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sexta-feira, 1 de maio de 2020


Será bom sinal se a Proteção Civil não vier a necessitar dela 

Está praticamente concluída a nova capela de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias localizada no extremo norte do futuro Parque Urbano da Várzea, em Setúbal. 

Construída num amplo terreno, propriedade da Igreja, as novas instalações ocupam cerca de metade do mesmo tendo cedido o restante à autarquia sadina para construção de arruamentos e integração no  próprio parque verde. 

Quando estas instalações começarem a funcionar para ali serão transferidas as congregações sediadas na Avenida General Daniel de Sousa e também a da zona da Camarinha. 

A nova capela segue o padrão internacional e a exemplo das muitas milhares de outras construídas ultimamente em Portugal e no estrangeiro a sua arquitetura está adaptada não só ao culto como também a atividades sociais e a eventualmente poder ser transformada num polo de apoio à Proteção Civil em caso de emergência. 

A título de exemplo é bom saber que em várias partes do mundo, com especial destaque para o Brasil, várias capelas SUD estão já a apoiar os diferentes hospitais que se encontram sobrelotados.
Em Portugal a  Igreja já doou vário equipamento médico e de proteção para os hospitais e diversas das suas capelas estão colocadas como unidades de reserva pela Proteção Civil sendo que em Setúbal é a capela localizada na zona do Bairro da Camarinha aquela que pelas suas características ficou integrada nesta listagem para uma eventual situação de emergência devido ao COVID 19 
.
Devido à situação gravosa que o Mundo em geral atravessa as ações de culto nas capelas estão suspensas e ainda não há data assinalada para as “portas abertas” desta nova unidade que irá servir os cristão SUD setubalenses. 

Rui Canas Gaspar
Troineiro.blogspot.com
2020-maio-01

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Em Setúbal vamos construir o PUV ou ficamos pela metade? 

Alegrei-me ao ler ontem a notícia publicada pelo “Diário da Região” apresentando o leque de intenções para estes próximos quatro anos de novo mandato da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, porquanto gosto de ver a minha terra progredir. 

Embora existam ali, a meu ver, obras que considero não prioritárias, o facto é que o executivo tem a legitimidade democrática atribuída pelos votos expressos nas urnas e como tal tenho de respeitar as suas opções. 

O que me deixou apreensivo foi ler que no tocante ao Parte Urbano da Várzea se propõe construir as bacias de retenção de águas pluviais e, ponto final. 

Pensava eu que era neste mandato que finalmente se iria defender a cidade do ponto de vista ambiental, construindo de vez o PUV, atendendo a que aquele espaço constitui a última fronteira entre o betão e a natureza. Mas será que nestes 4 anos apenas ficarão contempladas, a fazer fé na notícia, as bacias de retenção? 

Então e o restante da avenida já começada? E a avenida de atravessamento junto aos “pelézinhos”? E a recuperação de alguns dos antigos equipamentos agrícolas? E a ciclovia envolvente? E a recuperação do emblemático mirante da Quinta da Azeda? E o mais importante, a plantação de árvores e plantas, ofertadas pela Portucel, conforme oportunamente anunciado? 

Faço votos para que o PUV seja uma realidade neste mandato da presidente Dores Meira, pois ele poderá representar a cereja em cima do bolo e ela poderá então sair pela porta grande. 

Que este não só útil como necessário projeto, que é também uma importante arma antipoluição, não fique no papel como aconteceu outros já anunciados com pompa e circunstância e que não passaram apenas e só de boas intenções. 

A nossa terra tem condições para ser uma cidade verde e necessita disso como pão para a boca, atendendo à malha industrial de que dispomos. Os bosques urbanos são uma forma de melhorar as condições de habitabilidade e de bom ambiente nas cidades. 

A imagem da várzea, despida de árvores, captada neste mês de outubro de 2017, quando o país perdeu boa parte da sua mancha verde, foi uma gentil oferta que o amigo Ricardo Ramoz, da Droneworldview me fez. 

Gostaria que em outubro de 2021 idêntica imagem fosse captada do mesmo ângulo mostrando não uma imensa zona despida de verde mas sim repleta de verde e onde os projetados lagos fossem  igualmente uma realidade. 

Setúbal tem necessidade deste pulmão verde, temos capacidade para o fazer, temos condições para o concretizar, não nos fiquemos apenas pelas boas intenções, ou por trabalhos começados e não acabados. 

Rui Canas Gaspar 

2017-outubro-20 


www.troineiro.blogspot.com