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sábado, 4 de novembro de 2017

Quem quer fazer um pequeno exercício? 

Se olharmos para a entrada do Convento de Jesus, em Setúbal, verificamos que o mesmo se encontra a cerca de dois metros abaixo do nível da Avenida 22 de Dezembro. Certo?... 

Ora sabemos que a Ribeira do Livramento (agora encanada) passa ao lado deste monumento e quando o mesmo foi terminado em 1496, ou seja já lá vão 526 anos, o mesmo estaria seguramente a um nível ligeiramente inferior à cota de soleira. 

Em números redondos isso significa que aquela zona da baixa de Setúbal subiu em média 0,004 por ano. Pouca coisa, mas o suficiente para atingir os tais 2 metros. 

Se hoje ao olharmos para a beira-mar verificamos que a água está a uns escassos 0,50 (se tanto) para transpor a muralha, significa que se a cidade não tivesse alteado teríamos metro e meio de água, em altura, a invadir-nos, ou seja teríamos água salgada até ao Estádio do Bonfim. 

A questão que se coloca é simples. Ora se com as alterações climáticas os oceanos estão a subir com maior rapidez e se a cidade não subir na mesma proporção (pelo menos à beira-mar) o que é que vai acontecer a Setúbal dentro de alguns poucos anos? 

Pois quem souber que responda e, quem puder fazer alguma coisa que o faça! 

Rui Canas Gaspar 

2017-novembro-03 


www.troineiro.blogspot.com 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

“Quando chegar a hora da ação o tempo de preparação já passou”

Ao final da manhã de hoje, 28 de novembro de 2014, ainda se podiam ver dezenas de trabalhadores da Autarquia sadina e muitos sapadores bombeiros a remover toneladas de areias barrentas e lixo arrastado pela corrente desde a estrada de S. Luís, para a estrada dos arcos, na zona do Bairro de Montalvão, estendendo-se a devastação até à Avenida 22 de Dezembro.

Na retaguarda desta frente de trabalho, os Sapadores Bombeiros de Setúbal, com um camião tanque daquela Companhia procediam ao moroso trabalho de lavagem do pavimento.

As zonas habitualmente mais castigadas pelas cheias e que se temia virem a ser afetadas efetivamente não o foram, tendo as águas vindas da Ribeira do Livramento mais as captadas na cidade e canalizadas para a mesma sido escoadas normalmente.

O problema desta vez deu-se, ao que parece, devido a entupimento na zona de entrada do encanamento da ribeira que vindo da Serra de S. Luís passa junto ao Rio da Figueira, daí que a zona do novo McDonalds fosse das primeiras a ser inundada quando ainda não se tinha atingido o pico da chuvada.

Se, de facto, os Serviços da Autarquia responderam com prontidão e em força numa atitude reativa o mesmo não se poderá dizer em relação à prevenção que deixa muito a desejar, e isto não é criticar por criticar, basta perder-se uns minutos e ir “meter a cabeça” nas duas principais linhas de água que vêm sair no centro da cidade, para verificar o seu estado.

Por outro lado, se dermos uma volta pela cidade analisando o estado das sarjetas, compreenderemos ainda melhor o porquê das coisas acontecerem.

Desta vez também não vamos culpabilizar o Sado porque o coitado não teve nada teve a ver com o assunto, porquanto as águas podiam escoar para o mesmo, dado que a maré já estava na vazante.

Há muito que aprendi e tento colocar em prática na minha vida, embora nem sempre o consiga fazer: “Quando chegar a hora da ação o tempo de preparação já passou”. Era bom que outros meus conterrâneos, governados e governantes tentassem fazer o mesmo assim podia ser que se evitassem males maiores.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-28