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quinta-feira, 12 de março de 2015

COISAS DE SETÚBAL

A Igreja de Nossa Senhora da Ajuda

Encontra-se no Parque Natural da Arrábida, a antiga Igreja de Nossa Senhora da Ajuda.

Esta foi sede de uma paróquia rural a qual no ano de 1835 viria a ser anexada pela paróquia setubalense de Nossa Senhora da Anunciada.

Na manhã de sábado, primeiro de novembro de 1755, quando o mundo católico celebrava o “Dia de Todos os Santos” a terra tremeu violentamente derrubando muitas construções a sul de Portugal até ao norte de África e a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, ali junto ao azul Rio Sado, não escapou a este terrível terramoto, tendo ficado bastante danificada.

Devido a este cataclismo, os fiéis das localidades da Rasca, Alcube, Outão e de toda a circunvizinha região deixaram de ali frequentar os serviços religiosos e passaram então a assistir à missa celebrada na capela de São Pedro de Alcube, em Aldeia Grande, uma construção religiosa que já existia no ano de 1596 e que pertencia à paróquia de Nossa Senhora da Ajuda.

As ruínas desta enorme construção encontram-se no alto de uma encosta frente ao Rio Sado, sensivelmente por cima da Praia da Esguelha, podendo-se ver na sua frente um rochedo que na maré cheia fica submerso, temido durante muitos anos por pescadores e marinheiros, sendo conhecido por “Pedra Aflar”.

Com o decorrer do tempo aquela igreja perdeu importância até que as suas  instalações deixaram de ser utilizadas para culto religioso. As mesmas foram posteriormente adaptadas a outras menos espirituais, nomeadamente às de lagar e de celeiro.

Presentemente encontram-se em ruínas, rodeadas de mato, sendo um dos cerca de meia centena de artigos matriciais que compõem a propriedade da Comenda de Mouguelas.
Rui Canas Gaspar
2015-março-12

www.troineiro.blogspot.com

sábado, 7 de março de 2015

Coisas de Setúbal

A Bataria de Milregos

Já o palácio da Comenda se encontrava concluído e habitado quando em 1916 no âmbito da Primeira Grande Guerra o Estado ordenou a edificação da Bataria de Milregos, construção situada na margem esquerda da Ribeira da Ajuda, em terrenos da Herdade da Comenda.

A construção desta bataria deveria decorrer em simultâneo com a do Casalinho, localizada um pouco a oeste do forte de São Filipe, ficando a de Milregos sensivelmente a meia distância, entre Fortes de Albarquel e do Outão.

O Conde Armand foi então notificado da pretensão do Estado português tendo concordado com a expropriação, estabelecendo-se o valor da transação em 1.766$50 verba que foi acertada entre o delegado do Exército e o feitor da referida propriedade.

Em 1919 a construção da bataria de Milregos seria interrompida quando contava apenas com um bloco edificado, numa zona escavada para o efeito, bem como a estrada empedrada de acesso, ligando as instalações militares à via principal.

A Bataria do Casalinho seria concluída e viria a ser equipada com seis potentes peças Krupp de 280mm vindo somente a ser desativada em 1962.

Em abril de 1919 faleceria o Conde Armand, Abel Henri George. A Herdade da Comenda passaria para a posse dos seus herdeiros, a viúva Françoise de Brantes e seus cinco filhos.

Corria o ano de 1928 quando o Estado e a parte expropriada chegaram a novo acordo materializado na entrega por parte do Exército dos terrenos ocupados na Comenda devolvendo o proprietário verba igual à que tinha recebido aquando da expropriação, uma dezena de anos antes. 

Rui Canas Gaspar
2015-março-07

www.troineiro.blogspot.com