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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O lixo do Vitória continua à porta do estádio

As máquinas da Autarquia sadina continuam a par de outras, provavelmente alugadas, a trabalhar de forma imparável na zona envolvente exterior do estádio do Vitória Futebol Clube cujo pavimento está a ser alvo de importantes obras.

Uma potente escavadora começou hoje mesmo a limpar e nivelar o topo norte do campo de treinos sendo igualmente previsível que venha também a receber qualquer tipo de revestimento.

Ontem mesmo, uma equipa de pessoal equipado de roçadoras de mato desbastaram o amplo terreno do lote 9 da Avenida Independência das Colónias que é (ou era) propriedade do Vitória e cujo mato nalguns casos já atingia os cerca de três metros de altura. Um espaço que poderia ser uma fonte de receita para o clube se o utilizasse como parqueamento automóvel em dias de jogos.

Tudo isto, aliado à renovação parcial das cadeiras no interior do Estádio, a pinturas, à recuperação do pavilhão Antoine Velge, são, de facto obras de manutenção e de conservação como há muito tempo o património do V.F.C. não conhecia sendo que mais estarão para ser realizadas nas próximas semanas.

Cá fora, metade da Avenida Independência das Colónias já tem os trabalhos praticamente concluídos, encontrando-se agora a serem desenvolvidos na zona sul, frente à entrada lateral do estádio.

E é precisamente aí, onde se encontravam uns contentores para recolha de lixo, que foram retirados para serem substituídos por um molock, que alguém depositou, já lá vão vários dias, diversos sacos de lixo, proveniente sobretudo das instalações vitorianas dando um desagradável aspeto ao local, ainda que o mesmo se encontre em obras.

O que me causa estranheza é o facto desta situação já ter sido alertada por mais de uma vez em diversos canais nas redes sociais, onde também vários membros da autarquia fazem parte, de vários cantoneiros de limpeza por ali passarem, de variados técnicos e funcionários autárquicos constatarem diariamente esta situação e o lixo ali continuar, muito quietinho, à espera da inauguração do molock que provavelmente acontecerá aquando da conclusão das obras em curso, sabe-se lá quando.

Será que o lixo é mesmo só para retirar no final das obras? Se assim for alguma coisa não estará bem nesta área da higiene e saúde.

Rui Canas Gaspar
2016-agosto-05

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segunda-feira, 18 de julho de 2016

O pavilhão Antoine Velge está quase como novo

A par dos melhoramentos de toda a ordem que se vão observando um pouco por toda a cidade de Setúbal gostaria de partilhar com os amigos, especialmente com aqueles que estão fora do país, a novidade de que as instalações do Vitória Futebol Clube estão a ser alvo de grande intervenção.

No velhinho estádio do ENORME estão a ser colocadas centenas de novas cadeiras, umas para substituir as deterioradas e outras colocadas onde já não existiam, enquanto as restantes  serão devidamente limpas.

Mas a maior obra que está a ser quase dada por concluída e que tem sido realizada em tempo record é aquela que se prende com os melhoramentos do Pavilhão Antoine Velge, um equipamento com entrada pela Avenida Independência das Colónias, uma artéria que está também a ser alvo de profunda remodelação.

As obras de melhoramentos têm vindo a ser dinamizadas pela secção de andebol do V.F.C. e pela associação apoiante, ANDEGERAÇÕES, contando com o importante apoio da Câmara Municipal de Setúbal, que ali fez deslocar a própria presidente e o vereador do desporto, antes do início das obras para poder avaliar as necessidades bem como o apoio autárquico a conceder.

O exterior e parte da cobertura do emblemático pavilhão setubalense foi alvo de lavagem com jacto de água em alta pressão e depois todo o seu exterior foi pintado, apresentando-se agora com um aspeto muito mais agradável.

No interior, o pavilhão sofreu grandes melhoramentos ao nível do piso, casas de banho, balneários, pinturas, substituição de portas e janelas, etc. Um verdadeiro renascimento do antigo recinto, tão bem conhecido de muitos setubalenses.

A velha/nova casa do desporto setubalense vai apresentar-se bem bonita e funcional quando no dia 28 de agosto deste ano de 2016 receber as equipas que disputarão a final da Supertaça de Andebol 2016, um importante evento inserido no programa de Setúbal Cidade Europeia do Desporto 2016.

Rui Canas Gaspar
2016-julho-18

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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Será que não está na altura de algum dos nossos grupo musicais pegarem na letra e música do ignorado e quase desconhecido hino do Vitória Futebol Clube e o divulgarem publicamente?

Foi em 23 de março de 1925 que Ricardo Durão escreveu a letra e Celestino Rosado Pinto tratou de musicar, ele que era naquele tempo um conhecido e conceituado maestro setubalense, nascido em 17 de dezembro de 1872.

Há notícia de que o hino vitoriano a par do hino de Nossa Senhora da Arrábida era muito conhecido e cantado com frequência pela generalidade da população setubalense no início do século XX.

O hino vitoriano nunca chegou a ser gravado e raramente foi tocado nos últimos anos, porquanto ao que parece subsistiu um desentendimento relacionado com questões autorais entre o conhecido autor da música e a Sociedade Musical Capricho Setubalense de quem esteve ao serviço.

Que se tenha conhecimento, a última vez que ele foi tocado num evento oficial sadino aconteceu em 1985, no decurso das comemorações do 75º aniversário do Vitória Futebol Clube, tendo sido então interpretado pela banda da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense.

Este é o Hino oficial do Vitória que ao longo dos anos tem vindo a aguardar que algum dos nossos cantores ou banda o venha a cantar, tocar e divulgar como tão bem o merece.

HYMNO do VICTORIA FOOT-BALL CLUB

BIS
Vitória Bradam nossos peitos
Cheios de força e de vontade,
Vitória certa em grandes feitos,
Prepara a nossa mocidade.

BIS
Lutar, lutar  até ao extremo
Por conquistar da glória as palmas
Vencer, vencer é o fim supremo
Que eleva sempre as nossas almas

E assim Vitória vai vibrando
BIS – Em ressonância triunfal
Como uma esp’rança tatejando
BIS – Nos corações de Portugal.

Rui Canas Gaspar
2016-junho-08

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Vivó Vitórrria!!!

Era umas nove horas da manhã neste bonito e solarengo dia de Inverno, quando os termómetros marcavam 8 graus e pouca gente ainda se via na “praça” como gostam de chamar os setubalenses ao seu bonito Mercado do Livramento e já por lá andava a equipa principal do Vitória Futebol  Clube.

Acompanhavam a equipa vitoriana vários colaboradores e diversos fotógrafos bem como pessoal da comunicação social, enquanto um ou outro atleta era mais solicitado para uma foto com alguém do público ou para dar um autógrafo.

Os jogadores não tinham ido à praça para comprar  algum do bom peixe que por ali se vende ou as frescas hortaliças que as “mulheres do campo” costumam trazer para comercializar. Os rapazes foram-se mostrar numa operação de charme, ou de marketing, se quiserem, de forma a poder cativar os setubalenses para os poderem apoiar no sábado, pelas 18,00 horas no Estádio do Bonfim.
E, é ali, naquele espaço erigido com o esforço dos setubalenses que o ENORME vai defrontar o Nacional, a equipa que vem da bonita ilha da Madeira até esta terra não menos agradável que é Setúbal.
E como sempre acontece em terras do rio azul, sobretudo na sua praça, onde tudo acontece, onde tudo se comenta e onde tudo se sabe, que me dirigi a duas senhoras que acompanhavam a equipa, envergando elas também camisolas do Vitória, para saber o que se estava a passar e o porquê da equipa estar naquele local.
Ao lado estavam outras senhoras que assim se dirigiam: - À vizinha dê-me aí dois bilhetinhos para o jogo. E logo as senhoras que envergavam as camisolas vitorianas trataram de lhes distribuir os ingressos gratuitamente. 

Eu também me acheguei ao grupo e logo as simpáticas colaboradoras me perguntaram: “- também querr dois, vizinho?”. Agradeci a oferta e sorri satisfeito não pelos ingressos para o jogo que tão gentilmente me estavam a oferecer mas sobretudo por ter tido a oportunidade de vivenciar estes minutos tão agradáveis na minha praça, com o meu Vitória e com as gentes e pronuncia da minha terra.

Vivó Vitórria!!!

Rui Canas Gaspar
2016-fevereiro-16

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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Parabéns Vitória Futebol Clube

Na sexta-feira dia 20 de novembro de 1910, poucos dias depois de ter sido implantada a República em Portugal, nascia o Victória Foot-Ball Club, aquele que muitos setubalenses gostam de alcunhar de ENORME.


A par do seu emblema, donde ressalta a roda de bicicleta, uma das mais importantes modalidades do clube, entretanto posta de lado, também o seu hino então tão conhecido e cantado pelos setubalenses caiu no esquecimento.


E já que a volta a Portugal em bicicleta passadas várias décadas vem de novo passar por Setúbal, pois então aqui vai a letra do Hino do Vitória para que possa a voltar a ser cantado pelos seus adeptos e pelos setubalenses em geral.


Na pessoa do nosso amigo Fernando Massano Tomé, um símbolo vivo do Vitória, transmito os melhores parabéns ao mais emblemático clube setubalense.


HYMNO do VICTORIA FOOT-BALL CLUB
 
BIS
Vitória Bradam nossos peitos
Cheios de força e de vontade,
Vitória certa em grandes feitos,
Prepara a nossa mocidade.


BIS
Lutar, lutar até ao extremo
Por conquistar da glória as palmas
Vencer, vencer é o fim supremo
Que eleva sempre as nossas almas


E assim Vitória vai vibrando
BIS – Em ressonância triunfal
Como uma esp’rança tatejando
BIS – Nos corações de Portugal.


Setúbal, 23 de março de 1925
Letra: Ricardo Durão
Música: Celestino Rosado Pinto

Rui Canas Gaspar
2015-novembro-20

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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Parabéns à Câmara Municipal de Setúbal

Não deixa de ser motivo para assinalar e, como dizem os brasileiros, “parabenizar” a Câmara Municipal de Setúbal por ter estado atenta ao alerta que aqui lançamos sobre o perigo que representava a colocação da placa metálica alusiva à inauguração da rotunda do Vitória Futebol Clube, mesmo junto à curva entre a Avenida Independência das Colónias e aquela Praça.

Hoje, dia 9 de outubro de 2015, a placa foi retirada e colocada uns metros mais para nascente, já sem estar em cima da curva, minimizando o risco de acidente.

Quando se coloca aqui um alerta, uma advertência, uma opinião ou uma sugestão diferente daquilo que os Serviços camarários fazem, não é meramente pelo simples espírito de contradição, mas sim porque alguém  conseguiu observar o que outros, ainda que conceituados técnicos, por este ou aquele motivo, não conseguiram descortinar.

Por isso mesmo, não deixa de ser louvável e digno de nota que ao ter conhecimento da anomalia os Serviços procedam à correção da mesma.

Um erro qualquer um faz, persistir no erro depois de alertado é que é grave e, tenho para mim, que só não erra quem nada faz, daí o registar com muito agrado e partilhar com os amigos a novidade de que esta é mais uma situação que é resolvida em parte graças ao espírito cívico, embora crítico, de que este grupo está imbuído.

Já agora, devo dizer que aquele marco agora ficará mais completo, porquanto foi retirado do “nicho” do estádio do Bonfim onde se encontrava a estátua, a chapa identificando o saudoso JJ que agora completa o marco que assinala a efeméride.

Rui Canas Gaspar
2015-outubro-09

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terça-feira, 11 de agosto de 2015

E que tal uma rotunda decorada com troféus do Vitória Futebol Clube?

Um membro do grupo do facebook COISAS DE SETÚBAL, a propósito da deslocalização da estátua do popular JJ do Estádio do Vitória para a nova rotunda em construção na praça com o nome deste clube, tem vindo a questionar a decisão pelo facto dos sócios do Vitória não terem sido ouvidos sobre esta mudança.

Tenho vindo a pensar no assunto e de facto, quanto a mim, faz todo o sentido esta preocupação do amigo José Joaquim Wergy dado que ao que julgo saber o monumento é uma peça patrimonial do Vitória Futebol Clube, tal como o é, por exemplo, a Taça de Portugal, conquistada pelo clube em 2005 e tantos outros troféus e diversos materiais e equipamentos históricos ou não.

A estátua, propriedade do clube, encontrava-se no Estádio do Bonfim, propriedade do Vitória Futebol Clube e agora passa para a via publica a título de quê?

De empréstimo?

De oferta à cidade?

De dação em pagamento por qualquer eventual dívida das que o clube tem?
Ou a que título?...

Por outro lado, se o assunto, que me parece ser suficientemente importante, não foi discutido com os sócios, quem autorizou a saída do clube daquela peça patrimonial? O seu presidente? Certamente que sim. Mas terá ele competência para o fazer? E quanto a quem aceitou por parte da Câmara Municipal de Setúbal, será que o poderia/deveria?...

Tendo como legais e corretas as medidas tomadas com a transferência de local da estátua do JJ, poderemos pensar que será igualmente lícito usar outras peças patrimoniais do clube para decorar a outra rotunda frente ao estádio.

Então, porque não pensar num ENORME arranjo composto pelos muitos troféus do Vitória que se encontram guardados nalgum lugar menos apropriado das instalações vitorianas. Assim sempre seriam, mais apreciados pelo público…

Pode parecer uma ideia absurda, mas bem possível, porque quem pode ceder uma peça pode ceder uma centena, ou como dizem alguns advogados: “Quem leva a vaca, leva o bezerro”.

As interrogações que partilhei, não passam disso mesmo de interrogações que de facto me vieram à mente em função da preocupação daquele nosso amigo sócio (também ele dono de parte da estátua) do nosso Vitória. 

Quanto à decoração da rotunda com os troféus do ENORME que se encontram algures, esqueçam lá isso. Ou será que já não se pode brincar com a decoração das rotundas da cidade do rio azul?

Rui Canas Gaspar
2015-agosto-11

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domingo, 2 de agosto de 2015

Chegou uma nova aquisição ao Vitória

Quem foi que disse que o ENORME Vitória Futebol Clube era menos que o Benfica, Sporting ou Porto?

Por acaso não iremos todos a disputar o principal campeonato português em pé de igualdade, com o mesmo número de jogadores e a mesma quantidade de pontos?

Por acaso não temos todos  um animal como totem, destinado a intimidar os nossos adversários?

Bem, temos todos, não será bem assim, eles têm, o ENORME não tinha, até que hoje recebeu esse importante reforço.

O Benfica tem uma águia que dá a volta ao seu estádio, o Sporting o desenho de um leão que nesta época se propõe rugir mais alto, o Porto um mítico dragão que já deixou de cuspir fogo e ao Vitória faltava-lhe o animal que daria força à equipa e poderia fazer tremer os adversários.

Ora bem, saibam os amigos que chegou hoje, domingo, 2 de agosto de 2015 esse reforço de peso ao nosso Vitória, não um elefante ou um rinoceronte, mas sim uma simpática, barulhenta e rápida caturra.

A vaidosa ave andou hoje pela manhã às voltas pelo estádio vazio piando bem alto, como se estivesse a treinar e depois de algumas voltas veio pousar na janela do meu “camarote privativo” sem parar de piar até que lhe fosse tirar a fotografia.

Sendo assim, que fique descansado o XVIII Exército porque se não fizer barulho suficiente para animar e incentivar os nossos jogadores agora já sabe que conta com este ENORME reforço recém-chegado ao Bonfim.

Rui Canas Gaspar
2015-agosto-02

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terça-feira, 21 de julho de 2015

Kali! Olha os patos da Mariana...

Mesmo naqueles invernosos dias quando a chuva tornava o velhinho Campo dos Arcos, num verdadeiro lamaçal, podia ver-se ele de mãos nuas, com um balde de cal viva a fazer as marcações do campo, de forma a que ficasse visível as linhas laterais, as duas áreas e todas as demais marcações daquele campo de futebol onde o seu Vitória Futebol Clube jogava.

Artur José Venâncio fazia isso e outros trabalhos no clube por “amor à camisola” não se constando que recebesse algum dinheiro pelos seus serviços. Era um verdadeiro vitoriano e curiosamente familiar do sócio nº 1, José Venâncio, o fundador deste clube.

Quando faleceu, o seu caixão esteve sempre coberto com a bandeira do Vitória clube que tanto amou e a quem tanto deu de forma desinteressada. Uma manifestação que os seus conterrâneos lhe prestaram e o reconhecimento da sua ação por parte do mais representativo clube setubalense.

Se perguntássemos ao vulgar setubalense quem era Artur José Venâncio poucos os nenhuns identificariam “Kali” aquele homem que se irritava solenemente quando os rapazes ou alguns homens lhe gritavam: “Kali! Olha os patos da Mariana…” a que se seguia o inevitável: “quá… quá… quá…”

“Kali” reagia fortemente, por vezes atirando pedras a quem o provocava, ação que era sempre acompanhada com os inevitáveis impropérios.

Na opinião dos seus conterrâneos, aquele popular personagem teria roubado uns patos à Ti Mariana da Tróia e com eles se deliciou num valente petisco, o que de facto não era verdade.

Quem roubou os patos foi um sobrinho daquela senhora, só que na manhã seguinte ao famoso jantar de pato, começaram a dizer que tinham ouvido debaixo da roupa do “Kali” quá…quá…quá… o característico grasnar de pato.

A partir daí nunca mais o pobre homem se livrou do estigma, acusado do que nunca fez e sem que algum pedaço de pato lhe tenha passado pela goela.

O que lhe passava com alguma frequência era sim alguns copos de vinho a mais levando-o ao desequilíbrio e consequentemente a algumas cacetadas dos polícias, pessoas que ele considerava como o diabo. E mesmo quando sentia as bastonadas no corpo ainda se virava para o agente dizendo: “Qué que tu queres pá labasqueiro?”…

A propósito de vinho, contava-se que certo dia o “Kali” quis ir ver um desafio do seu Vitória que jogava fora de casa. Como não tinha pago bilhete do autocarro da excursão tratou de subir sorrateiramente para o tejadilho onde se escondeu entre os cabazes com os farnéis e garrafões de vinho, tapando-se com a lona e protegendo-se com a rede.

Passadas duas ou três horas de viagem deu-lhe vontade de urinar e não esteve com meias medidas, mesmo com os solavancos do autocarro, tratou de aliviar-se. Foi então que um dos passageiros, olhando pela janela,  reparou no líquido que escorria do tejadilho e logo se apressou a chamar a atenção do condutor, para que este parasse a viatura porque um dos garrafões de vinho branco estaria a entornar.

Lá foram todos numa correria lá acima, preocupados com o vinho e descobriram que afinal era o “Kali”. Recolheram-no, acabando o bom homem por fazer o resto da viagem sentado no interior do autocarro.

Provavelmente a imagem que mais marcou os setubalenses foi aquela, lamentavelmente promovida sobre a égide da autarquia, ocorrida no decurso do carnaval de Setúbal, em 1968, quando desfilou encerrado numa jaula e com uma gaiola com patos em cima da mesma, para alarve diversão de uma multidão que gritava: “Kali! Olha os patos da Mariana” ao que este irritado e impotente insultava e praguejava.

O povo respondia com “trapada” e atiçava-o ainda mais imitando o grasnar dos patos que outros tinham roubado e comido: “quá…quá…quá”.

Rui Canas Gaspar
2015-julho-21

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domingo, 3 de maio de 2015

Já se luta no Bonfim para defrontar o dragão nortenho

O Futebol Clube do Porto vai tentar ganhar este jogo no Estádio do Bonfim para se aproximar do primeiro classificado, o Benfica. Por outro lado o Vitória Futebol Clube, vai dar o seu melhor para não descer de divisão.

Embora tratando-se de duas formações diferentes atendendo à quantidade e qualidade dos seus jogadores, o facto é que ambas estão na primeira liga e ambas vão ter o mesmo tempo, em pé de igualdade, para mostrar o que valem.

O espetáculo começou cedo, mesmo antes do dia dedicado à Mãe, que hoje se comemora em Portugal. Desde ontem que foram colocadas fitas frente ao estádio, para dar conta que esta artéria estaria hoje encerrada ao trânsito automóvel.

Os vendedores de bandeiras e os tradicionais comes-e-bebes começaram também eles, a instalar os seus equipamentos no exterior, entre o Parque do Bonfim e o Estádio.

Pessoal das empresas de segurança também entraram ao serviço, bem cedo, para controlar as entradas do recinto desportivo, que ainda antes do almoço já fervilhava de atividade.

Os profissionais da publicidade atarefavam-se a instalar as últimas tarjas publicitárias e os homens e mulheres das estações de televisão afadigavam-se a montar os equipamentos com os quais irão captar as imagens que chegarão a nossas casas.

É um autêntico batalhão de profissionais que arduamente trabalham muito antes do espetáculo começar e, certamente serão  muitos aqueles que não fazem ideia, ou simplesmente nunca pensaram na enorme quantidade de recursos materiais e humanos que comporta um espetáculo de futebol.

Quando daqui a algumas horas as duas equipas pisarem o bonito e bem tratado relvado do Estádio do Bonfim e os adeptos as aplaudirem vigorosamente iniciando-se o espetáculo, muitos outros profissionais já estarão bem cansados e com muitas horas de árduo trabalho realizado.

O importante desafio vem aí, a partir das 19,15 os adeptos irão torcer pelas respetivas formações e então pois que ganhe o melhor e, que esse melhor seja o ENORME.

É evidente que “prognósticos só depois do jogo” e embora ciente da desproporção de potencial, penso naquele relato bíblico quando o pequeno pastor de nome David derrotou o gigante conhecido por Golias. Sendo assim, porque não acreditar que conseguiremos fazer o mesmo com o gigantesco dragão nortenho?

Rui Canas Gaspar
2015-maio-03

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domingo, 12 de abril de 2015

O “Mijão” sportinguista

“Mijão” é um típico termo setubalense para designar uma pessoa com sorte ao jogo.  É claro que o termo também naturalmente se aplicará a quem ande aí pelos cantos a urinar frequentemente.

E foi quando milhares de pessoas já se concentravam em redor do Estádio do Vitória Futebol Clube para assistir a esta importante partida de futebol entre o Sporting Clube de Portugal e o nosso ENORME Vitória Futebol Clube, um jogo que quase poderemos comparar entre David e Golias, embora tal como na história bíblica o gigante Golias tenha levado na cabeça do pequeno David que fomos surpreender este “mijão” do Sporting.

Esperemos que quando as equipas se defrontarem no Bonfim, daqui a uns minutos, sejam os vitorianos os “mijões” e que os Golias sportinguistas possam sair daqui com mais vontade ir aliviar-se a um qualquer WC.  

Mas, deixemos esta prosa um tanto ou quanto mal cheirosa, para manifestar o agrado ao verificar que uma equipa de limpeza da Autarquia sadina, andava pelo meio da multidão tentando apanhar o muito lixo que alguns “desportistas” mal formados teimam em atirar para o chão.

Uma iniciativa que revela o cuidado colocado pelos responsáveis da nossa cidade na sua apresentação e higiene.

Mas, a imagem é por demais elucidativa! E porque qualquer um de nós pode ter uma aflição, porque não colocar, nestas alturas de grande afluência de público uns instalações sanitárias portáteis em torno do estádio, ajudando assim  aqueles que se sentindo em aflição não têm lugar para se aliviar?

Sim, porque a entrar tanta cerveja naqueles sequiosos corpinhos, ainda antes do jogo, ela depois de devidamente tratada pelo organismo terá necessariamente de sair e, nesse caso, com ou sem pessoas à volta qualquer recanto pode servir, o que não deixa de ser lamentável e indesejável.

Rui Canas Gaspar
2015-abril-12

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