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quarta-feira, 16 de março de 2016

O bonito painel do INATEL necessita de manutenção

O Sol nasceu, o galo cantou e os trabalhadores setubalenses iniciaram a sua labuta diária, parece ser a mensagem que nos transmite Júlio Santos, o artista ceramista que concebeu o belo painel que podemos admirar e se encontra colocado no alçado poente do edifício do INATEL em Setúbal.

Nascida em 1935, em pleno Estado Novo, como Federação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT) viria a mudar a sua designação, depois da revolução de 25 de abril de 1974, para Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres (INATEL).

FNAT ou INATEL são siglas de referência para muitos milhares de portugueses e estrangeiros que têm recorrido aos seus serviços ao longo dos anos para usufruir de forma mais económica e com qualidade do termalismo, turismo e lazer dentro e fora de Portugal.

Um pouco por todo o país a FNAT construiu edifícios alguns dos quais constituem referências marcantes na zona onde estão inseridos, tal como acontece em Setúbal, onde entre 1952 e 1954 foi erigido o edifício onde ao longo de décadas viriam a funcionar os seus serviços.

O autor do projeto deste imóvel foi o arquiteto João Simões e a obra foi realizada graças ao apoio da Direção de Urbanização de Setúbal, tendo a primeira fase ficado a cargo da empresa Tradel enquanto os acabamentos ficaram à responsabilidade dos empreiteiros João Cândido da Silva e Henrique Garcia.

Para decorar o exterior do edifício recorreu-se ao ceramista Júlio Zeferino dos Santos nascido em 1906 e falecido em 1969, que concebeu um grande painel cerâmico o qual foi colocado em 1956, num ponto alto do emblemático edifício, na empena virada a poente.

E é esse painel que passadas algumas décadas ainda podemos observar e admirar, embora o mesmo ao longo dos anos tenha sofrido algum desgaste.

Uma intervenção ao nível da manutenção nesta obra de arte é desejável para se evitar males maiores numa peça de rara beleza e simbolismo, atendendo a que se observam aqui e ali algumas mazelas.

Rui Canas Gaspar
2016-março-16
www.troineiro.blogspot.com


sábado, 4 de abril de 2015

“Abaixo a reação!”

Naqueles agitados anos setenta do século passado eram comuns as manifestações político/partidárias, sendo recorrente ouvir-se entre as formações de esquerda as palavras de ordem: “abaixo a reação” e “a reação não passará”.

Porém, estou em crer que foram poucos aqueles que gritavam os slogans e também aqueles que os escutavam que alguma vez se debruçaram sobre o significado de tais palavras.

No fundo o que se pretendia era manifestar a oposição a quem defendesse um regime de governo que não fosse afeto aos partidos ou grupos de esquerda.

Mas, em minha opinião, a reação não é nada mais do que uma manifestação de oposição a uma ação de que não gostamos e se a ação é lícita a reação também não o deixará de ser, embora esta apareça depois da outra.

Curiosamente passados dezenas de anos, regra geral, os políticos ainda não se habituaram à ação, mas continuam sintonizados para a reação, ou seja, em vez de anteciparem um acontecimento, ou suas consequências, reagem perante uma qualquer ação.

Ao chegarem ao hotel do INATEL, na cosmopolita cidade algarvia de Albufeira, os turistas nacionais e estrangeiros depararam-se com um autêntico lago de águas estagnadas e mal cheirosas, sob as suas janelas, uma situação que deixava qualquer um boquiaberto, tanto mais que a unidade hoteleira é bastante procurada por famílias com crianças que procuram usufruir deste período de férias escolares.

Já aquela localidade se encontrava repleta de turistas nacionais e estrangeiros, quando ao fim de vários meses desta desagradável situação, que originou fuga de clientes daquela unidade hoteleira, chegaram finalmente duas máquinas da autarquia para solucionar o problema.

Na quinta-feira, dia 2 de abril de 2015, as águas estagnadas ficariam debaixo de umas toneladas de areia, um trabalho que poderia e deveria ter sido feito com antecedência, não fossem os autarcas algarvios responsáveis por Albufeira reagir seguramente a tantas reclamações.

Perante tanta inércia, sem dúvida que a Câmara Municipal de Albufeira prestou um péssimo serviço à promoção turística do País em geral e do seu concelho em particular, o que é por demais incompreensível, sabido que esta é a sua “galinha dos ovos de ouro”.

E porque eu continuo a gostar muito mais da ação do que daquela outra frase, é que, neste como em tantos casos como este, não me cansarei de gritar o velho slogan revolucionário: ”abaixo a reação’”.

Rui Canas Gaspar
2015-abril-04

www.troineiro.blogspot.com