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sábado, 20 de dezembro de 2014

Tenham vergonha!

Falei aqui, já lá vão alguns dias, sobre o estado deplorável em que se encontram os espaços exteriores do Arquivo Distrital de Setúbal, sedeado nas Manteigadas, zona nascente de Setúbal.

Um amigo confidenciou-me que a zona relvada, sempre bem aparada e tratada, junto à estrada é da responsabilidade da Junta de Freguesia de São Sebastião.

A Escola Profissional, está com os dias de vida contados, dado tratar-se de uma Fundação. De vez em quando lá vai levando algum tratamento no que se refere ao seu aspeto, embora se tema pelo futuro das instalações se não forem rapidamente ocupadas com alguns serviços após o encerramento como estabelecimento escolar.

Quanto aos espaços exteriores do ADS nem o presidente da Junta de Freguesia nem a Presidente da Câmara, estão na disposição de gastar lá um cêntimo dado o equipamento estar na alçada da tutela da Cultura, logo caberá ao Governo a sua manutenção, entidade que alega falta de verba para o fazer.

E como nesta história todos têm razão lá vamos nós contribuintes pagando a custo os nossos pesados impostos, taxas e tudo o que demais vão inventando para nos levar os míseros euritos para depois vermos o património de todos nós ser delapidado, vandalizado e abandonado (vejam por exemplo as bocas de incêndio junto ao ADS a serem roubadas aos bocados…) porque suas excelências simplesmente não se entendem sobre um espaço que é público.

Parece que alguém vai ter de organizar um evento turístico para aquelas bandas de forma a trazer alguns distintos convidados até ao local, pode ser que assim haja alguma vergonha na cara e se disponham a enviar para ali algum cantoneiro de limpeza.

Rui Canas Gaspar
2014-dezembro-20

www.troineiro.blogspot.com

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O Arquivo Distrital de Setúbal é para ficar no meio do mato?

Provavelmente não serão muitos os setubalenses que alguma vez entraram neste imponente edifício, propriedade de todos nós, e onde se guarda grande parte da memória coletiva do povo da nossa região.

Trata-se do Arquivo Distrital de Setúbal, um moderno e enorme edifício inaugurado em 2001 na Rua Professor Jorge de Macedo, nas Manteigadas, zona nascente da cidade de Setúbal, um local que é uma das mais importantes fontes informativas da nossa história familiar, empresarial, religiosa, desportiva, em suma do dia-a-dia do nosso passado coletivo.

Ao que parece, os serviços que asseguram tão valioso espólio documental deveriam ter um quadro de pessoal na ordem das duas dezenas de funcionários estão a operar com menos de 50% do pessoal.

Mesmo assim, constata-se que estamos em presença de pessoas competentes, simpáticas e solícitas, sempre prontas a ajudar os utentes de forma eficiente.

Em contraste com o moderno e funcional edifício reparamos que os espaços exteriores que o rodeiam estão votados ao abandono. Os jardins deram origem ao matagal, as árvores definham e as palmeiras atacadas pelo escaravelho vermelho completam o triste cenário.

Esta é uma situação incompreensível e que nada dignifica os nossos autarcas, ainda mais numa cidade que tanto foco tem colocado na cultura e nos respetivos equipamentos que têm vindo a ser colocados ao dispor da população, em quantidade e em qualidade.

A situação é tanto mais caricata quando a poucos metros de distância, junto ao bairro, à beira da estrada que liga Setúbal ao Faralhão podemos apreciar a zona verde sempre bem tratada, sinal de que por aquelas bandas existem jardineiros e que os serviços até funcionam.

Sendo assim, porque não fazer uma “barrela” e levar até à zona do nosso Arquivo Distrital, uma equipa de funcionários do serviço de limpeza e jardins da Junta de Freguesia de São Sebastião, que julgo ser a autoridade responsável por esta área, e que munidos de desbastadoras de mato, alguns ancinhos e umas pás pusessem termo ao deplorável estado em que aquele local se encontra.

Depois, bem depois, era só manter com o recurso ao corta relvas e a umas vassouradas.

É que termos um venerável senhor, elegantemente vestido de smoking e com os sapatos velhos, rotos e por polir não me parece que seja a melhor forma de o apresentar a quem quer que seja. A não ser que se pretenda que o Arquivo Distrital de Setúbal seja referenciado como um edifício que esteja localizado no meio do mato, algures nas Manteigadas.

Rui Canas Gaspar
2014-dezembro-09

www.troineiro.blogspot.com