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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Uma proeza à Django 

Armando Cabrita, popularmente conhecido por Django, pese embora os seus 65 anos é um atleta fora de série e curiosamente o mais velho trabalhador da Sécil, no Outão, e um dos mais antigos operários ao serviço daquela cimenteira. 

Costuma deslocar-se a pé, para manter a sua extraordinária preparação física desde aquela unidade industrial até Setúbal onde reside. 

Em 1973, era um jovem gruista naquela empresa, quando o representante francês da Potain, o tipo de equipamento que Armando operava por lá se encontrava e, conversa puxa conversa, o nosso amigo Armando acabou por dizer ao francês que seria não só capaz de ir a pé até à ponta da lança como ali fazer o pino. 

Ora o francês riu-se do atrevimento “impossível” do português e perante alguns colegas decidiu apostar o seu mês de ordenado com o de Armando. Note-se que o francês ganhava cinco vezes mais que o português. 

À hora de almoço largas dezenas de trabalhadores da Sécil ficaram de cabeça no ar a ver tamanha proeza e, Armando não só subiu os 110 metros da grua como andou pela lança como se estivesse numa avenida. Chegado ao topo, tratou de fazer o pino não durante um minuto mas sim durante quase dois. 

Acabado o tempo, voltou até à cabine, desceu calmamente e foi ter com o camarada que tinha ficado com o dinheiro da aposta recolheu-o e foi-se embora deixando o francês de cara à banda. 

E foi precisamente com esse dinheiro que se deslocou a Lisboa onde comprou a conhecida moto de cor vermelha que tanto sucesso fez naqueles anos 70 entre os frequentadores do Café Central, em Setúbal. 

O curioso é que Armando não tinha carta de condução, nem nunca tinha andado de moto, pelo que o vendedor a veio colocar no ferry que atravessava o Tejo. É claro que já em Cacilhas, o nosso homem montou-se naquele potente e vistoso “animal” e conduziu-o até Setúbal, uma aventura que nem o original Djando provavelmente se atreveria a levar de vencida. 

Rui Canas Gaspar 

2018-janeiro-11 


troineiro.blogspot.com

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Quem conhece o “Django” ? 

Quando um destes dias virem um ponto amarelo a mover-se no meio da baía de Setúbal, prestem atenção porque pode ser a toca usada por um nadador, ainda que o dia esteja frio e cinzento, para ele não há dias maus, todos são bons dias para nadar e exercitar. 

Se tiverem um pouco de paciência e sorte poderão observar um homem no Parque Urbano de Albarquel, cabeça no chão, apoiado nos braços e pernas esticadas para cima, uma posição que não é para qualquer um. 

Mas se eu vos disser que este homem atravessa a nado de Setúbal para Troia e de lá para cá, que vem a pé da Sécil para Setúbal e que anda dezenas e dezenas de quilómetros diariamente, estamos a falar de um verdadeiro e invulgar atleta. 

Se tivermos em consideração que ele nasceu em 1953, portanto estará com 65 anos e faz o que faz estamos a falar de um fenómeno setubalense. 

Seu nome é Armando Cabrita, mais conhecido por “Django” o tal das célebres cawboiadas dos anos 60 passadas nos cinemas setubalenses  Salão e Casino e, porque queria imitar aquele seu herói com os seus saltos acrobáticos tanto tentou que conseguiu e essa será uma das suas metas para este ano de 2018, voltar a dar o salto à “Django” 

Armando um homem que treina desde pequenino, um atleta de eleição, simpático, discreto, eficiente, um dos melhores que por cá temos, senão mesmo o melhor. 

Rui Canas Gaspar 

2018-janeiro-08 


troineiro.blogspot.com