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quarta-feira, 15 de março de 2017

Parece que vamos ter boas notícias sobre o trânsito setubalense 

É hábito da nossa Câmara Municipal de Setúbal não informar atempadamente o que de mais importante se está a fazer ou se propõe realizar a não ser que seja algum festival gastronómico do carapau, do choco ou qualquer coisa do género. O facto é que os setubalenses regra geral vão dando com atos consumados, sobretudo naqueles assuntos relacionados com o trânsito que tanto afeta milhares de pessoas. 

Ao não sermos informados por quem de direito e ao haver nesta área uma política do “democraticamente quem manda aqui sou eu” acabamos por ser depois confrontados com aberrações, amplamente criticadas, de obras que ao invés de fluir o trânsito automóvel o acaba por estrangular. 

Mas, parece, a fazer fé no que para aí se diz nos “mentideiros” que vamos ter nesta área do trânsito finalmente boas notícias, o que já não é sem tempo!... 

Consta-se que da Avenida da Europa irá sair uma nova via, junto ao desvio que se encontra entre a rotunda com vasos de laranjeiras e a outra frente ao Mc’donalds a qual passará pelas traseiras do Centro Comercial do Liceu e assim desanuviará o tráfego da Avenida Independência das Colónias. 

A ser assim, as máquinas que se encontram a movimentar terras na zona da várzea, oposta ao Parque Verde da Algodeia, poderão estar a fazê-lo não só com vista ao tal anunciado campo de rugby, mas também já a trabalhar para a nova via que pelos vistos ali irá nascer. 

Acho eu que só ficaria bem à nossa Autarquia que gastasse mais meia dúzia de euros num cartaz e colocasse ali dizendo o que está a fazer, ou será que não merecemos tal consideração? 

Rui Canas Gaspar 

2017-março-15 


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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

É altura de dizer BASTA a tantos acidentes em Setúbal, na Avenida dos Ciprestes

Vou começar esta nota pelo fim, dizendo que em meu entender a Câmara Municipal de Setúbal deveria ser obrigada a pagar todos os prejuízos causados e a causar aos condutores acidentados na entrada para a avenida em construção, na Várzea, paralela à Avenida dos Ciprestes, atendendo à situação altamente perigosa que ali implementou.

Mais ainda, estou em crer que quem autorizou o que lá está feito se estivesse ao serviço de uma empresa privada, certamente que neste momento já estaria à procura de novo emprego.

Admito que possa estar a fazer um julgamento precipitado, admito que possa estar errado, admito que não sou técnico de trânsito, mas quero deixar claro que sou condutor encartado, faço milhares de quilómetros na cidade e na estrada e tenho olhos para ver e cabeça para pensar.

Sendo assim, vamos àquilo que me leva a esta minha observação.

Entendo que, por enquanto, não havia qualquer necessidade de alteração no trânsito na Avenida dos Ciprestes até que estivesse concluída a “Avenida da Várzea” depois sim, naturalmente surgiria a alteração.

É bom saber que paralelamente com a Av. dos Ciprestes irá ficar a tal Av. da Várzea, entre ambas haverá meia dúzia de atravessamentos de ligação e a zona dos acidentes é precisamente um desses atravessamentos.

A nova Avenida está apenas parcialmente construída. Ela irá prolongar-se até ao muro, frente à antiga central das águas e, é aí que quem vier de Palmela encontrará uma rotunda (a construir) podendo virar para o lado dos “pelezinhos” onde haverá uma outra rotunda, essa sim que será o início da tal Av. da Várzea.

Porém tudo isto só será feito quando os proprietários dos terrenos ( das várias antigas quintas) tiverem cedido, tendo as necessárias contrapartidas (“preto no branco”) os terrenos para a Câmara fazer a avenida e depois desta tiver as necessárias verbas para desenvolver a obra.

Até lá, vão fazendo as coisas a conta-gotas, com a agravante de sendo pródiga a Autarquia a gastar dinheiro em informação publicitada nos grandes cartazes colocados na zona, não o ter feito ainda com a informação sobre o traçado das novas vias, evitando desta forma más interpretações por parte da generalidade dos setubalenses.

Mas, partindo do princípio que vão manter aquela situação “provisória” até não sei quando, pois então que coloquem ali mais iluminação, mais refletores, revejam as “zebras” antes da curva e tratem da devida segurança como compete.

Como as coisas estão é que não é nada e os acidentes diários que ali acontecem não devem ser só por culpa dos maus condutores. Ou serei eu que estou a ver mal este gravíssimo problema?

É altura de dizer BASTA! Resolvam de vez o problema que os senhores foram os causadores, deixemo-nos de desculpas esfarrapadas.

Rui Canas Gaspar
2015-dezembro-17

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domingo, 15 de fevereiro de 2015

A cidade de Setúbal está a transformar a geografia local

Alguns setubalenses até podem ainda não ter reparado, mas a geografia da cidade tem-se alterado profundamente e continua imparável neste processo que tudo transforma quase sem darmos por isso.

Há cerca de 500 anos a Ribeira do Livramento corria livremente pelo espaço ocupado atualmente pela Av. 22 de Dezembro, passando ao lado do Mosteiro de Jesus, que naturalmente foi construído num plano mais elevado que o leito da ribeira.

Presentemente, vamos encontrar a soleira do pórtico principal daquele que é o mais importante monumento setubalense, a uma cota de sensivelmente menos dois metros do piso da Avenida. Ou seja, aquele espaço subiu em média, grosso modo, na ordem dos 4 centímetros por ano.

Ainda nos anos 70 podíamos observar a estrutura de um velho moinho no alto de uma pequena colina no lado oposto onde atualmente se localiza a loja do cidadão. Com a construção dos edifícios as areias da pequena colina foram retiradas e edifícios foram ali edificados.

Mas, provavelmente a maior movimentação de terras alguma vez levada a efeito desde que nos anos 30 do século passado foram construídas as grandes muralhas e docas à beira Sado, estão agora a ser realizadas.

Milhares e milhares de metros cúbicos de terras têm vindo a ser retiradas dos pequenos outeiros até há pouco existentes entre a cadeia e o Centro Comercial Alegro, transformando aquele espaço, ao mesmo tempo que os inertes vão sendo colocados ao longo da futura avenida que está a ser construída na várzea de Setúbal, em paralelo com a Avenida dos Ciprestes.

Esse enorme aterro transformará igualmente a paisagem daquela zona, outrora ocupada por produtivas quintas agrícolas e no qual está projetado construir o maior parque verde da cidade.

Com estas movimentações de terras a paisagem vai-se transformando e a geografia local altera-se profundamente ainda que com os afazeres e as correrias do nosso dia-a-dia quase nem demos por isso.

Razão tinha o químico francês Antoine Lavoisier quando um dia afirmou: “Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” e Setúbal é prova disso mesmo.

Rui Canas Gaspar
2015-fevereiro-15

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