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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Os mórmons disponibilizaram terrenos para a construção de avenidas em Setúbal 

A Câmara Municipal de Setúbal e A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias deram por concluído o processo negocial de cedência dos terrenos propriedade desta Igreja, necessários à construção da ponta final da avenida em construção na várzea de Setúbal.

A Igreja tinha adquirido em 2005 a Quinta da Azedinha, que em tempos idos teria pertencido à família do poeta Bocage, com o objetivo de ali construir uma capela atendendo a que as instalações que dispunha na cidade de Setúbal se mostravam insuficientes.

Mais tarde, apareceu a ideia de se construir o Parque Urbano da Várzea e com ele a nova avenida no sentido longitudinal e outra de atravessamento entre a Avenida dos Ciprestes e a zona das Amoreiras, perto do Lidl.

Os terrenos da ponta final das novas projetadas avenidas, entre a última vivenda e os armazéns existentes, são propriedade da Igreja SUD, cujos membros também são conhecidos por mórmons e que agendaram para este ano o início da construção da sua nova capela.

O edifício a construir, de características internacionais, é polivalente sendo destinado ao culto dominical, a aulas de religião cristã, a atividades de carater social e também desportivas.

Espaços verdes e zona de estacionamento automóvel também estão projetados para apoiar o novo equipamento religioso, cuja construção tal como a aquisição dos terrenos são integralmente suportados por aquela Igreja presente em Setúbal desde 1975, dispondo de duas congregações locais.

As capelas mórmons são igualmente projetadas e construídas para em caso de necessidade serem postas ao serviço da população na área da Proteção Civil, aquando de cataclismos, nomeadamente tremores de terra, tempestades destruidoras ou outros sinistros.

O lançamento da primeira pedra do novo edifício que conjuntamente com a zona envolvente irá dar maior beleza a esta porta da cidade para quem vem ou vai para Palmela tem data agendada para o sábado dia 25 de março de ste ano de 2017.

Rui Canas Gaspar

2017-fevereiro-12


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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Neste momento todos deveremos ser voluntários

Com os fogos a deflagrar um pouco por todo o lado ninguém se pode dar ao luxo de ignorar a situação e desresponsabilizar-se de prestar a necessária ajuda de acordo com as suas possibilidades.

E se nem todos podemos, por este ou por aquele motivo ser bombeiros voluntários, ou profissionais, todos nós temos obrigação de ajudar ativamente os soldados da paz com o nosso contributo, mais que não seja levando-lhes uma garrafa de água.

É simples, vá ao supermercado, compre a água ou fruta que as suas possibilidades financeiras permitirem e leve ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Setúbal, vai ver que ao invés de ficar mais pobre ficará certamente mais rico.

Isto foi o que fez hoje um grupo de amigos setubalenses (membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) que se juntaram e formaram uma coluna de apoio com cinco viaturas, foram ao supermercado pouco antes do encerramento e adquiriram fruta (bananas e maçãs) algumas centenas de garrafas de água de litro e meio, esgotando o stock que estava disponível ao público daquela marca e foram entregar tudo no quartel dos B.V.S.

Embora estejam ativos alguns fogos à volta de Setúbal, o facto é que os setubalenses enviaram para o norte do país viaturas para socorrer aquelas pessoas que se estão a ver a braços com tantos incêndios.

Outras viaturas preparam-se para partir de forma a substituir as que as antecederam e estas levarão consigo água e fruta para os soldados da paz e para a população carenciada destes produtos.

Depois de ler esta nota se lhe for possível contacte os seus amigos e em grupo vão adquirir água e fruta e entregar aos bombeiros, se não o desejar fazer acompanhado, vá só ao supermercado, compre e vá entregar.

Achei curiosa e apreciei a reação de um grupo de jovens bombeiros voluntários setubalenses que vieram sorridentes agradecer ao grupo de apoio a dádiva que acabavam de receber.

Nós é que agradecemos a estes generosos homens e mulheres que se afadigam no combate às chamas tentando proteger pessoas e bens. Por isso não é demais chamar a atenção para o apoio que eles precisam e que qualquer um de nós pode dar.

Por tudo isto, em vez de falar, faça, eles agradecem e nós também.

Rui Canas Gaspar
2016-agosto-09

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terça-feira, 3 de maio de 2016

Uma nova capela mórmon vai ser erigida em Setúbal

Para quem chegar a Setúbal, vindo pela Estrada de Palmela, deparar-se-á em breve com uma bela construção erigida no local onde durante anos esteve um amplo terreno, outrora conhecido por Quinta da Azedinha.

Esta quinta é propriedade de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias que há mais de uma dúzia de anos a adquiriu com o objetivo de ali construir uma capela a qual deverá substituir a vivenda adaptada ao culto, existente na Avenida General Daniel de Sousa.

O antigo local de culto da congregação, residente na zona poente da cidade, a funcionar há mais de três décadas, já não reúne as necessárias condições em termos de espaço interior e sobretudo de estacionamento automóvel.

Está agendado o Outono de 2016, para o início da construção, sendo na ordem dos 14 meses o tempo estimado para a conclusão da empreitada.

Na construção da nova capela os mórmons vão utilizar apenas cerca de metade da sua propriedade disponibilizando o restante para as vias rodoviárias envolventes e um enorme espaço para a Reserva Agrícola Nacional, terreno que irá ser utilizado como jardim, no âmbito do PUV (Parque Urbano da Várzea) que se encontra em construção e que depois de concluído ficará a constituir o maior pulmão verde da cidade sadina.

Técnicos da Igreja têm tido reuniões frequentes com a Câmara Municipal de Setúbal, de forma a acertar todos os pormenores para que o espaço ocupado fique o mais bem integrado possível nesta nova zona em desenvolvimento.

A nova capela mórmon terá várias salas de aulas e um salão com capacidade para cerca de 350 pessoas e será equipada com o que há de mais moderno em termos de poupança energética e de aproveitamento de águas, sendo também usado um tipo de pavimento no exterior que permite a máxima absorção das águas pluviais.

Este tipo de edifícios mórmons, muito bonitos e funcionais, são projetados para funcionar como local de culto, de atividades sociais e para servir a comunidade em caso de emergência, de que são exemplos os últimos terramotos ocorridos no Equador e no Japão, onde capelas S.U.D. foram transformadas rapidamente em abrigos e hospitais e colocadas ao serviço da população.

A nova construção será uma mais-valia não só para as centenas de cristãos, santos dos últimos dias, setubalenses, como para esta zona da cidade que ficará com um aspeto muito mais agradável, graças ao novo edifício que ali irá ser erigido, custeado integralmente pela Igreja.

Rui Canas Gaspar
2016-maio-03

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domingo, 20 de março de 2016

Os mórmons vão contribuir para uma Setúbal mais bonita

Foi hoje anunciado no decurso das reuniões dominicais levadas a efeito na congregação religiosa designada por Setúbal I (zona poente de Setúbal) o aviso de que foi aprovado pela Câmara Municipal de Setúbal o projeto de construção da nova capela de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, edifício que virá a substituir a moradia adaptada a culto, situada na Avenida General Daniel de Sousa.

Os membros desta Igreja reúnem nesta antiga vivenda desde há 36 anos e antes de a terem adquirido  reuniam-se  numas dependências na Quinta de São Joaquim.

As instalações utilizadas por esta congregação mórmon tornaram-se insuficientes pelo que a Igreja tomou a decisão de avançar com a construção de um bonito edifício religioso a ser implantado num amplo terreno que possui há vários anos, designado por “Quinta da Azedinha”, na Estrada dos Ciprestes, frente à antiga “Central das Águas” entre a última moradia e os armazéns existentes.

Esta decisão de AIJCSUD conjugada com a aprovação camarária vem viabilizar os trabalhos já iniciados naquela zona, porquanto os mórmons cedem à cidade o terreno para a construção de duas avenidas. A que atravessará a várzea entre a dos Ciprestes e os “Pelézinhos” e o espaço onde terminará a avenida já em construção paralela à dos Ciprestes.

Com esta decisão das partes e de acordo com o esboço daquilo que se pretende venha a ser construído, poderemos constatar que a volumetria a erigir pela Igreja será bem menor do que aquilo que a Autarquia preconizava neste esboço, privilegiando os mórmons os espaços verdes envolventes ao seu edifício em detrimento do betão.

Outra particularidade que nos desperta a atenção é que, dado tratar-se da zona terminal das novas avenidas, ali serão construídas duas rotundas e o tráfego complicado que se tem vindo a verificar nos últimos tempos naquela zona diluir-se-á, sendo que a fluidez de trânsito deverá ser assinalável.

Para quem não conhece a zona recomendo o visionamento do projeto, tendo em atenção que o local que me estou a referir e onde a partir do outono irá ser iniciada a construção da nova capela mórmon se situa junto à avenida (diagonal) onde se previa a construção de dois edifícios.

O tempo previsto para a edificação da nova capela será de seis meses, pelo que se tudo correr conforme projetado, quando se iniciar a próxima Primavera iremos encontrar a entrada de Setúbal, para quem vem de Palmela com um novo e agradável visual.

Rui Canas Gaspar
2016-março-20

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domingo, 21 de junho de 2015

Vai ser construída em Setúbal uma bonita capela SUD

Perante algumas centenas de membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias, também popularmente conhecidos por mórmons, reunidos no amplo auditório propriedade da Igreja Católica, Paróquia de Nossa Senhora da Anunciada, foi anunciado no domingo, 21 de junho deste ano de 2015 que a sede mundial da Igreja tinha dado luz verde à construção da capela, que irá substituir as instalações da congregação sedeada na zona poente da cidade.

Designada entre os SUD por Ala 1, as instalações da Avenida General Daniel de Sousa, adquiridas há mais de três dezenas de anos, mais não são do que uma adaptação para o culto de uma ampla e antiga moradia familiar, implantada numa área de 900 m2.

Devido ao crescimento da congregação há muito que aquelas instalações não satisfazem as necessidades dos membros da Igreja e nem as constantes adaptações e melhoramentos conseguiram colmatar a lacuna da falta de espaço para as reuniões religiosas e sociais, bem como a notória ausência de lugares de parqueamento automóvel, o que não deixa de ser um outro problema.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é proprietária em Setúbal de um amplo terreno designado por Quinta da Azedinha, um espaço localizado junto à Avenida dos Ciprestes, entre a última vivenda e a área ocupada pelo conjunto de oficinas, frente às antigas instalações da Central das Águas, dispondo desde há vários anos de viabilidade de construção para a edificação da nova capela.

Com o anúncio do Parque Verde da Várzea e com a construção das novas Avenidas (uma paralela à dos Ciprestes e outra de atravessamento entre os Ciprestes e o Lidl, no Bairro do Liceu) verifica-se que a nova construção ficará entre três avenidas.

De salientar o facto de que a Igreja custeará as obras na totalidade, sem qualquer apoio estatal  e ainda deverá ceder à Autarquia sadina o terreno para a construção da ponta final destas duas novas avenidas cujos trabalhos, na zona a sul, já se encontram quase terminados.

Os “mórmons”  fazem uma clara distinção entre templos e capelas, nestas últimas procede-se às reuniões dominicais e às mais variadas atividades sociais e de ensino ao longo da semana, sendo os edifícios construídos de forma a poderem eventualmente servir para apoio à população em caso de declarada emergência.

Os templos são estruturas maiores destinadas a outro tipo de ordenanças sagradas não existindo algum em Portugal, por enquanto, embora a Igreja disponha já de uma ampla propriedade junto ao Paço do Lumiar, em Lisboa, para a sua edificação.

Tão logo estejam reunidas as condições técnicas e administrativas por parte da Câmara Municipal de Setúbal, iniciar-se-á a construção de um belo edifício religioso, rodeado de um amplo e bonito jardim e dotado de adequado parqueamento, que para além de servir uma parte da população cristã setubalense que professa a fé mórmon, em muito irá contribuir para o embelezamento de uma das entradas da cidade de Setúbal.

Rui Canas Gaspar
2015-junho-21
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segunda-feira, 9 de março de 2015





Jovem mórmon setubalense vai servir missão no Japão
Os rapazes membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias devem doar dois anos do seu tempo ao serviço missionário, enquanto as raparigas são incentivadas a fazerem igual missão por 18 meses.
Os jovens depois dos 18 anos submetem o seu pedido para o serviço missionário, sem escolher para onde querem ir e, a Primeira Presidência da Igreja, designa-lhes onde devem servir.
Estes jovens missionários não auferem qualquer salário pelo seu serviço. A Igreja coloca-lhes à disposição a verba suficiente para se alimentarem e pagarem o seu alojamento. Esta verba do Fundo Missionário é suportada pela própria família, a congregação onde o jovem pertence, ou pelos fundos gerais da própria Igreja.
Cada Missão tem normalmente entre 150 a 200 jovens e é dirigida por um casal, sendo que neste momento são na ordem de 90 mil os missionários que servem em qualquer parte do mundo.
No dia 21 de Abril o jovem João Silva, filho de dois conhecidos enfermeiros setubalenses, deverá apresentar-se no Centro de Treino Missionário, em Provo, nos Estados Unidos da América, onde após uma curta estadia seguirá para o Japão para servir na Missão Nagoya.
São vários os jovens setubalenses que neste momento estão a servir em diversos territórios estrangeiros, mas para o país do sol nascente é a primeira vez que um filho desta terra, membro de A Igreja dos Santos dos Últimos Dias, parte para cumprir uma missão.
Os missionários mórmons no Japão são também convidados a cumprir tarefas de serviço voluntário de apoio à população, quando necessário, porquanto se trata de um território frequentemente afetado por cataclismos naturais, com especial destaque para os tremores de terra.
Não há dúvida que para o João o maior desafio é num curto espaço de tempo aprender a comunicar em japonês, atendendo a que a sua ação será de proselitismo, num país de mais de 127 mil membros pertencentes a uma Igreja que se encontra em praticamente todo o mundo e conta com mais de 15 milhões de cristãos.
Mas se o Bowling de Setúbal, onde com certa frequência encontramos o sorriso e a boa disposição do João ficará agora um pouco mais tristonho o mesmo não irá acontecer com o povo japonês que ao longo de vários meses passará a contar com um rasgado e natural sorriso setubalense.
Rui Canas Gaspar
2015-março-09
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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Repondo a verdade histórica sobre a Igreja em Setúbal

Ultimamente tenho andado às voltas com a investigação de elementos que me permitam compilar os necessários elementos de forma a poder apresentar algo sobre a história das mais de nove décadas de vida de uma coletividade setubalense, o São Domingos Futebol Clube.

Na busca de elementos históricos, hoje retirei da minha biblioteca o livro da autoria de Francisco Lobo, intitulado História de Setúbal 1974 a 1986, editado em 2008, tendo por objetivo dar uma olhadela e ali tentar encontrar algo para o trabalho que tenho em mãos.

Logo após a revolução de 25 de abril de 1974 era Francisco Lobo Presidente da Câmara Municipal de Setúbal e eu servia como Secretário Regional Financeiro do Corpo Nacional de Escutas. Nesse tempo, chegamos a ter conversações sobre a sede regional adquirida pelo C.N.E., instalações que ele conjuntamente com os mais altos dirigentes escutistas e líderes políticos e religiosos setubalenses haveriam de inaugurar.

Ainda hoje, quando nos cruzamos na rua reconhecemo-nos e cumprimentamo-nos  respeitosamente, até porque o tenho como pessoa de bem.

Ao folhear o livro deparo-me com uma situação deveras surpreendente e atendendo à obra que é, convém que haja o devido esclarecimento para que a História de Setúbal, não fique deturpada, pelo menos neste aspeto.

Na página 153 sob o título A Proliferação das Religiões em Setúbal podemos ler o seguinte:

“Até ao 25 de Abril de 1974 a única religião autorizada no País era a Católica. Depois dessa data surgiram as mais diversas religiões existentes no Mundo, assim como seitas religiosas que foram ganhando alguns adeptos. Tal abertura preocupou os responsáveis pela Igreja Católica, preocupação esta bem evidenciada nos discursos da altura.

Algumas destas seitas têm objetivos fundamentalmente políticos, como os desenvolvidos pelos Mourmons  - Nosso Senhor Jesus Cristo e dos Santos dos Últimos Dias -  cujo seu mentor, um americano, não esconde a finalidade de incluir nos propósitos do movimento o combate ao comunismo em qualquer parte do mundo.

A chegada a Setúbal desta seita verificou-se nas proximidades dos anos oitenta, quando se instalaram numa das vivendas da Avenida General Daniel de Sousa.  Um dia pediram-me uma reunião para se apresentarem. Da conversa havida tomei conhecimento de alguns aspectos da sua formação organizativa.

O trabalho de conversão de fiéis, em cada País, é feito por grupos de jovens provenientes de outros países que procuram atrair adeptos, fundamentalmente, numa auscultação porta-a-porta. A sobrevivência das organização resulta, unicamente, da comparticipação dos fiéis. Tudo isto foi-me dito nessa visita. Tal declaração levou-me a perguntar-lhes quantos fiéis já tinham em Setúbal, ao que me responderam que tinham à volta de 180.

Como é que com tão poucos fiéis conseguiram adquirir uma vivenda luxuosa, andam bem vestidos, e bem alimentados, como parece?, perguntei, acrescentando – se é aquilo que consta, organizações, principalmente dos EUA, que têm como  objetivo o combate ao comunismo, são os grandes suportes financeiros desta religião, não é verdade? Claro que a conversa não foi mais além.”

O texto continua referindo-se aquele antigo Presidente da Câmara, membro do Partido Comunista, a uma outra passagem, desta vez com os membros da fé Bahá’i.

No que se refere à A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, cujos membros também são conhecidos por mórmons, devido ao Livro de Mórmon que usam como complemento da Bíblia Sagrada, convém dizer que se trata de uma Igreja restauracionista organizada em 6 de abril de 1830 que só teve autorização para entrar em Portugal após a revolução de 25 de abril de 1974 e que chegou a Setúbal em 27 de agosto de 1978, ocorrendo as primeiras reuniões numa casa existente na Quinta de S. Jerónimo, à saída de Setúbal.

No dia 1 de junho de 1980 a congregação inauguraria as instalações na Avenida General Daniel de Sousa, adquiridas pela Igreja, com fundos próprios, um local onde ainda hoje funciona uma das congregações SUD setubalenses.

De notar que os membros setubalenses (nem todos os filiados portugueses juntos) alguma vez teriam capacidade financeira para adquirir estas e outras instalações, porém a política de aquisições imobiliárias para as congregações espalhadas por todo o mundo é gerida a nível mundial pela sede da Igreja.

Depois, é bom notar que o clima que se vivia em Portugal nesses conturbados anos pós revolução e numa altura de “guerra fria” entre os EUA e a então União Soviética era propícia a este tipo de pensamento por parte da generalidade da população e particularmente pelos filiados no Partido Comunista.

Se os jovens missionários mórmons (oriundos de Portugal e dos mais variados países do mundo) não conseguiram elucidar devidamente o então Presidente da Câmara, fica agora pelo menos esta achega para que a verdade histórica seja reposta.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-11

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