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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Festas em honra de Nossa Senhora de Troia
De 20 a 22 de agosto de 2016

Nos últimos anos as festividades em honra de Nossa Senhora de Troia ganharam maior incremento agora com a participação não só dos varinos, mas de toda a comunidade piscatória e turístico-marítima de Setúbal.

No atual cortejo fluvial, podemos ver incorporadas as mais diversas embarcações: desde as da pesca artesanal às de pesca desportiva, passando pelos barcos de recreio de pequeno e médio porte. Também as embarcações das empresas marítimo-turísticas e motas de água incorporam-se no colorido cortejo que chega a juntar mais de uma centena de todo o tipo.

Tudo começa com uma cerimónia religiosa na Igreja de São Sebastião. Seguidamente organiza-se um cortejo composto de vários andores, levados em ombros quer por homens quer por mulheres.

Em procissão e ao som da banda de música, descem aquelas estreitas e íngremes ruas das Fontainhas dirigindo-se para o cais junto ao rio, a fim de, na Doca do Comércio poderem embarcar nos mais diversos barcos que aí os aguardam.

O cortejo desloca-se ao compasso da banda que sempre acompanha o círio de Nossa Senhora de Troia. Em andores ornamentados, carregados aos ombros são levadas outras imagens da devoção dos pescadores: São Pedro, Sagrado Coração de Jesus, São Vicente Paulo, São Sebastião, Menino Jesus de Praga, Anjo de Portugal, São José e Nossa Senhora da Conceição são as imagens que serão colocadas à proa de alguns barcos, pré selecionados pela organização do evento.

Em Troia, as famílias que ali ficarão acampadas fizeram a prévia inscrição junto da organização e agora chegadas à Caldeira montam as suas tendas no espaço determinado para o efeito.

O clima é de festa, de partilha, de comes e bebes, sendo o peixe grelhado o alimento mais consumido e a cerveja é a bebida que já vai substituindo o bom vinho da região.

Rui Canas Gaspar

2016-agosto-12

terça-feira, 19 de agosto de 2014


O “Ti João” se fosse vivo faria este ano 100 anos

Se perguntarem aos habitantes de Setúbal quem foi João Maria Afonso Lopes, provavelmente a maior parte deles diziam não conhecer. Se se dissesse que até foi atribuído o seu nome a uma rua da nossa cidade, lá para os lados da Azeda, muitos deles encolheriam os ombros.

Mas se formos para as bandas das Fontainhas, Bairro Santos Nicolau e grande parte da zona nascente da cidade e perguntarmos se alguma vez ouviram falar do “João Sacristão” provavelmente ouviríamos como resposta: “ele é meu padrinho”.  De facto, o “ti João” como eu e muitos dos escuteiros gostávamos de o tratar apadrinhou centenas, ou milhares de crianças que foram batizadas na Paróquia de São Sebastião.

Tratava-se de um homem dinâmico e empreendedor, de estrutura franzina, mas muito rijo, que dedicou grande parte da sua vida à paróquia de S. Sebastião, em Setúbal.

A quase todos os seus 8 filhos proporcionou a educação e formação adequada para que pudessem singrar na vida.

Residindo em Setúbal nas instalações anexas à Igreja de S. Sebastião, onde hoje funcionam os agrupamentos de escuteiros terrestres e marítimos a certa altura decidiu fazer a sua própria casa e foi ele que deitou mãos à obra e com toda a família edificaram uma casa junto à “barreira” posteriormente demolida para ser construída a avenida onde hoje assistimos à popular Festanima”.

Se hoje temos a Festa da Troia a ele se deve, tal como se deve a este dinâmico homem o nicho a Nossa Senhora do Cais, à beira-rio e a capela no bairro do Faralhão, de entre outras iniciativas.

Se o “ti João” fosse vivo faria este ano 100 anos e acreditem que são muitos os setubalenses que guardam uma grata recordação deste homem simples que soube ajudar os mais necessitados como ninguém e que foi um exemplo de um excelente chefe de família.

Rui Canas Gaspar
2014-agosto-19