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sábado, 18 de julho de 2026

 ELES VIERAM COMEMORAR O 50º ANIVERSARIO DO P.N.A.

Quando em 18 de julho de 1976 foi criado o Parque Natural da Arrábida, de entre outras espécies, os javalis eram ali considerados como extintos.
Em 2012 publiquei o livro Arrábida Desconhecida e nas minhas incursões pelo parque das muitas coisas que então desconhecia, surpreendi-me com a notícia de que os javalis já por ali de novo andavam.
Foi em Casais da Serra que um caçador me confirmou que de facto era verdade e que ele mesmo teria abatido um destes animais que se reproduziam rapidamente e já andavam um pouco por toda a cordilheira.
Segundo ele, teria sido alguém que ali introduzira um ou uns casais provenientes do Alentejo e desta forma evitava ter de se deslocar alguns quilómetros para praticar o seu desporto favorito.
E, porque pelos vistos ninguém se lembrou de comemorar o 50º aniversário do PNA seis amigos nascidos e residentes no Parque Natural da Arrábida decidiram vir comemorar a Setúbal esta data memorável.
Os animais desceram a serra, na Albarquel passaram por um buraco na vedação do PUA e vieram até cá a baixo onde brincaram e se divertiram nos relvados deste belo espaço já ao cair da noite.
Não me contaram qual o seu programa para comemorar a efeméride. Mas... palpita-me que esta meia dúzia de amigos virão fazer a festa para o centro de Setúbal elegendo a Avenida Luisa Todi, um espaço que já tão bem conhecem, cheio de belos relvados e plantas.
Esperemos que estes jovens descendentes daqueles pacíficos alentejanos que foram viver para a Arrábida se portem bem e não cometam excessos na noite de 18 de julho quando estão a comemorar o meio século de existência do seu belo parque, uma verdadeira perola do nosso lindo Portugal.
Rui Canas Gaspar


terça-feira, 7 de julho de 2026

 



A antiga e nova baixa setubalense

Durante muitos anos funcionou na baixa de Setúbal o comercio e serviços distribuído pelas diferentes ruas especializadas nos mais variados misteres de onde ressaltava a Rua dos Ourives, a dos Caldeireiros, a dos Sapateiros, a das Farinhas, a dos Correeiros etc. etc.

Mais tarde essas artérias diversificaram-se e, modernas e atrativas  lojas de tecidos e sapatarias fariam atrair à baixa muitos dos setubalenses, por vezes só para verem as montras.

Os comerciantes prosperavam e, aos poucos, foram tomando conta dos andares superiores dos prédios ocupados pela sua atividade comercial para naqueles espaços, agora sem moradores,  fazerem os seus armazéns e escritórios de apoio.

As convulsões sociais que se seguiram à revolução de 25 de Abril de 1974, o envelhecimento dos comerciantes e a sua já pouca disposição para a mudança de hábitos e novos costumes, aliado ao “pronto a vestir” que entretanto surgiu e se implantou em força, ditaram o fim de muitas das lojas da baixa.

Mas… a grande “machadada” aconteceu naquele ano de 1991, quando em Outubro abriu portas o Hipermercado Jumbo de Setúbal (atual Alegro) deslocalizando o poder de compra da baixa para as novas e modernas instalações.

Com as lojas a encerrar e os andares superiores sem ocupação rapidamente a baixa quase se tornou um deserto. Tendência potencializada com o parqueamento automóvel que começou a ser pago, em contraponto com a gratuitidade do novo e vibrante espaço comercial.

Foi necessário deixar passar cerca de uma dezena de anos desde a abertura do “Jumbo” até que a baixa começasse a ver alguma luz ao fundo do túnel, agora com a abertura de outro tipo de negócio, a restauração e bebidas, sendo o antigo Largo da Ribeira Velha a funcionar um pouco como espaço âncora.

Presentemente, outra década volvida e a baixa parece querer florescer com as muitas aquisições dos antigos prédios que tem vindo a ser recuperados e novos negócios começam a surgir um pouco à boleia da restauração e bebidas que vem atraindo cada vez mais nacionais e estrangeiros à baixa.

Não é pois de admirar que neste momento possamos observar naquela zona da cidade para além de novas lojas em funcionamento mais de uma dezena de edifícios com obras de melhoramentos concluídas ou em faze de conclusão, pelo que se augura que em breve dias melhores sejam uma realidade na antiga baixa sadina, com nova e mais vibrante vida diurna e noturna.

Rui Canas Gaspar

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