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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Conhecem a brasileira setubalense? 

As nossas ruas são locais repletos de história ou de histórias, sobretudo as mais antigas artérias, sejam pela figura que homenageiam, pelas pessoas que por lá habitaram ou por factos e eventos acontecidos por essas bandas. 

Estou a lembrar-me por exemplo daquela ao lado da Rua das Oliveiras, onde a Fonte da Charroca aguarda por melhores dias e que dá pelo nome de Rua da Brasileira, no popular Bairro de Troino, onde residi e, onde segundo a tradição ali teria nascido, no mesmo edifício onde o meu pai também morou, a mundialmente famosa cantora lírica Luísa de Aguiar, que depois de casada passou a ser conhecida por Luísa Todi. 

Mas, independentemente das pessoas que ali residiram outros acontecimentos importantes por lá aconteceram como, por exemplo a descida rua abaixo dos soldados da Rainha D. Maria II, em 3 de maio de 1847, no dia seguinte ao combate do Viso, no decurso da terrível guerra civil. 

Nessa altura a Rua da Brasileira era designada por Rua de Coina, porquanto era ali que praticamente se iniciava o trajeto que seguindo pela estrada, um pouco mais a norte, chegaria a essa localidade, onde depois atravessando o Tejo entraríamos na capital do reino. 

Porque mudou o topónimo de Coina para Brasileira, não sei e, porque estamos em época de carnaval poderemos brincar um pouco e até pensar que alguma beldade para ali foi sambar despertando tal interesse que mandou a tal Coina às hortinhas para se radicar até hoje no meu velhinho Bairro de Troino. 

Rui Canas Gaspar 

troineiro.blogspot.com 


2018-fevereiro-13

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017


A casa onde se diz ter nascido Luísa Todi 

Nasci na Rua das Oliveiras no popular bairro de Troino, quase ao lado da Rua da Brasileira, onde segundo tradição oral terá nascido a célebre cantora lírica Luísa Todi. 

Conheci aquela rua que antes de se designar por Brasileira ostentou a designação de Coina. Naqueles tempos era uma artéria cheia de vida e até o prédio onde se diz que a diva nasceu não lhe faltava animação, atendendo à muita freguesia que a taberna do António Dias tinha naquele tempo. 

E se a taberna funcionava no rés-do-chão o meu pai chegou a residir com a minha avó no último piso do histórico edifício, com vista para uma outra celebre janela, a da escola da Coelha, a tal professora que não se ensaiava muito para colocar os alunos à janela ostentando “orelhas de burro” ou fazer bom uso da sua omnipresente régua. 

Era bem pequeno, mas pelos vistos já curioso, não deixei de ir ver os senhores que mandavam cá na terra e ouvir a banda de música, apreciando o largo fronteiro devidamente engalanado com festões naquele dia de 1953 quando se colocou no edifício o medalhão com a efígie da Luísa Todi, como forma de comemorar o segundo centenário do seu nascimento. 

Em 2004 a Câmara Municipal de Setúbal adquiriu o imóvel, tendo anunciando na altura que iria naquele singelo edifício setecentista instalar um museu, núcleo documental e auditório. 

O tempo passou, o edifício foi-se degradando e no âmbito do programa “Setúbal mais Bonita” o prédio foi pintado de forma pouco condizente quer com a sua idade, estilo e até arquitetura local.

Neste momento a casa onde o povo acredita ter nascido Luísa Todi, propriedade da Câmara Municipal de Setúbal, encontra-se em estado deplorável com a fachada a necessitar de nova intervenção, enquanto o interior espera a tal anunciada casa museu.

E porque uma nova edição do programa “Setúbal mais bonita” vem aí se calhar não seria má ideia inserir este edifício no conjunto daqueles a ser intervencionado, mas desta vez espero como troineiro, que o mesmo seja pintado de forma condizente, porque a casa merece e os setubalenses como seus proprietários também o não desmerecem.

Rui Canas Gaspar

2017-fevereiro-22


www.troineiro.blogspot.com