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segunda-feira, 28 de março de 2016

Em Setúbal não pagamos!

Em 2014 terminou o período de 20 anos contratado com a Resopre, empresa que explora em Setúbal os lugares de parqueamento. O contrato foi então renovado ano a ano, até que este ano foi colocada a questão sobre se as receitas camarárias com esta negociação seriam superiores a 100.000 euros.

Ora como havia na Autarquia uma proposta do executivo para renovar por mais um ano o contrato com a empresa, o Executivo confrontado com as dúvidas suscitadas pela bancada do Partido Socialista, optou por retirar a proposta de mais um ajusto direto.

Maria das Dores Meira, presidente da C.M.S. decidiu suspender o pagamento em todos os parquímetros até que o gabinete jurídico da Câmara se pronuncie sobre o assunto, pelo que tal só deverá acontecer bem perto do final do próximo mês de abril deste ano de 2016.

Porém, embora já não se tenha de pagar desde final da passada semana, o facto é que há hora de almoço desta segunda-feira (28), ainda podíamos ver os automobilistas a dirigir-se às máquinas colocando as moedas e retirando os talões respetivos.

Era suposto que a empresa tivesse desativado o sistema de pagamento.

Era suposto a Câmara ter colocado um aviso nesse sentido junto das próprias máquinas.

Mas não, nada foi feito e o comum cidadão continua a pagar.

A questão que agora eu coloco é simples. Se o contrato não está em vigor a Câmara nada recebe, então se os automobilistas continuam a pagar a empresa que desde dia 22 nada deverá pagar  à Câmara terá ainda mais lucro à conta dos desinformados automobilistas.

Afinal, sendo assim quem nos defende?

Eu diria então que o nosso melhor defensor serão aqueles dois irmãos, arrumadores, que costumam estar no parque de estacionamento frente ao Fórum Municipal Luísa Todi, que lá iam informando as pessoas que não deveriam colocar as moedas na máquina.

Mas porque a maior parte delas não acreditasse no que lhes diziam, investiram na compra de um jornal O Setubalense, onde a notícia está em primeira página e de jornal na mão, de forma a dar-lhes mais credibilidade lá iam tentando fazer passar a mensagem.

Mais uma vez, será que não estamos a fazer figuras tristes? Se acham que o sistema de informação ou desativação é assim tão complicado, pois que enfiem um saco de plástico preto, daqueles utilizados para recolha do lixo, nos parquímetros e o assunto estará resolvido.

Só que enquanto não fazem isso há sempre os “patinhos” que vão pagando e alguém estará a beneficiar com mais alguns milhares de euros, e esse alguém não será seguramente as finanças autárquicas.

Rui Canas Gaspar
2016-março-28

www.troineiro.blogspot.com

quinta-feira, 2 de julho de 2015

É só sacar ao automobilista setubalense

Há coisas com as quais não concordo e considero até abusivas, sendo que primeiro estranha-se e depois entranha-se, mas esta dos parquímetros implantados em Setúbal não consigo entranhar nem um pouquinho.

Como tenho necessidade de andar de carro constantemente de um lado para o outro, ora dentro, ora fora da cidade, utilizo naturalmente com muita frequência os estacionamentos pagos que proliferam pela cidade, sobretudo na zona baixa onde incide a maior parte da minha atividade.

É uma verdadeira renda a quantidade de moedas que deposito naqueles malfadadas máquinas, depois de ter pago tanto dinheiro em impostos incluindo o de circulação.

Mas, o que me irrita solenemente é não sabendo eu quanto tempo me vou demorar nos meus afazeres coloco normalmente um valor acima, para evitar  ser autuado, o que já aconteceu por o tempo de estacionamento ter excedido aquele para o qual tinha tirado o bilhete.

A empresa particular que explora os espaços de parqueamento está no seu direito de exigir que eu pague o diferencial pelo tempo que estacionei a mais, mas cobrar uma coima por esse facto é que eu não concordo.

E não concordo porque o contrário também é verdade e muitas vezes o dinheiro que coloquei na máquina é bem superior ao tempo que estive parqueado e nesse caso não me é devolvida a diferença.

Sendo assim, acho que seria da mais elementar justiça que não fosse cobrado pelo concessionário nem um cêntimo a mais para além do tempo utilizado dado que também não devolvem coisa alguma pelo tempo a menos que lá ficamos.

Se os atuais parquímetros não contemplam esta situação pois então que os substituam por outros adequados e que controlem o tempo real do estacionamento, nem a mais, nem a menos.

A Câmara Municipal de Setúbal adjudicatária do espaço já deveria ter atuado exigindo que fossem colocadas máquinas adequadas de modo a que os cidadãos não fossem prejudicados e pagassem aquilo que é justo pela utilização do espaço ocupado.

A empresa concessionária em vez de pagar a fiscais e a agentes da PSP para os acompanhar pois então que aplique essa verba na aquisição de máquinas adequadas. Ou será que é mais vantajoso o sistema vigente de sacar dinheiro à descarada aos parolos automobilistas como eu e os outros que utilizam o espaço para parquear a sua viatura?

Rui Canas Gaspar
2015-julho-02

www.troineiro.blogspot.com