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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Quando o P.U.A. ainda não era nascido 

Foi um dia de festa em Setúbal, aquele 20 de maio de 1934, quando o Presidente da República, Marechal António Óscar de Fragoso Carmona, acompanhado de muitos ilustres setubalenses e visitantes, com pompa e circunstância, colocou a última pedra nas Grandes Obras do Porto de Setúbal. 

Embora tratando-se de um empreendimento de enorme importância para a cidade o mesmo viria a acabar com um conjunto de praias fluviais junto ao Rio Sado. 

As muralhas que ao longo de quatro quilómetros de margem então se construíram tinham o seu arranque na base do forte da Albarquel, num local designado por Toca do Pai Lopes. 

As areias retiradas do fundo do Sado, recorrendo-se a dragagem, foram expelidas para lá das muralhas. Devido a essa ação formaram-se amplos terraplenos, como aquele que aconteceu entre a Toca do Pai Lopes e a Praia da Saúde, um local onde viriam a funcionar os estaleiros de construção e reparação naval. 

Duas décadas depois outras necessidades viriam a ser sentidas pela cidade e, nos anos cinquenta, a Câmara Municipal de Setúbal, solicitou à empresa Eugénio & Severino que lhe cedesse parte dos terrenos que entretanto ocupava, para ali construir um Parque de Campismo. 

Mais tarde, foi acrescentada nova parcela de terreno, contígua, precisamente aquela onde o pessoal dos estaleiros jogava futebol, o que naturalmente não foi muito do agrado dos trabalhadores, ficando o parque com a dimensão definitiva até ao seu encerramento no início do século XXI. 

Algumas árvores foram então plantadas e construídas as necessárias infraestruturas de apoio ao espaço de lazer que dispunha de condições de enquadramento paisagístico invejáveis. 

Nos anos sessenta do passado século XX, naquele belo espaço, podiam ver-se montadas as pequenas tendas canadianas, muito utilizadas pelos campistas e escuteiros, a par das grandes tendas familiares ao lado das quais, curiosamente, também parqueava a viatura automóvel do utilizador do parque. 

Rui Canas Gaspar 

livrosdorui.blogspot.com 


2018-fevereiro-18

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Vida de lord, quem a quer? 

Eles são reis e senhores do Parque Urbano de Albarquel. Por ali passeiam, comem, bebem, fazem umas brincadeiras com as belas gatas e dormem descansadamente ao sol de Outono, mas que bela vida!... 

Caçar ratos, gafanhotos ou pássaros para comer? Tenham juízo! Eles nem sequer se dignam ir apanhar uns peixinhos ali ao lado, na doca… Para quê essa trabalheira? 

Estes senhores todos poderosos têm um serviço ao domicílio verdadeiramente exemplar. De manhã, à tarde ou à noite, ali chegam os mais diferentes servidores que lhes vêm trazer, comida fresca, ração seca ou deliciosos enlatados. 

A fartura é tanta que eles estão bem gordos e preguiçosos e a ração pode ser vista em montinhos em diferentes lugares do PUA. Não há nada como ter fartura! 

E quando estão fartos de por ali estarem sem nada para fazer, estes verdadeiros lordes não vão até às máquinas para fazer exercício físico, preferem o relvado e são as árvores que substituem as máquinas. 

Se dizem que é dura a vida de cão, coisa que eu até nem acredito. O facto é que  não deixa de ser vida de lord esta que levam os nossos felinos do PUA e isto não é para quem quer, é para quem pode! 

Rui Canas Gaspar 

2017-outubro-11 


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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Hoje ficamos a ver as estrelas no PUA 

Foram poucos os que tiveram o raro privilégio de apreciar esta bela noite estrelada junto à foz do Sado. 

De facto, depois de jantar quando cheguei ao PUA estava tão escuro como nunca tinha visto.  As luzes naquele espaço eram apenas as dos holofotes das instalações. 

Um curto-circuito tinha originado o apagão, pelo que no meio da escuridão o céu apresentava-se em toda a sua beleza qual manto azul-escuro completamente coberto de incontáveis e cintilantes estrelas. 

Os dois patrulheiros de serviço atarefavam-se a tentar resolver o problema e, foi com o recurso ao telemóvel, que o líder da dupla contatou o chefe que com as instruções à distancia deu para resolver parcialmente o problema. 

Assim sendo e enquanto não chegam os eletricistas para solucionar de vez a anomalia motivada por água de rega que está a afetar um dos focos, a secção correspondente foi desligada e o restante parque voltou a ter luz. 

Gostei de apreciar o trabalho eficiente do Américo, antigo homem do mar, de 70 anos de idade e do seu companheiro. O seu desembaraço e eficiência permitiram resolver este assunto num curto espaço de tempo. 

Os Patrulheiros são mais do que uns reformados que vão olhando pelo Parque Urbano e Avenida Luísa Todi, eles são não só os guardiões como aqueles que resolvem muitos dos assuntos que passam despercebidos aos habituais utentes. 

Rui Canas Gaspar 



2017-setembro-26

sábado, 17 de junho de 2017

Em Setúbal todos os caminhos vão dar ao PUA 

Às 22,00 horas quando os termómetros em Setúbal marcavam 30 graus, uma temperatura anormalmente elevada, milhares de pessoas dirigiam-se para o Parque Urbano de Albarquel quando este já se encontrava bem animado. 

Naquele espaço, que mais parece uma feira, podemos escutar aqui e ali músicos, grupos de bombos e até um grupo de capoeira faz as suas exibições. 

Para além dos indispensáveis espaços de comes e bebes, onde não faltam as tradicionais farturas, outros stands com diversas organizações fazem-se representar, desde a Associação dos Escoteiros de Portugal até às representações das juventudes partidárias e académicas. 

A música começa antes, ali frente à Praia da Saúde, onde também um carro de som faz propaganda à festa do Avante aproveitando para vender também ingressos para aquele popular certame organizado pelo Partido Comunista Português. 

Ao longo do passeio e ciclovia uma torrente contínua de pessoas caminham na direção do PUA e, porque a noite está quente, também alguns vendedores ambulantes aproveitaram para ao longo do percurso comercializarem garrafas de água fresca. 

Quem não parece muito fresco são alguns condutores que continuam a andar às voltas pela zona para parquear o pópó, na melhor das hipóteses a esta hora só mesmo nalgum buraquinho ainda disponível no Parque José Afonso que mais parece o cais de embarque da Autoeuropa. 

Na baía, frente ao PUA alguns barcos de recreio trataram de ocupar posição para poderem ver o concerto à fresca e com os seus utentes comodamente instalados. 

Ainda nas águas a segurança é assegurada pela polícia marítima e por uma lancha salva-vidas, enquanto em terra equipas da Polícia de Segurança Pública, fardadas e à civil zelam pela segurança, complementada por uma vasta equipa de elementos de uma empresa de segurança privada, a par de algumas equipas de bombeiros. 

Tudo a postos para os grandes concertos gratuitos deste fim de semana, numa iniciativa da Associação dos Municípios da Região de Setúbal, agora que finalmente começou a correr uma ténue aragem mais fresca. 

Rui Canas Gaspar
2017-junho-16

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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Será que o anunciado Terminal 7 ainda é vivo? 

Em 24 de julho de 2013 era apresentado publicamente aos setubalenses o projeto de conceção do “Terminal 7” da autoria da Sami arquitectos.

Tratava-se de um vanguardista edifício a construir na zona das antigas instalações da SADONAVAL, entre a Praia da Saúde e o Parque Urbano de Albarquel, composto por zonas de restauração, áreas técnicas, balneários e demais equipamentos de apoio às atividades da náutica de recreio.

O projeto contemplava ainda operações urbanísticas que visavam dotar aquela zona de melhores condições de usufruto para a população.

Nos “mentideiros” falava-se que para se dar início à obra bastaria que saísse daquele espaço o último barco que se encontrava no estaleiro e que o proprietário das instalações fabris se decidisse desativar as mesmas.

O facto é que o “Ponta do Verde” deixou os antigos estaleiros, o proprietário libertou as instalações e quando todos esperávamos que as mesmas fossem demolidas e o espaço entre a Praia da Saúde e o PUA fosse unificado o mesmo não aconteceu. Antes pelo contrário, foi elaborado um protocolo de ocupação daquele mesmo espaço entre a Autarquia e o Centro Náutico.

Para informação da população foi colocado na zona poente da Praia da Saúde um enorme placard, com a imagem e descrição do que iria ser o Terminal 7.
Há algumas semanas essa mesma informação foi retirada e no seu lugar apareceu uma outra publicitando a Cidade Europeia do Desporto 2016.

Não é que pessoalmente nutra particular simpatia pelo tal anunciado Terminal 7, antes preferia ver a continuidade dos relvados e passeios do PUA ligando-os à Praia da Saúde e um ou dois quiosques de apoio, coisas muito mais baratas e provavelmente muito mais do meu e do agrado de muitos utentes daquele espaço.

O que não deixa de ser estranho é a pressão exercida para a desocupação das instalações e depois ao invés de se limpar a zona optar-se por lhe dar nova utilização ainda que com caráter “temporário”.

Mas então, será que o anunciado Terminal 7 morreu?

Gostaria que alguém com melhor informação conseguisse explicar cabalmente esta estranha situação de forma a percebermos o que se passa com este anunciado projeto.

Rui Canas Gaspar
2016-outubro-12

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sábado, 8 de outubro de 2016

Setubalenses de bom gosto

Há pessoas que não usufruem nem um pouco daquilo que têm mesmo ao pé da porta, outras porém não perdem pitada.

É o caso de um pequeno grupo de amigos que mal a natureza nos brinda com alguns raios de sol logo se dirigem para a Praia da Saúde, aquela que foi recuperada dentro da cidade e onde funcionavam os estaleiros navais.

Não deixa de ser curioso verificar que ainda ali estavam os barcos e já o grupo se juntava, depois ficou apenas o “Ponta do Verde” e eles por lá continuaram abrigando-se do sol escaldante à sombra daquele barco.

Agora sem barcos no areal e com a praia ampla, ei-los que se sentam em cadeiras de esplanada apreciando uma das mais belas baías do mundo e conversando como bons amigos em pleno Outono.

A isto chamarei eu qualidade de vida e, para isso, ao que parece não é necessário ter a carteira recheada, basta ter bom gosto e melhor disposição coisa que parece não faltar a estes setubalenses apreciadores dos prazeres simples da vida e que Setúbal oferece gratuitamente.

Rui Canas Gaspar
2016-outuro-08

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domingo, 24 de julho de 2016

OVNIS avistados em Setúbal

Depois de um domingo de calor abrasador finalmente a noite apresenta-se agradável com uma ligeira brisa fresca, não admira por isso que milhares de  setubalenses deixassem as janelas abertas para refrescar a casa e fossem dar uma volta até à beira do nosso Sado para descontrair e eu não fugi a essa regra.

As esplanadas estão cheias, os restaurantes da zona ribeirinha também e outro fenómeno agora é bem visível. São grupos de jovens de telemóvel na mão olhando atentamente para o ecrã na espectativa de caçar algum pokemon.

Enquanto uns olhavam para baixo eu olhava para cima, para o céu estrelado, nesta noite escura onde só em locais mal iluminados se consegue observar as estrelas, como acontece no Parque Urbano de Albarquel, hoje com a vantagem de termos alguns candeeiros com as lâmpadas fundidas.

E, eram 22,05 quando reparei num imenso aglomerado de pontos luminosos, como se fosse um enorme bando de aves que se deslocava de norte para sul, ou seja, vindos de cima da Serra da Arrábida atravessando o mar e desaparecendo pelas bandas de Troia.

Embora os anos de vida já não sejam poucos, nunca vi tal coisa, nem sequer nas largas dezenas de noites escuras passadas em acampamentos com os escuteiros.

Não eram estrelas cadentes, não eram aviões, mas também não sei o que eram, mas lá que eram, eram!

E porque se tratava de alguma coisa que voa e porque não identifiquei, daí ter rotulado este meu primeiro estranho avistamento como tratando-se de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIS) eu, vi, minha mulher também, e um casalinho que passeava por ali também estava de cabeça no ar questionando sobre o que seria aquilo que estávamos a observar.

Será que mais alguém viu este fenómeno, ocorrido hoje, dia 24 de julho de 2016, pelas 22,05 horas?

Rui Canas Gaspar
2016-julho-24

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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Convivendo em boa harmonia no Parque Urbano de Albarquel

Certo dia uma prenhe e bela gatinha passeando pela agradável cidade de Setúbal, decidiu ir apanhar um pouco de sol até ao recém-inaugurado Parque Urbano de Albarquel como via fazer também àquelas jovens senhoras que se encontravam no mesmo estado que ela.

E porque encontrou por ali um bom espaço para se abrigar e dar à luz os seus gatinhos não teve mais o desejo de lá sair, tanto mais que conseguia também comida, caçando ratinhos e passarinhos e apanhando um ou outro peixe trazido para a praia pelas suaves ondas do azul Rio Sado.

A gatinha sentia-se feliz e acabou por constatar que um ou outro da sua espécie começaram também a aparecer por ali e rapidamente formaram a sua própria colónia.

E todos viviam felizes e contentes e multiplicavam-se ao mesmo tempo que perdiam o hábito de caçar para comer porquanto alguns dos utilizadores daquele espaço começaram a gostar da sua colónia e a alimentá-la diariamente com ração que os humanos criaram especificamente para os pequenos felinos.

Mas outros humanos, daqueles que não tinham por hábito levar-lhes comida parece que não acharam grande piada ao aumento da colónia e assim, da noite para o dia, constatou-se que a mesma tinha sido drasticamente reduzida, sabe-se lá como!...

Mas, como gatos e gatas não dormem em serviço trataram de voltar a reproduzir-se e hoje já podemos de novo ver uma colónia com alguns indivíduos que perderam o hábito de caçar porque mais e mais humanos decidiram trazer-lhes comida, tornando-os indolentes.

Ora voando por aquele espaço apareceu um negro corvo que constatou estar em presença de um autêntico maná e começou também ele por provar a comida que traziam para os gatos. Provou e gostou!

Agora o corvo que também adotou o espaço como seu já não perde tempo a procurar comida e vai sorrateiramente surripiar alguma daquela que os humanos levam para os felinos, mesmo sob o olhar atento e desconfiado destes.

Assim, ao que parece, alguns humanos, felinos e aves parecem conviver em boa harmonia, o que certamente muito agradará aos pardais e pequenos roedores que por ali também tem o seu próprio e agradável espaço, sem correrem o risco de se verem perseguidos, pelos seus ancestrais inimigos.

Rui Canas Gaspar
2016-abril-14

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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Adeus “Ponta do Verde”

Ainda ontem saiu dali e já hoje senti saudades de lá o ver. Vamos lá nós perceber a mente humana?...

Passados poucos dias de termos anunciado que o “Ponta do Verde” estava prestes a deixar o antigo estaleiro da Praia da Saúde, chegou o momento de mostrar aqui a primeira imagem do local onde nos habituamos a vê-lo ao longo de muitos anos, agora já sem a sua presença.

Este foi o último barco construído em madeira a ser reparado neste espaço de tantas e gratas memórias de muitos setubalenses, particularmente daqueles que nasceram e residiram na zona poente da cidade.

O “Ponta do Verde” deixou a Praia da Saúde, ontem, 28 de setembro de 2015, uma data que ficará para a história desta cidade, porquanto com esta ação é dada por terminada a atividade de construção e reparação naval num espaço que ao longo de quase um século viu serem reparados e construídas milhares de embarcações de todo o tipo.

O espaço poente da Praia da Saúde, ocupado pela embarcação e seus apoios, será agora limpo e depois de derrubadas as antigas instalações fabris da SADONAVAL será concluída a ligação entre o Parque Urbano de Albarquel e a Praia da Saúde, ficando toda a zona ribeirinha devolvida à cidade.

E para completar todo este projeto será depois construído um novo edifício de apoio às atividades náuticas, designado por “Terminal 7”.

A cereja em cima do bolo virá quando as instalações do Forte de Albarquel forem recuperadas e ligadas por passadiço ao PUA, graças à generosidade da fundação Buehler-Brockhaus que oportunamente anunciou que suportaria a despesa.

E, se ainda andarmos por cá alguns aninhos, teremos certamente a oportunidade de apreciar uma longa praia de areias brancas que vinda desde a Comenda entrará na cada vez mais linda cidade de Setúbal, cidade cada vez mais visitada por portugueses e estrangeiros.

Rui Canas Gaspar
2015-setembro-09

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terça-feira, 12 de maio de 2015

É tempo de dar bom uso ao “Quiosque do Conhecimento”

Penso que nunca será demais elogiar o Parque Urbano de Albarquel pela mais-valia que ele representa para a população setubalense e seus visitantes de todas as classes sociais e de todos os escalões etários.

Porém, e como não há bela sem senão, hoje quero referir aqui, mais uma vez, uma situação que me preocupa e que já tenho partilhado com diversos amigos, os quais estão de acordo comigo na sua generalidade.

Trata-se da ausência de uma pequena biblioteca onde os utentes do PUA   possam requisitar um livro, jornal ou revista de modo a poderem melhor usufruir de uns agradáveis momentos de leitura naquele parque, a exemplo do que já se faz em muitos outros espaços públicos do nosso país.

Para a implementação desta mais-valia não é necessário gastar dinheiro, basta dar uso ao semiabandonado “Quiosque do Conhecimento” que lá se encontra praticamente inoperacional.

Para a concretização do projeto, colocar-se-ia no seu interior umas prateleiras ou armários metálicos que certamente existirão nos armazéns camarários, far-se-ia deslocar para ali alguns dos muitos livros que se encontram excedentários na Biblioteca Municipal, colocar-se-ia no exterior as cadeiras e mesas de esplanada que estão dentro do quiosque e pouco mais que isso.

Para fazer a entrega e recolha dos livros, poderia ser uma simpática tarefa a atribuir a um dos patrulheiros, que certamente a desempenharia de muito bom grado.

Custa-me ver dispendiosas estruturas abandonadas ou com utilização precária quando existe falta de meios e o dinheiro é escasso.

Já na Primavera passada avancei com esta sugestão e o que de mais aproximado se fez foi no final do Verão uma pseudo-campanha de leitura na via pública, desbaratando-se dinheiro e consumindo recursos humanos. 

Colocaram-se uns ganchos metálicos nos bancos da Avenida Luísa Todi, sendo suposto ali deixar um livro ou revista para ser trocado. Não foi preciso ser adivinho para vaticinar o fracasso da iniciativa, devido à época, ao local e ao meio utilizado. A iniciativa pouco mais durou que uma semana!

Temos de ser realistas, objetivos e práticos e sobretudo dar bom uso ao que temos, gastando pouco dinheiro e sem entrar por projetos utópicos.

É pois altura de dar bom uso ao “Quiosque do Conhecimento” antes que ele fique de uma vez por todas definitivamente degradado, colocando-o de facto ao serviço do conhecimento que os livros proporcionam.

Rui Canas Gaspar
2015-maio-12
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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Parabéns presidente Dores Meira pelos sete aninhos do P.U.A.

O Programa Polis aprovado em 15 de maio pela Resolução do Conselho de Ministros 26/2000 tem como objetivo promover a qualidade de vida nas cidades, melhorando a atratividade e a competitividade dos polos urbanos.

Era Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, o socialista professor Manuel da Mata de Cáceres, quando no Fórum Municipal Luísa Todi se reuniram os presidentes das Câmaras Municipais com intervenções previstas no âmbito deste inovador programa, conjuntamente com o Secretário de Estado do Ambiente, engenheiro José Sócrates.

Antes do encontro no Fórum Municipal, onde foi apresentado o programa, os convidados, autarcas e governante tiveram oportunidade de fazer um passeio a pé pela Avenida Luísa Todi, para melhor a conhecerem, local onde também se encontrava um quiosque informativo do Polis.

Tratava-se de uma enorme área que iria também ser intervencionada no âmbito do programa. Este encontro de Autarcas com o representante do Governo terminaria com um almoço (quase à hora do lanche) servido na Pousada do Forte de S. Filipe.

Em Setúbal, a primeira artéria a ser intervencionada e a obra a ser dada por concluída foi a renovação da Avenida Luísa Todi, embora com várias alterações ao inicialmente projetado.

No dia 9 de maio de 2008 nascia o Parque Urbano de Albarquel, a segunda grande obra do Polis setubalense, sendo então presidente da Autarquia a comunista Dra. Maria das Dores Meira.

O Parque Urbano de Albarquel recebeu nesse dia o presidente da sociedade Setúbal Polis e presidente da CCDR-LVT, António Fonseca Ferreira, assim como o secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão.

Naquele novo espaço foi então descerrada uma lápide, em brecha da Arrábida onde o registo do evento foi gravado para que a memória dos homens dele não mais se esquecessem.

O P.U.A. como carinhosamente os setubalenses gostam de o chamar foi de facto a mais emblemática e consensual obra levada a efeito na cidade nos últimos anos, tendo transformado cerca de quatro hectares no seu extremo, na base da Serra da Arrábida, num local aprazível para toda a família, onde não faltam as necessárias infraestruturas de apoio.

Esta foi a primeira de outras obras que visam devolver o rio à cidade resultando numa ampla zona marginal ao longo do Sado, vocacionada para o lazer, o desporto e o turismo.

Em 23 de junho de 2012 outra faze seria inaugurada, desta vez a frente ribeirinha poente, via desaparecer barracões para dar lugar a amplos relvados, um quiosque e uma obra de arte com motivo de um navegador apontando para poente.

Pouco depois, era a vez do público setubalense poder usufruir do areal da Praia da Saúde.

Neste momento apenas falta concluir a demolição das antigas instalações da Sadonaval e ali edificar o “terminal 7”, recuperando urbanisticamente aquele lote de terreno entre a Praia da Saúde e o P.U.A.

Tenho para mim que um dos segredos do sucesso deste espaço, para além da sua indiscutível beleza e funcionalidade, passou pela sensação de segurança dada aos seus utilizadores. É bom lembrar que o parque era patrulhado à noite por agentes da PSP e durante o dia pelos patrulheiros, os reformados de Troino, que representaram desde sempre uma mais-valia para o P.U.A.

Se o que falta fazer for concluído durante a vigência da atual presidente da Câmara, será sem dúvida o nome dela que ficará indissociavelmente ligado a todo este projeto de recuperação ribeirinha, desde o P.U.A. até às imediações da Doca dos Pescadores, a artéria que agora se designa por Avenida José Mourinho.

Não quero deixar passar a oportunidade, neste dia para mim tão importante do ponto de vista familiar e em que se assinala também o nascimento do P.U.A. de dar os parabéns à presidente Dra. Maria das Dores Meira e a todos aqueles que tiveram a ideia, se empenharam antes e durante a construção, não esquecendo aqueles que a concretizaram, mantendo este espaço como certamente todos nós gostamos.

Rui Canas Gaspar
2015-maio-09

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domingo, 8 de março de 2015

Setúbal saiu à rua

Este solarengo fim-de-semana parecia uma autêntica romaria por toda a Avenida Luísa Todi com filas intermináveis de automóveis que se deslocavam no sentido nascente poente, com as pessoas a quererem despedir-se do frio e a dar as boas vindas ao tempo mais agradável.

Os parques de estacionamento da Avenida estavam repletos de viaturas e até o Largo José Afonso estava transformado num enorme parque de estacionamento.
Desde a Doca dos Pescadores, até ao Parque Urbano de Albarquel, era um mar de gente que passeava descontraída, enquanto as esplanadas e restaurantes se encontravam apinhados.

As praias estavam igualmente repletas desde aquela que fica dentro da cidade, a Praia da Saúde, até às maravilhosas e muito frequentadas praias da Arrábida.

Setubalenses e forasteiros que já se habituaram a vir usufruir da nossa excelente gastronomia, dos nossos agradáveis espaços públicos e das mais maravilhosas paisagens portuguesas vão transformando a pacata Setúbal, numa muito procurada cidade, onde se gosta de estar.

É natural que perante tal afluência, especialmente no P.U.A. possamos ver ao final do dia algum lixo espalhado pelos relvados e até pela ampla praia que se forma com a maré vazia, os pequenos recipientes para recolha de lixo existentes à beira rio, são demasiado pequenos e insuficientes para tamanha afluência.

De facto, quem for dar uma volta por aquele espaço ao final do dia constatará que a generalidade das pessoas são cuidadosas e quando os recipientes estão repletos colocam as garrafas, os sacos de plástico e demais restos junto aos mesmos.

O vento do final do dia encarrega-se por vezes de soprar alguns destes objetos mais leves para a praia, o que não é benéfico para o meio ambiente.

Sendo assim, seria sábio que os responsáveis pelo Serviço de Higiene e Limpeza da Autarquia, colocassem especialmente nesta época de maior afluência de pessoas, um reforço de pequenos contentores de 250 litros que poderiam ficar ao lado dos que se encontram no parque e desta forma evitaríamos não só uma má imagem, como um melhor ambiente e simultaneamente diminuiríamos o trabalho dos cantoneiros de limpeza daquele belo espaço.

Todos sabemos que no PUA também há molocks com seleção de lixos, mas também sabemos que por serem afastados (e bem!) eles servirão como apoio aos pequenos contentores.

Fica a ideia e a sugestão para que possa eventualmente ser aproveitada por quem de direito, para bem do ambiente.

Rui Canas Gaspar
2015-março-08

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

As águas do Sado substituíram as do Jordão

No PUA, tal como todos os dias acontece, pessoas dos mais variados escalões etários corriam ou passeavam por aquele muito concorrido espaço, enquanto no rio podíamos observar as diversas embarcações que chegavam da faina, depois de uma noite de pesca.

O céu estava cinzento, a temperatura agradável, quando perto da hora de almoço chegaram ao Parque Urbano de Albarquel, algumas dezenas de pessoas de etnia cigana.

Quase uma dezena dessas pessoas vinham trajadas de branco, enquanto as restantes vestiam-se de forma informal.

Depois de formarem um círculo, à beira do rio, um deles começou a falar. Rapidamente percebi que se tratava de um pastor, provavelmente o líder da congregação e aquelas pessoas eram membros da sua Igreja.

Informaram-me que se tratavam de cristãos da Igreja Evangélica, pertencentes à congregação setubalense “Cristo para todos”.

Tinham ido até ao PUA para procederem ao batismo de sete novos conversos que iriam  passar a pertencer àquela congregação sedeada em Setúbal e frequentada na sua esmagadora maioria por elementos de etnia cigana.

Depois de um discurso sobre o arrependimento, um a um foram entrando nas águas do Sado. Cruzavam os braços e eram imersos pelo pastor com o auxilio de outro membro.  

Os elementos da congregação que se encontravam na areia ou em cima cantavam alegremente: “Nas águas do Rio Jordão, Jesus foi batizado por João” repetindo e voltando a entoar este verso, provavelmente o refrão de algum hino religioso.

A cerimónia foi concluída e, tão ordeiramente como chegaram, entraram nas suas viaturas e partiram.

Nesta quinta-feira, dia 26 de fevereiro de 2015 as águas do Rio Sado, tinham-se transformado, para aqueles crentes de etnia cigana, nas águas bíblicas do Rio Jordão.

Rui Canas Gaspar
2015-fevereiro-26

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Parece que chegou o princípio do fim do projeto de devolução do rio à cidade

O Parque Urbano de Albarquel é provavelmente o espaço verde mais procurado e acarinhado pela população de Setúbal.

Inaugurado em 2008, com quatro hectares, o parque encontra-se no topo poente de um espaço que faz parte da devolução do rio à cidade, uma área que já se estende praticamente por toda a margem norte do Sado frente a Setúbal.

Para que o programa seja concluído e, feita a ligação entre a Doca dos Pescadores e a Toca do Pai Lopes, falta apenas demolir as antigas instalações industriais da “Sadonaval” localizadas entre a Praia da Saúde e o PUA. Trata-se de uma zona prevista para a construção do “Terminal 7” um espaço polivalente de apoio às atividades náuticas.

Alguns setubalenses mostram-se céticos no respeitante à desocupação deste espaço por parte daquela empresa e com a construção do novo edifício.

Curiosamente, hoje (03-dez-2014) reparei numa placa afixada naquele local dando conta de que no local funciona um centro náutico municipal.

Certamente que a Autarquia não iria ali colocar esta placa se não tivesse tomado posse do edifício, pelo que este pequeno passo poderá representar o princípio do fim de um projeto acarinhado pela grande maioria dos setubalenses que amam como ninguém o seu belo rio azul.

Aguardemos o desenrolar desta boa notícia que certamente passou despercebida de muitos dos utentes daquele espaço e que nos surpreendeu pela positiva.

Rui Canas Gaspar
2014-dezembro-03

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terça-feira, 1 de julho de 2014

Não sei se deva rir ou chorar
Quando era menino contaram-me algumas histórias da História de Portugal que guardei na memória até aos dias de hoje e que dão conta do engenho e arte de ludibriar do nosso povo.
Lembro-me daquela que estando uma das nossas fortificações sitiada pelos castelhanos, que assim condenavam os portugueses a morrer pela fome ou se renderiam, uma águia-pesqueira ao sobrevoar o castelo deixou cair o peixe que trazia presos nas garras.
Logo o comandante mandou recolher o peixe e embora todos estivessem esfomeados, mandou servi-lo ao comandante castelhano. Este surpreendido julgou que os portugueses tinham alguma fonte de abastecimento secreta mandando levantar o cerco e partiu.
Outra história é aquela que conta que um dos nossos monarcas, em altura de crise, serviu um grande banquete no Tejo, a bordo de uma nau, aos seus aliados ingleses.
Os copos em prata e em ouro, depois de servidos eram atirados pela borda fora, numa ostensiva manifestação de poder e riqueza, para espanto dos ingleses.
Quando o banquete acabou e os ingleses foram embora as redes que debaixo de água cercavam a nau foram recolhidas e toda a louça recuperada, como não podia deixar de ser.
Mais recentemente, nos anos 70 do século passado quando os “patos bravos” como eram alcunhados alguns construtores civis, se encontravam em dificuldades económicas, compravam um Mercedes e um fato novo e só depois assim vestidos e bem montados iam ao banco onde regra geral conseguiam os empréstimos que pretendiam…
Parece que sempre fomos um povo de “chicos espertos” e por isso não sei se devia chorar ou rir quando hoje, terça-feira dia 1 de julho de 2014 verifiquei que no areal do Parque Urbano de Albarquel estavam centenas de crianças, das escolas pré-primárias usufruindo das águas límpidas e do clima agradável.
O que me levou a este sentimento misto foi o verificar que os avisos de “Zona Perigosa” se encontravam cobertos com papel e presos com fita-cola conforme tinham sido colocados para o fim de semana aquando da realização do campeonato do mundo de águas abertas.
É claro que aquele local não deixa de ser perigoso pelo facto de se ter uma flotilha de caiaques a apoiar nadadores que têm também a vigiá-los barcos salva-vidas e equipas da C.V.P. em terra.
Ou é perigoso, ou não é perigoso. O que pode é haver mais ou menos vigilância ou vigilância nenhuma.
Não deixa de ser engraçado o engenho e a arte de dissimulação dos nossos governantes locais, que com um pedaço de papel e alguma fita-cola rapidamente “viram o bico ao prego”. E o que era perigoso, deixa de o ser em questão de minutos.
Não gostaria de ter de voltar a focar este assunto, mas de facto não resisti à tentação depois de ver mais esta ação demonstrativa da capacidade de “resolução” de problemas por parte de alguns dos nossos governantes.
Para finalizar, gostaria de dizer que acho muito bem que se continuem a fazer provas de caráter mundial no nosso belo Sado. Também acho muito bem que se coloquem todos os meios de emergência e socorro ao serviço dos nadadores de craveira mundial.
Mas quero que saibam que para mim, esses nadadores não serão nunca mais importantes do que os milhares de crianças da minha terra que vão usufruir diariamente deste NOSSO belo espaço. Um local que não dispõe de um único nadador salvador. Por isso, não sei se deva rir ou chorar com tanta esperteza saloia e ao mesmo tempo tanta falta de visão.


2014-julho-01

domingo, 29 de junho de 2014


MUITO ESTRANHO...

Prova mundial de natação realizada em Setúbal numa zona perigosa

Foram 104 dos melhores nadadores, representando 23 países dos cinco continentes aqueles que se apresentaram em Setúbal, no bonito Parque Urbano de Albarquel, para disputarem a FINA 10 Km Marathon Swimming World Cup 2014 a mais importante prova desportiva mundial de águas abertas.

A temperatura da água andava pelos 18/19º enquanto em terra os termómetros chegariam perto dos trinta graus, o que fazia com que muitos setubalenses acorressem, especialmente os mais jovens, às praias, logo a partir do espaço recentemente recuperado da Praia da Saúde, onde até há pouco funcionaram os estaleiros de construção e reparação naval.

O facto curioso é que ao longo de todo o PUA podemos ler em diversos avisos a seguinte informação /advertência: Zona não vigiada, Zona perigosa. Zona de movimentação de embarcações de recreio e lazer. Zona de grande profundidade e de correntes fortes. A Câmara Municipal de Setúbal adverte que esta zona é considerada perigosa para a prática balnear.

E é precisamente aqui, nesta zona considerada perigosa para a prática balnear, que alguns dos melhores nadadores do mundo vêm disputar uma importante competição.

É também aqui que nestes dias de calor que podemos ver muitos setubalenses e forasteiros, de todos os escalões etários, a entrar nas águas geralmente cristalinas desta zona perto da junção do Sado com o Atlântico.
E não seria de esperar outra coisa, caso contrário estaríamos em presença do suplício de Tântalo, o tal muito querido entre os deuses, filho de Zeus e de Pluto que por ter-se portado mal teve como castigo ficar imerso com a água até ao pescoço e cheio de sede. Quando mergulhava para beber a água desaparecia.

A questão que se coloca é saber se afinal este local será mesmo assim tão perigoso? Se o é então porque é que uma prova deste gabarito ali se vai realizar?

Por outro lado, se ele de facto não é o mais indicado para a prática balnear, mas atendendo às suas excelentes condições de localização e aos apoios de que dispõe, porque é que não se potencia o espaço de forma a que com mais segurança as pessoas possam usufruir plenamente do areal e da água à sua disposição?

Como não gosto de levantar questões sem que não apresente qualquer sugestão que tenha ponta por onde se possa puxar e porque já temos a experiencia positiva com os “patrulheiros”, homens reformados que zelam pelo bom funcionamento do PUA e da Av. Todi, porque não criar um pequeno corpo de “patrulheiros” para o areal?

Esses tais “patrulheiros” teriam funções idênticas às de nadador/salvador, podendo os mesmos ser recrutados entre os efetivos dos Bombeiros, da CVP, do Clube Naval, do Clube de Canoagem, dos Escuteiros Marítimos, ou simplesmente contratando-se entre os jovens nadadores setubalenses?

Quanto à delimitação do espaço, nada mais simples, prático e barato de que um cordão de boias a exemplo do existente no local de embarcadouro para as barcos de recreio fundeados ao largo.

É que não me parece muito coerente apresentar provas desportivas náuticas, incentivando os mais novos à prática da natação e no dia seguinte estarmos a desincentivar as pessoas de tomarem banho no mesmo local.

Bem sei que temos o livre arbítrio e os avisos estão lá por toda a parte, mais que não seja para tentar limpar algum peso de consciência autárquico, mas também sei que com um pouco mais de esforço financeiro se prestaria um grande serviço sobretudo à comunidade setubalense mais jovem. Digo eu… 

Rui Canas Gaspar
2014-junho-29

www.troineiro.blogspot.com