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sábado, 4 de novembro de 2017

Quem quer fazer um pequeno exercício? 

Se olharmos para a entrada do Convento de Jesus, em Setúbal, verificamos que o mesmo se encontra a cerca de dois metros abaixo do nível da Avenida 22 de Dezembro. Certo?... 

Ora sabemos que a Ribeira do Livramento (agora encanada) passa ao lado deste monumento e quando o mesmo foi terminado em 1496, ou seja já lá vão 526 anos, o mesmo estaria seguramente a um nível ligeiramente inferior à cota de soleira. 

Em números redondos isso significa que aquela zona da baixa de Setúbal subiu em média 0,004 por ano. Pouca coisa, mas o suficiente para atingir os tais 2 metros. 

Se hoje ao olharmos para a beira-mar verificamos que a água está a uns escassos 0,50 (se tanto) para transpor a muralha, significa que se a cidade não tivesse alteado teríamos metro e meio de água, em altura, a invadir-nos, ou seja teríamos água salgada até ao Estádio do Bonfim. 

A questão que se coloca é simples. Ora se com as alterações climáticas os oceanos estão a subir com maior rapidez e se a cidade não subir na mesma proporção (pelo menos à beira-mar) o que é que vai acontecer a Setúbal dentro de alguns poucos anos? 

Pois quem souber que responda e, quem puder fazer alguma coisa que o faça! 

Rui Canas Gaspar 

2017-novembro-03 


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sábado, 22 de outubro de 2016

O rio azul hoje vestiu a fatiota cinzenta

O Sado está agitado, não tanto quanto seria de esperar a fazer fé nas previsões meteorológicas. O céu que se apresentava bem escuro para as bandas da Arrábida, de quando em vez, aparecia sorridente para os lados de Troia.

Meia dúzia de veleiros de pequeno porte navegavam lá longe, perto da barra, bastante inclinados para estibordo e deslocando-se provavelmente para Sesimbra.

A poderosa lancha dos pilotos da barra “Baía de Setúbal” fabricada nos estaleiros irlandeses e  para a qual despendemos pouco mais de meio milhão de euros, lá vai veloz, saltitando sobre as ondas a caminho da barra para que um dos nossos competentes profissionais faça entrar em segurança mais um navio que aqui vem carregar ou descarregar mercadorias.

Em cima da muralha já se podem observar alguns pequenos troncos e tábuas, ali colocadas ordeiramente pelo agitado mar, outras tantas estão no areal e outras ainda podem ser observadas sobre as ondas junto à costa.

A ondulação nestes dias em que o rio se apresenta pouco calmo trás de tudo um pouco para terra e ainda fiquei na esperança de que a caixa que acabei por fotografar pudesse conter um carregamento de deliciosos e frescos chocos.

Mas não, a caixa vinha vazia e se os quiser comer terei de ir comprar à “praça” o nosso magnífico Mercado do Livramento ou então ir saborear uns pedaços de “chôque frrite” a um sítio que eu cá sei, já que até os malandros dos roazes que costumavam comer as cabeças e deixar o resto do corpo dos moluscos devem estar em greve de fome.

Assim como assim, mesmo com este tempo outonal não fique em casa e saia para apreciar o nosso rio que mesmo não se apresentando hoje vestido de azul não deixa, por isso, de ter menos beleza.

Rui Canas Gaspar
2016-outubro-22

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terça-feira, 10 de maio de 2016

No rescaldo do vendaval em Setúbal

O vendaval que atingiu Setúbal no último fim-de-semana, com particular incidência no sábado, dia 7 de maio deste ano de 2016, originou alguns prejuízos não só a diversas embarcações sadinas, como também nas zonas calcetadas à beira-rio.

A acumulação de areias em terra foi outro problema originado pelo mau tempo, que já começou a ser resolvido na zona do Parque Urbano de Albarquel onde uma equipa se vem afadigando a encher carrinhos de mão com a areia que vai sendo de novo devolvida ao rio.

Um outro fenómeno relacionado com o mau tempo é aquele que se pode verificar na Praia da Saúde onde o mar arrastou para o areal montões de canas e caniços a par de centenas ou milhares de garrafas, garrafinhas e garrafões de plástico.

Curiosamente, aqui verifica-se a existência de um elevado número de pequenos recipientes de plástico, próprios para o transporte de sal, um produto normalmente utilizado por aquelas pessoas que se dedicam à apanha das navalhas, na outra margem do Sado.

Por aquilo que nos é dado observar atendendo à enorme quantidade de recipientes agora dados à costa, somos levados a concluir que há um certo desleixo e falta de consciência ecológica por parte destas pessoas que se dedicam à apanha das populares e saborosas navalhas.

Ainda há poucas semanas foi desencadeada uma ação cívica de voluntariado no sentido de sensibilizar os apanhadores para este problema e de forma a evitar-se esta desagradável situação, o que por aquilo que nos é dado agora observar na Praia da Saúde terá todo o cabimento.

Sendo assim, parece que foram muitos os que ouviram mas foram certamente poucos os que escutaram e o Sado agora encarregou-se de nos lembrar.

Rui Canas Gaspar
2016-maio-10

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