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quarta-feira, 12 de setembro de 2018


Dentro em breve Setúbal estará irreconhecível

Tive um espaço onde plantei umas “canas da Índia”, um tufo bem bonito. 

Passado algum tempo reparei que em determinado dia os rebentos apareceram  à luz do dia numa vasta extensão e passado pouco tempo tinha ali um canavial.

Disseram-me então que aquela planta durante cinco anos cria uma rede de raízes subterrâneas para depois as canas emergirem em toda a sua pujança.

Hoje dei comigo a pensar neste assunto ao falar com um antigo colega de trabalho que não residindo em Setúbal, adquiriu e recuperou em Lisboa mais de meia centena de edifícios.

Aqui, o trabalho também está a ser feito tal como as raízes do canavial.

Esse meu antigo colega chegou agora a Setúbal e de uma assentada comprou  meia dúzia de prédios antigos, uns melhores, outros piores,  para recuperar.

Boa parte dos edifícios antigos e em mau estado principalmente na zona baixa da cidade já mudaram de mãos e vão ser recuperados por investidores particulares, no caso deste meu ex-colega destinando-os ao mercado de arrendamento.

Tal como o canavial, estou convencido que dentro em breve não só a baixa de Setúbal mas as zonas envolventes estarão irreconhecíveis, acabando-se o mau aspeto  motivado por dezenas de anos de abandono.

Rui Canas Gaspar 

2018-setembro-12 

Troineiro.blogspot.com

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Setúbal não presta? 

Não deixa de ser interessante ler ou escutar alguns comentários menos abonatórios à nossa linda cidade de Setúbal colocados na internet, acontecendo o mesmo aquando em conversa com alguns conterrâneos.

Seja porque os prédios estão a cair de podres, porque a baixa está deserta, porque as paredes estão grafitadas, porque os chineses vêm para cá, seja porque a presidente da câmara é loura, seja até por alguma enigmática dor de cotovelo…

Porém nunca é perder tempo ao relembrar alguma sabedoria popular para compreender determinadas posições, sejam elas claras ou encapotadas e, muitas vezes acontece, sermos confrontados com aquele ditado: “quem desdenha quer comprar”.

O facto é que provavelmente alguns daqueles que desdenham mais não querem do que angariar adeptos para o seu partido político, tal como outros que por iniciativa própria ou a mando de alguém tentam desfeiar a cidade para lhe retirar valor e com isso servir de arma de arremesso político a quem está a governar, ou económico a quem está em debilitada situação financeira.

Antigas e conhecidas táticas e técnicas mais velhas que o vento norte, e só não as vê quem anda distraído.

O facto é que enquanto alguns setubalenses andam efetivamente distraídos, outros aproveitam aquilo que “não presta”. É assim que o Bairro Salgado vai sendo vendido, casa após casa aos franceses que adoram esta cidade e seus arredores e outros belos prédios tem vindo ultimamente a mudar de mãos a rápida velocidade.

Vejamos o exemplo da Avenida 5 de Outubro, com vários edifícios antigos que acabam de ser vendidos, enquanto outros (poucos) estão para venda e outros ainda estão já estão em recuperação.

Veja-se também a Av. Luísa Todi, com o emblemático “prédio do Leão” que já mudou de mãos e agora é propriedade de um alfacinha.

O que provavelmente muitos setubalenses desconhecem é que até os russos se estão a interessar por Setúbal e estão a acompanhar a onda de aquisições imobiliárias, sendo uma das suas últimas, segundo os “mentideiros”, o emblemático edifício que esteve ligado à história da nossa indústria conserveira, localizado ao lado do antigo cinema Salão, aquele que depois foi banco e entretanto também ele foi agora vendido para ali vir aparecer um hotel.

Se Setúbal não presta digam-me lá onde é o caixote de lixo dos detratores para eu ir até lá ver o que consigo arranjar …

Pois então, com ou sem vendaval,  que todos os amigos tenham um bom dia, boa tarde ou boa noite dependendo da hora e do local do mundo onde se encontrem.

Rui Canas Gaspar
2017-fevereiro-03

www.troineiro.blogspot.com