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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A água da bacia hidrográfica do Sado está a níveis preocupantes

No início de fevereiro de 2017 as barragens da bacia hidrográfica do Sado apresentavam-se em média apenas com 28,2 % da sua capacidade, a menor reserva de água de todas as bacias hidrográficas dos rios portugueses e menos de metade do que seria espectável para esta época do ano, sendo este o nível mais baixo desde 1995.
Atendendo a que esta é uma reserva de água preocupante, embora estejamos no Inverno, está já a ser dada prioridade ao consumo humano em detrimento da agricultura e da produção de energia, uma medida geralmente colocada em prática no Verão.
As autoridades responsáveis pelos recursos hídricos esperam que as chuvas da Primavera venham minimizar esta preocupante situação que tem maior visibilidade na Barragem de Monte da Rocha, a que tem menor quantidade de água armazenada e onde se pode dizer que o nosso Rio Sado tem o início do seu curso, dado que até ali, desde a Serra da Vigia apenas uns fios de água vão correndo.
Sendo assim, poupar água já não é um conselho é uma necessidade imperativa, sob pena de se o não fizermos de um destes dias podermos vir a acordar com pouco ou nada a sair nas nossas torneiras.
Rui Canas Gaspar
2017-fevereiro-16

www.troineiro.blogspot.com

sábado, 5 de julho de 2014

A Águas do Sado não é “fomica” não senhor…


Era o primeiro sábado de julho de 2014 e o calor do meio dia secava as gargantas de muitos dos utentes que àquela hora já enchiam o Parque Urbano de Albarquel, embora naquele espaço possamos encontrar dois ou três pontos de água para nos podermos dessedentar.

No espaço polivalente, um grande grupo de atletas demonstrava as suas habilidades, transpirando profusamente.

Fiquei surpreendido quando junto ao golfinho fabricado com o material reciclado me deparo com um amplo painel a promover a empresa Águas do Sado ligado a um hidrante. Do painel saíam cinco torneiras.

Nada mal pensei eu, aqui está uma forma de promoção de uma empresa feita  com a “prata da casa”  e servindo a população deste frequentadíssimo espaço.

Uma criança dirigiu-se à torneira para poder beber uns golos de água, mas como não conseguiu abrir, voluntariei-me para o fazer. Em vão, nenhuma delas deitava pinga, embora o sistema estivesse ligado à “boca-de- incêndio”.

Ainda esta semana tinha comentado a propósito desta empresa fornecedora exclusiva das águas em Setúbal não disponibilizar aos seus clientes no interior das suas instalações um copo de água. Poucos dias depois deparo-me com a oferta do precioso líquido por intermédio de um equipamento publicitário dotado de cinco torneiras, todavia sem debitar pinga do precioso líquido…

Acho que andamos mesmo com azar e que afinal não deve haver motivo para se pensar que esta é uma empresa “fomica”.


2014-julho-05


quinta-feira, 3 de julho de 2014

A Águas do Sado é “fomica” ?

Nestes dias de Verão, as pessoas que entram naquele local de atendimento público ao invés de sentirem a agradável  frescura, notam exatamente o contrário, ali está mais quente do que no pátio exterior.

Olha-se em volta procurando um ponto de água, fresca ou não, e tal não existe.

Os empregados desta empresa ou têm uma garrafa de água, de uma qualquer marca, ou vão beber ao interior, provavelmente à casa de banho. Para estes trabalhadores não é fácil trabalhar no difícil atendimento público nestes dias, com o calor natural potenciado com o que debitam os computadores agravado com o proveniente da iluminação.

Pergunto a um dos trabalhadores sobre o porquê de não disponibilizarem um ponto de água para dessedentar os clientes desta empresa sem concorrência no mercado setubalense e que gasta milhares de euros na promoção da marca.

Responde-me que em tempos tiveram uma máquina de distribuição de água, sim senhor, mas que o gestor mandou retirar com o argumento de que não se justificava estar a distribuir água de outra empresa, quando esse produto é o seu próprio negócio.

Se assim foi, é mesmo de ficar sem palavras. Então com tantos canalizadores que esta empresa tem não haverá quem possa passar um tubinho cá para fora e fornecer aos seus utentes a mesma água que sai nas nossas torneiras?

Porque carga de água é que teriam de ir comprar água à concorrência?

Será assim tão caro um ponto de água e serão assim tantos metros cúbicos aqueles que os clientes beberão enquanto cheios de calor esperam para ser atendidos?

Faz-me confusão este tipo de gestão miserabilista e de gente à frente de empresas e serviços com tanta falta de visão que só conseguem ter lucros à conta de subida dos preços daquilo que vendem, sem qualquer concorrência.

Quando saía deste local, uma setubalense de gema que tinha escutado parte da conversa, vira-se para mim e desabafa: “Estes gajos das Águas do Sado  são uns fomicas”.

“Fomica” é um regionalismo setubalense que significa de entre outras coisas, avarento e egoísta.

Mas como eu não quero ser “fomica”, ofereço de bandeja a sugestão a esta empresa: Coloquem uma máquina de fornecimento de água para uso dos vossos empregados e utentes e aproveitem-na para publicitar o vosso produto, com algo do tipo, afixado no próprio local: “Beba água canalizada, garantidamente mais barata”.

Passem uma imagem positiva da empresa Aguas do Sado e deixem de uma vez por todas que os setubalenses considerem os seus gestores como “fomicas”, sabendo nós que o vosso produto não é para dar, mas sim para vender.

Cá por mim, que até nem sou “fomica”, quando lá voltar aos serviços, garanto que estou na disposição de pagar por um copo de água. Assim sempre ajudo a empresa a não ir à falência e mais uns trabalhadores, incluindo competentes gestores a irem engrossar as fileiras dos desempregados ou emigrantes.

Rui Canas Gaspar
2014-julho-03

www.troineiro.blogspot.com