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sábado, 8 de dezembro de 2018


Até quando senhores presidentes? 

Já lá vão uns largos meses que foi inaugurada com pompa e circunstância pelos presidentes da Câmara e da Junta, a iluminação decorativa no fontanário  da velhinha Fonte Nova e colocada a água a correr em circuito fechado agora que a nascente que a abastecia já se finou. 

Foi por essa altura que questionei alguém da União de Freguesias de Setúbal sobre o porquê de não se aproveitar a oportunidade para colocar a esfera e espigão em ferro que se encontra em falta neste emblemático monumento. 

Rapidamente, de resposta pronta, como costumam falar os políticos, aquele amigo tratou de me despachar dizendo que o assunto já estava a ser tratado e que um dos membros da sua equipa já contatara um ferreiro nesse sentido. 

Entretanto os meses passaram, a  água na fonte ora corre ou deixa de correr, tal como a iluminação decorativa e do que falta como decoração original do fontanário nunca mais ninguém deu conta. 

Faz-me confusão mental e não consigo atinar o que é que move estes nossos políticos, de tanta parra e pouca uva, a descurarem desta forma o nosso património edificado, quando temos tão pouco que possa contar os milénios de História da ocupação pelo Homem neste solo setubalense. 

Não deve ser por falta de dinheiro pois que qualquer “meia dúzia” de euros dará para fabricar e colocar a peça em falta. 

Por quanto mais tempo ficaremos à espera que se reponha o que um dia foi retirado da Fonte Nova? 

Rui Canas Gaspar
2018-dezembro-08
Troineiro.blogspot.com

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Os ratos da Fonte Nova são os responsáveis pelo apagão!

De dia ou de noite, passo pelo velhinho Largo da Fonte Nova, agora mais decorado com o busto da “Mariana” iluminado à noite e amplamente fotografado durante o dia.

Provavelmente muitos como eu ao olhar para a “Mariana” relegam para segundo plano o velhinho fontanário, até há algum tempo alvo da atenção, especialmente quando a água corria e a iluminação LED lhe dava outra gracinha.

Foi com muita satisfação que eu e muitos daqueles setubalenses que por ali nasceram e cresceram  vimos ser dada vida àquele velho monumento que tantas e tantas vezes saciou a sede a muitos moradores do nosso bairro.

O facto é que aquela iluminação e a água corrente (em circuito fechado) nunca funcionou em pleno, tal como a recuperação do fontanário também não chegou a ser concluída.

Mais do que uma vez alertei para o facto de faltar no alto da fonte a esfera armilar com o espigão em ferro, que lhe davam outra graça, tipo: cereja em cima do bolo.

Um destes dias numa conversa informal com o responsável pela União de Freguesias e tendo-lhe manifestado esta preocupação sobre este recuperado monumento o mesmo teve oportunidade de me esclarecer.

Quanto à esfera com o espigão, uma arquiteta daquela Autarquia anda pelos ferro-velho à procura da dita cuja, para ali ser recolocada!...

Já no que se refere ao apagão da fonte a culpa é dos ratos que roem os fios elétricos!...

Nem o tempo disponível, nem o local era oportuno ao desenvolvimento da conversa pelo que não tive oportunidade de esclarecer que dificilmente a arquiteta encontrará a esfera num qualquer ferro velho, dado que a mesma desapareceu há décadas e o melhor é mandar fazer uma, o que não deve ser muito dispendioso!...

Quanto aos ratos que roem os fios, tenho a certeza que os eletricistas que trabalharam naquele local têm conhecimento da existência de um tubo de revestimento flexível, em malha de aço, próprio para estas situações!...

Quero acreditar que o meu interlocutor estava de boa-fé ao dar-me este “importante esclarecimento” que me tem dado vontade de sorrir sempre que me lembro da conversa, não tanto pela situação, mas mais por reconhecer que os nossos políticos são pródigos a dar respostas aparentemente convincentes e convencendo-se de que quem os houve até os leva a sério!...

É pena que a velhinha fonte nova esteja assim, mas já sabem que desta vez a culpa não morre solteira, desta  vez estão encontrados os responsáveis, ou seja:  os ratos da Fonte Nova.

Rui Canas Gaspar
2016-abril-28

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quarta-feira, 11 de março de 2015

Quando é que a Fonte Nova funcionará direito?

Esta quase a fazer um ano!

Foi no dia 26 de abril de 2014, que com bombos e festarola se fez luz na velha “Fonte Nova” com a água a jorrar das bicas e a iluminação led de cor azul a dar um tom modernaço à velha e emblemática fonte, onde tantas bilhas se partiram.

E porque o dinheiro está escasso e o desperdício de água potável é crime, um contador das Águas do Sado foi instalado numa caixa subterrânea, para ser pago pela Autarquia, e a água começou a jorrar em circuito fechado.

Um simples programador foi instalado e a luz acende-se à noite, porque de dia não vale a pena.

E para comemorar esta melhoria no meu Troino lá esteve o meu homónimo Rui Canas, Presidente da União de Freguesias acompanhado da sua camarada e minha Presidente da Câmara, Maria das Dores Meira.

Tudo muito bem, muito bonito. Aplaudi e simultaneamente fiz o reparo de que já que se estava com a mão na massa se deveria colocar a esfera armilar e espigão no alto da fonte, um acessório que dali teria desaparecido em tempos e que até nem custará tanto assim.

O facto é que nestes quase doze meses aquela obra que teve a presença dos mais altos dirigentes cá do sítio raramente funcionou como deve ser, ora porque a água ficava verde por falta de pastilhas de cloro, ora porque a água sumisse, ora porque a luz não acendesse, ou fosse lá pelo que fosse.

Valeu à velhinha Praça Machado dos Santos, a nossa popularmente conhecida Fonte Nova, a rebocadela que foi dada com pintura posterior nas ruínas do palácio Feu Guião, tapando-lhe as misérias, bem como a retirada dos fedorentos contentores e amontoados de lixo que foram substituídos por três enormes contentores enterrados.

Quanto à fonte em si, a coitada está mesmo condenada. É que para além do outro Rui Canas não mandar colocar a esfera, ainda por cima tem uma bomba elétrica a trabalhar mas sem fazer jorrar água alguma das bicas e, como se isso não bastasse, encontra-se novamente sem qualquer iluminação.

Sou apologista da valorização do nosso património, das coisas recuperadas, funcionais e bonitas, mas gastar-se dinheiro para elas não trabalharem é que não me parece boa ideia, ainda por cima quando o metal sonante está cada vez mais escasso.

Rui Canas Gaspar
2015-março-11

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domingo, 2 de novembro de 2014

Muito obrigado meus amigos setubalenses

Nasci no século XVIII em Setúbal, na Praça Machado dos Santos, que o povo gosta de designar como “Fonte Nova”. Um espaço amplo onde a água leve e pura vinda de uma nascente ali de perto corria pelas duas bicas da monumental fonte que ainda hoje se encontra na minha frente, embora agora jorrando o líquido, em circuito fechado, fornecido pelas Águas do Sado.

Foi José da Rosa Guião e Abreu o responsável pelo meu nascimento, daí que todos os meus amigos me começassem a conhecer por “Palácio Feu Guião” ou do “Adeantado” coisa que ele nunca foi, embora tivesse exercido com zelo as funções de competente Desembargador.

Tal como todos vós, aquando jovem, era não só forte e bonito, mas também muito apreciado entre os meus conterrâneos. Alguns artistas que não sendo setubalenses aqui se deslocaram para fotografar e gravar a minha imagem na tela.

Os anos passaram, o meu progenitor morreu, fui entregue a outros e o peso dos anos a que se juntou um grave acidente começou a dar cabo de mim. Sim, aquele violento tremor de terra que me deu cabo de parte da “cabeça” perdão, do telhado, da ala sul, foi o princípio do fim.

Foram várias as vicissitudes porque passei ao longo da vida. Imaginem que após a revolução de 25 de abril de 1974 foram muitos os que se aproveitaram de mim e transformaram-me desde casa de teatro até armazém de ferro-velho.

Vocês imaginam como é, serviam-se à grande e à francesa, mas tratar cá do velhote, tá quieto!...

A minha aparência digna foi-se esvaindo e cheguei ao princípio de outubro de 2014 num tal miserável estado que nem me reconhecia. Mas… o que mais me desgostava era que os meus próprios conterrâneos olhavam para mim e comentavam com muita pena por me verem neste lamentável estado.

Já quase não tinha a roupagem que alguns chamam de reboco, muito menos a cor dessa roupagem era visível e, na minha cabeça, em parte careca, nasciam uns esquisitos tufos de cor verde, imaginem!...

Foi então, com grande surpresa, que quase no final do mês de outubro vi colocarem umas peças de andaime e um pedreiro começar por reparar as minhas vestes, depois de consertadas as roupagens trataram de me pintar e, nem queiram saber como fiquei bonito!

Embora continuando a ser um velho e sem forças, hoje sinto-me como novo. Os meus conterrâneos voltaram a gostar de mim, agora os seus comentários são agradáveis e eu sinto-me como se tivesse renascido.

Há apenas um senão, é que não consigo agora encarar alguns dos meus nobres irmãos, nomeadamente o mais velho, o João Palmeiro, ele que dedicou toda a vida a cuidar dos outros e hoje não tem quem se digne dar-lhe sequer um simples banho.

Será que é pedir muito aos meus benfeitores que despendam meia dúzia de euros e dispensem aos meus irmãos o mesmo tipo de tratamento? Como eu gostaria e como lhes agradeceria!...

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-02
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O palácio Feu Guião já está com melhor apresentação

Gosto sempre de ver um pedreiro a rebocar uma parede. Vamos lá saber porquê? Não há dúvida que cada um tem a sua “pancada” e eu desta não me livre…

Ao passar há pouco pelo Largo da Fonte Nova vi um pedreiro a rebocar uma velha e bastante degradada parede exterior, o que muito me alegrou. Trata-se do Palácio Feu Guião, que ostenta a placa publicitária de “vende-se ou permuta-se”.

Se até o Lelo (conhecido cigano) tratava de dar graxa no pelo da mula para o animal brilhar e dava-lhe uns copinhos de bagaço para o espevitar e desta forma parecer que o bicho estava cheio de genica, como tal mais fácil de vender, porque é que o proprietário (que até nem é cigano) não deu à mais tempo uma rebocadela e uma pintura exterior tornando mais atrativo comercialmente o seu produto?

Bem, cada um é que sabe do seu negócio e esta não é seguramente a minha praia!

Mas, como setubalense, o que mais me agrada é verificar que um dos mais importantes e também o mais degradado edifício da Fonte Nova e Bairro de Troino se encontra a levar uma “lavagem de cara” que irá certamente dar outro aspeto ao imóvel.

Quem nos dera que alguém, nem que fosse um alguém daqueles que querem vir para a Europa, entrando por Portugal com um visto gold, pudesse comprar esta histórica peça imobiliária e a transformasse de acordo com o projeto existente ou outro qualquer que viabilizasse o seu investimento.

Como estava é que não era nada, nem dignificava o proprietário nem a cidade beneficiava com esta chaga no coração de uma das mais emblemáticas zonas sadinas.

Pelo que hoje vi, daqui endereço os parabéns a quem teve a iniciativa de mandar executar este simples mas tão importante trabalho.

Rui Canas Gaspar
2014-outubro-17

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