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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Em Setúbal o PUV está a avançar 

O Parque Urbano da Várzea está a avançar e provavelmente já na próxima Primavera apresentar-se-à com nova fase concluída, mudando, para melhor, o visual da sua parte sul. 

No final de novembro começou a ser desmatado o terreno e montado o estaleiro na Quinta do Quadrado, junto à Avenida da Europa para que se pudesse dar início aos trabalhos de construção da bacia de retenção tendo em vista as águas da Ribeira do Livramento. 

Trata-se de um amplo espaço que ficando a uma cota inferior ao terreno circundante permitirá reter temporariamente as águas de grandes chuvadas que vindas dos lados de Palmela inundariam a baixa da cidade. 

Não pensem os menos familiarizados com estas coisas que aquilo ficará como um grande e feio buracão. Nada disso! Enquanto não chegar a tal grande chuvada (que várias vezes já provocou graves prejuízos) o local funcionará como um grande jardim com árvores, bancos e equipamento adequado ao espaço. 

Assim sendo, juntar-se-à o útil ao agradável e, de fase em fase, o PUV vai tomando forma, sabido que nesta empreitada temos o apoio comunitário de 85% do valor da obra sendo que mesmo assim os setubalenses contribuirão com quase 550 mil euros para se precaverem de situação anómala. 

Este ano já foi feita a primeira bacia de retenção ali bem perto, desta vez visando as águas que possam vir dos lados da Serra de São Luís e, os mais curiosos, poderão ir observa-la podendo usufruir deste agradável espaço recentemente inaugurado junto ao novo supermercado Continente, no Rio da Figueira. 

A par de coisas bonitas Setúbal aposta também em trabalhos de fundo e de manifesta utilidade prática. 

Rui Canas Gaspar 

troineiro.blogspot.com 


2017-dezembro-04

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Quem tem memórias da Quinta da Inveja? 

Um amplo portão trabalhado em barras de ferro, de dupla abertura, chumbado a duas altas e sólidas ombreiras de pedra calcária serviam de terminal aos muros de proteção da propriedade que ostentava no topo do lado direito a designação de Quinta da Inveja. 

O acesso à quinta processava-se pela Estrada dos Ciprestes e em finais de 2014 as devolutas instalações ainda se apresentavam como a imagem documenta. 

Situada entre a Quinta da Azeda e a Quinta da Saudade tinha há muito deixado a atividade agrícola, porém a sua ampla casa de dois pisos denotava que os seus iniciais ocupantes teriam sido pessoas abastadas. 

De facto, em 1944, enquanto o mundo se digladiava na Segunda Grande Guerra, aqui à entrada da pacífica cidade de Setúbal, Joaquim Augusto Martins, entregou ao construtor José Guilherme dos Santos, um dossier com o projeto 34/A – 44, contendo cinco plantas e 41 folhas contando a memória descritiva, declaração de responsabilidade, licença de obras, etc. para que este procedesse à ampliação da casa ali existente. 

O novo edifício foi então erigido e serviu cabalmente as suas funções habitacionais e de apoio à atividade agrícola, até que precisamente 70 anos depois do início da sua construção ele viria a ser reduzido a um monte de entulho e, no seu lugar, nada mais ficaria do que a imagem fotografada da sua presença em terras sadinas. 

A demolição da casa processou-se no âmbito do projeto para a construção do Parque Urbano da Várzea e o entulho que dali resultou, depois de devidamente tratado, foi servir de material de enchimento à nova via em construção paralela à Avenida dos Ciprestes. 

Quem tem memórias da Quinta da Inveja incluindo até do conceituado restaurante que por ali funcionou? 

Rui Canas Gaspar 



2017-outubro-10