notícias, pensamentos, fotografias e comentários de um troineiro
Mostrar mensagens com a etiqueta Banco de Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Banco de Portugal. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 11 de abril de 2016

As cores tradicionais dos edifícios setubalenses

A propósito da cor vermelha com que foi pintado o antigo edifício do Banco de Portugal e do verde forte com que agora acaba de ser pintada exteriormente a Biblioteca Publica Municipal de Setúbal, dois emblemáticos e históricos edifícios sadinos, implantados na Avenida Luísa Todi fiquei a saber o seguinte.

Segundo o presidente da Associação de Construtores Proprietários de Setúbal as quatro cores características dos edifícios setubalenses seriam o branco, cinzento, amarelo ocre e rosa velho, informação que teria colhido, em tempos,  junto de um expert da Câmara Municipal.

Independentemente dos gostos, da estética, das modas e até das zonas onde os edifícios se encontram implantados provavelmente teríamos muito a ganhar ao nível do património edificado se respeitássemos as cores com que pintamos os nossos edifícios, principalmente aqueles prédios históricos.

Pessoalmente até não desgosto das cores com que foram pintados estes dois edifícios, mas gostaria de ouvir a opinião de alguém entendido que pudesse confirmar ou infirmar a informação sobre as quatro cores atribuídas como características da nossa terra.

É claro que desnecessário será referir que me regozijo com a recuperação destes edifícios, embora não me conforme com a solução encontrada “provisoriamente” para o acesso a pessoas com mobilidade reduzida ao interior do edifício do antigo Banco de Portugal, ainda que em devido tempo me tivessem informado que se tratava de uma situação transitória enquanto a obra no Convento de Jesus não estivesse concluída.

Os andaimes foram hoje arreados, o edifício está bem mais agradável à vista e a nossa Biblioteca certamente estará agora com melhores condições técnicas para receber o muito público leitor setubalense que ali irá afluir.

Rui Canas Gaspar
2016-abril-11

www.troineiro.blogspot.com

domingo, 1 de novembro de 2015

O bonito edifício da Agência de Setúbal do Banco de Portugal

Em 1 de janeiro de 1822 inicia a sua atividade com a designação de Banco de Lisboa, embora a sua fundação seja datada de 31 de dezembro de 1821 por iniciativa do parlamento constituinte e de um grupo de capitalistas portugueses.
A expansão da atividade bancária deveu-se a “correspondentes” e foi assim que em Setúbal se desenvolveu o banco devido sobretudo à ação de António Pereira Tavares seu primeiro correspondente desde dezembro de 1916.

A primeira Agencia Concelhia é aqui criada em 2 de setembro de 1918, substituindo a ação da Correspondência.

Coube ao conceituado arquiteto, professor de arquitetura e político  Arnaldo Redondo Adães Bermudes a conceção do edifício da Agência de Setúbal do Banco de Portugal, um edifício que assume particular protagonismo não só representar o poder financeiro local mas também por se assumir como uma obra de referência local pela sua elegância e estilo.

Após a sua alienação pelo Estado o edifício foi adquirido pela AERSET e depois desta associação empresarial se ter visto confrontada com problemas de ordem económica acabaria por ser adquirido pela Câmara Municipal de Setúbal que ali instalou  um polo cultural.

O emblemático edifício encontra-se parcialmente descaracterizado pelo inestético acesso a pessoas de mobilidade reduzida, acesso que poderia e deveria ter conhecido uma outra solução, das  muitas existentes no mercado, para edifícios deste natureza.

E foi precisamente este edifício que no dia 28 de outubro de 2015 foi alvo de atenção da Câmara Municipal de Setúbal que aprovou no decurso da sua reunião pública atribuir-lhe a classificação de Imóvel de Interesse Municipal.

Esta proposta será agora submetida à apreciação da Assembleia Municipal de Setúbal que a votará e confirmará, ou não, a pretensão da Câmara Municipal.

Com um alçado principal tão bonito e agora descaracterizado pelo inestético tapume tenho sérias dúvidas que se o arquiteto Bermudes fosse vivo alguma vez aquilo ali estaria, ainda que, como é comum pelas nossas bandas, com o estatuto de provisório.

Mas, como o bom gosto é coisa que parece não imperar, esperemos que pelo menos o bom senso possa fazer alguma coisa de forma a classificar o imóvel, porém em toda a sua beleza original.

Rui Canas Gaspar
2015-novembro-01

www.troineiro.blogspot.com