notícias, pensamentos, fotografias e comentários de um troineiro

domingo, 18 de maio de 2014

São servidos?
Doces lembranças das Coisas de Setúbal

Com a proximidade da Feira de Santiago que tradicionalmente se realiza em Setúbal entre os dias 25 de julho e 8 de Agosto veio-me à lembrança as tradicionais guloseimas da minha terra, algumas delas que só as comia nesta época do ano.

A Bolacha Piedade, fina e dura que se farta, mas saborosíssima, com o característico sabor a erva doce e o sabor a anis. Dizem os descendentes do seu primeiro fabricante que o sucesso da longevidade reside na qualidade do produto e no segredo do seu fabrico.

Com ou sem segredo, nos anos sessenta do século passado, uns quinze dias antes de começar a Feira lá estava uma equipa da família Piedade, na Rua da Brasileira, 49, onde em tempos teria funcionado uma padaria, a utilizar as instalações e o forno a lenha para as confecionar.

Eu se não as comia, pelo menos deliciava-me com aquele doce e característico aroma que a chaminé da padaria deixava escapar e que me entrava em casa sem pedir licença.

Esta é sem dúvida a mais antiga especialidade sadina que remonta ao ano de 1855 quando os setubalenses a começaram a consumir por ocasião da Feira de Santiago.

Mas era na feira que também nos deliciávamos com as célebres filhoses do Chico Padreca antes do aparecimento das modernas farturas de que a Luisinha é rainha.

Ainda do meu tempo de menino veio-me à lembrança outra especialidade vendida pela Ti Laura, e também por ela fabricada, os deliciosos queques que comercializava à porta do cinema Grande Salão Recreio do Povo.

Era ali ao início da Rua Jacob Queimado que ela residia e confecionava os deliciosos bolos que depois eram levados ao forno da padaria do Elias, mesmo em frente da sua casa, do outro lado da rua.

E que dizer do “doce de laranja, especialidade de Setúbal” o pregão que se ouvia particularmente junto à estação rodoviária dos “Belos” onde se vendiam em sugestivas embalagens do esmerado fabrico da Pastelaria e Confeitaria Abrantes?

Só de pensar nisto já estou a ficar com água no boca!

Que maravilha! Que doces lembranças, ou que lembranças doces das COISAS DE SETÚBAL…

Rui Canas Gaspar

2014-maio-18

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Organizações José Rocha

Desde pequeno que me habituei a ouvir por terras setubalenses quando algo corria mal com algum evento por aqui realizado a expressão, isto ou aquilo mais não era do que: “Organizações José Rocha” . E ainda hoje eu próprio uso esse termo ouvido ao longo de décadas.

Porém, sempre me intrigou a origem de tal expressão, tendo-a sempre associado a algum hipotético cavalheiro, ligado ao ramo artístico, de nome José Rocha, organizador de festividades que de organização deixaria muito a desejar.

E foi a propósito da Meia Maratona de Setúbal, ao ver o vídeo partilhado na internet, observado o palanque montado a cobrir parte da pintura do “rapaz dos pássaros”, ao ler o comunicado camarário e ao tomar conhecimento da notícia publicada a propósito no jornal O SETUBALENSE, que naturalmente comentei com alguém familiarizado com a expressão: aquilo foi organizações José Rocha.

Curiosamente, parece que hoje, dia 15 de maio de 2014, a minha curiosidade ficou satisfeita ao tomar conhecimento de um panfleto editado em 1946, quando eu ainda não era nascido, anunciando um grande sarau à francesa, na União Setubalense, com o concurso  de José Rocha.

Pelos vistos o tal organizador, seria provavelmente um talentoso improvisador, a ponto da sua fama ficar gravada, tal como o “marreco” sempre fortemente apupado quando a fita se partia numa qualquer exibição cinematográfica no Casino Setubalense ou no Grande Salão Recreio do Povo.

Dão-me imenso prazer descobrir estas fabulosas pequenas coisas de Setúbal.

 Por me darem tanto prazer não quero deixar de partilhar este belo e histórico exemplar que teve o concurso das organizações José Rocha, que pelos vistos deixou sucessores na nossa cidade…

Rui Canas Gaspar


2014-maio-15
COISAS DE SETÚBAL o grupo dos que cá estão, dos que estão por lá e dos que estão a caminho.

Todos permanecem unidos neste espaço virtual onde a História se faz com estórias, onde a noticia é potenciada pela força das imagens.

Inscreva os seus amigos da região do Rio Azul neste dinâmico grupo de amigos naturais e virtuais.
Partilhe este espaço.
 
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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Os setubalenses vão ficar de “olhos em bico”

Está já ser montada em Setúbal, com muito entusiasmo, a exposição de arte atual japonesa que trará a Portugal 225 de obras de artistas japoneses que nos mostrarão diversas sensibilidades artísticas do povo niponico.

O evento decorrerá na cidade sadina entre os dias 18 de maio (domingo) a partir das 17,30 e terá o seu terminus em 22 de junho, deste ano de 2014.

Trata-se resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Setúbal e o Club des Amis de l’Europe e des Arts de Tokyo (CAEA).

A exposição distribuir-se-á por quatro espaços culturais.  Na Casa da Baía, estarão  patentes os trabalhos orientados para a vertente tradicional; Na Casa da Cultura a mostra incidirá sobre os trabalhos atuais  de expressão artística ; Na Galeria Municipal do 11, poderemos admirar a mostra de artes típicas do país do Sol Nascente, enquanto a galeria Municipal do Banco de Portugal as peças em exposição são orientadas para a vertente tradicional.

De notar que nesta ultima galeria, onde se encontra patente a exposição de pintura quinhentista do Museu de Setúbal a mesma continuará patente ao público, tendo no entanto os responsáveis por aquele espaço, aberto novas divisões do edifício para poder receber a “Arte Atual do Japão” um evento que tudo indica vai deixar os setubalenses e quem nos visita de “olhos em bico”.

Rui Canas Gaspar

2014-maio-14
Foi brilhantemente assinalado o 40º aniversário da Igreja SUD em Portugal



O maior salão polivalente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em Portugal, sedeado em Oeiras foi nitidamente insuficiente para acolher os espectadores que ali se dirigiram na noite de terça-feira, 13 de maio de 2014 com a finalidade de assistir a um magnífico espetáculo comemorativo do 40º aniversário da implantação da Igreja em terras lusas.

Está mais que provado que AIJCSUD não dispõe em Portugal de instalações suficientemente espaçosas para eventos desta envergadura, pelo que teria sido medida sábia o recurso ao aluguel de um espaço próprio com capacidade e com condições de comodidade, conforto e segurança.

Para colmatar o calor, o deficiente som e a falta de espaço, valeu o serão propriamente dito. Estão de parabéns todos os que se envolveram aos mais diversos níveis, desde a escrita do guião, muito objetivo e bem resumido, até à execução artística dos diferentes intervenientes, que resultou num espetáculo provavelmente como nunca até agora se viu em Portugal.

Ao longo de pouco mais de uma hora pudemos assistir ao desenrolar de acontecimentos históricos, com testemunhos gravados e fotografias projetadas dos pioneiros da Igreja em Portugal.

Apreciamos talentosos intérpretes que representaram figuras históricas e também algumas pitorescas, com os seus característicos pregões, a par da execução de danças do folclore nacional, de várias regiões de Portugal e, curiosamente, até não faltou o fado brilhantemente interpretado.

Seguramente que valeu a pena o esforço e todo o trabalho que resultaram num evento difícil de esquecer, merecidamente aplaudido pelas centenas de pessoas presentes e que assinalou condignamente o 40º aniversário do mormonismo em Portugal.

Rui Canas Gaspar
13-maio-2014

sábado, 10 de maio de 2014

Mais um “CRIME” na cidade de Setúbal

Parece que alguns (ir) “responsáveis”  pelas coisas da nossa cidade teimam em desfazer o que de bom por cá se vai fazendo, e ao que parece sempre que têm oportunidade para isso dão largas ao seu mau gosto e incompetência gritante.

Imaginem que com tanto espaço no Largo José Afonso, Avenida Luisa Todi e arredores pois não é que estão a tapar metade da pintura do “rapaz dos passarinhos” com uma inestética e feia armação metálica para servir de palanque e suporte a publicidade e propaganda da meia maratona que terá lugar amanhã domingo.

Afinal quem é o responsável por esta falta de tudo e mais alguma coisa? Em vez de aproveitarem o que temos de mais bonito do género e montarem aquela estrutura ao lado, em baixo ou onde quer que fosse vão tapar metade da pintura.

Não se trata apenas de péssimo mau gosto, trata-se inclusivamente de desrespeito pelo artista e pelo mecenas que patrocinou aquela obra de arte urbana.

Não basta as barracas sem jeito nem trambelho que por ali costumam colocar por altura das feiras e feirinhas, agora que temos algo que dá alguma vida e que veio valorizar a polemica obra, chega não sei quem e planta toda aquela tralha frente à obra de arte.

Não existe pachorra para tanta incompetência!

No mínimo ao irresponsável que idealizou/autorizou a utilização do palanque o que lhe podemos oferecer é uma caneca de chá, porque ao que parece não a deve ter tomado em menino…

Rui Canas Gaspar

2014-maio-15
Há os sem-abrigo de primeira e os sem-abrigo de segunda, é tudo uma questão de sorte…
Pouco passava das sete horas desta luminosa manhã de sábado. As ruas de Setúbal encontravam-se praticamente desertas e só uma ou outra pessoa parecia que usufruía da excelente temperatura para fazer um pouco de ginástica matinal.
No Parque do Bonfim os negros melros de bico amarelo já tomavam alegremente o seu pequeno almoço nos frescos e verdes relvados acabados de regar.
As estreitas ruas da baixa começavam a ser penetradas pelos raios de sol que ao incidirem sobre os antigos edifícios mostravam-me alguns pormenores que nas nossas correrias diárias nem damos conta da sua existência.
No Largo de Santo António as árvores floridas emprestavam a sua beleza a um espaço que poderia ser lindo não fosse alguns edifícios encontrarem-se degradados e vandalizados.
Reparo num desses miseráveis exemplares cuja porta de alumínio já teria sido furtada a exemplo de tantos outros na cidade. Aproximo-me da entrada e reparo que num quarto a que falta a porta, um par de calças estão penduradas e alguém se mexe no seu interior, certamente despertado pelos raios de sol.
Trata-se de um dos vários sem abrigo que se refugiam nas muitas casas no mesmo estado que esta. Alguém que dorme em cima de um pedaço de cartão coberto com uma manta que o protege do frio noturno, que felizmente nesta época do ano não é aflitivo.
Prossigo no meu passo apressado pelas desertas ruas da baixa observando tudo o que me rodeia e eis que quando chego ao Largo da Ribeira Velha e me preparo para fotografar um bonito recanto noto que também ali alguém dorme no chão.
Este é um outro “sem-abrigo” porém de classe superior, digamos assim, está dentro de um confortável saco-cama, colocado em cima de uma esponja e a mochila serve-lhe de banca de cabeceira.
Enquanto a maior parte dos meus conterrâneos dorme ainda, continuo com o meu raid de meia dúzia de quilómetros pela cidade e vou pensando que neste nosso mundo até para ser sem-abrigo temos de ter sorte, porque uns estão destinados a ser de primeira dormindo no chão com algum conforto e em ambiente agradável e outros,os de segunda estão destinados a dormir em algum canto escuro e sujo…


Rui Canas Gaspar
2014-maio-05
www.troineiro.blogspot.com

quinta-feira, 8 de maio de 2014

ARRÁBIDA DESCONHECIDA

Cai a noite na Serra da Arrábida. As luzes iluminam a cidade lá ao fundo. No alto da serra o vento frio sopra de noroeste e a raposa para a cerca de dois metros de mim, olha-me docemente na vã esperança de ver retribuída a sua simpatia com algo que pudesse comer.

Como apenas me limitei a transmitir-lhe algumas simpáticas palavras e a  fotografa-la, não deve ter achado piada ao encontro e pouco depois não estando disponível para sessões fotográficas, vai embora procurar algo de mais substancial.

Fico um pouco de tempo mais a admirar o belo animal de pelo castanho avermelhado adornado com uma longa e linda cauda.

Parece-me saudável e bem nutrido.

Depois dos nossos noturnos cumprimentos cada um foi à sua vida, ela no alto da serra mãe e eu cá para baixo, para a cidade iluminada, onde cheguei para partilhar com os meus amigos mais este encontro com uma das princesas desta Arrábida de muitos desconhecida.

Rui Canas Gaspar

2014-maio-08
Vejam Setúbal, tirem a prova…

Sem margem para dúvidas que ao porto da luminosa Lisboa podem aportar os mais modernos e enormes paquetes de cruzeiro vindos de todo o mundo, com os muitos turistas que se irão deliciar não só com os pastéis de Belém, mas sobretudo com o rico património histórico da capital portuguesa.

Mas, não tenhamos quaisquer dúvidas que é o porto de Setúbal que está vocacionado para receber os grandes barcos cargueiros que aqui podem embarcar e desembarcar as mercadorias não menos importantes para o desenvolvimento da economia portuguesa.

O nosso porto dispõe de capacidade mais que suficiente para atrair novos operadores portuários. Os seus cais estão dotados das necessárias infraestruturas de apoio a que até nem falta a ligação ao caminho-de-ferro para o transporte de mercadorias.

Os nossos cais são amplos e permitem sem quaisquer obras ou custos adicionais passar a receber, de entre outras, as milhares de viaturas do novo modelo a fabricar pela AUTOEUROPA destinadas à exportação.

Um pouco mais a poente, noutro espaço, temos capacidade para receber muito mais contentores do que atualmente o fazemos, igualmente sem ter de gastar mais dinheiro em novos aterros, ou construções, dado que tudo, ou quase tudo, está feito.

A par de tudo isto, dispomos das condições ideais para receber o grande número de embarcações de recreio que passam diariamente pela nossa costa, frente à nossa barra, sem aqui entrar.

Temos a capacidade técnica e os meios financeiros, se utilizarmos a inteligência, bem como as possíveis parcerias entre o poder público e os privados, de forma a poder fazer avançar a Marina de Setúbal que poderá representar mais um polo de desenvolvimento regional e local.

Se temos tudo isto, será que os políticos setubalenses estão a fazer tudo o que podem de forma a fazer ressaltar perante os órgãos governamentais as reais potencialidades desta região que tem vindo sistematicamente a ser preterida a favor de Lisboa?

Por exemplo, para quê construir mais um espaço para contentores a pouco mais de umas três dúzias de quilometros a norte do Sado quando aqui já o temos construído e em funcionamento?

Será que aqueles que nos têm andado a mandar apertar o cinto pensam que já estamos ricos e que podemos voltar ao tempo do despesismo, fazendo o que não necessitamos, como seja um outro cais para contentores junto às margens do Tejo?

Deixem de perder tempo e dinheiro com “estudos” e mais “estudos” técnicos senhores governantes deste nosso belo e laborioso país. Saiam dos vossos gabinetes e venham a Setúbal, observem e constatem o que aqui se diz e se houver algum investimento a fazer façam-no nesta terra de gente do rio e homens do mar, porque os valores a despender são pequenos e o retorno significativo.

Esta é a minha opinião discutida com gente da área e corroborada por eles. A sugestão aqui expressa vale o que vale, ela é fundamentada na constatação de um facto por parte de um leigo na matéria e troineiro de nascimento.

Rui Canas Gaspar

2014-maio-05

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Vai ser construído um novo “estádio” de futebol  em Setúbal e à beira-rio

No dia 12 de junho de 2014 terá início a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014,com o jogo disputado entre as seleções do Brasil e da Croácia.

Serão muitos os portugueses que terão o privilégio de poder assistir aos diversos jogos num dos bonitos e tão contestados estádios construídos pelos nossos irmãos brasileiros.

De Setúbal muitos gostariam de se deslocar a terras brasileiras para poder ver os tão importantes jogos, mas não será certamente por falta de dinheiro, coisa que parece abundar agora que a troika nos deu folga, apenas faltando o tempo para as deslocações aos setubalenses.

Sendo assim, se os sadinos não vão ao estádio, o estádio vem aos sadinos. E como esta nossa terra está a ser governada por pessoas que parecem estar atentas às necessidades do povo, sim porque a diversão também é uma necessidade! eis que a nova União das Freguesias de Setúbal, decidiu construir um “estádio” onde os setubalenses poderão assistir aos diversos jogos.

Decisão tomada, espaço identificado para o novo recinto desportivo e o Presidente da nova junta pôs pernas ao caminho e foi apresentar o seu projeto e pedir autorização ao responsável pelo espaço escolhido. Um outro presidente, aquele que é responsável pelo território da beira-rio.  

Reunião cordial entre os dois presidentes e aprovação da APSS que disponibiliza para este período dos jogos o agradável e pouco utilizado (por enquanto…) amplo espaço entre os seus enormes armazéns e o rio, ali, junto ao local onde se tomam os barcos para Troia.

A União de Freguesias vai tratar de montar o indispensável estaminé a que não faltará uma tela gigante e o povo, aquele que gosta de futebol e o outro também, passarão a dispor de mais um espaço de diversão e convívio no período em que decorrem os jogos nos estádios brasileiros.

Os estádios brasileiros custaram milhões e não se comparam com este que custará tostões. Ainda por cima será implantado junto aquela que é considerada como uma das mais belas baías do mundo.

Se o saudoso Fernando Pessa fosse vivo, certamente que diria: - E esta hein?...

2014-maio-07

Rui Canas Gaspar

terça-feira, 6 de maio de 2014

Setúbal está no caminho do progresso

No amplo espaço de terra batida existente entre a doca dos pescadores e a construção onde se encontram os apetrechos de pesca dos pescadores, a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, responsável por aquela parcela do território setubalense mandou executar algumas obras de arruamento ocasionando que fossem conseguidas algumas dezenas de lugares de parqueamento.

Também mandou colocar candeeiros na zona para além de outros melhoramentos.

Para trás ficou a instalação do jardim e a colocação de um banco panorâmico, conforme anunciado no painel informativo que dava conta do que naquele espaço se iria realizar.

Acontece que a Câmara Municipal de Setúbal a braços com lugares de parqueamento, agravado com o invulgar movimento na zona devido aos muitos restaurantes em funcionamento, ao Bowling de Setúbal, e sobretudo à enorme quantidade de pessoas que demandam o Parque Urbano de Albarquel, solicitou à APSS que ao invés de instalar ali um jardim pudesse ceder o espaço para um parque de estacionamento automóvel tão necessário e urgente.

A APSS entendeu a necessidade camarária e no superior interesse da cidade acedeu e prescindiu do seu projeto para que a Autarquia pudesse levar o seu de vencida, conseguindo-se ali implantar uma nova bolsa com algumas dezenas de lugares de parqueamento automóvel.

Pode parecer um assunto sem importância ou de importância relativa. Porém, eu, pelo contrário, considero-o por demais importante, não pelo parque de estacionamento em si, o que não é de desprezar mas sim pelo facto de duas entidades que durante anos e anos estiveram de costas voltadas agora darem as mãos e colaborarem ativamente para que Setúbal possa de facto sair beneficiada.

Para aqueles amigos que gostam de pormenores mais ou menos interessantes, devo dizer que os dois responsáveis setubalenses não são da mesma cor politica. Enquanto o setubalense Victor Caldeirinha, presidente da APSS está ligado ao Partido Social Democrata, Dores Meira, presidente da C.M.S. é membro do Partido Comunista.

O nosso povo gosta muito de ouvir quem fale bem, ainda que por vezes pouco ou nada  diga. Mas, sobretudo o que os setubalenses mais gostam é de quem faça obra e parece que estamos todos a ficar de parabéns porque Setúbal está no caminho do progresso graças também ao entendimento e colaboração entre estas duas importantes entidades que governam o nosso território.

Rui Canas Gaspar

2014-maio-06

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Nos anos 70 houve muito movimento entre Setúbal e Troia e hoje?

Antes de acontecer a revolução de 25 de abril de 1974, mais concretamente no ano de 1971, quando muitos jovens setubalenses combatiam na Guerra Colonial, nas matas africanas de Angola, Moçambique e Guiné, por cá muita gente atravessava o Sado não só para ir a banhos, mas sobretudo deslocando-se para o complexo turístico que ali estava a desenvolver a TORRALTA.

Para se ter uma ideia do elevado volume de tráfego fluvial levando passageiros de uma para a outra margem do Sado atente-se nestes números de pessoas que utilizaram as carreiras de barcos convencionais e dos outros, tipo hovercraft.

Passageiros transportados em 1971:

-  Embarcações do tipo convencional    769 740
- Embarcações do tipo hovercraft         113 128
- Total de passageiros transportados entre as duas margens 882 868

Passados pouco mais de 40 anos seguramente que os números são incomparavelmente inferiores, embora muito se tenha construído na margem sul do nosso Rio Azul.

Deixamos de ver os barcos, no final da semana, repletos de setubalenses que iam usufruir das águas oceânicas que beijam as brancas areias da Costa da Galé, do Bico das Lulas e do Sado frente à sua terra natal.

Deixamos de ver as largas centenas de trabalhadores que diariamente cruzavam o rio para ir transformar aquela península na propalada capital do turismo europeu.

Deixamos de ver, mais de 40 anos depois, as bonitas ruas, jardins, praças  e cuidados edifícios da “cidade” turística repleta de gente, deste e de outros países.

Deixamos de ver os novos e modernos barcos repletos de pessoas e viaturas como outrora acontecia diariamente.

Deixamos sobretudo de ver ação e dinamismo, de forma a inverter este tipo de situação.

Deixamos de ver tanta coisa, acabando por me convencer, que como os anos não perdoam, terei de ir ao oftalmologista, porque afinal sou eu que não estou a ver bem este triste espetáculo…

Mas com óculos novos ou não, gostaria de ver o nosso belo Rio Azul com os grandes barcos que aqui chegam para carregar e descarregar mercadorias. 

Gostava de ver os pequenos botes pescando no nosso farto Sado, calma e tranquilamente sem a pressão fiscalizadora das autoridades marítimas.

Gostava de ver as empresas turístico-marítimas a operarem nas nossas águas azuis sem os pesados encargos que incidem sobre as mesmas e que não as tornam concorrenciais.

Gostava que deixassem os pescadores amadores que em cima das nossas muralhas tentam capturar alguns peixinhos para o almoço sem as multas absurdas que lhes são aplicadas ou a penalização de terem de ir varrer as ruas da cidade.

Gostava tanto de ver a minha bonita Setúbal, agora que começa a estar devolvida ao rio que se transformasse de vez na mais maravilhosa cidade portuguesa…

Tenho a esperança que isso venha a acontecer com a ação conjugada da Administração Portuária e da Autarquia Sadina, independentemente das suas cores políticas, procurando em conjunto resolver devidamente os assuntos dos setubalenses, ao invés de trabalharem de costas voltadas como durante décadas aconteceu, com os nefastos resultados que se conhecem.

Rui Canas Gaspar

2014-maio-05

sábado, 3 de maio de 2014

Conhece a Palhavã ?

Corria o ano de 1936 quando a Câmara Municipal de Setúbal decidiu apoiar os tradicionais festejos que se realizavam em Setúbal por altura dos santos populares, no tempo em que se faziam fogueiras nas ruas e à volta das mesmas a população convivia alegremente até quase ao nascer do sol.

Para isso disponibilizou mastros, bandeiras e até iluminação elétrica para os diversos lugares da cidade que decidissem aderir à iniciativa, que culminaria com um concurso de marchas populares.

E foram cinco os grupos que se organizaram e decidiram entrar no concurso desfilando com as suas marchas: Olhos d’Água, Travessa da Saúde, Largo das Machadas, Rua Direita e Largo da Portuguesa foram as marchas pioneiras setubalenses.

Na taberna do Nabiça, onde hoje funciona a Tasquinha do Rui, na Rua José Carlos da Maia, 88, cinco setubalenses entusiasmados com o evento realizado, decidem transformar a comissão que se tinha proposto engalanar aquela zona da cidade no Rancho Folclórico da Palhavã, tratando de escolher para seu patrono S. João.

No ano seguinte, em 1937 o novo grupo apresentava-se a concurso com a sua própria marcha que haveria de ao longo dos anos ser o principal elemento identificativo daquela popular coletividade.

Os seus dirigentes trataram de conseguir uma sede para o seu grupo e para o efeito adquiriram as velhas instalações do nº 146 da Rua José Carlos da Maia, em cujo primeiro andar foram confecionados os arcos e trajes com que pela primeira vez desfilaram.

As velhas instalações, compradas a prestações, foram recuperadas e alindadas. Foi ali que se prepararam novas marchas e muitos bailaricos foram levados a efeito ao longo de vários anos.

Muitos namoricos acabaram em casamento e o contrário também é verdade com alguns outros desfeitos devido a novos amores despontados ao som de embaladas melodias.

Anos mais tarde e já com uma organização solidificada, muda-se para novas e mais consentâneas instalações, sedeadas na antiga Rua do Castelo Prolongamento entretanto rebatizada como Rua do Clube Recreativo da Palhavã.

Mais de três quartos de século passados e a Palhavã continua a ser uma referência no panorama cultural e desportivo setubalense, de raiz estritamente popular.



Rui Canas Gaspar

2014-maio-03

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A cidade do rio azul não é a República Dominicana

Hoje fui comprar produtos frescos ao bonito e renovado Mercado do Livramento.

Mal entrei naquele local o agradável aroma dá-me vontade de por lá ficar mais tempo do que o necessário para fazer as compras.

Pelo forma de falar dos utilizadores daquele espaço reconheço a maioria das pessoas como setubalenses, embora o sotaque brasileiro e o crioulo cabo-verdiano seja frequente e assim identifico outro tipo de moradores que a cidade sadina tão bem acolheu.

É também curioso verificar a quantidade de turistas que por ali são vistos a fotografar não só as belas e enormes estátuas oferecidas à cidade pela Fundação Buehler-Brockaus, alusivas às profissões daquele estabelecimento, mas também apontando as objetivas das suas máquinas às bancas de verdura, frutas ou do saboroso e diversificado peixe fresco.

A vendedora da banca onde estou a comprar os vegetais mostra-se admirada com a quantidade de gente que hoje, dia seguinte ao primeiro de maio, veio fazer compras e diz-me: - Está cá muita gente de fora!…

Seguidamente dirijo-me ao supermercado Pingo Doce, ao lado do Mercado do Livramento, para comprar outro tipo de produtos que não se encontram à venda no mercado de frescos. Longas filas em todas as caixas e a operadora por quem sou atendido confidencia-me que hoje está muita gente de fora, confirmando assim o que já ouvira no mercado.

Não sei de onde apareceram tantos forasteiros, mas lá que eles estão cá isso estão. Venham eles nas autocaravanas que este ano “descobriram” Setúbal, estejam em casas no outro lado do rio, em Troia, apenas de passagem, em casa de familiares ou amigos, não faço ideia…

Ontem, primeiro de maio, na minha volta pelo Parque Urbano de Albarquel, a determinada parte do percurso o mesmo encontrava-se obstruído por um grupo de oito adultos, homens e mulheres, que caminhavam lentamente. Como caminhava logo atrás tive oportunidade de naturalmente escutar parte da sua conversa.

Pela pronúncia notava-se que era pessoal do Norte, das bandas do Porto, Gaia ou Matozinhos. Tudo admiravam e comentavam elogiosamente, desde os lindos tufos de arbustos floridos, aos espaços relvados, às zonas de aparelhos de ginástica, ao rio azul, ao “calçadão” e mostraram-se agradavelmente surpreendidos com o espaço destinado à zona de merendas, com os seus protetores de sol feitos em matéria natural como usado nos países tropicais.

E foi aqui que uma das senhoras, visivelmente agradada com tudo o que via, desabafou: - Parece que estamos na Republica Dominicana, e isto não se fica nada atrás!...

Bem, cada um gosta do que gosta, as afirmações valem o que valem, mas não há duvida que Setúbal está como nunca antes se viu. Muito mais agradável e com muito mais pontos de interesse, sendo o expoente máximo a devolução do seu rio azul ao usufruto da cidade.

De facto, muito ainda há por fazer, mas “Roma e Pavia não se fizeram num dia” e, goste-se ou não, nestes últimos anos a cidade sadina mudou imenso.

Nós que cá estamos podemos não nos aperceber, mas aqueles que nos visitam, ou aqueles que tendo por cá nascido ou residido retornem para nos visitar, passado meia dúzia de anos, são dessa opinião.

Esta é uma cidade com vida própria, com um amplo tecido industrial, é uma cidade marítima mas que já não vive da pesca, o turismo é um importante polo a explorar a par de outros pontos de interesse, uma cidade de enorme potencial.

Saibam os setubalenses e seus governantes, nascidos ou não aqui, reconhecer e acarinhar a cidade que temos, desenvolvendo as potencialidades que estão ao nosso alcance.

É meu desejo e minha esperança que um dia ainda possa ver a minha terra não como a Republica Dominicana, mas sim igual a si mesma, a cidade do rio azul, uma potência turística internacional por mérito próprio.

Rui Canas Gaspar

2014-maio-02

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Cuidado com a mentira

É atribuída a Goebbels, o famoso político alemão que foi responsável pela propaganda na Alemanha nazi, a célebre máxima: “Uma mentira mil vezes repetida torna-se verdade”.

Soubesse eu que surtiria esse efeito e não deixaria de por mais 999 vezes divulgar aqui na internet a brincadeira que engendrei no dia primeiro de abril, o tradicional dia das mentiras. Poderia ser que todas aquelas inovações noticiadas como tendo sido iniciadas em Setúbal se tornassem realidades.

Se o texto que difundi naquele dia fosse passado noutra qualquer data que não a de 1 de abril, estaríamos em presença de uma notícia viral, isto a fazer fé no facto de que mesmo depois de eu ter esclarecido tratar-se de brincadeira, diariamente o texto continuar a ser compartilhado como verdadeiro.

As pessoas vibram com as boas notícias, com o desenvolvimento, com o progresso e se estes pormenores forem de proximidade, eles tornar-se-ão motivo de orgulho, daí a sua necessidade de compartilhar a novidade.

Muitos milhares de leitores gostaram e mais de meio milhar de pessoas partilharam esta falsa notícia. Mas, o mais curioso é que passado um mês sobre o seu desmentido ela não só continua a circular como a ser compartilhada por outras pessoas.

Para aqueles que por acaso não tiveram oportunidade de tomar contacto com esta falsa notícia aqui vai a ligação: http://troineiro.blogspot.pt/2014/04/com-verdade-me-enganas-revolucao-em.html

Mas não se esqueçam que se trata de ficção, a não ser que os nossos políticos queiram passar da ficção à realidade e nesse caso não me importaria nada…

Com isto podemos aprender que temos de ter cuidado com o que se lê, porque se nem tudo o que luze é ouro, nem tudo o que parece é. E especialmente os políticos gostam muito de passar uma imagem de fantasia especialmente quando estão em campanha eleitoral.

Por tudo isto, todo o cuidado é pouco, porque colocando um pouco de verdade numa grande mentira poderá dar alguma credibilidade a um monumental embuste.

Rui Canas Gaspar
2014-maio-02



Afinal quem é o responsável?

São jarros padronizados, em metal, segundo modelo exigido pela C.M.S. e encontravam-se no interior do Cemitério da Paz (Aljeruz), a decorar com bonitas flores os gavetões onde repousam os restos mortais de muitos setubalenses.

Estamos a falar de um espaço delimitado, com portão e horário de abertura e fecho pertencente à Autarquia sadina.

Segundo notícia publicada com destaque de primeira página no jornal O SETUBALENSE de 30 de abril de 2014 (quarta-feira) aquele espaço teria sido alvo de assalto, tendo os larápios furtado cerca de quatrocentos jarros, deixando todo o espaço num caos com centenas de flores espalhadas pelo chão.

Mas, para mim, o mais curioso  é o facto do jornal informar que a Câmara Municipal de Setúbal não se responsabiliza  por este inédito furto, tendo entregue o assunto à Polícia de Segurança Pública.

Claro está que a Autarquia deve entregar o caso para averiguação da P.S.P. de forma a tentar apurar a responsabilidade do assalto e eventual captura dos larápios.

Porém, não seria mais correto a nossa C.M.S. assumir de imediato a reposição das peças que se encontram à sua responsabilidade, porquanto é ela própria a proprietária e gestora de um espaço vedado e interdito ao comum dos mortais, fora do horário por si estipulado?

Rui Canas Gaspar

2014-maio-01
Enquanto neste dia primeiro de maio o jornal abandonado ao lado anuncia em manchete "Menos cortes para pensões douradas" um pacato cidadão goza as delicias do sol setubalense, junto ao Parque Urbano de Albarquel, provavelmente sem intenção de se dourar, mas pelo menos com a esperança de sair de Setúbal com um invejável bronzeado.
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A Arrábida é um dos mais belos locais do mundo

Num frio, triste e cinzento dia de inverno a comunicação social aqueceu o nosso coração com a agradável notícia da apresentação da candidatura da Arrábida a Património Mundial Misto da Humanidade, por parte de Portugal, ao Comité Internacional da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

A necessária documentação contendo a pretensão nacional foi oficialmente entregue naquele organismo, sedeado em Paris, na sexta-feira dia 1 de fevereiro de 2013, depois de um exaustivo trabalho desenvolvido ao longo de uma década pelo poder local, que contou com a valiosa colaboração de várias entidades e cientistas de diversos estabelecimentos do ensino superior.

O Dr. Paulo Portas, então ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, disse a propósito deste assunto o seguinte: “A candidatura da Arrábida a Património Mundial é justa e de enorme potencial. A Arrábida é uma das “joias da coroa” do património português que poderá ganhar muito com o seu reconhecimento internacional”.

Na primaveril manhã do ano de 2014 quando muitos países do mundo comemoram o Dia do Trabalhador a comunicação social arrefecia o nosso coração com a notícia que dava conta de uma nota informativa divulgada pela AMRS (Associação de Municípios da Região de Setúbal) com o seguinte teor:

"Fomos informados pela Sra. Embaixadora de Portugal na UNESCO, Dra. Ana Martinho, de que o Estado Português irá retirar a Candidatura face aos conteúdos dos relatórios da ICOMOS e do IUCN" - refere uma nota do Gabinete de Imprensa da Associação de Municípios da Região de Setúbal.

"O processo de candidatura da Arrábida a Património Mundial, tal como sempre afirmámos, tem sido um projecto de desenvolvimento regional, de valorização das nossas gentes e terras, do seu património natural e cultural." - é sublinhado.


Estado Português Retira Candidatura da Arrábida a Património Mundial



Construímos este caminho com inúmeras personalidades e instituições da região, com a profunda convicção de que sendo um dossier de candidatura complexo e exigente, na Arrábida coexistem valores naturais e culturais únicos e excepcionais, que merecem ser conhecidos, preservados e divulgados.

No entanto, fomos informados pela Sra. Embaixadora de Portugal na UNESCO, Dra. Ana Martinho, de que o Estado Português irá retirar a Candidatura face aos conteúdos dos relatórios da ICOMOS e do IUCN.

Agradecendo o contributo e empenho de todos os que participaram na Candidatura, reafirmamos a nossa intenção de prosseguir o processo de afirmação e valorização da Arrábida, nomeadamente, através da continuação dos trabalhos em curso, entre eles, os decorrentes dos Protocolos estabelecidos com instituições do ensino superior relativos à definição de roteiros e ao estudo de capacidade de carga da Arrábida; a edição dos estudos técnicos e científicos produzidos; a promoção dos valores naturais e culturais da Arrábida.

Agradecendo, igualmente, o apoio e a disponibilidade sempre demonstrada pela Comissão Nacional da UNESCO ao longo deste processo, estamos, desde já, a procurar todas as possibilidades alternativas para o reconhecimento internacional deste território, convictos de que as populações e os agentes de desenvolvimento permanecerão ao nosso lado neste desígnio regional.

Para o dossier ser retirado é porque o Estado Português, em função dos relatórios apresentados, sentiu que a candidatura teria grandes hipóteses de não ser aprovada pela UNESCO e sendo assim optou por não se sujeitar a uma humilhante reprovação, retirando-a.

O que eu acho estranho, como simples cidadão e não como perito nestas coisas, é como é que se gastam anos e anos com estudos técnicos e largos milhares de euros despendidos para se apresentar ao mais alto nível, uma candidatura deste tipo, sem que a mesma esteja solidamente fundamentada, ao ponto de ser o próprio promotor, o País, a retira-la.

Mais estranho ainda é que depois da candidatura apresentada, o próprio país promotor, Portugal, receba os mais importantes relatórios,  apontando certamente em direção diametralmente oposta às suas pretensões.

Coisa boa não é certamente apurada por aqueles relatórios oriundos do ICOMOS e do IUCN e isso seria interessante ser também divulgado publicamente, é que, na Arrábida a par de toda a indiscutível beleza também há por lá muita coisa menos boa e isso todos nós sabemos, mas pelos vistos, com grande pena nossa, havia alguém que não sabia…

Rui Canas Gaspar

2014-maio-01