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sexta-feira, 10 de abril de 2015

“Guerra de cães e gatos” no Miradouro de São Sebastião

Eram 24 animais até há algum tempo. Porém, certo dia, alguém que não gostava deles tratou de preparar algo venenoso que acabaria por eliminar parte do grupo de felinos residentes na zona do Miradouro de São Sebastião.

Hoje são 12 os gatos que compõem a colónia residente naquele local e que é acarinhada por alguns moradores que lhes fornecem comida e água fresca, mas igualmente pouco querida de outros, mais amigos dos cães.

E como cão e gato raramente se dão bem, também entre os moradores já tem havido algumas desavenças entre os protetores dos gatos e os donos dos cães.

Dez dos doze gatos estão esterilizados e apenas dois o não estão. Quem ajuda estes animais conhece-os bem e até sabe a quem pertencem os dois que não estão esterilizados mas que se encontram entre os outros componentes daquele grupo.

O que acontece com os simpáticos cães e gatos é que os animais não tem local próprio para fazer as suas necessidades fisiológicas e os donos estão obrigados a apanhar os seus dejetos, sob pena de coima.

Hoje reparei que naquele local, bastante visitados por turistas nacionais e estrangeiros, foi colocada uma placa de aviso no sentido dos donos dos cães apanharem os dejetos dos seus animais.

Ao comentar aquela novidade com um dos moradores do “partido dos gatos” logo este tratou de me informar que pouco depois de ter sido colocada a dita placa informativa, logo alguém, afeto ao “partido dos cães” teria colocado uma folha de papel onde escreveu que o mesmo aviso se destinava também aos dejetos dos gatos.

Ora como quer os cães, quer os gatos, quer até os seus donos, ou seus protetores são setubalenses, moradores naquela zona, é bom que todos se entendam no sentido de tal como alimentam os animais, também procedam à remoção dos seus dejetos, o que diga-se em abono da verdade que muitos deles já o fazem.

Por outro lado é bom que a CMS ou a JFSS tenham mais em atenção a este espaço no que se refere à limpeza e desinfeção, dado que a questão dos felinos e canídeos é uma situação real e o local é por demais frequentado para que não haja uma adequada vigilância sanitária.

Aqui fica divulgada uma situação de “guerra de cães e gatos”  ignorada de muitos dos nossos conterrâneos que assim têm a possibilidade de ficar a conhecer um pouco mais sobre estas caricatas  coisas de Setúbal.

Rui Canas Gaspar
2015-abril-10

www.troineiro.blogspot.com

terça-feira, 17 de março de 2015

Fará isto algum sentido?

Manhã bem cedo e já duas jovens senhoras envergando fato de treino esticam as pernas correndo ali pela zona do belíssimo Miradouro de S. Sebastião, uma obra fruto da antiga “Comissão de Iniciativa de Setúbal”.

Alguns outros moradores do velhinho Bairro de São Domingos vêm até ali, logo pela manhã, para espreitar a sempre agradável panorâmica do rio azul, Troia, Arrábida e do natural movimento do porto de Setúbal.

E porque é início de semana, aquele espaço encontrava-se com um pouco mais de lixo que o vento tinha para ali empurrado e outro que alguns cidadãos mais descuidados para isso tinham contribuído.

De uma porta de rés-do-chão sai um homem com saco de plástico na mão, dirige-se para o largo empedrado há pouco tempo e começa numa autêntica caça aos dejetos de cão, enquanto bem alto ia avisando quem ali vai com o animal fazer semelhante serviço: “Se eu apanho quem faz isto esfrego-lhe na cara”.

“- Olha Rui, se não fossemos nós isto era uma vergonha, com tantos turistas que aqui vêm todos os dias, não há cuidado! Repara que o Miradouro está às escuras e sem luz decorativa desde que foi partido um daqueles focos que colocaram ali no chão. A limpeza só acontece aqui mesmo no miradouro e um pouco à volta, porque as mulheres que vêm varrer dizem que não o fazem junto aos dois cafés porque isso é com os donos.” Desabafa uma antiga moradora do bairro minha velha conhecida desde os tempos em que por ali andei diariamente nos escuteiros.

- Mas isso não faz sentido!- respondo-lhe – Aquilo ali é via pública e os proprietários pagam os seus impostos e taxas camarárias. E que culpa têm eles que as pessoas, suas clientes ou não, possam conspurcar a rua?...

Enquanto conversávamos, chegou a carrinha transportando duas cantoneiras de limpeza, com as respetivas ferramenta de trabalho. As mulheres começaram a varrer o espaço do miradouro e entretanto eu ausentei-me por uns breves minutos porque entretanto também chegara o técnico da EDP por quem esperava.

Qual não foi o meu espanto, quando passado pouco tempo ao regressar ao local, já as senhoras da limpeza tinham ido embora, o espaço do miradouro estava limpo, mas o lixo que se encontrava ao lado, na Rua do Forte, frente aos cafés lá estava à espera que os proprietários dos estabelecimentos o apanhassem.

Fiquei estupefacto, afinal aquela minha velha amiga tinha mesmo razão!

Fará isto algum sentido?...

Rui Canas Gaspar
2015-março-17

www.troineiro.blogspot.com