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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

SETÚBAL NÃO PÁRA 

Apetece-me cantarolar aquela popular marcha setubalense:

Vejam Setúbal, tirem a prova
Das Fontainhas,  do Castelo à Fonte Nova

Porque a minha vida me obriga a deslocações um pouco por toda a cidade, hoje reparei que mais um edifício foi estupendamente recuperado no degradado Bairro de S. Domingos, frente à ponte que dali dá acesso à Avenida Luísa Todi, parecendo-me ter como destino um hostel.

Em frente, os muros de acesso ao miradouro estavam a ser rebocados e as paredes pintadas dando um aspeto bem mais agradável àquela muito apreciada e visitada zona do Miradouro de S. Sebastião.

Um pouco mais acima à entrada da autoestrada reparei que a decoração alusiva à cidade europeia do desporto já estava retirada e a obra de arte com o nome da cidade estava devidamente colocada, agora com mais visibilidade que antes.

No Monte Belo equipas de trabalhadores avançam em força com as obras do Burger King e até no enorme muro das antigas instalações da Junta Autónoma das Estradas, uma equipa de pessoal da autarquia pintava aquele inestético espaço completamente grafitado.

Já cá em baixo, à entrada da Av. Luísa Todi, frente ao Leo, os separadores  plásticos foram finalmente substituídos por pinos definitivos tendo o espaço interior sido decorado com floreiras.

De facto ainda há muito por fazer, a cidade também não é nenhuma aldeola  e, como tal, como diz o nosso povo “quanto maior é a nau, maior é a tormenta”.

 Muita coisa foi sendo protelada ao longo de vários anos, mas é indiscutível que se assiste a uma recuperação patrimonial quer por parte da autarquia, quer por parte de particulares e a um esforço de embelezamento como não me lembro de alguma vez ter assistido em Setúbal.

Vamos continuar neste caminho, se queremos atrair mais turistas e, como tal, criar mais postos de trabalho para se produzir mais riqueza e consequentemente diminuir impostos que tanto nos afligem.

Rui Canas Gaspar

2017-janeiro-06

sábado, 17 de outubro de 2015

Até quando as obras em Setúbal não acautelarão o automobilista?

O dia está cinzento embora a temperatura em Setúbal, pouco depois da hora do almoço aponte para os agradáveis 19 graus.

De vez em quando lá cai uma bátega de água, nada que origine até agora grandes estragos a não ser as naturais infiltrações pelos mais diversos motivos.

As rajadas de vento fizeram com que algumas árvores viessem parar acima de viaturas estacionadas, cartazes publicitários foram arrancados e dezenas de tarjas propagandísticas da CDU que ainda se encontravam afixadas aos postes de iluminação foram igualmente alvo da força do vento, vindo parar ao meio da via.

No Sado, o vento transformava o nosso calmo e belo rio azul, fazendo que a forte ondulação de sueste, empurrasse o EVORA contra o cais nº 1 e, embora tenham sido tomadas todas as precauções devido ao anunciado “mau tempo” o facto é que os grossos pneus de camião que protegem o barco do embate da muralha mais pareciam pneus de bicicleta, tal a pressão a que estavam sujeitos.

Nada disto apanhou alguém responsável desprevenido. Presentemente temos avisos do serviço de meteorologia nacional e vários e confiáveis sites de internet que ajudam aqueles que têm responsabilidades a tomar decisões, depois de tomadas, seja o que Deus quiser.

E, é por isso mesmo, que continuo a não compreender como é que se continua a repetir a mesma situação, que já aqui comentei há quase um ano, dos condutores junto ao Centro Comercial Alegro terem de fazer provas de obstáculos para não embaterem contra os separadores de plástico, utilizados naquelas “obras de Santa Engrácia”.

Passado e ultrapassado tanto tempo de obras na Avenida Antero de Quental será que o empreiteiro ainda não conseguiu perceber que aqueles objetos de plástico são ocos, têm um buraco em cima para encher com água ou areia, tornando-os mais pesados e pinos macho e fêmea para se ligarem uns aos outros e desta forma não “voarem” para a faixa de rodagem?

Será que os responsáveis pela fiscalização municipal só têm olhos para os pequenos delitos, ou delitos dos mais pequenos, enquanto estas enormes burrices, que estão à vista de qualquer cego, lhes passam ao lado?

Até quando vamos ter de aturar esta situação de termos um empreiteiro tão inteligente que não é capaz de ligar duas peças e uma fiscalização que pelos vistos terá necessidade de oftalmologista.

Ainda agora o “mau tempo” começou e se não forem tomadas medidas imediatas e adequadas algum dia haverá um acidente bem grave e depois que alguém não venha chorar lágrimas de crocodilo e a culpa morrer solteira.

Agora façam o favor de arranjar desculpas ou procurar culpados, cá por mim estão mais que identificados os prevaricadores, uns porque fazem e outros porque deixam fazer!

Rui Canas Gaspar
2015-outubro-17

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Em Setúbal alguém vai ter de pagar um almoço de lagosta

O Centro Comercial Alegro – Setúbal, único shopping a abrir em Portugal após dois anos de interregno, é inaugurado hoje, dia 11 de novembro de 2014, dia em que por todo o país se comemora São Martinho e em que tradicionalmente se prova água-pé e se comem as deliciosas castanhas assadas.

No entanto, parece que há por aí, pelo menos  um amigo do grupo “Coisas de Setúbal” que devido a esta inauguração vai ter um lauto banquete, não das tradicionais sardinhas escorchadas mas de lagosta.

É que como bom setubalense e conhecedor do seu país apostou com outro companheiro que as obras exteriores que envolvem o Alegro não iriam estar prontas aquando da inauguração do centro comercial. De facto assim aconteceu, como o demonstrava a enorme fila de automóveis que entravam pela manhã a passo de caracol na cidade, pela A12, devido ao estrangulamento da inacabada via de acesso junto à nova enorme rotunda.

Na melhor das hipóteses, pelo menos durante um mês não deixaremos de ver máquinas e pessoal a laborar por aquelas bandas, dado que ainda falta muito por acabar ao nível dos arranjos exteriores, com pavimentos por concluir, vias por marcar, espaços por ajardinar e ligações por efetuar.

É claro que para ministro inaugurar, à última hora tentava-se dar um ar mais apresentável aos espaços envolventes, tentando marcar pavimentos inacabados para se poder pintar, enquanto máquinas e operários andavam numa roda viva.

Os convidados VIP chegaram ao novo Alegro – Setúbal, novinho em folha, certamente a cheirar às tintas e vernizes aplicados nas últimas horas enquanto cá fora os trabalhos abrandaram por hoje, para não dar mau aspeto ao ministro sua comitiva e demais convidados. Mas, a partir de amanhã dia em que o povo ali poderá entrar e gastar os parcos euros, eles certamente recomeçarão.

A tradição está aí para se manter e, tal como o São Martinho que este ano até antecipou o seu Verão para que se pudesse avançar com os trabalhos, o facto é que o atraso na obra está patente, como tal, alguém vai ter de pagar um almoço de lagosta e garanto que não serei eu…

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-11

www.troineiro.blogspot.com