor. 

Pela minha parte, enquanto setubalense nada terei a obstar contra o negócio desde que seja de facto um investimento e me demonstrem que é rentável, podendo como tal assumir o risco inerente a um qualquer negócio. 

Agora se vão fazer uma despesa desta monta e não explicam a sua hipotética mais-valia começo a ficar preocupado,  pois com investimentos prioritários a fazer, com manutenção de espaços cada vez maiores, com dívidas por saldar, julgo que não haverá dinheiro que chegue por mais IMI que se cobre e por mais espaços de estacionamento tarifados que se criem. 

Expliquem-se meus amigos autarcas, demonstrem que vamos de facto fazer um bom negócio e que se trata de um investimento proveitoso e não de uma despesa  que de momento até não é assim tão necessária, embora vejamos que está ali o tal burro à venda por um vintém, só que a minha mãe não tem! 

Rui Canas Gaspar
2019-fevereiro-07
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sábado, 3 de fevereiro de 2018

Como a Câmara Municipal de Setúbal resolveu um delicado problema de parqueamento 

No início de 2017 uma intervenção liderada pela Câmara Municipal orçada em 154.759,99 euros centrou a atenção nos trabalhos entre a Avenida da Europa e a zona até então asfaltada, beneficiando uma área de  1 070 metros quadrados. 

Desta empreitada, donde ressalta a construção de passeios e estacionamentos onde foi colocado pavet, resultou também a execução de três dezenas de caleiras para colocação de árvores, bem como a criação de uma bolsa de estacionamento automóvel que comporta 84 viaturas. Ainda no âmbito destes trabalhos foi também instalada uma rede de drenagem de águas pluviais e reforçada a iluminação pública. 

Nos últimos tempos verificou-se que era recorrente o estacionamento de viaturas pesadas nesses espaços destinados ao estacionamento automóvel, ocupando cada um desses veículos vários lugares. 

Alguém do serviço de trânsito municipal teve a brilhante ideia de ao invés de colocar sinais de trânsito ou avisos a proibir os camionistas de ali parquearem as suas viaturas, tratou de mandar colocar no meio de cada uma das bolsas de estacionamento uma floreira donde ressalta uma viçosa palmeira. 

Tiro e queda! Acabou-se ali o parqueamento abusivo por parte dos condutores dos pesados de mercadorias. 

Rui Canas Gaspar 

2018-fevereiro-03 


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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Será que vem aí mais alterações rodoviárias para Setúbal? 

Hoje recebi duas simpáticas cartas da Autoridade Tributária e Aduaneira dando conta de “uma pipa de massa” que tenho de pagar de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) no próximo mês de novembro. 

Este imposto veio substituir um anterior e destina-se aos cofres da autarquia sadina, que para  além de outras receitas e é com elas que a Câmara Municipal faz frente às despesas de manutenção da cidade e promove o seu desenvolvimento. 

Tal como os restantes cidadãos contribuintes darei os meus impostos por bem empregues se vir bons resultados e o contrário também é verdade. 

Julgo que não estamos em altura de mudar visuais, só porque de outra forma ficará mais bonito, mas sim de fazer coisas de raiz, de preferência necessárias e úteis. 

Daí que, por exemplo,  sendo a favor da construção do Parque Urbano da Várzea, que entendo ser uma necessidade premente por vários motivos e mais um, já não o sou no referente à deslocalização do viaduto das Fontainhas, porque poderá aguardar para quando tivermos mais dinheiro. 

Mas, de entre as coisas boas que hoje constatei foi a colocação de artísticos pinos e novas floreiras na Rua Vasco da Gama, no meu bairro de Troino, e o que não gostei foi notar que o meu dedinho que adivinha quando vem mau tempo me ter confidenciado que alguém estava a preparar-se para fazer uma “revolução” junto à doca dos pescadores no tocante à retirada do trânsito daquele local. 

Tenho mais medo do serviço de trânsito de Setúbal que o diabo tem da cruz, salvaguardando naturalmente as necessárias rotundas. 

Por isso meus amigos tenhamos cuidado com os projetos de trocas e baldeirocas, porque o dinheiro é um bem raro e está escasso, depois é bom lembrar que a ser verdade o que o meu dedinho adivinha, teremos de não esquecer que primeiro deve ser acautelado o estacionamento automóvel de entre outras importantes vertentes. 

É claro que isto digo eu que sou leigo na matéria e apenas um de entre os muitos pagadores de impostos cá do burgo. 

Rui Canas Gaspar 

2017-outubro-26 


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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Um dia veremos aqui em Setúbal o Parque Verde da Várzea 

Espero um dia poder vir a desfrutar de toda a beleza proporcionada por um belo e necessário parque verde que se anuncia para a Várzea de Setúbal, a “Última Fronteira” entre a natureza e o betão. 

Enquanto a Autarquia vai negociando com os proprietários dos terrenos a cedência de amplos espaços das suas quintas, dando-lhes a troco a possibilidade de erigir alguma construção ao longo da Avenida dos Ciprestes, eu vou colhendo todo o tipo de informação sobre aquelas antigas quintas, vivências, notícias e testemunhos de antigos habitantes e utilizadores. 

Quase tudo está documentado e compilado e agora trabalho sobre o material recolhido de forma a poder apresentar aos meus conterrâneos mais um conjunto de histórias de construtores civis, ecologistas, bairros, património edificado, linhas de água e sobretudo de um belo e rico espaço em vias de extinção. 

Depois de construído, o Parque Urbano da Várzea será o maior espaço verde setubalense e, para que fiquem com uma imagem inédita do que para ali está anunciado mostro-vos uma soberba vista aérea captada de propósito para este livro pelo nosso amigo Ricardo Ramoz, da Droneworldview, que desta forma quis gentilmente ajudar-me a levar de vencida mais este projeto sobre as coisas da nossa terra. 

E para melhor poder enriquecer a “Última Fronteira” grato  ficarei a todos os amigos que possam partilhar histórias, notícias, testemunhos e tudo o que se relacione, mesmo que considerem insignificante ou sem interesse, sobre este espaço setubalense, onde outrora laboraram os nossos antepassados em produtivas e verdejantes quintas e hortas. 

Rui Canas Gaspar 



2017-outubro-09

domingo, 17 de setembro de 2017

Em Setúbal “só os burros não mudam” ou a arte em toda a parte. 

Esteve anunciado para o dia 23 de maio de 2014 pela Imocham e Câmara Municipal a inauguração de uma exposição cujas enormes fotografias chegaram a ser afixadas no alçado lateral do vetusto edifício onde estão sedeadas a Cruz Vermelha e a Sociedade Musical Capricho Setubalense. 

Se a exposição em si poderia ser pacífica, não faria porém qualquer sentido que as fotos fossem colocadas naquele espaço nobre da cidade, pelo que a contestação popular se fez sentir particularmente nas redes sociais. 

E como diz a expressão popular que só os burros não mudam, a Autarquia setubalense não quis fazer esse papel e poucos minutos antes da exposição ser inaugurada, já com os cartazes lá afixados, cancelou o evento, tendo então mandado retirar as fotos que viriam a ser transferidas para outro local, junto à Praia da Saúde. 

Vem esta memória a propósito de um outro evento que terá lugar hoje, domingo, dia 17 de setembro de 2017 o qual terá por cenário o bonito e muito concorrido Parque Urbano de Albarquel com a inauguração de uma peça decorativa publicitando uma garrafa de Coca-Cola. 

Se sou a favor e aplaudo todas as manifestações artísticas e representativas das mais diferentes sensibilidades de que Setúbal tem sido alvo, não posso concordar com esta iniciativa cujo objetivo não visa o embelezamento do espaço público mas sim a publicidade a um comum produto de consumo. 

Se o objetivo da marca fosse o agradecimento pelos seus 40 anos de presença no país então colocaria à disposição dos artistas a mesma verba despendida com a “garrafa” e davam a possibilidade que se escolhesse o tema para uma obra de arte, colocando depois ao lado da mesma uma placa identificativa e com o nome do mecenas, tal como fez a Imocham com o soberbo grafite do “Rapaz dos Pássaros”, por exemplo. 

Se com o “engodo” de obra de arte se está a fazer publicidade descaradamente a um produto, independentemente do gosto de cada um, ainda que essa publicidade não seja feita por intermédio de cartaz ou outro qualquer método habitual, então que ela pague, tal como todos os outros meios publicitários colocados na via pública e não seja alvo de qualquer reconhecimento ou agradecimento público. 

Esta é a minha opinião como setubalense e vale o que vale, deixando bem claro que sou completamente alheio ao aproveitamento político ou partidário que alguns amigos eventualmente possam vir a fazer desta lamentável situação. 

Rui Canas Gaspar

2017-setembro-17

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Não há para aí uns trocados? 

Os turistas quando vão visitar um país fazem-no pelos mais diferentes motivos e são muitos aqueles que por se identificarem com determinada personalidade local, viva ou falecida, não deixam de ir visitar a terra do seu nascimento. 

Ninguém sabe quantos turistas vêm visitar Setúbal por ser a terra de mundialmente famoso treinador de futebol José Mourinho só pelo facto de  serem seus admiradores, por exemplo. 

Mas há uma coisa que eu sei e que vou de imediato partilhar e que foi contada hoje por um amigo aqui do grupo que trabalha na Rua da Saúde, melhor dizendo, na Avenida José Mourinho, designação atribuída em 2013, e que foi notícia badalada aqui e no estrangeiro a qual já vem referenciada no Google Maps. 

Num destes dias andou um inglês às voltas pela Rua da Saúde, até que acabou por perguntar a este nosso amigo o que estaria de errado, pois o seu GPS mostrava aquela artéria como Avenida José Mourinho e a placa toponímica que até então conseguira ver apresentava-a como sendo a Rua da Saúde. 

O pobre homem mais não queria do que ser fotografado de modo a poder ver-se o nome do seu ídolo. Teve azar porque embora já há muitas luas a Rua tivesse sido promovida a Avenida o facto é que como disse no outro dia se calhar estão à espera que o Mourinho pague a placa com o novo nome, que por acaso é o seu. 

Será que não há por aí no orçamento camarário uns trocados para se mudar as placas e dar alguma alegria aos adeptos do futebol, ao mesmo tempo que se promove, gratuitamente, a nossa terrinha além fronteiras ? 

Rui Canas Gaspar 



2017-agosto-28

sábado, 12 de agosto de 2017

Pelos vistos o treinador José Mourinho vai ter de abrir os cordões à bolsa 

Quando eu estava na tropa foi-me atribuída uma condecoração, porém embora ela tenha ficado registada na caderneta militar o facto é que nunca me foi entregue. 

Quando tentei saber o porquê de tal acontecer explicaram-me que se eu desejasse ter a tal medalha teria de a comprar. Fui desmobilizado do exército após ter cumprido mais de três anos de serviço obrigatório e só quando de novo me convocarem para o Exército talvez pense em comprar a tal medalha mais que não seja para mostrar aos jovens recrutas de que sou um veterano medalhado. 

Também em Setúbal, já lá vão muitas luas, foi atribuído ao mundialmente famoso treinador de futebol José Mourinho, setubalense, a honra do seu nome figurar numa importante artéria da cidade, à beira-mar plantada, anteriormente designada como Rua da Saúde. 

O facto é que tanto tempo passado não consigo ver as placas toponímicas com o nome de Mourinho o que me leva a concluir que se o homenageado as quiser ver afixadas terá de abrir os cordões à bolsa e mandar fazê-las ele mesmo, isto porque os nossos responsáveis autárquicos pelos vistos estão a seguir o exemplo daqueles outros que também me atribuíram a condecoração militar. 

Assim sendo, o nosso conterrâneo José Mourinho que se prepare para abrir os cordões à bolsa, ou então a tal rua que foi promovida a avenida, continuará a ser da Saúde. 

Rui Canas Gaspar 



2017-agosto-12

terça-feira, 18 de abril de 2017


Parabéns Setúbal 

As aspirações dos moradores da vila de Setúbal foram finalmente satisfeitas naquele dia 19 de abril de 1860, quando viram escrito no boletim oficial do Estado o Decreto de Sua Majestade D. Pedro V, Rei de Portugal, que declarava: “fazer mercê à Vila de Setúbal de a elevar à categoria de cidade, com a denominação de cidade de Setúbal” justificando a real decisão pelo facto desta terra ter uma excelente posição geográfica, boa qualidade dos seus edifícios e muita população. 

O regozijo foi grande em Setúbal e o seu líder Aníbal Álvares da Silva logo tratou de agradecer ao rei em nome dos sadinos dizendo: “ Setúbal, Senhor, que já era grande, pela sua população e extenso comércio, passa a sê-lo, d’ora avante, pelo título com que Vossa Majestade a enobreceu”. 

Passados 157 anos sobre esta efeméride e depois de dezenas de homens terem dirigido os destinos terra a primeira e única mulher a liderar o concelho sadino, Maria das Dores Meira, presidirá amanhã dia 19 de abril de 2017 às comemorações que se iniciarão pelas 09,00 horas com o hastear da bandeira na Praça do Bocage. 

As cerimónias  prosseguirão com a iniciativa “Paços do Concelho de Portas Abertas” dá a conhecer, através de uma visita guiada, os locais mais emblemáticos do edifício da Câmara Municipal de Setúbal, requalificado recentemente.

Entretanto, na Casa da Baía, pelas 12h00, será inaugurada a exposição "Entre Nós", a segunda mostra coletiva dos trabalhadores da Câmara Municipal de Setúbal.

Os setubalenses estão naturalmente convidados a participar e a assinalar condignamente esta efeméride.

Rui Canas Gaspar

2017-abril-18

domingo, 2 de abril de 2017

Mercado Quinhentista

Setúbal merece o melhor 

Gostaria antes de tecer qualquer outro comentário de endereçar os melhores parabéns à organização do excelente evento designado por Mercado Quinhentista.

Faço-o também à Câmara Municipal de Setúbal e muito particularmente a um setubalense, membro do nosso grupo COISAS DE SETÚBAL, o conhecido decorador João Maria.

À organização do evento pela forma agradável como delineou todo o espaço do certame e nele enquadrou as mais diferentes formas de animação histórica, lúdica e gastronómica.

À C.M.S. porque se atreveu a franquear os portões do nosso Forte de S. Filipe, tendo em especial atenção a zona que não se encontra em perigo e que em breve irá ser alvo de profunda intervenção para estabilização da encosta.

E ao nosso amigo João Maria pela fina decoração que concebeu e empresta ao espaço outra atratividade e beleza, fazendo com que os setubalenses e visitantes desta terra tenham mais gosto em ali se deslocar não só para usufruir da soberba paisagem mas também pela agradabilidade do espaço.

Posto isto, gostaria também de partilhar com os amigos a minha convicção de que cada vez mais temos de apostar na qualidade ainda que a mesma possa ter mais alguns acrescidos custos o retorno do investimento é seguramente garantido e com mais-valias.

Este evento bem como a decoração do “castelo” é um investimento que estou em crer poucos poderão não aplaudir e ninguém, que eu tenha escutado, deu por mal empregue os 2 euros pagos pela entrada naquele certame.

Penso que a aposta está ganha e, se no próximo ano ela se voltar a repetir muito mais gente ali acorrerá. Assim sendo, com vista a manter ou melhorar a qualidade talvez a organização tenha de espaçar mais (o terreno existe) os expositores de forma a acolher mais gente sem o inconveniente de andarem a acotovelar-se.

Outro aspeto a ter em atenção e tendo em conta que ali não será possível o estacionamento automóvel, deverá ser reforçado o sistema de vai-e-vem dos mini-autocarros.

Mais uma vez parabéns para todos os intervenientes e continuemos a apostar na qualidade porque Setúbal merece o melhor.

Rui Canas Gaspar
2017-abril-02

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segunda-feira, 27 de março de 2017

Já apreciaram a montra do nosso Hôtel de Ville? 

Luísa Rosa nasceu em Setúbal e segundo tradição oral teria sido na Rua de Coina, posteriormente rebatizada como da Brasileira, em pleno Bairro de Troino, onde eu também berrei que me fartei pela primeira vez naquele primaveril dia 19 de Abril. 

A mocinha poucos anos por cá esteve e aos 14 já atuava em Lisboa onde casou quase sem ter tempo para brincar com as bonecas de trapos, optando por se entreter com um italiano ligado às coisas da musica e mais velho que ela, uns bons aninhos. 

Porque o marido tinha o apelido de Todi a jovem artista passou a ser conhecida por Luísa Todi e, foi assim que ficou famosa nas mais diversas cortes da Europa aquando das suas atuações para as mais importantes figuras reais do seu tempo. 

De Setúbal, a piquena poucas recordações deve ter levado e, pelos vistos, mesmo em adulta não voltou a colocar cá os pés, nem sequer depois de morta. 

Mas porque aqui viu pela primeira vez a luz do dia, os setubalenses decidiram honrá-la como a nenhuma outra e o seu nome e busto figuram nos lugares cimeiros desta generosa terra de gente boa e hospitaleira. 

Hoje mesmo fui encontrar o seu busto no afrancesado Hôtel de Ville, ali para as bandas da Praça do Bocage e consegui esta interessante imagem sem recurso a truques ou malabarismos fotográficos, utilizando apenas e só a câmara do meu telemóvel. 

Espero que gostem e que possam ir até à baixa para apreciar ao natural este motivo decorativo da nossa principal casa setubalense, agora também apta a receber casamentos. 

Rui Canas Gaspar
2017-março-27

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quarta-feira, 15 de março de 2017

Parece que vamos ter boas notícias sobre o trânsito setubalense 

É hábito da nossa Câmara Municipal de Setúbal não informar atempadamente o que de mais importante se está a fazer ou se propõe realizar a não ser que seja algum festival gastronómico do carapau, do choco ou qualquer coisa do género. O facto é que os setubalenses regra geral vão dando com atos consumados, sobretudo naqueles assuntos relacionados com o trânsito que tanto afeta milhares de pessoas. 

Ao não sermos informados por quem de direito e ao haver nesta área uma política do “democraticamente quem manda aqui sou eu” acabamos por ser depois confrontados com aberrações, amplamente criticadas, de obras que ao invés de fluir o trânsito automóvel o acaba por estrangular. 

Mas, parece, a fazer fé no que para aí se diz nos “mentideiros” que vamos ter nesta área do trânsito finalmente boas notícias, o que já não é sem tempo!... 

Consta-se que da Avenida da Europa irá sair uma nova via, junto ao desvio que se encontra entre a rotunda com vasos de laranjeiras e a outra frente ao Mc’donalds a qual passará pelas traseiras do Centro Comercial do Liceu e assim desanuviará o tráfego da Avenida Independência das Colónias. 

A ser assim, as máquinas que se encontram a movimentar terras na zona da várzea, oposta ao Parque Verde da Algodeia, poderão estar a fazê-lo não só com vista ao tal anunciado campo de rugby, mas também já a trabalhar para a nova via que pelos vistos ali irá nascer. 

Acho eu que só ficaria bem à nossa Autarquia que gastasse mais meia dúzia de euros num cartaz e colocasse ali dizendo o que está a fazer, ou será que não merecemos tal consideração? 

Rui Canas Gaspar 

2017-março-15 


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terça-feira, 7 de março de 2017



Mata Cáceres e Dores Meira os presidentes mais discutidos no “Coisas de Setúbal”

Muito se tem feito em Setúbal e por Setúbal nas últimas décadas, embora provavelmente muito mais se poderia ter conseguido se tivéssemos dirigentes políticos mais empenhados e competentes olhando primeiramente para o bem comum em detrimento de interesses particulares ou partidários.
Em função da falta de alguma visão o concelho foi relegado quase para a segunda divisão nacional, deixando-se ultrapassar por algumas dezenas de outros que sempre estiveram à nossa retaguarda.
É claro que na generalidade todos os nossos autarcas fizerem coisas boas e outras menos boas, pelo que não me parece justo elogiar uns e denegrir a imagem de outros.
Vivemos num mundo de comunicação e todos nós temos acesso às poderosas e influentes redes sociais, coisa que praticamente não existia há uma dezena e meia de anos, porque se houvesse se calhar nessa altura o presidente Mata Cáceres fosse elogiado por uns e criticado por outros ao fazer o maior parque verde de Setúbal, o da Bela Vista, tal como hoje a presidente Dores Meira é criticada e apoiada por avançar com o Parque Verde da Várzea.
Mata Cáceres seria alvo de crítica e de apoio por ter procedido ao empedramento artístico da nossa baixa, tal como a presidente Dores Meira o é ao pretender encher a cidade de ciclovias por onde não circulam bicicletas.
Mata Cáceres seria criticado e elogiado pela sua insistência em construir o auditório José Afonso, como Dores Meira o foi por apresentar o celebre Terminal 7.
E poderíamos estar para aqui a desfiar um rol de coisas feitas e outras prometidas pelo autarca do PS, como o viaduto das Fontainhas ou a passagem desnivelada do Quebedo que foram executadas e a cobertura translucida da baixa de Setúbal que foi prometida e não executada, tal como Dores Meira também fez umas e prometeu outras que não avançaram como seja, por exemplo, a tal biblioteca planeada para o Largo José Afonso. Mas teve a ousadia de adquirir o Quartel do 11, por exemplo.
Ambos os autarcas fizeram umas e deixaram por fazer outras, ambos os autarcas prometeram e nem sempre cumpriram, porém cada um com as suas características deixaram obra feita. Que saibam os setubalenses ajudar a construir e criticar de forma positiva ao invés de o fazer de forma destrutiva e quando chegar o dia das eleições pois que votem em vez de ficarem em casa.
Até lá vamos emitindo as nossas opiniões, que valem o que valem, fazendo-o de uma forma civilizada, sem ofensas, porque elas poderão vir a ajudar aqueles que nos governam ou que ambicionam governar-nos, venham eles da área do PS da CDU ou de outra qualquer formação política que até agora não nos governou desde que aconteceu revolução de 25 de Abril de 1974.
2017-março-07

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Os mórmons disponibilizaram terrenos para a construção de avenidas em Setúbal 

A Câmara Municipal de Setúbal e A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias deram por concluído o processo negocial de cedência dos terrenos propriedade desta Igreja, necessários à construção da ponta final da avenida em construção na várzea de Setúbal.

A Igreja tinha adquirido em 2005 a Quinta da Azedinha, que em tempos idos teria pertencido à família do poeta Bocage, com o objetivo de ali construir uma capela atendendo a que as instalações que dispunha na cidade de Setúbal se mostravam insuficientes.

Mais tarde, apareceu a ideia de se construir o Parque Urbano da Várzea e com ele a nova avenida no sentido longitudinal e outra de atravessamento entre a Avenida dos Ciprestes e a zona das Amoreiras, perto do Lidl.

Os terrenos da ponta final das novas projetadas avenidas, entre a última vivenda e os armazéns existentes, são propriedade da Igreja SUD, cujos membros também são conhecidos por mórmons e que agendaram para este ano o início da construção da sua nova capela.

O edifício a construir, de características internacionais, é polivalente sendo destinado ao culto dominical, a aulas de religião cristã, a atividades de carater social e também desportivas.

Espaços verdes e zona de estacionamento automóvel também estão projetados para apoiar o novo equipamento religioso, cuja construção tal como a aquisição dos terrenos são integralmente suportados por aquela Igreja presente em Setúbal desde 1975, dispondo de duas congregações locais.

As capelas mórmons são igualmente projetadas e construídas para em caso de necessidade serem postas ao serviço da população na área da Proteção Civil, aquando de cataclismos, nomeadamente tremores de terra, tempestades destruidoras ou outros sinistros.

O lançamento da primeira pedra do novo edifício que conjuntamente com a zona envolvente irá dar maior beleza a esta porta da cidade para quem vem ou vai para Palmela tem data agendada para o sábado dia 25 de março de ste ano de 2017.

Rui Canas Gaspar

2017-fevereiro-12


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domingo, 29 de janeiro de 2017

Passamos de cavalo para burro 

Esta é uma expressão que me habituei a ouvir desde os meus tempos de criança quando qualquer coisa em vez de progredir passa a regredir e de que é exemplo a inclusão do porto de Setúbal na alçada de Lisboa.

Já lá vai quase um ano que isso aconteceu e desde então as excelentes relações de colaboração que tinham sido estabelecidas entre a Administração da APSS e a Câmara Municipal de Setúbal praticamente esfumaram-se, tal como sumiram os projetos anunciados para Setúbal por aquela entidade portuária.

Parece que voltamos aos antigos tempos em que a APSS e a CMS estavam de costas voltadas, ou pior ainda, porque mesmo de costas voltadas poderiam fazer alguma coisa, agora o que parece é que o porto pouco ou nada está a fazer por Setúbal desde que comandado a partir da capital.

Sendo assim, é para esquecer os tais cruzeiros de média dimensão que estavam preconizados para Setúbal, tal como ficará para um futuro muito longínquo a recuperação do histórico edifício do cais nº 3, dado que o concurso público foi anulado continuando aquele enorme edifício para ali semiabandonado.

A ferrovia melhorada com relativamente pouco dinheiro ficou no esquecimento e os poluentes camiões continuam a ser a solução para as cargas e descargas do nosso porto.

Os pontões flutuantes para a náutica não avançam, com algumas peças parqueadas em cima da estacada nº 1, tal como não avançam as necessárias defensas nos restantes cais de atracação, colocando em perigo embarcações que ali possam acostar, sobretudo em tempos de marés vivas. 

O programa de melhoramento dos cafés no jardim da beira-mar e asa do avião para ali ficou parado no tempo à espera que a administração alfacinha dê luz verde.

Reforço de areias para as praias setubalenses é para esquecer, tal como é para esquecer os tempos recentes em que vimos a cidade avançar junto ao nosso rio azul numa união de esforços aplaudida por todos aqueles que amam esta terra, independente da cor política de cada um.

Administrar Setúbal a partir de Lisboa é o que dá e, bem pior ainda virá por aí, se os setubalenses e seus líderes políticos não souberem defender convenientemente esta terra com identidade própria e que sempre soube ser livre e independente.

Rui Canas Gaspar
2017-janeiro-29

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Deram pelo aumento do parqueamento em Setúbal? 

Quando me preparava para introduzir a moeda no parcómetro, o arrumador surge de tiket na mão perguntando se ficaria por ali mais de meia hora. Digo que não, apenas o tempo de passar pela praça, comprar alguns frescos e ir embora.

Fiquei com a senha que um automobilista que não tinha utilizado a totalidade do tempo teria ofertado ao arrumador e naturalmente gratifiquei-o pelo sua atenção.

O rapaz desata então num interessante monólogo dizendo que assim também ele poderia ser presidente da câmara. “É só aumentos! Veja lá o vizinho que os bilhetes aqui nas máquinas passaram para o dobro do preço, ou seja aquilo que pagava para uma hora de estacionamento dá agora para meia hora.”

O monólogo rapidamente transformou-se numa lamentação coletiva, dado que um outro automobilista que acabara de parquear tratou de emitir a sua opinião, um outro transeunte, bem à moda de Setúbal, ouviu e igualmente participou e como não podia deixar de ser lá estava eu também no grupo de “lamentadores”.

Ainda não consegui apurar se de facto o aumento das tarifas de parqueamento subiu para o dobro, para mais do dobro como outro afirmou, ou para menos. O facto é que subiu e subiu muito!

Se o carro para alguns pode ser um luxo, para outros é uma necessidade e como se não bastasse os elevados impostos diretos e indiretos que já sobrecarregam os automobilistas a nossa autarquia vem lançar um aumento destes…

Será que os nossos autarcas estão convencidos que pelo facto de terem mandado construir ciclovias e passar avenidas a ruas os setubalenses vão deixar o carro tão necessário para o carrego das compras e tratarem dos mais diversos assuntos um pouco por toda a cidade? Ou será que a ineficaz frota de transportes públicos setubalenses melhorou sem termos dado por isso?

Se há despesas tem de haver receitas, toda a gente sabe disso, mas assim com estes aumentos brutais não me parece aceitável, quando em contrapartida o que nos oferecem é uma mão cheia de nada.

Rui Canas Gaspar
2016-novembro-11

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domingo, 30 de outubro de 2016

O INACREDITÁVEL ACONTECEU EM SETÚBAL

Tenho vindo a congratular-me com os arranjos e a valorização  que tem vindo a ser levado a cabo no nosso mais antigo e sempre belo Parque do Bonfim.

Hoje, 30 de outubro deste ano de 2016 fui surpreendido com a novidade de que o antigo bebedouro, colocado perto do parque infantil, trabalhado em brecha da Arrábida, uma pedra que já não pode ser extraída e por isso mesmo se vai tornando rara e extremamente cara, teria sido substituído.

Mas, embora acreditando na novidade que me estavam a dar, acabei por fazer como o São Tomé, fui ver para crer.

O que vi  deixou-me estupfacto pelo tremendo mau gosto e pela inutilidade da substituição do artístico bebedouro.  É que o mesmo foi de facto retirado e substituído por um tubo metálico com o bebedouro em inox no topo da coluna.

Como cereja em cima do bolo, os “artistas” deixaram um bloco de pedra (brecha da Arrábida) ao lado do tubo para as crianças mais pequenas poderem chegar ao topo do equipamento.

Olhando para a nova escultura, a D. Vinha, veio-me à mente que aquela senhora pouco satisfeita certamente  ficaria se lhe retirassem uns lindos e trabalhados brincos de ouro puro para os substituir uns quaisquer lisos e sem jeito e ainda por cima de fantasia.

Não é a primeira vez que material retirado do Parque do Bonfim vai parar a edifícios particulares. Bem à vista de todos estão as pedras retiradas da antiga fonte do anjo da guarda e que foram adornar as janelas da gruta de Santo António que hoje ainda podemos ver (agora com maior destaque) no Palácio Botelho Moniz.

Não sei se isso irá acontecer, por isso não vou levantar falso testemunho, mas não gostaria de ter conhecimento de que a coluna artisticamente trabalhada em brecha da Arrábida vá um dia aparecer num qualquer jardim particular.

Como cidadão desta terra e, como tal, coproprietário desta peça julgo ter o direito de saber onde ela foi parar e qual o destino que irá ser dado à mesma.

Porque vivemos em democracia não posso questionar as ações do Executivo municipal, porquanto se encontra legitimado pelos votos expressos em urna. Isso não impede o vulgar cidadão de apontar aquilo que em seu entender representa uma asneira crassa e um atentado contra o património coletivo segundo sua opinião.

Tenho pena de ter de referir este assunto, mas se os elogios são para dar o apontar de asneiras não pode ficar silenciado e esta é mais do que uma asneira é um verdadeiro atentado ao bom gosto e ao património setubalense que deve ser cabalmente esclarecido por quem de direito.

Rui Canas Gaspar
2016-outubro-30

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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Será que o anunciado Terminal 7 ainda é vivo? 

Em 24 de julho de 2013 era apresentado publicamente aos setubalenses o projeto de conceção do “Terminal 7” da autoria da Sami arquitectos.

Tratava-se de um vanguardista edifício a construir na zona das antigas instalações da SADONAVAL, entre a Praia da Saúde e o Parque Urbano de Albarquel, composto por zonas de restauração, áreas técnicas, balneários e demais equipamentos de apoio às atividades da náutica de recreio.

O projeto contemplava ainda operações urbanísticas que visavam dotar aquela zona de melhores condições de usufruto para a população.

Nos “mentideiros” falava-se que para se dar início à obra bastaria que saísse daquele espaço o último barco que se encontrava no estaleiro e que o proprietário das instalações fabris se decidisse desativar as mesmas.

O facto é que o “Ponta do Verde” deixou os antigos estaleiros, o proprietário libertou as instalações e quando todos esperávamos que as mesmas fossem demolidas e o espaço entre a Praia da Saúde e o PUA fosse unificado o mesmo não aconteceu. Antes pelo contrário, foi elaborado um protocolo de ocupação daquele mesmo espaço entre a Autarquia e o Centro Náutico.

Para informação da população foi colocado na zona poente da Praia da Saúde um enorme placard, com a imagem e descrição do que iria ser o Terminal 7.
Há algumas semanas essa mesma informação foi retirada e no seu lugar apareceu uma outra publicitando a Cidade Europeia do Desporto 2016.

Não é que pessoalmente nutra particular simpatia pelo tal anunciado Terminal 7, antes preferia ver a continuidade dos relvados e passeios do PUA ligando-os à Praia da Saúde e um ou dois quiosques de apoio, coisas muito mais baratas e provavelmente muito mais do meu e do agrado de muitos utentes daquele espaço.

O que não deixa de ser estranho é a pressão exercida para a desocupação das instalações e depois ao invés de se limpar a zona optar-se por lhe dar nova utilização ainda que com caráter “temporário”.

Mas então, será que o anunciado Terminal 7 morreu?

Gostaria que alguém com melhor informação conseguisse explicar cabalmente esta estranha situação de forma a percebermos o que se passa com este anunciado projeto.

Rui Canas Gaspar
2016-outubro-12

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