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domingo, 9 de setembro de 2018


Em Setúbal o Bairro Rendeiro e envolventes parece zona de “guerra” 

Quando nos arriscamos a entrar por aquelas ruas construídas, em construção, ou em renovação parece que entramos numa zona que foi alvo de algum bombardeamento. 

Ali ainda podemos ver o que resta das barracas que circundavam a cidade aquando do tempo da Revolução de 25 de Abril, casas onde os telhados caíram, outras escoradas não vão as paredes desabar, outras meio demolidas e outras ainda com aspeto de não terem qualquer intervenção há largas dezenas de anos. 

São várias as ruas que se encontram a ser intervencionadas para colocação de novos ramais de água, esgotos, eletricidade e finalmente nova ou primeira pavimentação. 

O Bairro Rendeiro, paredes meias com o Santos Nicolau, em breve verá desaparecer a sua Rua C, onde está o moinho, para a ver integrada num amplo novo e bonito espaço ali junto às escarpas de São Nicolau, uma zona que cada vez se apresenta mais agradável. 

Enquanto as necessárias obras prosseguem é de pedir a São Pedro que não mande muita chuva, pois se ele não atender a este pedido os setubalenses que vivem para aquelas bandas, nos outros novos edifícios habitáveis, terão grande dificuldade em sair de casa devido ao lamaçal que forçosamente se irá formar. 

O progresso tem destas coisas e em Setúbal elas não são muito diferentes quando se trata de obras na via pública. 

Rui Canas Gaspar
2018-setembro-09
troineiro.blogspot.com

domingo, 9 de outubro de 2016

Conhecem a rua que não é rua? 

A rua que não é rua e que nunca foi rua, até tem nome de rua e que bela rua seria se um dia fosse rua!...

O benfazejo Sol logo que nasce vem beijar de mansinho as modestas habitações da rua que não é rua e, por isso mesmo, aqueles senhores que lá longe, na margem norte do Tejo, se encontram naquela grande casa onde se fazem Leis, vão certamente querer taxar com um IMI mais alto os proprietários das pequenas habitações da rua que não é rua, porque embora não tendo rua os privilegiados moradores tem Sol com fartura e vista deslumbrante para uma das mais belas baías do mundo, a partir das suas modestas habitações na rua que não é rua.

Na rua que não é rua ainda existe um amplo espaço idêntico àquele que há milénios ali existiu, porque ali nunca foi construída uma rua. Mas… na rua que não é rua ainda podemos ver um testemunho de tempos remotos, quando ali no alto um moleiro, moía os cereais no velho moinho, cuja mó descansa agora à porta emparedada da vetusta construção.

E era com essa farinha que se fabricava o pão que alimentava parte da população que residia noutras que não na rua que não é rua, porque nesse tempo nem sequer aquelas pequenas casas ali existiam.

Aquele local da rua que não é rua também funcionou como atalaia e, em tempos idos, quando o mundo se confrontava na Segunda Grande Guerra, ali foi colocada uma metralhadora antiaérea para defender os setubalenses de algum eventual ataque de um dos aviões inimigos, sabe-se lá de que lado, porque até éramos um país neutro!...

O amplo espaço fronteiro à rua que não é rua pelo menos apresenta-se desmatado e limpo e que bem que ali ficava um lindo e agradável jardim onde todos pudéssemos apreciar o nascer e o pôr-do-Sol.

Sim, é claro!... A rua que não é rua e que têm até inveja de avenidas que estão a ser transformadas em ruas, fica ali bem no alto, a nascente da bela Setúbal, bem pertinho do Bairro Santos Nicolau e dá pelo nome de “Rua C do Bairro Rendeiro”, um local quase esquecido de quem governa, na cidade do rio azul, as ruas que são ruas e que não deviam ser ruas.

Rui Canas Gaspar
2016-outubro-09

www.troineiro.blogspot.com