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segunda-feira, 10 de junho de 2019


No belo Parque de Merendas da Comenda nem tudo vai bem

Fez hoje dia 10 de junho de 2019 doze anos que ajudei a organizar e dinamizar aquela que foi provavelmente a maior ação de voluntariado levada a cabo no Parque Natural da Arrábida, tendo por alvo a zona do Parque de Merendas da Comenda e áreas circundantes. 

Nesse dia mais de 650 membros do Programa de Voluntariado de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias retiraram daquele local para cima de 10 toneladas de lixo diverso com o apoio logístico da então Junta de Freguesia de Anunciada, bem como procedemos a pinturas gerais nas instalações sanitárias, bancos e mesas. 

Desde essa data para cá participei em mais três ações de limpeza voluntária de menor dimensão. Porém, só hoje fui usufruir daquele espaço, podendo ali almoçar e conviver com vários amigos de entre eles alguns que participaram naquele memorável evento. 

Gostei de ver o PMC com novas e mais mesas e bancos, gostei de ver as instalações sanitárias a serem intervencionadas, gostei de ver a vedação ao longo da Ribeira da Ajuda. 

Não gostei de ver menos sombras, não gostei de observar mesas reservadas de véspera, não gostei de ver as instalações sanitárias há demasiado tempo provisórias, não gostei de ver acampamentos, alguns que se me configuram “permanentes”, não gostei de ver a devassa de propriedade com nacionais e estrangeiros a saltar o muro para ir visitar o palácio, e muito menos gostei de ver a gruta artificial por baixo do mesmo a servir de WC. 

Não me parece bem depois de se gastar um dinheirão para melhorar aquele espaço tão belo que o mesmo não tenha algum acompanhamento em termos de vigilância e mais que não seja a colocação de um painel com duas ou três normas de funcionamento de boa convivência e utilização do espaço. 

Porque há pessoas e pessoinhas, e para não pagar o justo pelo pecador é bom que se tomem medidas que até podem ser adjetivadas como antipopulares, mas tal como diziam os nossos antepassados romanos Dura Lex Sed Lex, ou seja a Lei é dura mas é a Lei, e seja vândalo ou não, não  pode estar acima da Lei e fazer tudo o que lhe dá na real gana. Digo eu!... 

Rui Canas Gaspar
2019-junho-10
Troineiro.blogspot.com

domingo, 2 de julho de 2017

Jovens setubalenses apoiaram as vítimas dos fogos 

A tragédia abateu-se sobre o povo português com os fogos a devastarem viçosas florestas, secos pastos, ceifando vidas e destruindo casas, como por cá nunca se tinha visto. 

Aos esforçados bombeiros, juntaram-se no combate as forças de segurança, de saúde, e populares de forma a fazer frente a esta anómala situação. 

Após a tragédia seguiu-se uma onda de solidariedade com a tradicional generosidade portuguesa a responder em força, fosse com o depósito de avultadas verbas ou pequenas dádivas, fosse na forma de organização de espetáculos, fosse até na doação de alimentos, roupas e medicamentos. 

E tal foi o volume de dádivas chegadas às zonas sinistradas que as estruturas locais não tinham meios para lidar com tantos e diferentes artigos. 

Logo os esforçados presidentes das autarquias locais trataram de pedir voluntários para os ajudar e foram muitos os Escoteiros, os Escuteiros e jovens de diversas organizações que responderam ao apelo, deslocando-se para a zona do sinistro a fim de colaborarem na triagem, seleção e construção de kits de emergência e apoio. 

No sábado, dia primeiro deste mês de julho de 2017, logo de madrugada, um grupo de meia centena de jovens cristãos, membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos embarcaram com destino a Pedrogão Grande. 

A solidariedade não é palavra vã e porque os mórmons, como também vulgarmente são conhecidos,  gostam de citar a escritura bíblica “Uma fé sem obras é uma fé morta” os jovens voluntários integrados no programa “Mãos que Ajudam”  trataram de dar o melhor de si no trabalho de apoio nesta importante tarefa, sabido que as boas vontades também vem acompanhadas de alguns inconvenientes. 

Assim, roupas, calçado e outros artigos que não estavam em condições de serem doados foram selecionados como lixo o mesmo tendo acontecido com alguns medicamentos ofertados e que estavam fora do prazo de validade. 

Hoje escutei  alguns  jovens mórmons setubalenses que participaram nesta ação e que depois de darem o seu melhor ao serviço dos mais necessitados, confidenciaram a sua satisfação por o terem feito e manifestaram o desejo de lá voltar para mais uma vez ajudar quem ainda tanto necessita. 

Obrigado jovens da minha terra pela generosidade que manifestaram de uma forma tão ativa e prática. 

Rui Canas Gaspar 

2017-julho-02 



(foto ilustrativa de outra ação “Mãos que Ajudam”)