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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Setúbal tenta apanhar o comboio do desenvolvimento 

Aos poucos e poucos a imagem da baixa de Setúbal vai-se transformando conforme os antigos imóveis vão sendo recuperados.

Com a renovação destes prédios outros moradores ali irão habitar originando uma nova dinâmica, perdida ao longo das últimas décadas.

Será bom recordar que muitos dos fogos desabitados resultaram da ocupação dos mesmos com armazéns das lojas comerciais que operavam no rés-do-chão e também pelo falecimento dos ocupantes desses espaços.

As obras de conservação e manutenção ficaram por fazer e chegou-se ao estado de abandono e desertificação de todos conhecido, não só em Setúbal mas um pouco por todo o lado.

A “crise” teve a particularidade de mostrar de forma mais clara esta realidade e alguns investidores decidiram apostar nesta área da recuperação do imobiliário.
O bom momento que se vive em Portugal no setor turístico também está a ajudar e alguns dos imóveis recuperados vão servir esse importante setor de atividade.

E é assim que hoje já podemos ver vários edifícios renovados. Os seus ocupantes começam a surgir, outros prédios estão com obras em curso e agora tive conhecimento de que mais dois deles, na conhecida Rua Dr. Paula Borba, antiga Rua dos Ourives, estão prestes a iniciar obras de recuperação.

O apoio estatal à recuperação dos imóveis degradados é uma medida de louvar, que peca por tardia, embora pessoalmente desde há vários anos que defenda que a melhor forma de apoio seria a disponibilização de um gabinete técnico de apoio aos proprietários e a eliminação de pesada carga burocrática, ao invés de financiamentos.

De qualquer forma é bom verificar que também nesta área Setúbal não está a ficar para trás e tenta apanhar o comboio do desenvolvimento, pelo que dentro em breve voltaremos a ver a nossa baixa e zona histórica com nova vida, certamente bem diferente daquela que eu conheci nos meus tempos de juventude. Digo eu!...

Rui Canas Gaspar
2017-fevereiro-07

www.troineiro.blogspot.com

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Cabos e cabinhos a decorar as paredes setubalenses 

Seguramente o que mais custa a qualquer proprietário é depois de recuperar uma peça do seu património imobiliário ver que passado pouco tempo o mesmo está amplamente decorado com cabos e cabinhos das mais diversas empresas que por aí vão atuando impunemente, dando um aspeto terceiro mundista às novas artérias ou às zonas históricas.

E a pouca vergonha e impunidade é de tal ordem que nem sequer usam a calha técnica para passar os cabos pelo interior, minimizando desta forma o desagradável impacto visual.

Estes artistas colocam os cabos como lhes dá mais jeito e tanto lhes faz que eles vão por cima de placas toponímicas, por cantarias ou sobre painéis de valor histórico e, se houver cabos de antenas coletivas tratam de colocar o alicate em ação e zás! corta-se e pronto…

Ao que parece finalmente em Setúbal, na zona da baixa, os cabos vão começar a ser enterrados, a fazer fé nos trabalhos que foram iniciados na  Rua Augusto Cardoso, onde uma equipa de trabalhadores da União de Freguesias de Setúbal por lá começou a escavar.

Seria feio, muito feio mesmo que depois de mais um edifício recuperado, na Antiga Rua de São Sebastião, precisamente em frente àquele onde foi a sede do jornal O Setubalense e agora funciona um hostel, o mesmo ficasse com um arraial de cabos e cabinhos pendurados conforme a imagem demonstra.

Mesmo que os cabos fiquem  devidamente presos ao edifício não deixam de desvirtuar todo o trabalho de recuperação do imóvel, pelo que é de esperar que o enterramento dos cabos das operadoras se processe por toda a baixa.

Rui Canas Gaspar
2016-novembro-29

www.troineiro.blogspot.com