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domingo, 1 de janeiro de 2017

COISAS DE SETÚBAL

Não passaram ainda muitos anos desde que encerrou portas a Papelaria Rubi, com instalações na Rua Arronches Junqueiro, quase a chegar ao Largo da Misericórdia, local onde poderíamos encontrar o seu proprietário João Francisco Envia.
Este homem, nascido em 1919 e falecido em 2010, comerciante, escritor e dirigente associativo faz parte dos setubalenses de mérito a quem a história local não esquece tendo atribuído o seu nome a uma artéria da cidade.
Seu tio, Manuel José Envia, nasceu em 1871 e faleceu em 1963. Tinha 15 anos quando escreveu o seu primeiro artigo literário publicado no jornal Semana Setubalense e a partir daí nunca mais parou. Uma paixão que ao longo de várias décadas o levaria sobretudo a desenvolver atividades de publicista e escritor teatral.
Foi este distinto setubalense, também ele com honras de figurar na toponímia da cidade, que para além de muitos outros trabalhos publicados escreveu e editou em 1948 o livro Coisas de Setúbal, um trabalho com 360 páginas ilustradas com retratos de setubalenses ilustres, a que juntou as correspondentes biografias.
Em janeiro de 2017 quando estamos a comemorar o 3º aniversário do grupo faceboquiano “Coisas de Setúbal” é bom recordar este destacado setubalense que viveu num tempo em que a internet era palavra inexistente.
Se Manuel Envia fosse vivo teria aqui neste grupo um manancial de informação que lhe permitiria escrever um segundo volume do seu Coisas de Setúbal agora muito mais enriquecido graças à participação de muitos setubalenses de nascimento ou de coração que desempenham as mais díspares atividades ao serviço desta linda terra do rio azul.
Rui Canas Gaspar
2017-janeiro-01
www.troineiro.blogspot.com

quarta-feira, 11 de março de 2015

É sempre bom saber mais sobre as Coisas de Setúbal

Corria o ano de 1660 quando os frades da Ordem dos Carmelitas Descalços chegaram a Setúbal e porque ainda não tivessem instalações próprias onde ficar foi no Palácio do Duque de Aveiro que se albergaram.

Passadas que foram duas décadas, em 1680, o Rei D. Afonso VI concedia-lhes autorização para fundarem fundaram o convento que passaria a ficar conhecido por Convento de Santa Teresa de Jesus de Setúbal.

O enorme edifício viria a ser erigido nos terrenos arenosos junto ao Rio Sado, quase em frente à Praia do Seixal, tendo-se iniciado a construção em 1703.

No ano de 1727 este convento receberia a visita da Rainha Dona Maria Ana de Áustria, mulher de D. João V, acompanhada do seu séquito.

Há notícia de que os padres deste convento teriam prestado ajuda à população, aquando do grande terramoto de 1755 que destruiu parte das construções setubalenses.

Em 1834 no âmbito da “Reforma geral eclesiástica” empreendida por Joaquim António de Aguiar foram extintos todos os conventos, sendo os edifícios incorporados na Fazenda Nacional.

Presentemente o imóvel é propriedade particular, encontrando-se em bom estado de conservação e para quem não conhece a localização, saiba que fica pegado à Igreja da Anunciada, em Setúbal, com entrada pela Avenida Luísa Todi, a antiga Rua da Praia.

A imagem ilustrativa é parte de um recente painel de azulejos que encontramos no interior das instalações, datado de 1991.

Rui Canas Gaspar
2015-março-11

www.troineiro.blogspot.com

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

No grupo COISAS DE SETÚBAL não há recrutamento de “MONEY MULES”

O grupo do facebook, COISAS DE SETÚBAL, era composto no dia 5 de novembro de 2014 por 3.650 membros, no entanto, o mesmo grupo poderia ultrapassar os quatro mil filiados, não fossem os seus administradores procederem ao bloqueio de várias pessoas, a maior parte, perfis falsos, que pedem a sua admissão ao grupo.

Estavam nesta data bloqueados 450 perfis, correspondendo a mais de 12% dos filiados ativos e praticamente todos pelo mesmo motivo, por serem “boas pessoas” e quererem ofertar dinheiro.

Acontece que há vários esquemas para ludibriar os mais incautos e por isso os administradores deste grupo tratam de eliminar este tipo de situação logo à nascença.

Ultimamente tem vindo a ser verificado o seguinte:

Aparece na net oferta de negócio ou emprego com ordenado mensal de 1.800 euros, acrescido de comissões e possibilidade de crescimento dentro da empresa.  O incauto aceita e pouco depois é-lhe depositado 4.900 euros na sua conta, destinado a fazer transferência em dólares para um banco localizado num país estrangeiro.

4.900 porque o banco do incauto só comunica ao Banco de Portugal valores acima de 5.000 e o “funcionário” está a desempenhar o papel de “Money Mule” ou seja está a ser conivente com o crime de lavagem de dinheiro.

O dinheiro geralmente tem como destino o Brasil ou a Rússia, países de origem do esquema criminoso.

Se for contatado para entrar, ou já entrou no esquema, o melhor mesmo é contatar as autoridades afim de não poder vir a ser acusado deste crime de que foi conivente a troco de alguns euros.

Entretanto, neste e noutros grupos mais responsáveis os administradores vão eliminando logo à partida a entrada destes nocivos vendedores de sonhos.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-05

www.troineiro.blogspot.com