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domingo, 6 de janeiro de 2019

Setúbal está prestes a explodir

Tenho uma pessoa amiga que vem frequentemente a Setúbal e que no outro dia desabafou admirada pelo facto de cada vez que cá vem ver sempre a cidade com novas obras em curso, quando na zona onde reside, nos arredores de Lisboa, pelos vistos pouco ou nada acontece.
O que muito pouca gente sabe é que dentro de meia dúzia de anos, se nada houver em contrário a nossa bela cidade terá sofrido uma enorme transformação urbanística, atendendo aos grandes projetos particulares que deixarão a faze do papel para verem a luz do dia.
Assim sendo, desde a Albarquel, a poente, passando pelo Viso, pelas Avenidas José Mourinho e Luiza Todi e acabando no Bairro Santos Nicolau, a nascente, teremos oportunidade de ver novos hotéis, bonitos condomínios, modernos apartamentos e novas zonas de lazer e serviços.
Não se trata de utopia, fake news ou da tradicional mentira de 1 de abril, porque ainda lá não chegamos, trata-se de uma realidade que está prestes a desabrochar e para a qual se encontram já posicionadas grandes empresas internacionais e alguns investidores nacionais.
Para os mais céticos isto pode não encaixar, para os “politiqueiros” esta nota poderá servir para esgrimir argumentos, o facto é que Setúbal, a bela adormecida, está prestes a acordar do seu longo sono e vai fazê-lo num dia particularmente luminoso, e todos, ou quase todos, cá estaremos para ver.
Rui Canas Gaspar
Troineiro.blogspot.com
2019-janeiro-06

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Eu gosto da mudança de “SETÚBAL” 

O Município de Setúbal permutou no ano passado os terrenos no Monte Belo onde estavam as antigas bombas de gasolina, com um armazém junto à Doca dos Pescadores, onde irá erigir o Centro Municipal para a Promoção e Desenvolvimento das Artes.

O novo proprietário dos terrenos no Monte Belo irá ali erigir um restaurante Burguer King, uma bomba de gasolina, comprometendo-se ainda a fazer um jardim devidamente equipado, bem como  algumas obras no espaço público municipal limítrofe à Praça da Independência, bem como um troço de passeio e ciclovia entre o Novohotel e a nova construção.

No âmbito deste acordo a fonte decorativa com a palavra “SETÚBAL” foi deslocalizada do terreno publico que agora passou a particular, para um outro espaço recentemente relvado a norte das instalações prisionais de Setúbal, junto à rotunda terminal da autoestrada. Ficando bem visível para quem por ali chega à cidade.

Não é virgem, antes pelo contrário, é até comum a “dança de monumentos” em Setúbal, uns que mudaram de local  para melhor, outros nem por isso.

Neste caso em concreto e independentemente do facto do terreno onde estava colocada a fonte passar a privado, entendo que ambos os espaços ficarão valorizados, um com a construção de mais um espaço de restauração com o correspondente arranjo urbanístico envolvente e o outro, junto à rotunda mais atraente.

Para complementar o enquadramento do equipamento deslocalizado o mesmo é enquadrado por grandes palmeiras tornando ainda mais agradável aquele espaço que dentro em breve irá sofrer nova alteração porquanto deverá ser substituída a decoração da rotunda alusiva à cidade europeia do desporto 2016.

Gostei da solução e aplaudo a mudança, embora outros setubalenses a critiquem como é natural em democracia sendo sabido que nunca se pode agradar a todos.

Rui Canas Gaspar
2017-janeiro-04

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sábado, 3 de outubro de 2015

Feirinhas setubalenses com produtos a preços da uva mijona

Hoje, pela primeira vez fui dar uma olhadela à “Feira da Bagageira” um novo tipo de evento que se realiza no Largo José Afonso e onde podemos ver viaturas automóveis, devidamente parqueadas, com a tampa da bagageira aberta e no seu interior uma infinidade de objetos diversos para vender.

Cada um desses pontos de venda é apoiado por uma pequena banca, ou simplesmente a mercadoria é exposta no chão, frente à bagageira.

Curiosamente, ali vi muita gente a fazer compras de peças novas ou usadas a preços verdadeiramente irrisórios.

Não sei o que aquele homem teria comprado, ele não era de Setúbal, e porque falava ao telemóvel um pouco alto deu para perceber que estaria eufórico a dar a notícia de que teria adquirido uma peça baratíssima e que era de suma importância para ele. Dizia o homem que já tinha ganho o dia e que dera por bem empregue a sua vinda a Setúbal.

E porque ao final da tarde começou a refrescar, foi boa altura para algumas senhoras adquirirem, e logo ali vestirem, os casacos que poderiam ser comprados a 3 euros a unidade e, se eram usados ou não o facto é que estavam com muito bom aspeto.

Um pouco mais à frente, a poucas centenas de metros para nascente, na placa central da Avenida Luísa Todi, esteve também a funcionar durante todo o dia a tradicional “Feira de Velharias” sempre muito concorrida e onde se vende igualmente de tudo um pouco.

Fiquei a pensar se não seriam velharias a mais, se haveria clientela para tanto vendedor. Não sei, se calhar até há, caso contrário eles não iriam para ali perder tempo.

O facto é que estes simpáticos locais já se tornaram ponto de encontro de muito boa gente, uns só  para ver, outros para aproveitarem oportunidades de negócio. E de facto não deixa de ser  um gosto ver tantos setubalenses entretidos com estas feirinhas que por aqui se vão fazendo, com produtos a serem comercializados ao preço da uva mijona.

Rui Canas Gaspar
2015-outubro-03

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Depois das “Noivas de Santo António” o que está agora na moda são as “Noivas do Rio Azul”

Diz-se que Setúbal está na moda e diz-se muito bem, eu porém acho que a nossa cidade em particular e a nossa região de uma forma geral nunca deixaram de o estar, a não ser por parte daqueles mais distraídos que não reparam nas suas belezas.

Mas o que talvez comece agora a estar a despertar mais atenção é o nosso rio azul e a sua famosa e linda “baía dos golfinhos” onde as empresas marítimo-turísticas levam os visitantes a apreciar as suas maravilhas e sobretudo a observar a graça dos nossos roazes.

Para além de vermos diariamente no Sado o catamarã repleto de turistas e as restantes embarcações de turismo fluvial repletas de gente que desfruta dos encantos do Sado, temos agora conhecimento de que a nossa baía está também a ser procurada por noivos que aí querem fazer a sua festa de casamento.

Não são as “Noivas de Santo António” mas sim as “Noivas do Rio Azul” aquelas jovens que agora estão a optar por este tipo de programa de beleza ímpar a bordo de um barco que transportou as mais diferentes celebridades e que agora mais do que nunca se apresente decorado de forma requintada e simultaneamente sóbria.

E é assim que todos os fins-de-semana deste mês de setembro vamos ver o histórico barco EVORA repleto de pessoas elegantemente vestidas que acompanharão os noivos em três diferentes casamentos com boda celebrada a bordo.

Igualmente este barco sairá já no domingo dia 6 com outro cruzeiro temático, com almoço a bordo.

Se a bela Setúbal está na moda o seu não menos amado Sado também não deixa de o estar e este é o casamento perfeito que também desejamos às “Noivas do Rio Azul”

Rui Canas Gaspar
2015-setembro-03

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Dois monumentos: Um brilha na escuridão o outro afunda-se nas trevas

Está agendado para sábado, dia 15 de agosto de 2015, o momento em que a  Câmara Municipal de Palmela inaugurará um novo sistema de iluminação que irá dar uma visibilidade completamente diferente e ímpar ao seu vetusto castelo, tornando-o assim num marco referencial da nossa região.

Enquanto isso, o nosso “castelo” de Setúbal, o Forte de São Filipe, permanece envolto em trevas profundas, tão profundas quanto as suas antigas galerias subterrâneas que escondem o escoramento de parte da laje que podemos ver à superfície. Uma obra com dezenas de anos e que não chegou a ser concluída.

No início de maio deste ano, dirigi-me ao nosso forte, que se encontrava encerrado, sem qualquer tipo de aviso sobre o porquê de tal suceder e mesmo ali fui informado por alguém que vindo do interior me disse que o mesmo se encontrava com obras de escoramento nas galerias subterrâneas e que a pousada se encontrava também com intervenção, tendo encerrado em 1 de novembro de 2014  e reabrindo no dia 1 de maio.

Enquanto isso, um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) dava conta da necessidade de se proceder a obras urgentes de estabilização da encosta, dado o perigo de derrocada da fortaleza.

O facto é que chegamos ao mês de agosto e nem a pousada reabriu e parece que não voltará a fazê-lo, nem sequer os portões do forte deixaram de estar fechados a cadeado não permitindo que alguém tenha acesso àquele privilegiado miradouro sadino.

Julgo que o mais elementar direito de qualquer cidadão numa sociedade democrática, é de facto o direito à informação e, como tal, considero incompreensível que não seja colocado pela Autarquia um aviso no início da estrada de acesso ao forte com a informação de que o mesmo está encerrado, seja porque motivo for.

Captarmos turistas que venham até cá para fazer mais alguma coisa do que comer peixe assado e choco frito é capaz de ser complicado e nem sequer vale a pena estarmos a pensar em cais para navios de cruzeiro, marinas, ou construção de novos hotéis, enquanto não se cuidar devidamente do pouco que temos para presentear os visitantes.

Já com o Parque Natural da Arrábida é o que é, sem as mínimas condições e com ausência de manutenção de espaços, agora o forte de São Filipe com os turistas a baterem com o nariz na porta todos os dias…

Afinal os nossos “espertos” estão a pensar que basta criar a marca “Arrábida” e transformar um posto de turismo numa outra qualquer coisa para desenvolvermos convenientemente esta indústria da paz?

Assim não dá!

Se não fosse as belezas ímpares com que natureza dotou este cantinho de Portugal estávamos feitos… Até parece que estamos a brincar aos operadores turísticos. Digo eu que até nem sou nem “expert” nem “esperto”.

Rui Canas Gaspar
2015-agosto-12

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sábado, 15 de novembro de 2014

O que sabemos nós setubalenses sobre a Rua do Gás?

Quando olhamos para a nossa bonita cidade amplamente iluminada, com as luzes a refletir nas calmas águas da “baía dos golfinhos” não nos passa pela cabeça que em tempos não muito distantes ela era tomada por uma escuridão quase absoluta.

Faz neste ano de 2014, precisamente um século que faleceu o poeta setubalense Paulino de Oliveira a que a edilidade atribuiu no Bairro de Troino o seu nome a uma concorrida artéria daquela tão característica zona.

Numa altura em que a cidade de Setúbal vai substituindo o sistema de iluminação pública tradicional pelo que de mais moderno existe no mundo, a iluminação LED, é bom lembrar que quando Paulino de Oliveira vivia na nossa terra a iluminação era de tal forma forma deficiente que pouco depois de se pôr o sol a localidade mergulhava nas mais profundas trevas.

Nesse tempo algumas, poucas, luminárias a azeite eram colocadas em alguns locais estratégicos da cidade. Porém devido às características das lamparinas, abastecidas com azeite, a sua luz não teria muito tempo de duração, pelo que, poucas horas depois de serem acesas a sua fraca luz extinguir-se-ia.
Alguns anos mais tarde, uma inovação chegaria também a Setúbal, a iluminação a gás.
O jornal “O Curioso de Setúbal” noticiaria no seu editorial datado de 26 de junho de 1858 a novidade acerca da projetada iluminação a gás: “Vamos dar mais um passo no caminho da civilização, vamos gozar de mais uma vantagem, que a indústria do homem inventou para a comodidade da vida e para o aformoseamento das povoações (…)”.

Agora que as principais artérias de Setúbal deixavam de estar às escuras outra realidade se apresentava e o poeta Paulino de Oliveira legou-nos a sua impressão sobre isto mesmo, escrevendo:

(…)
De noite, outro triste aspecto
O gás, muito frouxo, em fila,
Lembra um enterro nocturno,
Em procissão que desfila.
(…)
Os candeeiros, de perto,
Ao vento as luzes tremidas,
Lembram bêbados, aos bordos,
Dizendo pragas sumidas.

Para o fabrico do gás de iluminação foi então construída uma unidade fabril sedeada no local hoje ocupado pelo moderno edifício dos serviços das Águas do Sado, em plena Avenida Luísa Todi.

Desses tempos de escuridão foi-nos legado como memória o nome de uma artéria da cidade, precisamente o nome da rua a poente do referido edifício, onde podemos ler na respetiva placa toponímica: “Rua do Gás”.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-15

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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Setúbal tem um cadáver imobiliário à espera que seja ressuscitado

Ao passar frente às enormes e tão mal tratadas instalações do que foi o único polo universitário setubalense lembrei-me daquele triste dia de Verão.

Passavam alguns minutos das 19 horas, era 30 de julho de 2008 quando a TSF anunciava o seguinte:

“O Ministério da Ciência e do Ensino Superior notificou, esta quarta-feira, a Universidade Moderna e a empresa proprietária, a Dimensino, da decisão de encerrar compulsivamente a instituição por falta de viabilidade económica e grave degradação pedagógica.”

Com este despacho do Ministro Mariano Gago finava-se para muitos jovens setubalenses o sonho de concluir um curso superior na sua própria cidade.

Curiosamente e, por incrível que pareça, embora fossem muitas largas centenas os jovens estudantes que durante anos frequentaram o polo da UM, quer em Setúbal, quer em Beja, a Inspeção-Geral do ensino superior concluiria que aqueles polos universitários não estariam legalmente constituídos como estabelecimentos de ensino.

As amplas instalações da Universidade, construídas de raiz, fechariam as suas portas e a Incentiveste, empresa proprietária do imóvel procederia, um ano depois, à selagem das instalações.

Primeiramente foram as ervas daninhas que começam a aparecer por tudo quanto era sítio, seguidamente são observados os primeiros grafites nas paredes exteriores, depois acontece o furto generalizado de tudo o que era metal, dos fios de cobre aos caixilhos de alumínio, passando pelos corrimões das escadas.

E quando pouco mais havia para furtar de um amplo e abandonado edifício, eis que as portas e janelas mais baixas são emparedadas enquanto os grafiteiros continuam a sua incansável atividade enquanto dispuserem de um pouco de parede disponível.

Com este encerramento Setúbal perdeu a única Universidade que tinha e ganhou mais um cadáver imobiliário que para ali se encontra solitário à espera que algum iluminado cientista descubra a forma de lhe voltar a dar vida.

Rui Canas Gaspar
2014-outubro-14

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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Cuidado com os animais que andam pelo Parque Natural da Arrábida

Até ao passado ano, era comum vermos pelas estradas do Parque Natural da Arrábida algumas matilhas de cães em estado semisselvagem, um fenómeno que misteriosamente deixou de ser observado este ano.

Nos últimos tempos são as raposas matreiras que ao final do dia se poem na estrada a pedir esmola e, a tal ponto estes animais são atrevidos que chegam a ser atropelados mortalmente.

Também os javalis pela noite e madrugada deslocam-se pares ou em grupo a caminho do Portinho, provavelmente para ir tomar uma banhoca, enquanto outros, mais citadinos, resolvem vir  estrada fora até Setúbal visitar a Avenida Luísa Todi, acabando por constituir outro perigo, dado que ainda não conhecem as regras de trânsito.

Como se isto já não bastasse, pela tarde, eu próprio quase ia atropelando uma das meia dúzia de cabras pertencentes (segundo creio) à moradia existente no lado direito da estrada a seguir ao “pau da consolação” no sentido Setúbal/Comenda, que resolveu vir pastar para o meio da estrada, mesmo a seguir a uma curva.

De facto, a condução nas estradas do Parque Natural da Arrábida cada vez carecem de mais atenção por parte dos automobilistas, pelo que os “aceleras” que por ali se aventuram estão agora, mais do que nunca, na contingência de terem alguma desagradável surpresa.

O facto é que os animais estão no seu habitat, porém, infelizmente já são conhecidos acidentes quer com raposas quer com  javalis e nem sempre os danos são só para os animais…

Por isso, e na ausência de qualquer aviso nas estradas do P.N.A. impõe-se uma chamada de atenção a todos aqueles que se aventuram pelas estradas da serra para que tenham o devido cuidado, evitando conduzir de forma imprudente a fim de não virem a ser surpreendidos com algum inesperado encontro.

Rui Canas Gaspar
2014-setembro-02

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