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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Parque do Bonfim em Setúbal uma pérola na cidade

A água límpida e fresca  jorrava de duas bicas, vinda do interior da terra, agora que o espaço está dotado de um furo arteziano. 

Ela enchia o grande lago que se apresentava com o fundo limpo, como acontece com frequência e onde podemos apreciar, nadando, engraçados patos e gansos.

Há pouco mais de um século quando o parque era bem maior, existia ali uma fonte a cuja água era atribuída funções medicinais.

Presentemente com mais de 42.500 metros quadrados, o Parque do Bonfim, é o mais antigo espaço verde setubalense, cuja construção remonta ao século XVI, continuando a constituir uma verdadeira pérola no coração da cidade.

Este agradável local, geralmente bem tratado, este ano já sofreu importantes obras de beneficiação com a construção de um palco fixo e a repavimentação de todas as sua vias.

Hoje reparei que se encontram a ser substituídos por novos equipamentos dezenas de bancos públicos e até o edifício existente junto ao lago deixou de se apresentar feio, devido aos inestéticos grafites, para agora o podermos apreciar com o seu exterior totalmente limpo e repintado.

Pena é que duas das bonitas esculturas da autoria e propriedade do artista luso-búlgaro, Nikolay Amzov, residente no concelho e que recentemente ali foram colocadas em exposição pelo espaço de um ano fossem brutalmente vandalizadas, certamente por pobres seres que de humanos devem ter muito pouco.

A despeito do vandalismo que grassa um pouco por todo o lado, agindo impunemente, a cidade vai-se embelezando, pouco a pouco, tornando-se muito mais agradável e o Parque do Bonfim segue a mesma linha, como pode ser facilmente constatado.

Rui Canas Gaspar
2016-agosto-12

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sexta-feira, 1 de julho de 2016

No Casino Setubalense quando se partia a fita o pessoal gritava a plenos pulmões “marreco!... marreco!...”

As buzinadelas dos carros que estão parados lá para as bandas da rotunda do Bonfim já se fazem ouvir, tal como os outros que chegam dos lados da Avenida da Europa e não podem avançar.

Foi mais um acidente rodoviário que aconteceu na Avenida Independência das Colónias, perto do Pavilhão Antoine Velge, bem perto do meio-dia deste primeiro dia de julho de 2016.

Os condutores que chegam de ambos os sentidos junto às duas viaturas que bateram não se entendem, com cada um a querer passar, as buzinadelas aumentam, os ânimos exaltam-se e uma senhora sai do seu carro para vir discutir com o condutor da outra viatura que está a ocupar a sua faixa de rodagem.

No meio de toda esta confusão e alarido, os trabalhadores das obras riem que se fartam, mais um espetáculo gratuito oferecido pelo Serviço de Trânsito setubalense, aquele mesmo que tinha anunciado que durante o período de obras o tráfego apenas se iria processar nesta avenida no sentido sul/norte, mas que passadas algumas semanas de obras, a meio do jogo, alterou as regras voltando o mesmo a processar-se nas duas faixas e vamos lá nós saber porquê…

Finalmente chegou um carro patrulha da Polícia de Segurança Pública que conseguiu “furar” o bloqueio e um agente regularizou o tráfego enquanto as viaturas abalroadas eram retiradas da faixa de rodagem.

Mal feito! Com este calor trabalhar nas obras não é pera doce e agora que o pessoal estava a ter mais um espetáculo à borla, chegaram os desmancha-prazeres…

Lembrei-me logo dos antigos filmes passados no Casino Setubalense, quando estávamos na melhor parte do filme partia-se a fita e o pessoal tratava logo de gritar o mais alto que podia “marreco!...marreco!...”

Rui Canas Gaspar
2016-julho-01

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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Grafites, tags e rabiscos até quando nas paredes setubalenses?

Hoje, sexta-feira, dia 23 de outubro de 2015, véspera de mais um dia que se prevê uma maior afluência na baixa de Setúbal, devido à feira outlet que terá lugar este fim de semana, pude constatar que uma equipa de operários da Câmara Municipal de Setúbal se encontrava a desenvolver um trabalho pouco conhecido do grande público.

É verdade! Tratava-se de uma equipa de limpeza de inestéticos grafites,  tags e outros esquisitos rabiscos que gente bem abonada de dinheiro para gastar em tintas de forma indiscriminada e sem mais em que se ocupar, vai fazendo em todo o tipo de superfície, seja ela de reboco, cantaria, madeira ou metal.

Uma camioneta equipada com um depósito contendo o líquido diluente e aparelho de alta pressão apoiava os dois operários que pacientemente iam limpando pedaço a pedaço de cada uma das paredes.

Perdi uns poucos minutos a apreciar e não deixei de pensar nos custos que aquela delicada e necessária operação comporta para a Autarquia, ou seja, para todos nós comuns cidadãos pagadores de impostos.

Basta pensar no seguinte: Alguém que teve de inventariar onde estavam os grafites, outro alguém que programou a atividade de limpeza, os serviços administrativos que encomendaram materiais e processaram os meios, o custo da mão-de-obra envolvida diretamente, a amortização do equipamento utilizado, o material diluente, toda uma panóplia de recursos materiais e humanos que continhas bem feitas dará um dinheirão por cada metro quadrado de limpeza.

E não deixei de pensar…

E os porcalhões e vândalos que diariamente fazem este trabalho o que é que pagam? O que é que contribuem para a sociedade onde estão inseridos?

Será que a Lei prevê sanções para este tipo de indivíduos que lesam os demais cidadãos de forma direta e indireta?

Até quando os nossos governantes vão ficar insensíveis a esta situação e aos custos que a mesma acarreta?

Não haverá forma de apanhar este tipo de gente e porque gostam tanto de pintar coloca-los a repor o que danificaram, pagando às suas custas o material utilizado e aquilo que danificaram?

Louvo a ação da Autarquia por ter criado esta brigada de limpeza especial, mas não deixo de ficar apreensivo com a proliferação deste tipo de gente com comportamentos antissociais que atuam impunemente por aí.

Rui Canas Gaspar
2015-outubro-23

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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Terceiro aniversário do Navegador

Faz três anos este mês de junho de 2015 que foi inaugurada a estátua de homenagem ao Navegador, uma bela obra de arte que veio valorizar ainda mais o Parque Urbano de Albarquel um dos mais bem conseguidos projetos levadas a cabo em Setúbal nos últimos anos.

A primeira vez que tomei contacto com esta obra de arte, não a consegui apreciar, nem sequer saber do que se tratava, porquanto deparei-me com um estranho trabalho levado a cabo por trabalhadores da Autarquia, que faziam argamassa em cima de uma camioneta e depois a despejavam para dentro de um cone de sinalização rodoviária, utilizando-o como funil.

Onde ia parar aquela argamassa foi o que só vim a saber uns dias depois, descobrindo que se destinava a encher uma estátua oca, construída em bronze.
Na cabeça do Navegador havia um buraco e foi por ali que entrou a mistura que fez com que deixasse de ser um ser oco e se tornasse maciço.

Provavelmente poucos setubalenses tiveram esta oportunidade de assistir e registar o momento em que o Navegador se encontrava coberto com uma capa plástica não porque tivesse medo da chuva mas porque nesse dia deixou de ter o corpo e sobretudo a sua cabeça oca.

Resta dizer que este monumento de homenagem ao Navegador foi uma obra do escultor José João Besugo e foi oferta do setubalense Comendador Luís Filipe Gomes, um homem bem conhecido na nossa terra que se encontra ligado às coisas do mar.

Rui Canas Gaspar
2015-junho-06

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quinta-feira, 26 de março de 2015

O “castelo” de São Filipe continua encerrado ao público

Àquela hora não vi por ali javalis nem raposas, mas, do lado de fora alguns gatos encontravam-se de volta de embalagens contendo restos de comida ainda fresca junto aos dois contentores de lixo.

O portão fechado a cadeado com este virado para a parte de dentro e uma espreitadela para o interior, avistando-se uma viatura indiciavam que havia gente no interior do Forte de São Filipe.

A pousada existente no seu interior tinha encerrado no dia 1 de novembro de 2014 com o pretexto de irem ser levadas a cabo obras de consolidação das estruturas degradadas do forte, as quais podiam pôr em risco alguns espaço da velha fortaleza, local de particular atração turística.

Vários setubalenses manifestaram, por altura do encerramento da unidade hoteleira, o seu ceticismo com a cessão da sua atividade e logo foi comentado que aquele importante estabelecimento, explorado pelo Grupo Pestana, fechava portas para não mais voltar a abrir.

Mas, de facto, não é assim!

Os trabalhos começaram e as diversas entidades envolvidas no processo conjugaram esforços tendo a Câmara Municipal de Setúbal a coordenar a ação.

Equipas de trabalho especializadas procederam à reparação de fissuras no exterior do imóvel, enquanto nos seus subterrâneos, não visitáveis, foram desenvolvidos trabalhos de consolidação das estruturas.

O Grupo Pestana, entidade que gere as Pousadas de Portugal e que no nosso país é líder na hotelaria, tratou de avançar com os trabalhos de melhoramento e remodelação da elegante pousada por si explorada e em pouco tempo as obras desenvolvidas naquele emblemático espaço encontram-se prestes a ser concluídas.

O “castelo” continua encerrado ao público, mas as entidades envolvidas estão a envidar todos os esforços no sentido do mesmo poder ser reaberto, com as necessárias condições de segurança e com o aspeto digno próprio da sua vetustez.

Sendo assim e, atendendo ao bom desenvolvimento dos trabalhos teremos o nosso “castelo” de S. Filipe com a sua maravilhosa pousada apta a receber os seus hóspedes já no próximo mês de Maio deste ano de 2015, se não houver qualquer contratempo de maior.

Setúbal e aqueles que se empenharam nesta importante tarefa estão de parabéns pela eficiência que demonstraram na recuperação atempada de uma joia rara do nosso património edificado.


Rui Canas Gaspar
2015-março-26

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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O Porto de Setúbal vai receber três veleiros

Três veleiros nacionais estarão em simultâneo no Porto de Setúbal, nos dias 26 e 27 de setembro deste ano de 2014, uma situação pouco vulgar, ainda mais quando eles são nem mais nem menos que a caravela Vera Cruz; o antigo lugre bacalhoeiro Creoula e o emblemático navio-escola Sagres.

Durante a sua permanência nesta que é uma das mais belas baías do mundo, as embarcações estarão disponíveis para receber a visita do público e dos alunos das escolas locais. Esta será também uma excelente oportunidade para os amantes da fotografia captarem bonitas imagens e para os interessados pelas coisas do mar aprenderem um pouco mais.

Este evento está integrado nas comemorações do Dia Mundial do Mar, uma celebração que irá ocorrer em terras sadinas numa organização conjunta da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e Câmara Municipal de Setúbal, entidades que contam ainda com a colaboração da Aporvela.

No âmbito desta comemoração consta ainda o “I Seminário Internacional sobre cidades Portuárias e a Relação Porto-Cidade” que tem por tema principal a “Náutica de Recreio e o Turismo Náutico” a realizar no Fórum Municipal Luísa Todi.

Também na bonita Casa da Baía no dia 24 será aberta ao público uma exposição de banda desenhada tendo por objetivo estimular o interesse pelo mundo marítimo.

Mais uma vez Setúbal é colocado no centro das atenções mediáticas, durante a última semana de setembro, pelos melhores motivos.

Rui Canas Gaspar
2014-setembro-12

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