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sábado, 27 de maio de 2017

Vá para fora cá dentro, de Setúbal pois claro! 

Quem pouco sai de casa e não dá umas voltas pela cidade dificilmente se dá conta do desusado movimento que por aqui cada vez se verifica com mais intensidade, quer de setubalenses quer dos forasteiros que cada vez são em maior número. 

Para aproveitar este fluxo não é pois de admirar que a alentejana Câmara do Redondo tivesse aqui vindo promover a sua festa das flores com um bonito e sugestivo pavilhão que implantou em plena Avenida Luísa Todi. 

Também neste fim-de-semana Setúbal decidiu honrar as flores com um verdadeiro festival e a cidade mais uma vez animou-se com muita gente nas ruas da baixa, quer durante o dia quer à noite onde a música e a dança teve lugar. 

Curiosamente tive oportunidade de verificar a existência de várias excursões que demandaram a nossa cidade vindas de vários pontos do país e do estrangeiro. Mas, o mais curioso foi também ver passear pela cada vez mais cosmopolita Setúbal, africanos usando as lindas vestes típicas do Senegal, indianas com os seus saris e até outro tipo de turistas/aventureiros que deslocando-se de bicicleta percorrem o mundo, sem esquecer a bela Setúbal. 

E foi precisamente à frente da vetusta e popular Mercearia Américo que os exóticos viajantes pararam para se abastecerem naquela casa que funciona de manhã à noite, todos os dias do ano. 

Setúbal é de facto uma terra que urge partir à descoberta, inclusive por alguns dos próprios setubalenses de nascimento ou de adoção que certamente muito terão ainda para conhecer, recomendando-se por isso o velho slogan propagandístico e que tão bem aqui se adequa: “Vá para fora cá dentro” . 

Rui Canas Gaspar 

2017-maio-27 


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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Parabéns ao jornal O SETUBALENSE 

É com muita satisfação que daqui endereço os meus melhores e sinceros parabéns ao jornal O SETUBALENSE pela excelente iniciativa do publicar e distribuir gratuitamente uma revista, conjuntamente com a sua edição de sexta-feira, 3 de junho de 2016.

A “revista o setubalense” não é um trabalho qualquer, ele tem uma ótima apresentação, foi impressa em papel de excelente qualidade de forte gramagem e apresenta-se com um conteúdo muito bem cuidado e diversificado.

Trata-se de um excelente contributo para a divulgação da nossa terra, promovendo as nossas coisas e dando assim uma mãozinha ao setor turístico local.

De salientar que alguns dos textos se apresentam redigidos  em português e inglês, pelo que a revista poderá também constituir um veículo promocional junto daqueles que não conhecendo a língua de Camões, dominam a língua quase universal que é o inglês.

A revista não pode ser vendida. Ela é distribuída gratuitamente conjuntamente com o jornal, o qual tem um custo simbólico de 50 cêntimos, pelo que recomendo que se apressem a adquirir o vosso exemplar antes que se esgote.

Nunca é demais enaltecer o trabalho de todos aqueles que se esforçam, nas mais diferentes áreas de atuação, de forma a potenciar as maravilhas desta encantadora região do rio azul.

Obrigado jornal O SETUBALENSE na pessoa do seu proprietário, editor e demais colaboradores que nos proporcionaram mais este excelente miminho.

Rui Canas Gaspar
2016-junho-03

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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A indústria da guerra passa o testemunho para a indústria da paz

Em 11 de novembro de 1918 a bordo de um vagão-restaurante parado na floresta de Compiègne, França,  militares das forças aliadas assinavam com os seus camaradas alemães um tratado que tinha como objetivo encerrar as hostilidades na frente ocidental da Primeira Guerra Mundial, depois da Europa estar destroçada e milhões de pessoas terem perecido.

Milhares de jovens portugueses morreram além-fronteiras naquele grande conflito mundial e em sua memória foram erigidos monumentos um pouco por todo o país.

Em Setúbal também existe um obelisco em memória dos seus combatentes e foi ali na base daquele monumento que hoje, 11 de novembro de 2015, foram depositados vários ramos de flores numa homenagem aos militares falecidos em combate.

Um pelotão militar vindo de Vendas Novas, fez a guarda de honra. Não eram militares de uma qualquer Unidade sedeada aqui no concelho de Setúbal, porque por estas bandas há muito que não temos qualquer tropa ativa, pelo que podemos considerar Setúbal como um Concelho desmilitarizado.

Longe vão os tempos de vermos pela cidade militares aquartelados no  Quartel de S. Francisco, de Brancanes, do 11, ou nos fortes de Albarquel e de Outão, porque quanto ao de São Filipe já é de época mais remota.

Alguns dos espaços ocupados por essas Unidades militares encontram-se semiabandonados, exceção para o Quartel do 11 recuperado e transformado pela Câmara Municipal de Setúbal na Escola de Hotelaria.

O Convento (quartel) de Brancanes foi adquirido por particulares, enquanto o de S. Francisco encontra-se num miserável estado de abandono. Quanto ao forte do Outão, está para venda, embora completamente devassado e o de Albarquel já foi cedido à Autarquia sadina que se prepara para intervir com o imprescindível apoio de generosos mecenas. O Forte de S. Filipe encontra-se encerrado e vai ser alvo de profunda intervenção igualmente liderada pela C.M.S. na encosta onde se apoiam algumas das suas muralhas.

Tem sido pois graças à ação da Autarquia que temos vindo a recuperar alguma coisa deste importante património edificado que serviu para apoiar a guerra e agora se transforma para apoiar a indústria da paz, o turismo.

Setúbal, também no que concerne à recuperação do património militar está de parabéns, embora todos naturalmente gostássemos de ver mais e melhor.

Rui Canas Gaspar
2015-novembro-11

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sábado, 19 de setembro de 2015

Setúbal está mais cosmopolita

Ontem, 18 de setembro deste ano de 2015, passei pela Praça do Bocage e surpreendi-me com a quantidade de gente que falava outra língua que não a minha.

Eram turistas de língua francesa, castelhana e inglesa aqueles que mais escutei, enquanto isso numa recreação de mercado árabe, onde se comercializavam chás, especiarias, roupas, cabedais, perfumes, frutos secos e uma infinidade de outras coisas que normalmente encontramos pelo norte de África, escutava-se o linguajar dessas quentes paragens, o árabe.

No meu trajeto parei junto à “praça” o já mundialmente famoso Mercado do Livramento e vejo parar um autocarro de turismo de onde sairiam um grupo de turistas franceses e também eles lá se dirigiram para a Praça do Bocage.

Quase a chegar a casa, deparo-me com várias pessoas de porte atlético, falando castelhano. Deslocavam-se em cadeira de rodas. Notei que levavam uma raquete às costas, tratavam-se de atletas que estão em Setúbal a disputar o campeonato mundial de ténis em cadeira de rodas, ou seja o II Open Baía de Setúbal.

De facto esta cidade está a tornar-se de dia para dia mais cosmopolita e a sua beleza não passa despercebida a quem por aqui passa, nem àqueles que continuam a apostar no seu desenvolvimento.

Reparei também no cartaz que se encontra na obra em desenvolvimento, junto ao Largo da Ribeira Velha e ali consegui ler que aquele amplo espaço está destinado a um hostel, restaurante e serviços, sendo o tempo de duração da obra de seis meses. Quer isto dizer que no próximo ano a baixa estará mais animada, com mais gente que para ali se deslocará.

E em matéria de hostel, parece que as coisas não ficarão por aqui, é que um outro grande edifício no parte sul/nascente da Avenida Luísa Todi está com profundas obras em curso e ao que tudo indica o seu destino final será o mesmo.

Bem precisamos de alojamento para os turistas que cada vez em maior número demandam estas paragens, não esquecendo que muitos mais virão no próximo ano em que Setúbal será “cidade europeia do desporto”.

É claro que estou em crer que a Autarquia está atenta a este fenómeno e como tal acompanhará naquilo que lhe disser respeito, quer ao nível do embelezamento dos espaços públicos, da segurança e da necessária higiene da cidade.

Quanto ao resto, deixemos aos cuidados dos comerciantes, proprietários e setubalenses em geral, porque estes como é sabido são pessoas que sabem e gostam de acolher muito bem quem nos visita.

Rui Canas Gaspar
2015-setembro-19

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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Com a verdade me enganas


Nem tudo o que vemos publicado pela comunicação social é verdadeiro e devemos procurar informarmo-nos o melhor possível para não fazermos juízos errados ou formarmos opiniões erróneas sobre assuntos para os quais estamos a ser direta ou indiretamente induzidos em erro.

Por exemplo: Se eu vos disser que a foto ilustrativa deste texto, captada por mim mesmo, não foi manipulada e mostra-nos uma triste realidade que é uma das principais praias portuguesas, em Albufeira, no Algarve, no Verão, com apenas 3 pessoas e com todo o espaço disponível de espreguiçadeiras, poderemos facilmente concluir que o Algarve está “às moscas”.

Uma imagem vale mais que mil palavras e fui eu mesmo que fotografei, como tal isto é verdade. Que pena!...

E assim com a minha verdade se mais nada acrescentasse e se não tivéssemos outras fontes de informação ficaríamos com uma ideia absolutamente errada da realidade.

É que mesmo em meados de setembro poderíamos ver os hotéis daquela famosa zona balnear muito perto dos 100% ou seja, Albufeira estava a abarrotar de turistas nacionais e estrangeiros, curiosamente com uma elevada percentagem de franceses.

Então porque motivo a foto se apresenta assim quase sem ninguém embora estivesse um dia bonito? É simples, eu fotografei a praia perto das 09,00 horas e para quem está de férias no Algarve essa é uma hora bastante cedo porque geralmente  as pessoas deitam-se mais tarde, daí o resultado da imagem que vos apresento.

Tem esta crónica a finalidade de chamar a atenção dos meus leitores para o facto de não podermos aceitar de ânimo leve tudo o que nos mostram os meios de comunicação social e devemos questionar porque isso nem sempre é mau.

E assim como acontece com esta imagem o mesmo acontece com tantas outras que diariamente nos entram porta adentro, por isso temos de ter cuidado com aquilo que nos querem “impingir”, porque já dizia a minha sábia avozinha: “com a verdade me enganas”!

Rui Canas Gaspar
2015-setembro-17

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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Bonjour, parler français?

Se é comerciante setubalense e fala francês, muito bem, se não… pode perfeitamente perder uma oportunidade de fazer negócio a não ser que os seus produtos possam falar por si.

É que se neste Verão, na época alta do turismo, a língua francesa tem sido a que mais se tem ouvido na cidade sadina, depois do português, parece que a tendência se irá manter ao longo de todo o ano.

Ao que consta serão muitas centenas de franceses que virão passar uns dias de vacances a Portugal e escolheram a região que está na moda, Setúbal naturalmente, para passar o seu período de férias.

Informações ainda não divulgadas nos órgãos de comunicação social apontam para um grande contrato celebrado entre uma empresa portuguesa com uma congénere francesa no sentido de podermos receber, na época baixa, um grande número de turistas gauleses.

Ainda que possam ficar alojados na outra margem do rio, certamente que gostarão de visitar Setúbal, uma importante localidade com outros atrativos que ali seguramente não irão encontrar.

Ora se a cidade os souber receber e se os nossos comerciantes estiverem devidamente preparados, dentro das suas possibilidades e características dos seus negócios, poderemos estar em presença de uma invulgar oportunidade.
Depois das três célebres invasões francesas, os setubalenses que se cuidem com os novos invasores, desta vez sem a participação do General Louis-Henri Loison, mais conhecido por  “O Maneta” o tal que ficou célebre pela sua apetência para a pilhagem.

Ainda hoje quando alguém fica sem os seus haveres é comum ouvir-se a frase:  “e lá foi tudo para o maneta”.

História à parte será bom que nos preparemos para outro tipo de invasão e para outro confronto com os franceses, desta feita com o objetivo de ambas as partes se saírem bem e todos ficarmos satisfeitos como mandam as boas regras de qualquer bom negócio.

Rui Canas Gaspar
2015-agosto-21

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Queremos ou não turismo em Setúbal?

Neste mês de agosto de 2015 a língua que mais se tem ouvido em Setúbal, depois do português, parece ser o francês.

Nota-se que alguns são portugueses que emigraram para terras de França e agora retornam para uns dias de férias, acompanhados dos seus descendentes, muitos deles já nascidos em terras gaulesas, mas também se constata que a maioria dos turistas estrangeiros são naturais de França.

Basta estar um pouco atento ao fenómeno na baixa de Setúbal para constatarmos esta realidade. Ali já começou a aparecer um outro tipo de comércio virado para o turismo onde se podem comprar produtos regionais.

Um dos poisos preferidos é a esplanada do Baticanos, na Praça do Bocage e um dos locais mais apelativos e que mais atenções atrai nos turistas é o artesão que há muitos anos fabrica bicicletas em miniatura e tem lugar cativo junto ao portão lateral da Igreja de São Julião.

Um outro local onde podemos constatar esta realidade é no Bowling de Setúbal onde uma parte dos clientes, neste mês de agosto,  fala a língua de Voltaire.

Onde estão alojados estes turistas? Como vieram até cá? O que os atrai nesta região? Serão perguntas que os responsáveis ligados à área do turismo deverão estar a procurar saber para a partir daí poderem desenvolver próximas ações de marketing, ou será que estes serviços estão encerrados para férias?

Tenho para mim que uma boa parte destas pessoas chegam à nossa cidade fazendo-se deslocar nas modernas autocaravanas, que todos os dias vemos chegar e partir de junto à doca dos pescadores.

A despeito de muita “fumaça” o facto é que está mais um ano praticamente passado sem que fosse dada resposta adequada, mesmo que provisória, a esta realidade que é o constante aumento de turistas que se deslocam por toda a Europa, cada vez em maior número, nas autocaravanas.

Não basta a promessa de que quando for renovado o Parque de Campismo do Outão será contemplado um lugar para autocaravanas, é necessário e urgente que se proceda, quanto antes a dotar a cidade de um espaço, com as necessárias condições para receber convenientemente essas pessoas que não são propriamente os chamados “turistas de pé descalço” que mesmo assim devem merecer tanta atenção como os de “pé calçado”.

Se insistirmos em manter o marasmo, o deixa andar, o é prá manhã, estaremos na contingência de perder uma boa fatia destes nossos visitantes que tanta falta fazem à economia local.

Bem sabemos que há muita coisa para fazer, mas teremos de ordenar devidamente as nossas prioridades e dentro destas as que são mais urgentes e, se um espaço para receber as autocaravanas não é a primeira prioridade seguramente estará antes da segunda e isto se nos despacharmos a tempo. É que as galinhas de ovos de ouro não costumam ficar no poleiro por muito tempo à espera de quem lhes deite a mão.

Rui Canas Gaspar
2015-agosto-20

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Dois monumentos: Um brilha na escuridão o outro afunda-se nas trevas

Está agendado para sábado, dia 15 de agosto de 2015, o momento em que a  Câmara Municipal de Palmela inaugurará um novo sistema de iluminação que irá dar uma visibilidade completamente diferente e ímpar ao seu vetusto castelo, tornando-o assim num marco referencial da nossa região.

Enquanto isso, o nosso “castelo” de Setúbal, o Forte de São Filipe, permanece envolto em trevas profundas, tão profundas quanto as suas antigas galerias subterrâneas que escondem o escoramento de parte da laje que podemos ver à superfície. Uma obra com dezenas de anos e que não chegou a ser concluída.

No início de maio deste ano, dirigi-me ao nosso forte, que se encontrava encerrado, sem qualquer tipo de aviso sobre o porquê de tal suceder e mesmo ali fui informado por alguém que vindo do interior me disse que o mesmo se encontrava com obras de escoramento nas galerias subterrâneas e que a pousada se encontrava também com intervenção, tendo encerrado em 1 de novembro de 2014  e reabrindo no dia 1 de maio.

Enquanto isso, um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) dava conta da necessidade de se proceder a obras urgentes de estabilização da encosta, dado o perigo de derrocada da fortaleza.

O facto é que chegamos ao mês de agosto e nem a pousada reabriu e parece que não voltará a fazê-lo, nem sequer os portões do forte deixaram de estar fechados a cadeado não permitindo que alguém tenha acesso àquele privilegiado miradouro sadino.

Julgo que o mais elementar direito de qualquer cidadão numa sociedade democrática, é de facto o direito à informação e, como tal, considero incompreensível que não seja colocado pela Autarquia um aviso no início da estrada de acesso ao forte com a informação de que o mesmo está encerrado, seja porque motivo for.

Captarmos turistas que venham até cá para fazer mais alguma coisa do que comer peixe assado e choco frito é capaz de ser complicado e nem sequer vale a pena estarmos a pensar em cais para navios de cruzeiro, marinas, ou construção de novos hotéis, enquanto não se cuidar devidamente do pouco que temos para presentear os visitantes.

Já com o Parque Natural da Arrábida é o que é, sem as mínimas condições e com ausência de manutenção de espaços, agora o forte de São Filipe com os turistas a baterem com o nariz na porta todos os dias…

Afinal os nossos “espertos” estão a pensar que basta criar a marca “Arrábida” e transformar um posto de turismo numa outra qualquer coisa para desenvolvermos convenientemente esta indústria da paz?

Assim não dá!

Se não fosse as belezas ímpares com que natureza dotou este cantinho de Portugal estávamos feitos… Até parece que estamos a brincar aos operadores turísticos. Digo eu que até nem sou nem “expert” nem “esperto”.

Rui Canas Gaspar
2015-agosto-12

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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Setúbal tem condições para ser uma potência turística

Ao longo da minha vida tive oportunidade de visitar algumas dezenas de locais nos mais diversos pontos do mundo, da Rússia aos Estados Unidos, de Israel a Cuba, passando naturalmente por diversas outras nações europeias, africanas e asiáticas.
Em todos os locais por onde andei não vi apenas coisas perfeitas, não vi somente gente abastada, não vi somente coisas bonitas, vi de tudo um pouco!
Em função do que pude observar conclui que Portugal em geral e Setúbal em particular foi bafejada com a sorte de ter características ímpares que com um pouco de trabalho e algum jeitinho a podem colocar no topo do turismo internacional.
Tenho para mim que esta linda região tem sido uma espécie de patinho feio daquela “Grande Lisboa” quando nada temos a ver com a tal margem Sul, (marginalizada) devendo-nos apresentar orgulhosamente como aquilo que efetivamente somos, a bela região sedeada na margem norte do Sado.
Com o calor eles começaram a chegar como andorinhas e logo pela manhã tive oportunidade de apreciar um grande grupo de turistas de língua inglesa que se dirigiam para um dos mais belos mercados portugueses, o nosso Mercado do Livramento.
A seguir ao almoço, foi a vez de me cruzar com mais de uma centena de jovens adolescentes espanhóis que se dirigiam para o centro de canoagem no Parque Urbano de Albarquel.
Setúbal tem todas as condições para se tornar num local de atração turística nacional e internacional, onde os turistas possam acorrer aos milhares. Saibam os setubalenses colaborar, recebendo bem quem nos visita, alindando os seus espaços de residência, sendo interventivos pela positiva e procurando deixar o espaço onde residem ou trabalham sempre melhor do que o encontraram.
Saibam os nossos governantes, autarcas que nos governam e aqueles dos partidos da oposição trabalhar efetivamente em prol da nossa terra colocando o coletivo acima de interesses pessoais ou partidários.
Saibam as outras forças com capacidade interventiva, nomeadamente a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e o Parque Natural da Arrábida e do Estuário do Sado ajudar a desenvolver este espaço que nos viu nascer.
Queiramos todos fazer a nossa parte, cada um segundo as suas forças, capacidades e talentos e não terei quaisquer dúvidas, porque é mais aquilo que nos une que o que nos divide enquanto setubalenses, que a nossa terra que tem conhecido um desenvolvimento como há muito não se via, poderá a curto prazo ser uma referência turística não só a nível nacional como até internacional.
Posso estar enganado, posso estar a ser utópico, mas estou em crer que com o empenhamento de todos os setubalenses, acredito sinceramente que o que acabei de dizer pode ser uma realidade, porque efetivamente esta nossa região tem boas pernas para andar.
Rui Canas Gaspar
2015-maio-15
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domingo, 10 de maio de 2015

Será que queremos mesmo ter turismo em Setúbal?

De que serve estarmos a promover a nossa região interna e externamente, gastando largos milhares de euros na sua divulgação se não temos capacidade para investir algumas poucas centenas na qualidade do produto que nos propomos comercializar?

Quando estamos a vender a imagem desta belíssima região, mostramos os poucos monumentos que temos, publicitamos a saborosa gastronomia e os vinhos regionais e sobretudo as nossas magníficas belezas naturais.

Aqueles a quem conseguimos cativar o interesse deslocam-se aqui para apreciar ao vivo aquilo que é anunciado, o que é naturalmente legítimo e expectável. O que não é legítimo é defraudar as expectativas de quem aqui se desloca propositadamente.

Por exemplo:

Não é legítimo publicitar o nosso saboroso peixe assado e haver alguns comerciantes que nos tentam servir impunemente peixe congelado de vários dias misturado com peixe fresco.

Também não será boa propaganda turística deixarmos que as largas centenas de auto caravanistas que nos visitam anualmente não tenham espaço próprio para parquear as suas viaturas, pagando ou não a ocupação do respetivo espaço.

Igualmente não faz qualquer sentido apontarmos como visita obrigatória a nossa maravilhosa Serra da Arrábida e, já lá vão não sei quantos anos, que os poucos miradouros existentes no alto da serra se encontram no miserável estado que a foto documenta.

Há coisas que são de fácil resolução e ao não serem resolvidas fazem potenciar o fator negativo que nada vai abonar o turismo e como tal em nada irá contribuir para uma boa imagem que se deseja.

As consequências são fáceis de adivinhar:

- Os “chicos espertos” que servem peixe congelado como sendo fresco acabam por perder clientes e cedo ou tarde terão de fechar a tasca, culpando a “crise”.

- A Autarquia sadina que ainda não investiu na construção de um espaço próprio para as autocaravanas, uma fonte de receita que rapidamente compensaria o investimento, perde dinheiro todos os dias e turistas que pouco tempo por cá ficarão.

- O Parque Natural da Arrábida deve ter umas finanças tão miseráveis que ainda não conseguiu adquirir três ou quatro metros cúbicos de alcatrão para reparar convenientemente os miradouros, transmitindo assim uma imagem de desleixo e de falta de profissionalismo dos seus responsáveis.

O tempo quente chegou e com ele os turistas. Saibamos recebê-los bem e saibamos solucionar os pequenos problemas que se colocam ao setor de forma eficiente e célere, porque os tempos que correm não se compadecem nem com gente mole, nem com chique-espertice.

Rui Canas Gaspar
2015-maio-10

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sábado, 4 de abril de 2015

“Abaixo a reação!”

Naqueles agitados anos setenta do século passado eram comuns as manifestações político/partidárias, sendo recorrente ouvir-se entre as formações de esquerda as palavras de ordem: “abaixo a reação” e “a reação não passará”.

Porém, estou em crer que foram poucos aqueles que gritavam os slogans e também aqueles que os escutavam que alguma vez se debruçaram sobre o significado de tais palavras.

No fundo o que se pretendia era manifestar a oposição a quem defendesse um regime de governo que não fosse afeto aos partidos ou grupos de esquerda.

Mas, em minha opinião, a reação não é nada mais do que uma manifestação de oposição a uma ação de que não gostamos e se a ação é lícita a reação também não o deixará de ser, embora esta apareça depois da outra.

Curiosamente passados dezenas de anos, regra geral, os políticos ainda não se habituaram à ação, mas continuam sintonizados para a reação, ou seja, em vez de anteciparem um acontecimento, ou suas consequências, reagem perante uma qualquer ação.

Ao chegarem ao hotel do INATEL, na cosmopolita cidade algarvia de Albufeira, os turistas nacionais e estrangeiros depararam-se com um autêntico lago de águas estagnadas e mal cheirosas, sob as suas janelas, uma situação que deixava qualquer um boquiaberto, tanto mais que a unidade hoteleira é bastante procurada por famílias com crianças que procuram usufruir deste período de férias escolares.

Já aquela localidade se encontrava repleta de turistas nacionais e estrangeiros, quando ao fim de vários meses desta desagradável situação, que originou fuga de clientes daquela unidade hoteleira, chegaram finalmente duas máquinas da autarquia para solucionar o problema.

Na quinta-feira, dia 2 de abril de 2015, as águas estagnadas ficariam debaixo de umas toneladas de areia, um trabalho que poderia e deveria ter sido feito com antecedência, não fossem os autarcas algarvios responsáveis por Albufeira reagir seguramente a tantas reclamações.

Perante tanta inércia, sem dúvida que a Câmara Municipal de Albufeira prestou um péssimo serviço à promoção turística do País em geral e do seu concelho em particular, o que é por demais incompreensível, sabido que esta é a sua “galinha dos ovos de ouro”.

E porque eu continuo a gostar muito mais da ação do que daquela outra frase, é que, neste como em tantos casos como este, não me cansarei de gritar o velho slogan revolucionário: ”abaixo a reação’”.

Rui Canas Gaspar
2015-abril-04

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segunda-feira, 30 de março de 2015

“Mar Salgado” a telenovela que melhor propagandeia Setúbal

A telenovela portuguesa resultante da parceria entre a SIC/TV Globo na sua quase totalidade filmada em Setúbal era para se chamar inicialmente “Lágrimas de Sal” mas acabou por ser batizada “Mar Salgado” por inspiração do poema de Fernando Pessoa “Mar Português”.

Desde 15 de setembro de 2014 que o intrincado enredo envolvendo tão diferentes personagens e as maravilhosas vistas panorâmicas do Sado, de Troia, Arrábida e da nossa cidade de Setúbal, entram em casa dos portugueses, prendendo audiências de mais de um milhão de pessoas.

Nunca a cidade do rio azul teve tanta promoção e visibilidade a nível nacional e, quer queiramos ou não, a telenovela influencia muita gente que certamente sentirá o desejo de vir visitar uma região tão bela como a nossa.

Mas, se os artistas que interpretam as mais diferentes personagens me encantam, não deixo de ficar por demais curioso com uma personagem que desconheço e que não vejo no pequeno ecrã.

Seguramente ela é a mais importante! Trata-se de Inês Gomes a guionista deste importante projeto televisivo, a pessoa que mostra conhecer bem Setúbal, que soube fazer o seu trabalho de casa e que me merece os melhores aplausos.

Também me merecem elogio todos aqueles que souberam negociar as parcerias de modo a que fossem geradas as necessárias sinergias com as quais todas as partes beneficiam. Estou a pensar na Câmara Municipal de Setúbal, nos realizadores da novela e porque não, nos nossos pescadores, nos comerciantes da zona da Fonte Nova e do Mercado do Livramento, bem como dos demais habitantes de Setúbal.

Esta é uma oportunidade que ninguém deve desperdiçar, é uma oportunidade para tornar ainda mais atrativa a nossa região de modo a que quem nos visita se sinta agradado e com isso ajude a dinamizar a economia local.

Com economia dinamizada melhora-se o nível de vida das pessoas e o seu bem-estar, logo teremos gente naturalmente mais feliz.

Se não conseguirmos o ótimo tentemos fazer o nosso melhor para que consigamos pelo menos o bom. Saibamos tirar partido desta oportunidade magnífica e única para bem de todos os que vivem nesta que se não for a que classificaremos como a primeira mais bela região do país, estará seguramente antes da segunda.

Rui Canas Gaspar
2015-março-30

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domingo, 8 de março de 2015

Setúbal saiu à rua

Este solarengo fim-de-semana parecia uma autêntica romaria por toda a Avenida Luísa Todi com filas intermináveis de automóveis que se deslocavam no sentido nascente poente, com as pessoas a quererem despedir-se do frio e a dar as boas vindas ao tempo mais agradável.

Os parques de estacionamento da Avenida estavam repletos de viaturas e até o Largo José Afonso estava transformado num enorme parque de estacionamento.
Desde a Doca dos Pescadores, até ao Parque Urbano de Albarquel, era um mar de gente que passeava descontraída, enquanto as esplanadas e restaurantes se encontravam apinhados.

As praias estavam igualmente repletas desde aquela que fica dentro da cidade, a Praia da Saúde, até às maravilhosas e muito frequentadas praias da Arrábida.

Setubalenses e forasteiros que já se habituaram a vir usufruir da nossa excelente gastronomia, dos nossos agradáveis espaços públicos e das mais maravilhosas paisagens portuguesas vão transformando a pacata Setúbal, numa muito procurada cidade, onde se gosta de estar.

É natural que perante tal afluência, especialmente no P.U.A. possamos ver ao final do dia algum lixo espalhado pelos relvados e até pela ampla praia que se forma com a maré vazia, os pequenos recipientes para recolha de lixo existentes à beira rio, são demasiado pequenos e insuficientes para tamanha afluência.

De facto, quem for dar uma volta por aquele espaço ao final do dia constatará que a generalidade das pessoas são cuidadosas e quando os recipientes estão repletos colocam as garrafas, os sacos de plástico e demais restos junto aos mesmos.

O vento do final do dia encarrega-se por vezes de soprar alguns destes objetos mais leves para a praia, o que não é benéfico para o meio ambiente.

Sendo assim, seria sábio que os responsáveis pelo Serviço de Higiene e Limpeza da Autarquia, colocassem especialmente nesta época de maior afluência de pessoas, um reforço de pequenos contentores de 250 litros que poderiam ficar ao lado dos que se encontram no parque e desta forma evitaríamos não só uma má imagem, como um melhor ambiente e simultaneamente diminuiríamos o trabalho dos cantoneiros de limpeza daquele belo espaço.

Todos sabemos que no PUA também há molocks com seleção de lixos, mas também sabemos que por serem afastados (e bem!) eles servirão como apoio aos pequenos contentores.

Fica a ideia e a sugestão para que possa eventualmente ser aproveitada por quem de direito, para bem do ambiente.

Rui Canas Gaspar
2015-março-08

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Setúbal é uma cidade onde se pode sair à noite em segurança

Dizem aquelas pessoas que trabalham durante a noite em Setúbal, que esta é uma cidade segura, bem vigiada e bem patrulhada pelas forças de segurança, com frequentes operações stop durante a noite e com as entradas e saídas da cidade bem controladas.

É certo que todos compreendemos que não pode haver um polícia em cada esquina e por isso eu defendo que as câmaras de vigilâncias instaladas na via publica são um excelente meio dissuasor.

Hoje contou-me alguém uma curiosa experiencia a que assistiu, esta semana, e em que foi interveniente uma patrulha da Polícia de Segurança Pública. Pelo seu ineditismo não resisto a partilhar aqui.  

Pouco passava da uma da manhã quando uns “rapazinhos” resolveram ir fazer rali para o novo parque de estacionamento recém-construído pela APSS, junto aos cacifos dos pescadores, frente ao Bowling de Setúbal.

O automóvel onde se deslocavam passava velozmente entre as autocaravanas que ali estavam estacionadas, como se fossem pinos, com um chiar de pneus impressionante, a que se juntava o roncar do motor, a gritaria dos ocupantes e a música altíssima do rádio da viatura.

Um carro patrulha da P.S.P. chega com o “pirilampo” desligado, apaga as luzes e bloqueia a saída do parque. Entretanto o condutor e acompanhantes não deram pela chegada do carro patrulha e param a sua viatura, dentro do parque, frente ao “ÉVORA” com a música altíssima e fazendo uma gritaria que certamente incomodaria não só os turistas estrangeiros que ali pernoitavam mas também quem estivesse nas redondezas.

Qual não foi o espanto do motorista e ocupantes da viatura, quando sem se terem apercebido tinham os agentes da P.S.P. de volta do carro a mandarem-nos sair para identificação, provavelmente a convidarem-nos a fazer algum teste de alcoolémia e, muito provavelmente, a autuarem o condutor pelo excesso de ruido que estava a fazer na via pública durante a noite.

Se é frequente ouvirmos queixas de falta de patrulhamento por parte da P.S.P., especialmente diurno, se é um facto que o vandalismo grassa nesta e noutras cidades, também não deixa de ser verdade que a segurança dos setubalenses está de certo modo assegurada por profissionais que zelam pelo bem-estar dos cidadãos.

Que o digam aqueles que por for questões de trabalho ou de lazer têm de se deslocar à noite pela cidade, sobretudo junto às artérias de entrada e saída, sem esquecer o ponto crítico de controlo que é a zona da “rotunda dos golfinhos”.

Rui Canas Gaspar
2014-dezembro-04

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terça-feira, 18 de novembro de 2014

O vetusto Largo da Ribeira Velha em Setúbal

O Largo Dr. Francisco Soveral, antigo Largo da Ribeira Velha, é um espaço histórico setubalense que ao longo dos séculos tem sido alvo das mais diversas utilizações sendo que agora se apresenta bem diferente da foto captada em 1979 que aqui vos apresentamos e quando os automóveis ainda por ali podiam circular.

Trata-se de um espaço muito agradável, onde em tempos funcionou um concorrido mercado e onde agora podemos desfrutar de uns momentos de lazer numa das suas esplanadas.

Com a queda brutal do poder de compra, sobretudo entre a classe média portuguesa, a par de outros fatores de pormenor a baixa de Setúbal veio a perder visitantes. Agora, nos próximos meses talvez um pouco mais devido à abertura do Alegro.

Portugal cada vez é mais procurado pelos turistas e Setúbal não foge à regra, com as suas unidades hoteleiras a atingirem percentagens de ocupação muito significativas.

Certamente que os turistas não se deslocarão a Setúbal para ir visitar o Alegro, por muito bonito que se possa apresentar. Espaços como este existem um pouco por todo o lado, como também não virão visitar-nos para ver o miserável estado em que se encontra o Largo de Jesus, espaço fronteiro ao mais importante monumento que aqui temos e, muito menos, para ver edifícios degradados e vandalizados cobertos por nojentas pinturas.

Os turistas virão visitar ainda mais Setúbal quando a sua zona histórica estiver mais atraente, com fachadas devidamente pintadas, Igrejas abertas, edifícios devidamente iluminados, ruas asseadas, policiamento adequado e tudo aquilo que qualquer um de nós pode observar na zona histórica de uma qualquer cidade europeia de média dimensão.

Tenho para mim que Setúbal será a médio prazo um destino turístico muito mais procurado, mas para isso todos e cada um de nós terá de fazer a sua parte, quer passeando de quando em vez pela nossa zona histórica, quer fazendo algumas compras na nossa baixa, quer mesmo falando da nossa terra ressaltando os pontos positivos ao invés dos negativos.

Sei do interesse que existe por parte de alguns investidores de adquirirem edifícios na baixa de Setúbal, julgo saber que um dos maiores que por lá está fechado a breve trecho poderá entrar em obras para ali vir a funcionar uma unidade hoteleira com pastelaria no r/c.

Deixemos passar a euforia “alegriana” e passemos a dedicar um pouco mais de atenção à zona histórica, porque há clientela para tudo e para todos sem que por isso tenhamos de votar ao abandono as nossas raízes.

Tenho para mim que o vetusto Largo da Ribeira Velha será o ponto de partida para o rejuvenescimento da nossa baixa, que provavelmente passará a funcionar noutros moldes, até porque é bom não esquecer que esta “baixa” também no século XIX provavelmente mexeu com a vida de outros comerciantes e artífices que operavam na Rua dos Caldeireiros, dos Sapateiros, dos Ourives, etc. etc.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-18

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sábado, 1 de novembro de 2014

É escandaloso o miserável estado em que se encontra o Hospital João Palmeiro

Em 1499, quando contava 30 anos de idade, o rei D. Manuel I, nascido a norte do Rio Sado, na Vila de Alcochete, assinou uma Carta Régia mandando erigir um hospital em Setúbal, o qual viria a ser conhecido pelo nome de João Palmeiro e entraria em funcionamento dois anos depois da real assinatura.

De facto, naquele local, no terreiro de Santa Maria, coração de Setúbal, já desde pelo menos 1363 que era conhecida a pratica de assistência a nacionais e estrangeiros que por aqui passavam a caminho da Terra Santa ou demandavam Santiago de Compostela.

As despesas de funcionamento desse hospital medieval eram suportadas pelas irmandades e confrarias, atendendo a que o estabelecimento hospitalar não dispunha de verbas próprias.

Os anos passaram, o hospital tornou-se pequeno e os enfermos começaram a ser atendidos noutros locais.

Chegamos ao século XXI, mais concretamente ao primeiro dia de Novembro de 2014, quando se comemora 259 anos sobre o grande terramoto que destruiu Lisboa e, não deixou Setúbal de muito boa saúde, neste dia de Todos os Santos, vamos encontrar as vetustas instalações no mais miserável estado, sem haver “santo” que lhe valha.

Esta é de facto uma situação incompreensível quando é sabido que se o conjunto arquitetónico está em estado de ruínas, isso não invalida que não se pudesse aplicar uma capa de reboco nas paredes de alvenaria, uma limpeza nas cantarias e uma pintura no exterior.

Se a isto juntarmos uma poda na árvore e uma boa barrela na calçada, teríamos então um monumento único em condições apresentáveis e não um miserável cartão de visita.

Se o seu proprietário não procede a este tipo de simples reparação que o faça a Autarquia, este é um daqueles monumentos que assim já se encontra à demasiado tempo e que com meia dúzia de euros modificar-se-ia o seu aspeto que envergonha não só o seu proprietário mas a própria cidade.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-01

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