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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Desta vez a notícia sou eu

A publicação mensal “Setúbal Revista” na sua edição de Dezembro de 2015 dedica a foto de capa ao fadista setubalense António Severino, chamando também, em rodapé, a atenção dos seus leitores para o meu novo livro “Histórias, Coisas e Gentes de Setúbal”.

Na página 7 desta publicação podemos ler o texto da autoria do seu editor, Joaquim Gouveia, que escolheu como título para este seu trabalho jornalístico “O Contador de Setúbal” e cujo conteúdo reproduzo aqui de forma a dar conhecimento a todos aqueles que não tem acesso à revista:

“ O puro prazer pela escrita inspirada em histórias, coisas e gentes da sua terra, Setúbal, proporcionam a Rui Canas Gaspar, momentos de delicioso conforto escrevendo e editando, livro após livro, para oferecer à comunidade a história da sua contemporaneidade.

Não se sente um historiador, apenas um investigador e narrador de factos e acontecimentos que ao longo de muitos anos vão envolvendo a cidade e as suas gentes num desfilar de coisas e lugares a todos comuns, de que todos temos conhecimentos mas que Rui Canas Gaspar sabe descrever ao mais ínfimo pormenor com a minúcia e o entusiasmo próprio de quem gosta de comunicar e o faz com sabedoria, bom gosto e, acima de tudo, com verdade.

“A escrita para mim – diz o escritor – é um projeto ao qual dou seguimento através dos livros que escrevo, edito e que tenho em curso sobre a minha cidade. Todos estão planeados por forma a que cada um seja o complemento do anterior. Não tenho preocupações de ordem cronológica. Cada livro é um conjunto de gentes, tempos e lugares que se completam num ciclo de escrita”.

Rui Canas Gaspar é um investigador, gosta de saber e por isso persegue cada acontecimento marcado no tempo com entusiasmo e pertinácia.

“Este livro é, portanto, uma sequência de histórias sobre Setúbal, as suas gentes e as suas coisas que vem no seguimento do livro anterior “Setúbal – Gentes do Rio, Homens do Mar”, onde narrei meia centena de histórias. Agora volto a narrar histórias diferentes mas com a mesma preocupação de seriedade. Já estou a preparar o próximo livro que vem no desencadear destes dois últimos e que acrescentará mais umas dezenas de histórias sobre a nossa terra”, esclarece que a convicção de quem sabe que este é um projeto que quer cumprir intemporalmente.

Sobre a sua forma de escrever diz que “é variada mas sinto-me, particularmente, inclinado a escrever sobre Setúbal, que é a minha terra e onde está toda a minha origem familiar e pelo conhecimento que tenho das coisas, das gentes e dos lugares. Procuro fazer um trabalho sério, digno e de qualidade.

Mas como é que o escritor define a sua terra, esta Setúbal que o viu nascer e da qual é um eterno apaixonado? Rui Canas Gaspar, não esconde a convicção de que “Setúbal é um diamante por lapidar. Por aqui temos quase de tudo, o que faz com que nos apeteça viver por cá. Temos uma zona industrial com características de desenvolvimento mundial, uma baía que é uma das mais belas do mundo e um enquadramento paisagístico maravilhoso.

No entanto penso que a cidade esteve de certa forma votada ao abandono mas hoje nota-se que voltou a existir uma preocupação em recuperar valores patrimoniais o que só a valoriza”, justifica.

Sobre os seus livros o autor acredita que “são únicos em termos de temática que apresentam, com uma linguagem muito acessível, com histórias interessantes e verídicas, o que ajuda na investigação da contemporaneidade da cidade e da própria região”.

Rui Canas Gaspar conta, nesta altura, com 9 livros editados. Prepara o seu décimo livro para dentro em breve. É o seu próprio editor tendo lançado a marca “Livros do Rui”.


2015-dezembro-08

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Conhece a Ourivesaria Pedroso ?

Este é o mais antigo estabelecimento setubalense e uma das mais antigas ourivesarias portuguesas.

Assim começa a sua história que não foi publicada no livro “Histórias, Coisas e Gentes de Setúbal” mas que provavelmente fará parte do próximo volume que lhe sucederá.

Se fosse uma história infantil, poderia começar com o tradicional: era uma vez…

“Centenas de mães e esposas ainda choravam os seus filhos e maridos. As feridas que apoquentavam muitíssimos homens ainda não tinham sido saradas, desde aquele fatídico dia 1 de maio quando portugueses combateram entre si, aqui em Setúbal, na que ficou conhecida por batalha do Alto Viso.

A peleja travada neste ponto elevado da Freguesia de Anunciada, no decurso da Guerra Civil que ficou conhecida por Patuleia, ocorreu meia dúzia de meses antes do dia 2 de novembro de 1847 data do nascimento da Ourivesaria Pedroso, o estabelecimento comercial setubalense que há mais tempo se encontra aberto ao público e um dos mais antigos do seu ramo a operar em Portugal.

Foi graças à iniciativa de José Maria Pedroso que a vila de Setúbal passou a dispor de um estabelecimento de venda de máquinas de costura, relógios de ouro e prata, bem como artigos de papelaria.

Rapidamente o estabelecimento sedeado na Rua dos Ourives, artéria que mais tarde viria a ser batizada com o nome do benemérito médico açoriano de nascimento e setubalense de coração, Dr. Paula Borba, ficou a ser popularmente conhecido como a casa do “José Maria das máquinas” porquanto o setor de negócio baseava-se sobretudo na comercialização das máquinas de costura.

20 anos antes, a vila tinha sido elevada à categoria de cidade, os mastros das bandeiras ainda ostentavam o pavilhão com as cores azul e branca da monarquia, quando por volta de 1880, Zacharias Pedroso, passou a tomar conta do negócio, devido ao falecimento do seu tio José Maria.

O novo proprietário alterou a designação da firma para Zacharias Augusto Pedroso, Lda. fazendo representar a firma nas múltiplas feiras que se faziam um pouco por toda a região sadina.”

Rui Canas Gaspar
2015-novembro-30

www.troineiro.blogspot.com

domingo, 8 de novembro de 2015

Obrigado amigos setubalenses

Depois de um sábado particularmente cansativo e de um domingo em que estive quase todo o dia fora e, de certo modo, afastado das lides internéticas, ligo o computador e sou surpreendido com uma enorme quantidade de mensagens de felicitação e de um vasto conjunto de fotos do agradável evento que a apresentação pública do livro “Histórias, Coisas e Gentes de Setúbal” no dia 7 deste mês de novembro de 2015.

Um conjunto de mais de oito dezenas de amigos, naturais e virtuais honraram-me com a sua presença a bordo do barco EVORA, gentilmente cedido pelo seu armador para ali os receber.

Eram pessoas de todos os quadrantes políticos, de todas as classes sociais e das mais diferentes áreas do saber, todas elas irmanadas por um sentimento comum, o seu amor a esta terra de nascimento ou de adoção.

O anúncio do evento foi igual para todas as pessoas, sem “convites dourados ou prateados” para quem quer que seja. Quem gosta de Setúbal, das suas coisas, das suas gentes, seria naturalmente bem-vindo.

Nem sempre as coisas nos correm como prevíamos e, por isso mesmo,  algumas pessoas viram-se impossibilitadas de comparecer pelos mais diversos motivos.

O nascimento de um livro é sempre um acontecimento e neste caso quando o tema é a nossa terra reveste-se de natural importância para os que aqui nasceram ou habitam, tanto mais que relata aquilo que se passa à nossa volta e nem sempre conhecemos.

Os amigos mais chegados e que me conhecem há mais tempo sabem que sou pessoa de projetos, um “maratonista”, um bocado para o persistente e talvez por isso mesmo é minha intenção continuar a escrever e partilhar tudo o que eu possa recolher de informação de interesse sobre a nossa terra.

Depois do “Setúbal – Gente do Rio Homens do Mar” do “Arrábida Desconhecida” e do novo “Histórias, Coisas e Gentes de Setúbal” penso editar, provavelmente no primeiro trimestre, um outro muito aguardado, trata-se dos “Mistérios da Arrábida” o quarto volume sobre coisas da nossa terra.

Encontro-me também a escrever um novo volume sobre Setúbal, uma terra com uma vasta e desconhecida história que tem de ser dada a conhecer aos nossos conterrâneos e passado às gerações vindouras, porque entendo que ninguém poderá amar o que desconhece.

Não me movem interesses financeiros ou de protagonismo, mas sim o gosto pela escrita, pela partilha e o amor à terra que me viu nascer, a mim aos meus antepassados e aos meus descendentes.

Por tudo isto, não é demais endereçar um sentido OBRIGADO a todos os meus leitores, desejando que tenha em cada um deles um crítico e um amigo.

Rui Canas Gaspar
2015-novembro-08

www.troineiro.blogspot.com

terça-feira, 20 de outubro de 2015

“Histórias, Coisas e Gentes de Setúbal”

Vamos todos assistir ao nascimento?

Já imaginaram um grupo de trabalhadores a abrir uma vala e um deles bater com a picareta numa antiga ânfora romana e de lá jorrarem milhares de moedas romanas?

Sabiam que tivemos em Setúbal uma fábrica que processava de forma industrial a carne, os ossos e o óleo desses gigantes dos mares, as baleias?

Sabem como se começou a disseminar pela cidade a moda do peixe assado?

Conhecem o romance do “Romeu e Julieta” luso/francês?

E a história da Ermida do Anjo da Guarda?

O belo palácio da Várzea de Setúbal está quase a desaparecer, mas aqui vamos ficar a conhecer a sua longa história, estou a falar do Palácio dos Ciprestes.

Se não conhecem o Palácio dos Ciprestes certamente conhecerão, pelo menos por fora, o da Comenda. Aqui ficará a saber toda a sua história, do nascimento à morte lenta.

Se não chegaram a entrar no balneário Dr. Paula Borba para tomar uma banhoca, não sabem o que perderam, querem saber porquê?

E que dizer das touradas em Setúbal, realizadas na Praça do Bocage, no Bonfim, no convento de S. João ou na praça de touros que os republicanos se esqueceram de retirar a designação de D. Carlos?

Sabiam que muitos dos monumentos setubalenses já mudaram de poiso por mais do que uma vez? Uma autêntica dança que vão gostar de conhecer.

“Almeida bruxo”, “Kinito”, “Kali”, “Ervilha”, “Salmonete”, “Zé maluco”, “Finuras” são personagens que conviveram com muitos dos atuais setubalenses e que fazem parte do nosso imaginário e do nosso património.

Não gostarão de saber mais sobre o Coral Luísa Todi, o Clube de Ténis de Setúbal e o São Domingos Futebol Clube? Olhem que é bem interessante a história destas coletividades.

Mas, há mais, muito mais, são cerca de quatro dezenas de textos desenvolvidos ao longo de 200 páginas que me deu particular prazer em pesquisar e escrever, pensando no prazer que os meus amigos terão ao ler e no legado que podemos deixar aos nossos vindouros.

Por tudo isto, gostaria que todos os meus amigos e amigos dos meus amigos se juntassem a bordo do barco EVORA, no sábado dia 7 de novembro deste ano de 2015, pelas 17,30 para participarem comigo no nascimento do “Histórias, Coisas e Gentes de Setúbal” um bebé que terá como parteiros a nossa amiga Paula Borrego e o amigo António Cunha Bento dois bons e bem conhecidos setubalenses.

Rui Canas Gaspar
2015-outubro-20

www.troineiro.blogspot.com