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terça-feira, 14 de maio de 2019

LIXO – Mais que procurar culpados urge tratar da solução

Rotular os outros de porcos sem olhar para o espelho é fácil, difícil é agir e comportar-se com palavras e ações em conformidade com o que sai da boca para fora.

É imagem recorrente (a que aqui apresento é do meu arquivo) os contentores cheios a deitar por fora e montes de lixo junto aos recipientes, sobretudo no final de Domingo.

Algumas pessoas aproveitam esse facto para fotografar e debitar nas redes sociais tudo o que lhes dá na real gana.

É um facto que o lixo está lá, até acompanhado geralmente de monos e restos de mudanças ou remodelações de habitação.

Mas o lixo só está ao lado porque já não cabe dentro dos contentores, e isso acontece ou porque o mesmo não é recolhido com mais frequência ou os recipientes não dispõem da capacidade que deveriam, por isso há que atuar ou numa ou nas duas vertentes.

Quanto aos monos muitas pessoas não sabem que podem telefonar e, sem custos, as autarquias recolhem-nos. Um papelinho afixado junto aos mesmos com o número de telefone daria jeito!

Rotular as pessoas (as outras, porque nós somos asseadinhos) de porcas quando até vemos todas as noites algumas que andam a retirar e a abrir sacos de lixo sobretudo à procura de metais, deixando tudo espalhado, é que não me parece bem.

Já agora, seria pedir muito que se colocasse no PUA e na Praia da Saúde uns contentores para recolher o lixo dos milhares de utentes daquele espaço? É que só um cego não vê que a meia dúzia de papeleiras são nitidamente insuficientes e os recipientes maiores que por lá estão nem todas as pessoas ainda descobriram o caminho para os mesmos.

Rui Canas Gaspar
2019-maio-14
Troineiro.blogspot.com

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Há sacos cheios de lixo na Figueirinha 

Depois de comer umas sandes de choco frito acompanhadas com um sumol de laranja fresquinho como almoço tipo piquenique, olhando o nosso lindo mar e céu azul, num dia de Inverno como só em Setúbal acontece lá para as bandas da Praia da Figueirinha, em pleno Parque Natural da Arrábida dirigi-me aos contentores do lixo, na berma da estrada para ali depositar a lata e os sacos de papel que utilizei.

Reparei que os mesmos estavam praticamente vazios, sinal que tinha havido uma recolha recente por parte da Câmara Municipal de Setúbal.

Seguidamente e para ajudar a fazer a digestão fui dar uma volta ao longo da praia e deparei-me com a imagem que a foto documenta, ou seja dois enormes sacos de recolha de lixo completamente atestados a deitar por fora.

Não sei se alguém se voluntariou para apanhar lixo na praia e colocar nos sacos ou se os mesmos ficaram cheios em função dos utilizadores daquele espaço muito frequentado mal o Sol aparece e a chuva dá tréguas.

O facto é que o resultado está à vista e não deixo de me interrogar a quem cabe a responsabilidade. Se é ao concessionário da praia, penso que a sua responsabilidade cessou com o fim da época balnear. Se é aos serviços do Porto de Setúbal ou do P.N.A. bem poderemos esperar sentados porque estas entidades tanto quanto as conheço não estão para aí viradas.

Se a Câmara Municipal só faz a recolha do lixo dos contentores então os sacos que esperem pela nova época balnear e, até lá, que os cães vadios, as matreiras raposas ou os errantes javalis vão até ali tentar conseguir algum alimento, espalhando o que puderem.

O vento forte e alguns cidadãos nacionais e estrangeiros menos cuidadosos encarregar-se-ão de espalhar o resto e assim teremos a bela Figueirinha conspurcada até que chegue o mês de Julho.

Muito do que aqui se pode observar seria relativamente fácil de evitar se os Serviços das Autarquias tivessem outra visão e disponibilizassem com mais frequência alguns dos seus meios para fazer a recolha deste tipo de lixo, evitando-se o degradante aspeto com que se nos apresenta.

Rui Canas Gaspar
2017-fevereiro-07

www.troineiro.blogspot.com

sábado, 5 de novembro de 2016

Semana de más notícias para Setúbal 

Não gosto de chantagem, muito menos de chantagistas e detesto ameaças, mesmo que veladas.

Digo isto a propósito da notícia que veio a lume de que a Coca-Cola não iria avançar com um projeto de ampliação das suas instalações em Azeitão, ao que parece porque a nova “lei do açúcar” (imposto que o governo se propõe levar a cabo sobre as bebidas com açúcar) iria bulir com o seu negócio.

Assim sendo, aquela multinacional deixaria o seu projeto em “banho Maria” esperançada de que o Governo pudesse rever a Lei. Ou seja, ou fazes a coisa de forma a que a gente continue a faturar bem ou se vieres com alguma ideia estranha que o negócio possa vir a diminuir não avançamos com o nosso projeto e, como tal, não admitiremos mais uns quantos trabalhadores.

Ora a meu ver isto mais não é do que chantagem, ameaça velada, ou algo muito parecido.

Aos governantes o que se pede é que governem de acordo com o superior interesse dos cidadãos e não de acordo com esta ou aquela empresa, ou este ou aquele grupo de pressão.

A semana acabou também com outra notícia nada agradável, que foi a chegada de um cargueiro com uma pequena percentagem das várias toneladas de lixo italiano para ser tratado (???) numa empresa particular que opera em Setúbal.

Os negócios das empresas são particulares, porém atendendo à especificidade da matéria-prima a mesma carecia de prévia intervenção das autoridades governamentais portuguesas, responsáveis pela área do ambiente, que a fazer fé na notícia veiculada pela RTP onde pouca ou nenhuma coordenação parece existir.

Curiosamente e de forma quase infantil, os nossos “governantes” remetem eventuais responsabilidades para o governo italiano, esquecendo-se (ou querendo fazer-nos de parvos) que o negócio do lixo por aquelas bandas está nas mãos da máfia e que esta não vai pagar para se ver livre do “lixo bom” ficando lá com o “lixo mau”.

Por outro lado, aqui na santa terrinha, logo uns setubalenses por ignorância ou má-fé, tratam de aproveitar a boleia para se atirarem com unhas e dentes à presidente da C.M.S. como se ela tivesse qualquer responsabilidade na malcheirosa importação.

E dirão alguns outros: “para que serve toda esta lengalenga na internet e os comentários dos mais diferentes opinadores?” Eu responderia: Não sei!

Mas de uma coisa tenho a certeza, a ignorância e o esconder a cabeça debaixo da areia como a avestruz nunca resolveu coisa nenhuma e, pelos vistos, alguma coisa se vai fazendo neste e noutros países graças à comunicação social que vai levantando a caça.

E não será a internet com as suas redes sociais um local privilegiado de debate, do exercício da democracia e de informação que formará os cidadãos que irão exercer o seu direito de voto de forma mais esclarecida e consciente, correndo do poleiro gente corrupta e incompetente?

Ora pois então responda quem quiser, ou souber!...

Rui Canas Gaspar
2016-novembro-05

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O lixo do Vitória continua à porta do estádio

As máquinas da Autarquia sadina continuam a par de outras, provavelmente alugadas, a trabalhar de forma imparável na zona envolvente exterior do estádio do Vitória Futebol Clube cujo pavimento está a ser alvo de importantes obras.

Uma potente escavadora começou hoje mesmo a limpar e nivelar o topo norte do campo de treinos sendo igualmente previsível que venha também a receber qualquer tipo de revestimento.

Ontem mesmo, uma equipa de pessoal equipado de roçadoras de mato desbastaram o amplo terreno do lote 9 da Avenida Independência das Colónias que é (ou era) propriedade do Vitória e cujo mato nalguns casos já atingia os cerca de três metros de altura. Um espaço que poderia ser uma fonte de receita para o clube se o utilizasse como parqueamento automóvel em dias de jogos.

Tudo isto, aliado à renovação parcial das cadeiras no interior do Estádio, a pinturas, à recuperação do pavilhão Antoine Velge, são, de facto obras de manutenção e de conservação como há muito tempo o património do V.F.C. não conhecia sendo que mais estarão para ser realizadas nas próximas semanas.

Cá fora, metade da Avenida Independência das Colónias já tem os trabalhos praticamente concluídos, encontrando-se agora a serem desenvolvidos na zona sul, frente à entrada lateral do estádio.

E é precisamente aí, onde se encontravam uns contentores para recolha de lixo, que foram retirados para serem substituídos por um molock, que alguém depositou, já lá vão vários dias, diversos sacos de lixo, proveniente sobretudo das instalações vitorianas dando um desagradável aspeto ao local, ainda que o mesmo se encontre em obras.

O que me causa estranheza é o facto desta situação já ter sido alertada por mais de uma vez em diversos canais nas redes sociais, onde também vários membros da autarquia fazem parte, de vários cantoneiros de limpeza por ali passarem, de variados técnicos e funcionários autárquicos constatarem diariamente esta situação e o lixo ali continuar, muito quietinho, à espera da inauguração do molock que provavelmente acontecerá aquando da conclusão das obras em curso, sabe-se lá quando.

Será que o lixo é mesmo só para retirar no final das obras? Se assim for alguma coisa não estará bem nesta área da higiene e saúde.

Rui Canas Gaspar
2016-agosto-05

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segunda-feira, 9 de março de 2015

Mudar para pior?
A retirada de vários contentores de lixo da cidade para substituir pelos grandes depósitos semienterrados é, quanto a mim, uma sábia decisão, porquanto permite retirar da via pública uma enorme quantidade de recipientes que quando está um pouco de vento os vemos tombados, para além do espaço que ocupam e da sua inestética presença.
Os molock são depósitos de muito maior capacidade e ocupam menos espaço público.
E por serem de maior capacidade também permitem que os serviços intervalem mais a recolha, ocasionando uma significativa poupança de recursos financeiros para além de menor gasto de combustível e consequentemente melhor qualidade ambiental.
Até aqui tudo bem!
Para substituir os três contentores existentes na Avenida Independência das Colónias, frente ao nº 5, foi colocado um molock na Praceta Vitor Vitorino ficando ali muito mais discreto e com boa acessíbilidade aos Serviços de Higiene e Limpeza.
O que acontece é que ou o novo depósito semienterrado não tem capacidade suficiente para servir tantos fogos, ou os serviços de recolha passaram a ser por demais espaçados no tempo.
Neste seu período inaugural o contentor encontra-se completamente cheio e o primeiro saco de lixo já foi colocado na parde de fora, ao lado do mesmo.
De facto, temos de ter em consideração que quando se muda é suposto ser para melhor, agora fazer um serviço destes e a higiene pública piorar é que não me parece nada abonatório para quem tem a responsabilidade de zelar pelo bem-estar da população.
Espero que, das duas uma, ou passará a haver uma recolha menos espaçada no tempo ou então que façam mais um buraco e instalem outro molock, porque mudar para pior não me parece ter grande piada.
Rui Canas Gaspar
2015-março-09

sábado, 20 de dezembro de 2014

Tenham vergonha!

Falei aqui, já lá vão alguns dias, sobre o estado deplorável em que se encontram os espaços exteriores do Arquivo Distrital de Setúbal, sedeado nas Manteigadas, zona nascente de Setúbal.

Um amigo confidenciou-me que a zona relvada, sempre bem aparada e tratada, junto à estrada é da responsabilidade da Junta de Freguesia de São Sebastião.

A Escola Profissional, está com os dias de vida contados, dado tratar-se de uma Fundação. De vez em quando lá vai levando algum tratamento no que se refere ao seu aspeto, embora se tema pelo futuro das instalações se não forem rapidamente ocupadas com alguns serviços após o encerramento como estabelecimento escolar.

Quanto aos espaços exteriores do ADS nem o presidente da Junta de Freguesia nem a Presidente da Câmara, estão na disposição de gastar lá um cêntimo dado o equipamento estar na alçada da tutela da Cultura, logo caberá ao Governo a sua manutenção, entidade que alega falta de verba para o fazer.

E como nesta história todos têm razão lá vamos nós contribuintes pagando a custo os nossos pesados impostos, taxas e tudo o que demais vão inventando para nos levar os míseros euritos para depois vermos o património de todos nós ser delapidado, vandalizado e abandonado (vejam por exemplo as bocas de incêndio junto ao ADS a serem roubadas aos bocados…) porque suas excelências simplesmente não se entendem sobre um espaço que é público.

Parece que alguém vai ter de organizar um evento turístico para aquelas bandas de forma a trazer alguns distintos convidados até ao local, pode ser que assim haja alguma vergonha na cara e se disponham a enviar para ali algum cantoneiro de limpeza.

Rui Canas Gaspar
2014-dezembro-20

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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Alguns setubalenses bem poderiam ter um comportamento mais cívico

Bem sabemos que as grandes obras que estão a ser levadas a efeito na cidade de Setúbal causam transtornos, particularmente aos habitantes e comerciantes das zonas que estão a ser intervencionadas.

Também temos constatado e alertado para o facto do pouco cuidado e atenção que os empreiteiros e dono da obra têm dado à população utente dessas zonas, sobretudo no que se refere à segurança rodoviária.

Hoje, 13 de outubro de 2014 reparei que no início da Rua de Damão, um conjunto de sacos de lixo estavam depositados no chão, precisamente no lugar onde habitualmente estão uns contentores de recolha, agora retirados porquanto os mesmos não se encontram temporariamente acessíveis às viaturas de recolha.

Avisos colocados na zona pela Divisão de Higiene Urbana da C.M.S. dão indicação onde o lixo deve ser depositado. A algumas dezenas de metros deste local, em três diferentes pontos de recolha.

No topo da Rua de Damão, entrando na Amílcar Cabral, podia observar-se uma dupla composta por um operário manobrando um soprador enquanto uma varredoura mecânica limpava e aspirava aquela zona da cidade.

A Câmara Municipal deverá fazer a sua parte, e bem, pela higiene e limpeza da cidade, mas nós, os comuns cidadãos também temos o dever de ser respeitadores e cumpridores das boas normas de higiene, caso contrário e, em última análise, seremos nós os principais prejudicados.

Só pode ser atribuído à má formação cívica de alguns poucos cidadãos o facto de ao invés de se deslocarem mais uns metros para colocar o lixo nos outros pontos de recolha o terem ali colocado no chão, onde os cães, gatos e talvez os ratos o possam espalhar com as nefastas consequências para a sua própria saúde.

Se esta ação se deve a “vingançazinha” pelos transtornos causados pelas obras, poderemos classifica-la como pura estupidez, falta de civismo e desrespeito pelos vizinhos.

Neste, como em outros caso será bom lembrar Maatha Gandhi quando um dia afirmou a propósito de semelhante situação de intolerância: “Olho por olho e o mundo acabará cego”.

Rui Canas Gaspar
2014-outubro-13

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