notícias, pensamentos, fotografias e comentários de um troineiro

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Setúbal podia fazer mais pelos turistas que nos visitam

Tenho vindo a constatar que existe um cada vez maior movimento de autocaravanas que demandam a nossa cidade e, por isso mesmo, já abordei este assunto mais do que uma vez por o julgar de grande importância para a nossa terra.

Segundo informação de um industrial de restauração a operar na zona da Doca dos Pescadores continuam a chegar e partir dos estacionamentos junto aos cacifos dos pescadores mais de uma dezena de autocaravanas diariamente.

Os turistas que assim se deslocam são oriundos sobretudo de Portugal, Espanha e França, mas podemos verificar a existência de matrículas de outros países nas suas viaturas.

Grosso modo isto significa um autocarro de turistas a visitar diariamente Setúbal, ou seja, na ordem de 1.200 pessoas por mês qualquer coisa como 14.400 turistas por ano.

Pode não ser muito, mas o facto é que são alguns destes turistas que tem “salvado o dia” a vários restaurantes da zona nestes tempos de crise, atendendo a que não estamos a falar do chamado “turismo de pé descalço” mas sim de pessoas com algum poder de compra.

Para além dos restaurantes podemos ver também muitos destes turistas a abastecer-se no nosso Mercado do Livramento e a percorrer as ruas da baixa da nossa cidade, à procura sabe-se lá de quê…

Com tão significativo número de visitantes, que muito poderá crescer se criarmos condições para tal, é de fundamental importância que se crie um espaço adequado e com condições para os receber.

Sugiro que o velho edifício localizado na Avenida José Mourinho, propriedade da Câmara Municipal de Setúbal e onde em tempos foi guardado equipamento de higiene e limpeza, seja demolido, o pavimento asfaltado e ali colocado um posto de recolha de dejetos, pontos de abastecimento de eletricidade e de água a exemplo do que já se faz noutras localidades do nosso país.

No local, devidamente delimitado, poderá ser instalado um pequeno quiosque não só para receber o pagamento do parqueamento (há situações em Portugal que no Inverno é gratuito) como o mesmo funcionaria como ponto de informação turística com distribuição de mapas e demais informação publicitária sobre a cidade e região do rio azul.

As vantagens desta iniciativa são por demais evidentes, potenciando-se o número de turistas que nos visitam a troco de um pequeno investimento que rapidamente será reembolsado com o pagamento do parqueamento e o aumento de receitas indiretas.

Por outro lado, ao instalar este equipamento aquela avenida ribeirinha ganhará melhor aspeto atendendo a que o velho edifício degrada-se a olhos vistos nada dignificando esta bonita e recuperada artéria.

Um dia, quando a C.M.S. chegar a acordo com algum potencial interessado para a compra do espaço, pois então que o venda se assim entender e trate de arranjar outro condigno para substituir o equipamento entretanto criado.

Agora como as coisas têm vindo a desenvolver-se é que não é nada, com a perca de um fluxo turístico nada desprezível e com a possibilidade de mais uma fonte de receitas para a Autarquia completamente desaproveitada.

Rui Canas Gaspar
2014-outubro-10
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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Há setubalenses e “setubalenses”

Quando no início dos anos setenta do passado século XX a população sadina começou a ter um maior poder de compra, fruto de um conjunto de indústrias que se vieram implantar na península de Setúbal, começou a ser comum as grávidas da classe média irem dar à luz em clinicas da capital.

Não é pois de admirar que muitos homens e mulheres, ditos setubalenses e filhos de gente nascida em terras sadinas, tenham como naturalidade Lisboa.

Tal como minha esposa, lembro-me bem dos reparos que nos foram feitos por alguns amigos, sendo eu então um técnico de construção civil e minha esposa uma professora do ensino público pelo facto dos nossos filhos irem ser dados à luz em Setúbal, no Hospital de São Bernardo, quando poderiam nascer numa qualquer clinica da capital, a que muitos “novos ricos” atribuíam melhores condições.

Vem isto a propósito de uma recente troca de opiniões com alguns amigos sobre a nossa terra que embora tivesse crescido em número de habitantes, tivesse perdido importância no quadro nas cidades portuguesas por ter vindo a ser governada por gente que não é de cá.

Refletindo um pouco sobre o assunto, dá para questionar sobre se é mais setubalense aquele que nasceu aqui e pouco ou nada fez pela sua terra ou se aquele que não tendo nascido em Setúbal se notabilizou e, com a sua ação, ajudou os setubalenses a progredirem e a terem melhor qualidade de vida.

De direito é setubalense aquele que nasceu em Setúbal, embora no dia seguinte daqui tivesse partido e nunca mais cá voltasse. De facto, quanto a mim, é setubalense todo aquele que embora não tivesse aqui nascido optou por se radicar nesta terra, trabalhando e dando o seu contributo para o desenvolvimento da mesma fosse no campo profissional, desportivo, religioso, social ou outro qualquer.

Quando dou por mim a refletir sobre este assunto vem-me sempre à mente uma curiosa saudação de um antigo chefe escuteiro. Dizia ele: “ Há chefes que são chefes e que não deviam ser chefes e há chefes que não são chefes e que deviam ser chefes” É claro que se eu substituir os “chefes” por “setubalenses” talvez a saudação se pudesse adaptar na perfeição a muitos ditos setubalenses que se julgam mais do que os outros que por cá não nasceram.

Rui Canas Gaspar
2014-outubro-09

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sábado, 4 de outubro de 2014

Olhando para as gaivotas sabe de que lado sopra a brisa?

Depois de nos termos deliciado com o saboroso peixe fresco da nossa costa, comido ali bem perto da Doca dos Pescadores, meu pai, meu irmão e eu fomos dar uma pequena volta por aquele local de tantas lembranças para o nosso pai, um velho pescador nascido e criado no velho bairro de Troino.

A zona do antigo cais do carvão, onde o EVORA se encontra atracado, está agora mais atraente e funcional depois das obras de melhoramento levadas a cabo pela APSS e foi até ali ao cais nº 1 que nos deslocamos para ver a entrada dos barcos na sua doca.

Meu pai olhando para o “cisne branco do Sado” comentou: “- O EVORA não está de nível, tem a proa mais levantada…” o olho clínico do velho homem do mar reparou naquele pormenor que passava despercebido à generalidade daqueles que por ali andam diariamente.

Meu irmão olhou para mim, num olhar cúmplice e afagou a cabeça do nosso pai, dando-lhe razão. De facto o EVORA tem os depósitos de água na proa e estes de momento ainda não foram abastecidos com os cerca de 22 mil litros o equivalente a cerca de 22 toneladas, o peso suficiente para o nosso pai notar a diferença de nível.

Uma ligeira brisa sobrava de noroeste e o velho pescador virando-se para os filhos comentou: “-sabem que as gaivotas indicam-nos de que lado sopra o vento?” Olhamos um para o outro e embora saibamos alguma coisa sobre esta matéria, aprendida ao longo de muitos anos de técnica escutista o facto é que saber a direção do vento pelas gaivotas nunca tínhamos sequer ouvido falar.

“- Olhem para elas! Vejam para onde apontam a proa!”

Em cima de cada um de todos os novos candeeiros lá estava uma ou duas gaivotas empoleiradas e, curiosamente, nunca tínhamos reparado que todas as aves estavam viradas na mesma direção, precisamente apontando o bico para noroeste.

“- Assim podem fazer cócó à vontade cá para baixo porque nunca sujam as penas, se estivessem ao contrário sujavam-se!”

Se é por causa dos hábitos de higiene das gaivotas ou não, nem sequer comento, o facto é que reparei que todas aquelas aves estavam de bico apontado para o lado de onde soprava a brisa.

São histórias e ensinamentos simples como este que semanalmente são partilhadas pelo nosso velho pai, depois do nosso almoço semanal de bom peixe fresco capturado na nossa costa, deixando-nos bem felizes por podermos partilhar da companhia e dos ensinamentos do nosso querido progenitor.

Rui Canas Gaspar
2014-outubro-04

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Vivemos num mundo de fantasia e embuste

Estive de visita ao que foi o espaço onde funcionou a fábrica de conservas de pasta de peixe de Francisco Finura, local com um rico espólio daquele que se autointitulou “operário especializado em trabalhos não especializados”.

É bom lembrar que a este homem devem a vida três dezenas de pessoas que salvou de morrer afogadas.

Seu filho, Francisco Finura, tem vindo a preparar parte do material utilizado por seu pai, bem como diversas fotos e recortes de jornal, material destinado a presentear a população em geral com uma exposição que terá lugar no Museu do Trabalho, em Setúbal.

Numa das máquinas que teria sido utilizada pelo engenhoso “Finuras”, seu filho, cravou uma lata, agora vazia, daqueles que eram utilizadas por seu pai com o delicioso patê de sardinha e de cavala, os primeiros a serem fabricados em Portugal.

Com esta curiosa oferta na mão e porque tinha de ir para os lados da Doca dos Pescadores, aproveitei para a fotografar naquele local magnífico que não me canso de admirar.

Curiosamente, ao olhar para a imagem captada dei comigo a pensar como vivemos no mundo da fantasia e do engano. 

A traineira que aparece na fotografia é a Jonas David, a mesma que passou a entrar em casa de largos milhares de portugueses, pela mão da telenovela “Mar Salgado”  como sendo a “Rainha Celestial”.  A “Fábrica de Conservas Sado” é nem mais nem menos que parte das instalações que aqui vemos e pertencentes à Docapesca, finalmente a lata de pasta de sardinha, embora fechada nada tem. Está tão vazia como algumas cabecinhas que todos os dias igualmente nos entram casa dentro pelo pequeno ecrã…

Mas, nem tudo é fantasia e embuste. De facto, Francisco Finura (filho) prepara a exposição que em novembro nos vai deliciar com a memória do seu pai, a telenovela portuguesa “Mar Salgado” conquistou a minha atenção quando só tinha visto a brasileira “Gabriela” produzida pela Globo em 1975 e a Jonas David, continua a ir ao mar pescar outras espécies que não sardinha, que se encontra em período de defeso.

Rui Canas Gaspar
2014-outubro-04

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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Se calhar estou a ser um velho de Troino…

Foi anunciado que a Câmara Municipal de Setúbal quer criar um campus da justiça em Setúbal, o qual tem já local escolhido, perto dos  Quatro Caminhos, na Avenida do Alentejo, nas antigas instalações das Estradas de Portugal.

Nesse campus, cuja proposta a Câmara já apresentou ao Governo, pretende-se juntar  os Comandos Distritais da P.S.P., da G.N.R., a Polícia Judiciária e até o Palácio da Justiça.

Se é um facto que ao juntar todos estes serviços num único local poderão ser feitas economias, não deixo de estranhar, no caso concreto do Palácio da Justiça, um edifício de construção recente feito propositadamente para a função já estar a sofrer profundas obras de reconversão, no valor de largos milhares de euros.

Mas mais apreensivo fico quando o Juiz Presidente do Tribunal da Comarca de Setúbal, afirma que mesmo depois das obras concluídas aquele espaço não irá servir melhor os interesses da Justiça.

Se a G.N.R. tem instalações velhinhas, se o Comando Distrital passou a funcionar nas antigas instalações do que foi o Governo Civil (que ainda ostenta a placa indicativa deste extinto organismo) se a P.J. ocupa as instalações de um antigo convento, julgava eu que o Tribunal estaria bem servido de instalações, mas pelos vistos não está, nem ficará depois das obras.

Se calhar não é então má ideia fazer-se o tal campus para acolher todos aqueles serviços, mas as questões que se nos podem colocar são simples:

Que fazer então com as instalações que ficarão devolutas, principalmente com o enorme edifício do Palácio da Justiça?

De onde virão os muitos milhões para o tal campus?

E já agora, teremos nós gente habilitada a planear o que quer que seja, quando um edifício recente, com obras de adaptação em curso, mesmo depois de concluídas não servem os fins em vista?

Esta ideia faz-me lembrar os malfadados edifícios construídos para a Casa Pia de Lisboa e que ainda não foram inaugurados e ali estão reluzentes à luz do sol nascente quais elefantes brancos, comilões de muitos dos nossos parcos euros.

Mas, se calhar sou eu que não estou a ver bem esta questão ou então estou a ser um velho de Troino, porque do Restelo não sou de certeza.

Rui Canas Gaspar
2014 – outubro – 01

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Quem quer comprar as instalações da ex-PIDE/DGS de Setúbal?

Ao passar por uma das ruas do Bairro Salgado, em Setúbal, reparei numa moradia com a placa de uma agência imobiliária dando conta que a mesma estaria para venda. Nada de especial, não fosse uma outra pequena placa que ainda por lá ostenta dando conta de que ali teriam funcionado os serviços da Autoridade Florestal Nacional do Ministério do Agricultura e do Mar.

Porém, até à revolução de 25 de abril de 1974 uma outra placa, mais sinistra, podia ver-se afixada naquelas instalações, a da PIDE/DGS a temida polícia política do Estado Novo.

Ao olhar para aquele edifício o meu pensamento rapidamente recuou no tempo e veio-me à mente aquele dia, quando cumpria serviço militar em Leiria, antes de concluir a especialidade que me permitia aceder a informação privilegiada, ter sido obrigado, tal como todos os camaradas de curso, a preencher a própria ficha com informações pessoais destinada à tal polícia política, de má memória.

Cerca de três anos depois de ter preenchido essa ficha para a PIDE/DGS e já depois de ter cumprido o serviço militar, primeiro no Batalhão de Reconhecimento de Transmissões, na Trafaria e, depois do Quartel-General em Bissau, regressei à vida civil e retomei o meu antigo posto de trabalho na secção de vendas da Setubauto, antigo concessionário Ford em Setúbal.

E, foi aí, no final de 1972 ou início de 1973, numa, conversa casual sobre a atualidade, a propósito de umas bombas que teriam deflagrado por aqueles dias, que partilhei com os colegas presentes a informação de que teria sido determinado movimento revolucionário que as teria colocado.

Esta informação ter-me-ia chegado à mão por intermédio de um panfleto informativo enviado para a minha residência, por um anónimo, que a fez chegar por correio, em envelope timbrado do jornal EXPRESSO.

No dia seguinte a ter havido esta conversa entre colegas da mesma empresa, o telefone interno tocou e um colega pedia-me que me dirigisse ao salão de exposição automóvel onde dois senhores queriam falar comigo.

E, foi nessa altura, que pela primeira vez tomei contacto direto com dois agentes da PIDE/DGS os quais sem perderem muito tempo logo ali me interrogaram sobre a conversa que tinha tido no dia anterior e sobre os tais impressos que teria recebido, tentando que lhes indicasse a proveniência. Coisa que eu não sabia, como então declarei.

O assunto aparentemente morreu por ali, e antes daqueles agentes se irem embora não deixaram de fazer a recomendação de eu deveria ter cuidado com as companhias e, caso recebesse mais alguns daqueles panfletos informativos que lhos entregasse.

Bem, a partir daquele dia e até ao restante tempo que estive empregado na Setubauto tive o máximo de cuidado com o tipo de conversas com os colegas e, embora continuando a receber alguma informação revolucionária, nunca mais falei no assunto com eles.

Faltaria pouco tempo para que na primaveril manhã de 25 de abril de 1974 um punhado de jovens militares proporcionasse a oportunidade ao povo português de se exprimir livremente, sem receio de algum dos seus “amigos” fazer passar para a polícia política o teor de qualquer casual conversa.

Para os que não viveram esses anos de ditadura, gostaria de acrescentar que um inofensivo texto como este seria o suficiente para causar problemas ao seu autor, para além de ser censurado pelo Regime vigente.

Passados tantos anos, este episódio continua gravado na minha memória, pelo que não deixo de ter para mim, que mal, por mal, mais vale uma má democracia do que uma boa ditadura. Pelo menos agora exprimimo-nos livremente, às vezes até para dizer asneiras.

Rui Canas Gaspar
2014-outubro-01

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sábado, 27 de setembro de 2014

Dia Mundial do Mar 2014 foi um sucesso

Podemos já considerar um sucesso a iniciativa que permitiu que a cidade de Setúbal fosse escolhida para as comemorações do Dia Mundial do Mar 2014.

Depois do I Seminário Internacional subordinado ao tema “Cidades Portuárias e a Relação Porto-Cidade” que levou centenas de pessoas a praticamente lotarem a tribuna e plateia do Fórum Municipal Luísa Todi a chegada dos veleiros ao Porto de Setúbal constituiu o ponto alto das comemorações.

Largos milhares de pessoas de todos os escalões etários formaram longas filas para poderem entrar no navio-escola Sagres, no antigo bacalhoeiro Crioula e na caravela Vera Cruz, para além de dois outros magníficos exemplares navais. Uma dupla de  possantes rebocadores de alto mar.

Estão de parabéns os organizadores liderados pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e pela Câmara Municipal de Setúbal.

Os setubalenses colocaram todo o seu entusiasmo nas visitas que efetuaram aos emblemáticos veleiros portugueses e acorreram em massa ao cais da lota, embora o tempo instável fosse pouco convidativo.

Foram captadas milhares de imagens fotográficas de um espetáculo único onde até os golfinhos do nosso Rio Sado quiseram associar-se e vieram também eles visitar a Sagres, o que muito alegrou miúdos e graúdos que tiveram a oportunidade de os fotografar ali mesmo.

Setúbal gosta deste tipo de eventos, o povo desta terra adora tudo o que se relacione com o seu rio e o mar e conforme sabe criticar o que não acha bem, também sabe elogiar ao que é bem organizado.

Por isso, em meu nome e em nome de muitos outros setubalenses com quem tive o gosto de me cruzar e trocar impressões sobre este evento, daqui endereço os meus parabéns e o agradecimento a todos os que se empenharam para que esta iniciativa fosse um sucesso.

Obrigado!

Rui Canas Gaspar
2014-setembro-27

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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Valha-nos ao menos a Mãe Natureza

Quem passe pela Avenida 22 de Dezembro, imediatamente antes de desviar o olhar para o Largo de Jesus não fica indiferente a uma enorme montanha verde que cobre a totalidade dos alçados lateral direito e posterior bem como do telhado de uma antiga habitação de um único piso.

Nesses alçados os “borra-paredes” vêm o seu trabalho dificultado pelas verdes eras que os cobrem, o que não se passa, por exemplo, com os alçados principal e lateral direito.

Muitas pessoas interrogam-se sobre o porquê desta situação e sobre o motivo do proprietário não proceder às necessárias obras de restauro do imóvel.

Desconheço em absoluto quais os motivos, mas não me custa admitir que os mesmos se prendam com a falta de dinheiro e no caso de conseguirem o financiamento necessário para tal, a rentabilidade do esforço despendido.

Por vezes as heranças têm destas coisas, em vez de benefício, trazem-nos problemas agravados, tanto mais que em situações como a presente, não se pode fazer qualquer tipo de intervenção, dado estar no perímetro de proteção ao Mosteiro de Jesus e como tal todos os pormenores têm de ser devidamente apreciados.

E foi por isso, que um amigo questionando alguém da Autarquia sobre porque não derrubar o imóvel, ampliando aquele largo e fazendo um parqueamento automóvel de apoio àquela deficitária zona, lhe foi respondido que o edifício era propriedade particular, coisa que todos sabemos.

O que não sabemos é se a entidade pública que tutela estas questões alguma vez aprovará que se derrube o edifício que se encontra quase em ruinas para ali deixar fazer a ampliação do largo, um parque de estacionamento ou alguma outra construção que não a reabilitação da que lá se encontrava.

A Lei tem destas coisas, às vezes serve para facilitar e organizar a vida social dos cidadãos, outras para complicar ainda mais aquilo que já de si não é de fácil resolução.

Enquanto isto, o tempo vai encarregando-se de destruir o que resta da habitação e, por outro lado, a Mãe Natureza vai fazendo o seu benéfico trabalho de cobrir de forma harmoniosa e bela as asneiras humanas.

Rui Canas Gaspar
2014-setembro-26

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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Um bom início de dia no Rio Sado

Esta quinta-feira, 25 de Setembro mais parecia uma bela manhã de Primavera que um dos primeiros dias de Outono deste ano de 2014 quando cerca de meia centena de jovens da Escola Secundária de Palmela liderados pelos seus professores entraram nas transparentes águas do Sado, que hoje refletiam o lindo azul do céu.

Nas areias do Parque Urbano de Albarquel, os jovens receberam as primeiras instruções sobre como manusear as pagaias que haviam de impulsionar os caiaques e, poucos minutos depois estavam com as embarcações na água.

Achei curioso verificar a facilidade com que o professor se relacionava com os alunos, nesta aula pouco comum nas calmas águas do Sado.

Rapidamente percebi que esse professor era o meu amigo Casaca, aquele rapazinho com que me relacionei nos Escuteiros nos idos anos 60 e que para além de ter absorvido toda a dinâmica proporcionada pelo método escutista, desenvolveria também a sua capacidade de navegar nas águas do Sado, tornando-se um conhecido canoísta.

Os barcos de pesca regressavam a Setúbal com o resultado da pescaria da madrugada quando os jovens estudantes palmelenses começaram a deslizar pelas tranquilas águas na direção da foz do Sado.

Foi um bom início de dia, o ter a possibilidade de acompanhar parcialmente uma aula diferente, no nosso rio azul, uma aula ministrada por um amigo setubalense e velho irmão Escuta.

Rui Canas Gaspar
2014-setembro-25

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Francisco Finura um setubalense inesquecível

Era eu um pequeno rapaz quando me habituei a ver pelo largo da Fonte Nova um homem vestido com fato-macaco azul, de impecável lenço branco sobressaindo do bolso de cima, cachimbo no canto da boca e fazendo-se transportar numa bicicleta de carreto preso, o que lhe permitia parar, andar para a frente e para trás ou seja tudo aquilo que as outras o não conseguiam fazer.

A sua figura despertava a natural curiosidade entre os pequenos troineiros que nutriam natural simpatia por aquele seu conterrâneo que sabiam ser senhor de múltiplas habilidades. Em casa ouviam os seus pais por vezes comentar que um cabo ou um pedaço de rede tinha ficado preso na hélice do barco e tiveram de chamar o “Finuras” para mergulhar e resolver o assunto.

Quando foram descobertas na Rua Direita de Troino, duas ânforas romanas repletas com centenas de moedas, Francisco Finura foi dos primeiros a ir até lá e conseguiu algumas peças. Eu e outros rapazes também as viríamos a conseguir, até que as autoridades chegaram e recolheram o achado que hoje se encontra no museu da cidade.
Este homem engenhoso, com os mais diversificados interesses, era senhor de múltiplos ofícios e por isso mesmo  conhecido como um “especialista em trabalhos não especializados”.

Quando eu contava os meus 17 aninhos e me encontrava empregado na Casa dos Pescadores era ao senhor Francisco Finura que a D. Maria Virginia, responsável por aquela casa, recorria quando algo por ali deixava de funcionar.
Nessa época o nosso homem estava convencido que seria um talentoso hipnotizador e, como sempre gostei de rir e brincar, quando ele era chamado, uma colega abria a janela para dar conta da sua chegada e mal o via entrar no edifício, ao aproximar-se da secretaria olhava para ele e caía no chão “hipnotizado”.

O primeiro trabalho que Francisco Finura tinha que ali fazer era acordar-me do profundo sono. As colegas tratavam de dar ênfase ao assunto mostrando-se altamente preocupadas, ao que o grande hipnotizador respondia calmamente “o rapaz é faco, o rapaz é fraco” porém depois de passados alguns minutos lá eu acordava, todo alegre e bem disposto.

Em 1968 participamos num dos famosos carnavais de Setúbal. Francisco Finura, como rei do carnaval, enquanto eu, qual centurião romano, comandava uma “centúria” de algumas dezenas de legionários romanos.

Na década seguinte, em 1973, voltamos a representar a nossa cidade, desta vez foi na televisão. Francisco Finura contou muitas das suas façanhas, não só como homem de muito mais que “ dos sete ofícios” mas também como nadador salvador, a quem quase três dezenas de pessoas devem a vida. Eu encontrava-me integrado no Coral Luisa Todi que ali se apresentou naquele programa intitulado: “25 milhões de portugueses”.

Francisco Augusto da Silva Finura, o “finuras” nasceu em 1929 galardoado com a medalha de Honra da cidade de Setúbal já não se encontra entre nós, tendo falecido em 4 de setembro de 2012, mas a sua memória é guardada no coração de muitos setubalenses que com ele tiveram o privilégio de conviver ou de simplesmente o conhecer, como foi o meu caso.

Rui Canas Gaspar
2014-setembro-24

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domingo, 21 de setembro de 2014

Conhece o CORAL LUISA TODI ?
Há mais de meio século que o Coral Luísa Todi, canta e encanta não só os setubalenses, mas outros portugueses espalhados um pouco por todo o território nacional e até no estrangeiro.

O grupo que é sem dúvida a voz melodiosa de Setúbal.

Foi formado em 25 de outubro de 1961 por Maria Adelaide Rosado Pinto e Aurélio Lino da Conceição Fernandes, dois ilustres setubalenses ligados à música. Ela, uma talentosa pianista e filha do compositor setubalense Celestino Rosado Pinto. Ele, aos 12 anos já integrava o Orfeão Cetóbriga, onde seu pai era responsável.
O Coral Luísa Todi teve a sua primeira aparição pública no dia 30 de julho de 1963, quando uma vasta plateia o ovacionou no Cine Teatro Luísa Todi.

Nesse dia marcante o novo agrupamento da cidade do rio azul, teve a apresenta-lo o setubalense de coração Dr. Cabral Adão.

O memorável  espetáculo teve duas partes distintas aquela em que cantou a solo e a outra na qual foi acompanhado pela Orquestra Ligeira Sinfónica da FNAT.

O coral Luísa Todi, que dispõe de excelentes instalações próprias é de facto uma verdadeira Instituição que muito honra a cidade e os setubalenses, sendo reconhecida como Instituição de Utilidade Publica e galardoada com a Medalha de Honra da Cidade de Setúbal, Classe Cultura.

Para além do Coral Luísa Todi (adultos) a Instituição conta ainda com o Coral Infantil, o Coral Juvenil e o Conservatório de Artes para além de outras meritórias atividades que desenvolve.

Setúbal, terra de gente ilustre, de nomes sonantes no campo das artes, tem no Coral Luísa Todi o seu embaixador cultural por excelência. Para ele, longa vida.

Rui Canas Gaspar
2014-setembro-21

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O emblemático miradouro da Várzea de Setúbal vai entrar em obras?

Será que finalmente alguém percebeu que se queremos ter uma cidade que de entre outras vertentes sócio/económicas terá de apostar fortemente no turismo e que para isso não basta apresentarmos a quem nos visita o que a natureza generosamente nos colocou à disposição, mas que teremos de fazer também a nossa parte?

Será que se deram conta de que para a cidade se tornar atrativa não basta ter uma boa zona ribeirinha e um atraente e moderno centro comercial, mas que terá de ter uma zona histórica limpa, com vida e com os seus edifícios públicos e privados devidamente preservados para que o turismo cultural, que cada vez em maior escala demanda os países europeus, seja atraído para a nossa terra?

Igualmente deveremos preservar os poucos edifícios e obras de arte, tais como pórticos, fachadas, tanques, noras e demais construções que se encontravam nas antigas quintas, integrando-as e dando-lhes destaque e visibilidade nas novas zonas urbanas, tornando estas menos impessoais e com mais motivos de atratividade.

Dizer que Setúbal é uma localidade milenar e apresentar a quem nos visita e até mesmo aos nossos netos uma cidade onde quase não restam vestígios daquilo que por cá existiu no tempo dos nossos avós será saudável, credível e até vendável turisticamente?

Bem sei que o dinheiro não estica, que ele é escasso e não chega para tudo, mas penso que se continuar a apostar apenas e só em coisas novas, algumas delas de interesse e gosto por demais duvidoso e não se preservar o que nos foi legado pelos nossos antepassados, a curto prazo teremos uma cidade sem referências, sem memória e, como tal, sem interesse para quem nos visita e nos quer conhecer.

Por isso, oponho-me fortemente a que se não recupere o miradouro da várzea e o integre no novo parque urbano a construir naquele local e quero acreditar de que a esmagadora maioria dos setubalenses partilham da minha opinião.

Hoje, dia 19 de setembro de 2014 tive um sopro de esperança que isso possa vir a acontecer, porquanto tive oportunidade de verificar que uma equipa de trabalhadores estavam a preparar uma estrutura metálica na base desta obra de arte, parecendo-me que se estava a preparar um andaime para a envolver.

Sendo  assim e porque enquanto há vida há esperança, vamos acreditar que o “barro à parede” atirado por um vereador municipal apontando para gastos astronómicos com a recuperação (valores desprovidos de base consistente) não tenha pegado junto da opinião pública.

Esperemos para ver os próximos capítulos…



Rui Canas Gaspar
2014-setembro-19

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O meu novo amigo é um “homem-pássaro”

Desde a mais remota antiguidade que o homem desejou poder voar, tendo durante muitos anos tentado concretizar esse seu sonho sem sucesso.

Hoje, o homem domina os céus como o faz na terra e no mar e naturalmente podemos ver os humanos quais enormes passarões a sobrevoar os nossos campos.

E foi o que aconteceu há poucos dias quando no alto da Serra da Arrábida estive a admirar um destes homens-pássaros que solitariamente sobrevoava a serra mãe. Ele deslocava-se na sua asa delta, ora na direção do sol poente, ora de costas para o astro-rei, observando lá do alto aquilo que eu nunca o poderia fazer ali em terra.

Mas, o homem, o ser mais inteligente que existe sobre a Terra, não só descobriu a maneira de voar como também descobriu uma outra maravilha: a internet!

E, embora não fizesse a menor ideia de quem estaria a sobrevoar a serra, não deixei de captar um conjunto de belas imagens daquele felizardo que apreciava a nossa Arrábida de um ponto ainda mais alto do que aquele onde me encontrava.

Imaginem que uma dessas imagens foi colocada na internet. Aconteceu que, curiosamente, o nosso “homem-pássaro” num dos seus voos pelo mundo virtual, encontrou-a e reconheceu-se.

Graças à poderosa tecnologia ao nosso dispor, que hoje já se transporta no bolso, tratou de identificar o autor da foto e contactar-me no sentido de lhe ceder a imagem captada, dando-me então a possibilidade de lhe ofertar não uma mas sim uma dúzia delas.

Hugo Pronto, o “homem-pássaro” é agora o meu mais recente amigo virtual e o mais novo membro do grupo COISAS DE SETÚBAL, o espaço onde se partilham os mais diversos assuntos, não só relacionados com as coisas da terra e do mar mas também com as do ar da nossa Arrábida.

Rui Canas Gaspar
2014-setembro-19

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sábado, 13 de setembro de 2014

Em Setúbal, foi declarada “guerra” à Quinta de Prostes ?

Em 1942 a Grande Guerra generalizava-se entre vários países do mundo ceifando milhões de vidas, enquanto o pequeno Portugal, a mais antiga nação do continente europeu mantinha-se neutro e em paz.

As fábricas de conservas de peixe setubalenses não davam mãos a medir produzindo os alimentos enlatados que ajudavam a mitigar a fome a muitos dos combatentes de ambos os lados do conflito.

Muito dinheiro se ganhou em Setúbal nessa época, também conhecida em terras sadinas pelo “tempo do volfrâmio”.

Com as fortunas conseguidas foram então feitas algumas belas casas, quer no campo quer na cidade, por aqueles que dominavam o mundo dos negócios.

Agosto de 1942 foi um mês negro para o Brasil que viu serem afundados pelos submarinos alemães seis dos seus barcos da marinha mercante em apenas dois dias, morrendo 600 pessoas, o que levou aquela nação lusófona a declarar guerra às potências do Eixo, no último dia desse mês. 

Nesse mesmo dia, no outro lado do Atlântico, nos arredores de Setúbal certamente seria um dia de festa. Na Quinta de Prostes o seu proprietário assinalava a data em que inaugurava novas instalações, embelezando a sua produtiva quinta.

Junto à sua enorme casa tinha construído um generoso tanque que não só servia para as lavagens como de reservatório de água, embora o precioso líquido não faltasse nas suas boas terras agrícolas, da melhor qualidade.

As instalações dos animais domésticos estavam bem cuidadas, tal como o restante espaço que não estava estritamente adstrito à atividade agrícola e onde plantou algumas espécies de plantas exóticas que embelezavam o local, dotado de um pequeno caminho devidamente calcetado.

A quinta passou então a ter uma construção emblemática, edificada mesmo em frente ao seu portão de entrada, o seu pombal, onde as aves rapidamente se acostumaram e até hoje, já depois da propriedade ter ficado abandonada e em ruinas, ainda por lá nidificam.

E é esta quinta, uma das outrora produtivas unidades agrícolas da fértil Várzea de Setúbal, que está a conhecer os seus últimos dias, devido à construção da avenida que vai passar pelos seus terrenos destruindo o que resta da outrora agradável propriedade.

Naquele distante dia 31 de agosto de 1942 a Quinta de Prostes conheceu um dia festivo onde não faltaram os pombos a entrar e sair do seu novo pombal, um espaço que hoje, passados mais de setenta anos, ao que parece, tem os seus dias contados, não devido aos torpedos dos submarinos alemães mas sim às potentes máquinas utilizadas na construção de novas vias urbanas.

Rui Canas Gaspar
2014-setembro-13

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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Há javalis e outros porcos na Serra da Arrábida

O dia estava a chegar ao fim quando o telefone tocou lá no alto da Serra da Arrábida.  Encostei a viatura num miradouro e atendi.

A conversa prolongou-se por algum tempo. Tratava-se de um amigo de longa data que há muito não escutava.

À minha frente parou uma viatura BMW e de dentro saíram dois casais. Um homem abriu uma cerveja e a uma das mulheres uma garrafa de água. Os dois beberam enquanto apreciavam a soberba panorâmica que dali se desfruta.

Eu continuava ao telefone e eles apreciavam a paisagem. Pouco depois a mulher já de garrafa vazia, afasta-se um pouco e com muito jeitinho tratou de “guardar” a garrafinha, já vazia, debaixo de uma moita. Ele, rapaz mais desembaraçado, não esteve com meias medidas e atirou a garrafa para o mato da berma.

O grupo meteu-se na potente viatura e trataram de prosseguir viagem.  Eu fiquei danado por ter presenciado a cena e não a ter fotografado nem sequer ter tido a oportunidade de chamar a atenção daqueles porcalhões.

Outros que por ali passam por este belo território português ao verificarem o lixo existente não deixam de criticar os portugueses em geral e os setubalenses em particular por tanta falta de respeito pelo meio ambiente.

De facto, as bermas e até alguns espaços bem no interior da serra apresentam-se conspurcados mas, o certo, é que não são as ginetas, as raposas ou ou javalis, que até são porcos,  que  deixam por lá o lixo, mas sim os outros animais de duas patas que por ali andam de vez em quando.

Lá no alto, um homem deliciava-se sobrevoando a serra-mãe na sua asa delta e eu procurava acelerar um pouco para chegar a casa a tempo de ter um lugar para estacionar o carro, neste dia em que o Benfica joga com o Vitória e quando os estacionamentos encolhem rapidamente.

Foi um final de dia passado num local bonito que me deixou aborrecido. Enfim, temos de conviver com todo o tipo de gente até com aquelas finórias para quem a limpeza fica bem atirando o lixo para debaixo do tapete.

Áh! Já  me esquecia de um pequeno pormenor.

É que mesmo estando a atender o telefone deu para ver que a matrícula do BMW era alemã e o grupo falava a língua do país da senhora  chanceler Angela Merkel.

Afinal há porcos um pouco por todo o lado…

Rui Canas Gaspar
2014-setembro-12

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O Porto de Setúbal vai receber três veleiros

Três veleiros nacionais estarão em simultâneo no Porto de Setúbal, nos dias 26 e 27 de setembro deste ano de 2014, uma situação pouco vulgar, ainda mais quando eles são nem mais nem menos que a caravela Vera Cruz; o antigo lugre bacalhoeiro Creoula e o emblemático navio-escola Sagres.

Durante a sua permanência nesta que é uma das mais belas baías do mundo, as embarcações estarão disponíveis para receber a visita do público e dos alunos das escolas locais. Esta será também uma excelente oportunidade para os amantes da fotografia captarem bonitas imagens e para os interessados pelas coisas do mar aprenderem um pouco mais.

Este evento está integrado nas comemorações do Dia Mundial do Mar, uma celebração que irá ocorrer em terras sadinas numa organização conjunta da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e Câmara Municipal de Setúbal, entidades que contam ainda com a colaboração da Aporvela.

No âmbito desta comemoração consta ainda o “I Seminário Internacional sobre cidades Portuárias e a Relação Porto-Cidade” que tem por tema principal a “Náutica de Recreio e o Turismo Náutico” a realizar no Fórum Municipal Luísa Todi.

Também na bonita Casa da Baía no dia 24 será aberta ao público uma exposição de banda desenhada tendo por objetivo estimular o interesse pelo mundo marítimo.

Mais uma vez Setúbal é colocado no centro das atenções mediáticas, durante a última semana de setembro, pelos melhores motivos.

Rui Canas Gaspar
2014-setembro-12

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