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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Em Setúbal 25 anos depois, nova obra vai acontecer 

Há 25 anos quando a Praça Miguel Bombarda, o popularmente conhecido Largo de Jesus se encontrava em miserável estado com o piso em terra batida e onde na época das chuvas mal se podia circular, os setubalenses insurgiam-se contra esta inqualificável situação. 

Aproveitando o fluxo de apoios comunitários o socialista presidente da Câmara, Manuel da Mata de Cáceres, decidiu promover uma empreitada com vista a requalificar aquele largo de que resultaram os arranjos exteriores que ainda hoje podem ser observados. 

O tempo encarregar-se-ia de mostrar que a solução arquitetónica não foi a melhor tendo o local sido rapidamente transformado num parque de skate pela rapaziada e a escondida cascata transformada num local onde muitos vão urinar e defecar. 

Para além destes pormenores temos um muro que dificulta a visibilidade do monumento não o colocando em destaque como seria de supor. 

O curioso é que estes trabalhos no valor de noventa milhões trezentos e cinco mil novecentos e três escudos, qualquer coisa menos do que quinhentos mil euros, foram aprovados por unanimidade pelo executivo municipal, ou seja, por representantes de todos os quadrantes políticos. 

Um quarto de século passado, de novo se anuncia a remodelação daquele largo, desta vez apontando-se para o destaque do imponente monumento, colocando nele o foco principal de todo o espaço envolvente. 

Faço votos para que a comunista Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal tenha mais sorte com o projeto que irá ser aprovado para o Largo de Jesus e que todos nos possamos regozijar com aquilo que ali vai ser feito e, já agora, que esses trabalhos possam ficar por mais tempo do que uns meros 25 anos, pouco tempo para tanto dinheiro despendido. 

Rui Canas Gaspar 

2017-novembro-09 


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terça-feira, 14 de junho de 2016

O Largo de Jesus, em Setúbal, vai ser remodelado

Vamos lá ver se é desta vez que os nossos conceituados arquitetos conseguem devolver a dignidade ao Largo de Jesus, um espaço no centro da cidade onde se encontra o nosso principal monumento.
Depois de muitos anos votado ao abandono aquela zona foi alvo de profundas obras que ao invés de destacar o monumento retirou-lhe parte da visibilidade, transformando o largo num recinto que pouco o dignifica.
Uma cascata que poucos setubalenses e visitantes tiveram oportunidade de ver a funcionar, rapidamente foi transformada numa espécie de sanitário utilizado por algumas pessoas pouco dadas às questões de higiene e ao respeito pelos bens públicos.
Um banco/muro que delimita o espaço com a Avenida 22 de Dezembro dá a sensação que o largo afundou ainda mais, para além dos cerca de dois metros que a avenida subiu, ao longo de cerca de quinhentos anos desde que mestre Diogo Boitaca iniciou a construção em 1490.
Os grafites envolventes e não retirados de imediato contribuem para a poluição visual de quem visita ou transita por aquele nobre local.
Naturalmente fiquei contente ao tomar conhecimento da notícia veiculada pela Autarquia sadina que vem ao encontro dos anseios de muitos setubalenses que não estão de todo satisfeitos com o estado a que chegou este que deveria ser um dos principais, senão a principal largo da nossa cidade.
Eis a notícia:
“Setúbal oficializou, a 31 de maio, o PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano em cerimónia realizada em Santa Maria da Feira, na qual participaram presidentes de autarquias, incluindo Maria das Dores Meira, e os ministros do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e do Ambiente, João Fernandes.
A Requalificação da Envolvente do Convento de Jesus, orçada em 1.249.172 euros, é uma das duas ações propostas no eixo Regeneração Urbana, que centra trabalhos no Largo de Jesus, com a melhoria da imagem urbana da zona envolvente ao Convento de Jesus, referência manuelina.
A intervenção inclui ainda a definição de uma bolsa de estacionamento atrás do monumento nacional, a par de obras de reabilitação da área envolvente localizada nas zonas a nascente e norte do convento e do Balneário Dr. Paula Borba.”

Rui Canas Gaspar
2016-junho-14
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Valha-nos ao menos a Mãe Natureza

Quem passe pela Avenida 22 de Dezembro, imediatamente antes de desviar o olhar para o Largo de Jesus não fica indiferente a uma enorme montanha verde que cobre a totalidade dos alçados lateral direito e posterior bem como do telhado de uma antiga habitação de um único piso.

Nesses alçados os “borra-paredes” vêm o seu trabalho dificultado pelas verdes eras que os cobrem, o que não se passa, por exemplo, com os alçados principal e lateral direito.

Muitas pessoas interrogam-se sobre o porquê desta situação e sobre o motivo do proprietário não proceder às necessárias obras de restauro do imóvel.

Desconheço em absoluto quais os motivos, mas não me custa admitir que os mesmos se prendam com a falta de dinheiro e no caso de conseguirem o financiamento necessário para tal, a rentabilidade do esforço despendido.

Por vezes as heranças têm destas coisas, em vez de benefício, trazem-nos problemas agravados, tanto mais que em situações como a presente, não se pode fazer qualquer tipo de intervenção, dado estar no perímetro de proteção ao Mosteiro de Jesus e como tal todos os pormenores têm de ser devidamente apreciados.

E foi por isso, que um amigo questionando alguém da Autarquia sobre porque não derrubar o imóvel, ampliando aquele largo e fazendo um parqueamento automóvel de apoio àquela deficitária zona, lhe foi respondido que o edifício era propriedade particular, coisa que todos sabemos.

O que não sabemos é se a entidade pública que tutela estas questões alguma vez aprovará que se derrube o edifício que se encontra quase em ruinas para ali deixar fazer a ampliação do largo, um parque de estacionamento ou alguma outra construção que não a reabilitação da que lá se encontrava.

A Lei tem destas coisas, às vezes serve para facilitar e organizar a vida social dos cidadãos, outras para complicar ainda mais aquilo que já de si não é de fácil resolução.

Enquanto isto, o tempo vai encarregando-se de destruir o que resta da habitação e, por outro lado, a Mãe Natureza vai fazendo o seu benéfico trabalho de cobrir de forma harmoniosa e bela as asneiras humanas.

Rui Canas Gaspar
2014-setembro-26

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domingo, 7 de setembro de 2014

Há profissionais e outros que falam com eles…

Há obras bem feitas e naturalmente são de aplaudir, outras são de tal forma aberrantes que não lembra a ninguém que elas tivessem sido alguma vez construídas.

As coisas no papel por vezes são bem diferentes daquilo que vão surgir no terreno e se os decisores não tiverem o mínimo de conhecimento técnico de forma a poder interpretar o que os arquitetos lhes apresentam aprovarão qualquer boneco que lhes ponham à frente.

Os gostos não se discutem e como tal o que é bonito para mim pode ser horrível para outros, mas há uma coisa que se discute é a utilidade das coisas e, naturalmente, o seu custo.

Há anos que ando a matutar neste assunto e gostaria que alguém me conseguisse convencer da mais-valia arquitetónica de terem construído um muro entre o Largo de Jesus e a Avenida 22 de Dezembro, cerceando a vista daquele espaço e sobretudo gostaria de perguntar ao autor desse projeto qual foi a ideia de colocar uma fonte decorativa num local do largo onde não seria vista por praticamente ninguém.

E foi precisamente nesta fonte decorativa com mais de dois metros de altura e, que aposto que a maioria dos setubalenses nunca a viram, mesmo aqueles que passam frequentemente pelo Largo de Jesus, que eu fui mais uma vez esta semana “meter a cabeça”.

Um trabalho onde se utilizaram materiais nobres, nomeadamente o granito polido, é um espaço onde a água já não corre e onde a beleza do granito foi substituído pelas borradelas de alguns a quem o dinheiro é fácil de conseguir para a compra de tintas.

Mas, os anos já vividos  em múltiplas experiencias já não me permitem deixar de admirar com muito pouco. Por isso, não estranhei ter de habituar o meu olfato ao nauseabundo pivete a urina que emanava daquele local, onde em tempos de inauguração esteve uma fonte decorativa.

Valeu nesta incursão pelo vetusto e emblemático largo, verificar com agrado a beleza do alçado principal de um dos seus edifícios recuperados, com uma excelente apresentação exterior, que não acredito tenha saído do mesmo atelier de arquitetura.

Como em todas as profissões existem os profissionais e os outros que falam com eles e convencem-se por isso que também o são. O pior é que também esses nos vão aos bolsos…


Rui Canas Gaspar
2014-setembro-07

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