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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O Terminal 7 não deve ser construído tão cedo

As desativadas instalações da SADONAVAL, localizadas nos antigos estaleiros da Praia da Saúde constituem a última edificação das várias unidades que ali foram utilizadas na indústria naval durante largas dezenas de anos.

Com a desocupação por parte de trabalhadores e equipamentos daquelas instalações e posteriormente com o bota-abaixo do último barco reparado naqueles estaleiros, o “Ponta do Verde”, era suposto que se procedesse à demolição das instalações e limpeza do espaço por si ocupado, bem como à remoção dos últimos restos de betão onde assentavam os carris de acesso ao rio.

De facto, os carris foram retirados, tal como algumas ferragens que por ali estavam mas não foi aproveitada a oportunidade para que o restante material fosse removido de modo a que ali fossem posteriormente despejados alguns camiões de areia e a Praia da Saúde ficasse então mais ampla e limpa.

Também não foram demolidas as instalações da SADONAVAL, de forma a ampliar-se o espaço disponível, instalações que se encontram provisoriamente ocupadas pelo Centro Náutico, de acordo com protocolo de cedência assinado entre a C.M.S. e aquele clube.

Ainda que não fosse construído para já o anunciado Terminal 7 era suposto que o espaço ficasse livre e desocupado.

Ao invés de se verificar a demolição, podemos ver agora as antigas instalações a sofrerem obras de beneficiação, ao nível do fecho das várias janelas, com alvenaria rebocada, deixando-se livre a ultima fiada com colocação de blocos de vidro para permitir a iluminação natural.

Em função desta constatação somos levados a concluir que a obra para ali projetada, o tal Terminal 7, não deve estar para iniciar tão cedo tal como as antigas instalações da SADONAVAL também não deverão ter data anunciada para a sua demolição.

Cá por Setúbal costumamos dizer que “quem não tem dinheiro não tem vícios” e, como tal, construir uma obra de raiz como o Terminal 7 para aumentar dívida às finanças municipais também não me parece boa política, como boa política não me parece que seja a de não se investir mais alguns poucos euros para dotar a Praia da Saúde com mais uns bons metros de areal.

Aguardemos, o que, quando e como ali irá surgir, de forma a que se dê novo e quase definitivo visual à bonita zona ribeirinha e, entretanto, enquanto não se procede à demolição que se dê às velhas instalações a melhor utilidade e um aspeto decente e atraente.

Rui Canas Gaspar
2016-fevereiro-25

www.troineiro.blogspot.com

terça-feira, 7 de abril de 2015

Um portão encerrado que não serve nada nem a ninguém

É sabido que as antigas instalações da SADONAVAL estão destinadas a ser demolidas e com esta ação ficará interligada toda a vasta zona entre a Doca dos Pescadores e a Toca do Pai Lopes, podendo-se então dizer que o Sado foi devolvido à cidade de Setúbal.

Esta é de facto uma obra grandiosa digna de todos os elogios, embora algumas situações de pormenor venham a ser afinadas em devido tempo, nomeadamente a retirada das enormes pedras existentes na zona poente da Praia da Saúde.

A qualquer hora do dia podemos ver aqui uma enorme quantidade de pessoas de todos os escalões etários e de todas as categorias sociais, a usufruir deste espaço de eleição, vocacionado para o lazer, para o desporto e para a manutenção da boa forma física.

Pelas suas características também este local é por vezes utilizado para a realização de eventos diversos, quase sempre com muito boa afluência de público.

O acesso à primeira fase deste espaço encontra-se estrangulado entre o velho edifício fabril e o muro de contenção de terras, pelo que o passeio para peões é interrompido a determinado ponto, disputando-se a passagem entre peões e viaturas automóveis.

Por isso mesmo é que se torna incompreensível que os portões exteriores de acesso às instalações da SADONAVAL estejam encerrados, porquanto muitos dos utentes do PUA poderiam circular por ali e desta forma estar mais protegidos das viaturas automóveis.

Não me parece que haja qualquer motivo justificável para que estes portões estejam fechados, porquanto as pessoas podem entrar ou sair pela parte lateral caminhando por entre pedras, ferros ou areia da praia, desnecessariamente.

E porque o encerramento deste portão não serve nada, nem ninguém é que o mesmo é motivo recorrente dos mais diferentes comentários dos utentes daquele agradável espaço.

Sendo assim, seria bom que os responsáveis autárquicos tomassem em linha de conta este assunto, tão simples de resolver, e fossem céleres na sua decisão. É que por mais de uma vez já tive oportunidade de verificar a eminencia de acidentes naquele local.

E como mais vale prevenir que remediar, acho que deverão tomar as medidas necessárias e urgentes, no sentido de retirar dali o cadeado símbolo de falta de qualquer coisa por parte de quem teve tão triste e desnecessária iniciativa.

Rui Canas Gaspar
2015-abril-07
www.troineiro.blogspot.com


Embora não concordando em absoluto com a justificação da Câmara Municipal para o encerramento dos portões, gostaria no entanto de partilhar a explicação que o porta-voz do Executivo Municipal entendeu dever prestar-me, o que naturalmente agradeço.

“Na verdade, os portões estão fechados porque entendem os serviços municipais que a sua abertura colocaria sérios problemas de segurança aos utentes do espaço, já que os portões permitem a saída direta para a estrada, sem qualquer obstáculo ou espaço em que possa esperar pela passagem de viaturas que por ali circulam, com a agravante de que, quem sai, por ter o edifício à esquerda, perde a visibilidade das viaturas que vêm do lado do PUA. É fácil imaginar situações de crianças que por ali circulem de bicicleta, ou mesmo adultos, e saiam para a estrada de forma mais distraída e provocar acidentes e danos pessoais graves que queremos evitar.
Há, pois, um motivo justificável para o encerramento dos portões.”