notícias, pensamentos, fotografias e comentários de um troineiro
Mostrar mensagens com a etiqueta Parque Urbano de Albarquel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Parque Urbano de Albarquel. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 17 de abril de 2017

“Ora já sabem que estou aqui ?” 

Tinham passado apenas quatro anos desde que as praias ribeirinhas setubalenses tinham desaparecido para dar lugar a muralhas, cais de atracação e novas docas, quando surgiu uma casa a quem os seus proprietários atribuíram a designação de La Valenciana. 

Ao longo dos anos a gelataria setubalense conquistaria o paladar das gentes da terra e certamente não haverá em Setúbal quem não conheça a casa aqui implantada desde 1938. 

Várias décadas passaram e também a zona ribeirinha acabou por levar uma reviravolta apresentando-se agora mais agradável que nunca e até o espaço dos estaleiros navais da Praia da Saúde (a única que ficou) foi devolvido ao usufruto da população. 

E é aí que fomos encontrar novo motivo de embelezamento que se encontra a ser ultimado e que nos mostra o nome da nossa cidade composto por grandes letras decoradas. 

Igualmente os setubalenses foram surpreendidos, no mesmo espaço, na zona relvada, com a colocação de dois novos enormes sombreamentos a exemplo dos que já lá se encontravam, potenciando aquele espaço para a prática de atividades ao ar livre, ou simplesmente para usufruto de uns momentos de lazer. 

Mas, o mais interessante é que outro motivo de atração e interesse ali se pode encontrar e, nada mais nada menos, do que os deliciosos gelados da Valenciana, aqui servidos num triciclo do tipo do nosso saudoso Ervilha, o homem que os anunciava com o pregão:  “Ora já sabem que estou aqui?” 

Se conhece a zona ribeirinha setubalense desfrute-a, se não a conhece não perca tempo e venha até esta bela cidade à beira do Sado plantada e desfrute de uma das mais belas baías do mundo. 

Rui Canas Gaspar
2017-abril-17

www.troineiro.blogspot.com 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Nadadores britânicos são atraídos pelos bons ares do “rio azul”

Aproveitando os excelentes bons ventos desportivos que sopram de Portugal e sobretudo de Setúbal Cidade Europeia do Desporto 2016 eis que na bonita e solarenga manhã de hoje, dia 14 de julho de 2016, foram vistos no Parque Urbano de Albarquel, cerca de meia centena de atletas britânicos que vieram aqui treinar natação, no local onde recentemente se realizaram provas mundiais desta modalidade.

Provavelmente os súbditos de Sua Majestade Britânica pensariam que  se trataria de um espaço com as necessárias condições para que no dia-a-dia pudessem praticar a modalidade e não um local com restrições de vária ordem.

Começaram logo por se deparar com uma praia (na maré baixa) onde muitas pessoas aproveitando este período e o muito calor que se faz sentir em Portugal  usufruíam da areia branca e fina frente ao nosso belo rio azul.

E foi uma carga de trabalhos para o treinador conjugar a ação dos seus discípulos que entravam e saiam da água correndo em alta velocidade por entre as pessoas que ali se encontravam a usufruir do espaço.

Curiosamente logo frente à escada de acesso à praia, podia-se ver o areal ocupado por grupos de pessoas que com as suas sombrinhas  dificultavam o acesso ao areal.

O nosso amigo Mário Salgado, que assistiu a toda esta cena, fotografou e filmou e dispensou-me a foto ilustrativa.

Não sei se as autoridades locais foram ou não informadas, nem sei mesmo se o teriam de ser, mas o que é facto é que temos condições naturais para atrair turistas de todo o tipo, inclusive os desportistas, pelo que se calhar teremos de melhorar as condições de receção a quem nos procura.

Enquanto isso não acontece vamos vivendo com o que temos e aprendendo com os erros que eventualmente possamos cometer.

Rui Canas Gaspar
2016-julho-14

www.troineiro.blogspot.com

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Convivendo em boa harmonia no Parque Urbano de Albarquel

Certo dia uma prenhe e bela gatinha passeando pela agradável cidade de Setúbal, decidiu ir apanhar um pouco de sol até ao recém-inaugurado Parque Urbano de Albarquel como via fazer também àquelas jovens senhoras que se encontravam no mesmo estado que ela.

E porque encontrou por ali um bom espaço para se abrigar e dar à luz os seus gatinhos não teve mais o desejo de lá sair, tanto mais que conseguia também comida, caçando ratinhos e passarinhos e apanhando um ou outro peixe trazido para a praia pelas suaves ondas do azul Rio Sado.

A gatinha sentia-se feliz e acabou por constatar que um ou outro da sua espécie começaram também a aparecer por ali e rapidamente formaram a sua própria colónia.

E todos viviam felizes e contentes e multiplicavam-se ao mesmo tempo que perdiam o hábito de caçar para comer porquanto alguns dos utilizadores daquele espaço começaram a gostar da sua colónia e a alimentá-la diariamente com ração que os humanos criaram especificamente para os pequenos felinos.

Mas outros humanos, daqueles que não tinham por hábito levar-lhes comida parece que não acharam grande piada ao aumento da colónia e assim, da noite para o dia, constatou-se que a mesma tinha sido drasticamente reduzida, sabe-se lá como!...

Mas, como gatos e gatas não dormem em serviço trataram de voltar a reproduzir-se e hoje já podemos de novo ver uma colónia com alguns indivíduos que perderam o hábito de caçar porque mais e mais humanos decidiram trazer-lhes comida, tornando-os indolentes.

Ora voando por aquele espaço apareceu um negro corvo que constatou estar em presença de um autêntico maná e começou também ele por provar a comida que traziam para os gatos. Provou e gostou!

Agora o corvo que também adotou o espaço como seu já não perde tempo a procurar comida e vai sorrateiramente surripiar alguma daquela que os humanos levam para os felinos, mesmo sob o olhar atento e desconfiado destes.

Assim, ao que parece, alguns humanos, felinos e aves parecem conviver em boa harmonia, o que certamente muito agradará aos pardais e pequenos roedores que por ali também tem o seu próprio e agradável espaço, sem correrem o risco de se verem perseguidos, pelos seus ancestrais inimigos.

Rui Canas Gaspar
2016-abril-14

www.troineiro.blogspot.com

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

FORTE DE SÃO FILIPE, EM SETÚBAL

Mais meia centena de visitantes que se livraram de bater com o nariz no portão

Depois de ler o “Coisas de Setúbal” aquela professora, responsável pela área de projeto da sua escola, chegou à conclusão que provavelmente não poderia trazer a meia centena de meninos até ao Forte de São Filipe, em Setúbal, para uma visita de estudo.

Telefonou-me a perguntar se era verdade ou não que o forte não estava acessível a visitas.  Depois de lhe ter confirmado e porque ela não conhecia Setúbal acedi ao convite de lhe sugerir um programa alternativo para as suas crianças.

Atrevi-me a propor-lhe que pudesse visitar o Museu do Trabalho, onde as crianças poderiam aprender sobre a indústria conserveira e vivenciar o trabalho daqueles homens e mulheres que trabalharam na fábrica. Depois desceriam até à Praça do Bocage para aprenderem mais sobre esse grande poeta setubalense e finalmente dirigir-se-iam para o Parque Urbano de Albarquel onde fariam um piquenique.

Enquanto ia falando, do outro lado da linha a professora seguia através da internet o programa que eu lhe ia delineando e mostrava-se visivelmente satisfeita. E, como já tinha autocarro cedido pela sua autarquia para transporte dos alunos e porque o programa que lhe estava a sugerir era isento de custos mais satisfeita ficou.

Eu também fiquei satisfeito por ter sido útil e, sobretudo, por ter evitado que meia centena de crianças e professores vindos de outra localidade até Setúbal, batessem com o nariz no portão do nosso Forte de São Filipe.

Curiosamente, continuamos a constatar que não existe qualquer aviso nem no início da estrada de acesso nem no próprio portão do forte a informar os turistas nacionais e estrangeiros para o facto daquele monumento estar encerrado.

Considero este facto uma falta de respeito pelos visitantes e uma situação nada abonatória para o turismo local, pelo que me atrevo a solicitar a um qualquer partido político, candidato às próximas eleições, que reserve uns trocados para imprimir um cartaz que logo no início da estrada de acesso informe que não vale a pena ir até lá acima visitar o “castelo” porque o mesmo está encerrado.

Quando se gasta tanto dinheiro em material de propaganda, penso que um cartaz não deve fazer grande mossa no orçamento e daria muito jeito a muito boa gente que diariamente perde o seu tempo ingloriamente. Digo eu!...

Rui Canas Gaspar
2015-setembro-07

www.troineiro.blogspot.com

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Terceiro aniversário do Navegador

Faz três anos este mês de junho de 2015 que foi inaugurada a estátua de homenagem ao Navegador, uma bela obra de arte que veio valorizar ainda mais o Parque Urbano de Albarquel um dos mais bem conseguidos projetos levadas a cabo em Setúbal nos últimos anos.

A primeira vez que tomei contacto com esta obra de arte, não a consegui apreciar, nem sequer saber do que se tratava, porquanto deparei-me com um estranho trabalho levado a cabo por trabalhadores da Autarquia, que faziam argamassa em cima de uma camioneta e depois a despejavam para dentro de um cone de sinalização rodoviária, utilizando-o como funil.

Onde ia parar aquela argamassa foi o que só vim a saber uns dias depois, descobrindo que se destinava a encher uma estátua oca, construída em bronze.
Na cabeça do Navegador havia um buraco e foi por ali que entrou a mistura que fez com que deixasse de ser um ser oco e se tornasse maciço.

Provavelmente poucos setubalenses tiveram esta oportunidade de assistir e registar o momento em que o Navegador se encontrava coberto com uma capa plástica não porque tivesse medo da chuva mas porque nesse dia deixou de ter o corpo e sobretudo a sua cabeça oca.

Resta dizer que este monumento de homenagem ao Navegador foi uma obra do escultor José João Besugo e foi oferta do setubalense Comendador Luís Filipe Gomes, um homem bem conhecido na nossa terra que se encontra ligado às coisas do mar.

Rui Canas Gaspar
2015-junho-06

www.troineiro.blogspot.com

terça-feira, 12 de maio de 2015

É tempo de dar bom uso ao “Quiosque do Conhecimento”

Penso que nunca será demais elogiar o Parque Urbano de Albarquel pela mais-valia que ele representa para a população setubalense e seus visitantes de todas as classes sociais e de todos os escalões etários.

Porém, e como não há bela sem senão, hoje quero referir aqui, mais uma vez, uma situação que me preocupa e que já tenho partilhado com diversos amigos, os quais estão de acordo comigo na sua generalidade.

Trata-se da ausência de uma pequena biblioteca onde os utentes do PUA   possam requisitar um livro, jornal ou revista de modo a poderem melhor usufruir de uns agradáveis momentos de leitura naquele parque, a exemplo do que já se faz em muitos outros espaços públicos do nosso país.

Para a implementação desta mais-valia não é necessário gastar dinheiro, basta dar uso ao semiabandonado “Quiosque do Conhecimento” que lá se encontra praticamente inoperacional.

Para a concretização do projeto, colocar-se-ia no seu interior umas prateleiras ou armários metálicos que certamente existirão nos armazéns camarários, far-se-ia deslocar para ali alguns dos muitos livros que se encontram excedentários na Biblioteca Municipal, colocar-se-ia no exterior as cadeiras e mesas de esplanada que estão dentro do quiosque e pouco mais que isso.

Para fazer a entrega e recolha dos livros, poderia ser uma simpática tarefa a atribuir a um dos patrulheiros, que certamente a desempenharia de muito bom grado.

Custa-me ver dispendiosas estruturas abandonadas ou com utilização precária quando existe falta de meios e o dinheiro é escasso.

Já na Primavera passada avancei com esta sugestão e o que de mais aproximado se fez foi no final do Verão uma pseudo-campanha de leitura na via pública, desbaratando-se dinheiro e consumindo recursos humanos. 

Colocaram-se uns ganchos metálicos nos bancos da Avenida Luísa Todi, sendo suposto ali deixar um livro ou revista para ser trocado. Não foi preciso ser adivinho para vaticinar o fracasso da iniciativa, devido à época, ao local e ao meio utilizado. A iniciativa pouco mais durou que uma semana!

Temos de ser realistas, objetivos e práticos e sobretudo dar bom uso ao que temos, gastando pouco dinheiro e sem entrar por projetos utópicos.

É pois altura de dar bom uso ao “Quiosque do Conhecimento” antes que ele fique de uma vez por todas definitivamente degradado, colocando-o de facto ao serviço do conhecimento que os livros proporcionam.

Rui Canas Gaspar
2015-maio-12
www.troineiro.blogspot.com

terça-feira, 7 de abril de 2015

Um portão encerrado que não serve nada nem a ninguém

É sabido que as antigas instalações da SADONAVAL estão destinadas a ser demolidas e com esta ação ficará interligada toda a vasta zona entre a Doca dos Pescadores e a Toca do Pai Lopes, podendo-se então dizer que o Sado foi devolvido à cidade de Setúbal.

Esta é de facto uma obra grandiosa digna de todos os elogios, embora algumas situações de pormenor venham a ser afinadas em devido tempo, nomeadamente a retirada das enormes pedras existentes na zona poente da Praia da Saúde.

A qualquer hora do dia podemos ver aqui uma enorme quantidade de pessoas de todos os escalões etários e de todas as categorias sociais, a usufruir deste espaço de eleição, vocacionado para o lazer, para o desporto e para a manutenção da boa forma física.

Pelas suas características também este local é por vezes utilizado para a realização de eventos diversos, quase sempre com muito boa afluência de público.

O acesso à primeira fase deste espaço encontra-se estrangulado entre o velho edifício fabril e o muro de contenção de terras, pelo que o passeio para peões é interrompido a determinado ponto, disputando-se a passagem entre peões e viaturas automóveis.

Por isso mesmo é que se torna incompreensível que os portões exteriores de acesso às instalações da SADONAVAL estejam encerrados, porquanto muitos dos utentes do PUA poderiam circular por ali e desta forma estar mais protegidos das viaturas automóveis.

Não me parece que haja qualquer motivo justificável para que estes portões estejam fechados, porquanto as pessoas podem entrar ou sair pela parte lateral caminhando por entre pedras, ferros ou areia da praia, desnecessariamente.

E porque o encerramento deste portão não serve nada, nem ninguém é que o mesmo é motivo recorrente dos mais diferentes comentários dos utentes daquele agradável espaço.

Sendo assim, seria bom que os responsáveis autárquicos tomassem em linha de conta este assunto, tão simples de resolver, e fossem céleres na sua decisão. É que por mais de uma vez já tive oportunidade de verificar a eminencia de acidentes naquele local.

E como mais vale prevenir que remediar, acho que deverão tomar as medidas necessárias e urgentes, no sentido de retirar dali o cadeado símbolo de falta de qualquer coisa por parte de quem teve tão triste e desnecessária iniciativa.

Rui Canas Gaspar
2015-abril-07
www.troineiro.blogspot.com


Embora não concordando em absoluto com a justificação da Câmara Municipal para o encerramento dos portões, gostaria no entanto de partilhar a explicação que o porta-voz do Executivo Municipal entendeu dever prestar-me, o que naturalmente agradeço.

“Na verdade, os portões estão fechados porque entendem os serviços municipais que a sua abertura colocaria sérios problemas de segurança aos utentes do espaço, já que os portões permitem a saída direta para a estrada, sem qualquer obstáculo ou espaço em que possa esperar pela passagem de viaturas que por ali circulam, com a agravante de que, quem sai, por ter o edifício à esquerda, perde a visibilidade das viaturas que vêm do lado do PUA. É fácil imaginar situações de crianças que por ali circulem de bicicleta, ou mesmo adultos, e saiam para a estrada de forma mais distraída e provocar acidentes e danos pessoais graves que queremos evitar.
Há, pois, um motivo justificável para o encerramento dos portões.”



sábado, 5 de julho de 2014

A Águas do Sado não é “fomica” não senhor…


Era o primeiro sábado de julho de 2014 e o calor do meio dia secava as gargantas de muitos dos utentes que àquela hora já enchiam o Parque Urbano de Albarquel, embora naquele espaço possamos encontrar dois ou três pontos de água para nos podermos dessedentar.

No espaço polivalente, um grande grupo de atletas demonstrava as suas habilidades, transpirando profusamente.

Fiquei surpreendido quando junto ao golfinho fabricado com o material reciclado me deparo com um amplo painel a promover a empresa Águas do Sado ligado a um hidrante. Do painel saíam cinco torneiras.

Nada mal pensei eu, aqui está uma forma de promoção de uma empresa feita  com a “prata da casa”  e servindo a população deste frequentadíssimo espaço.

Uma criança dirigiu-se à torneira para poder beber uns golos de água, mas como não conseguiu abrir, voluntariei-me para o fazer. Em vão, nenhuma delas deitava pinga, embora o sistema estivesse ligado à “boca-de- incêndio”.

Ainda esta semana tinha comentado a propósito desta empresa fornecedora exclusiva das águas em Setúbal não disponibilizar aos seus clientes no interior das suas instalações um copo de água. Poucos dias depois deparo-me com a oferta do precioso líquido por intermédio de um equipamento publicitário dotado de cinco torneiras, todavia sem debitar pinga do precioso líquido…

Acho que andamos mesmo com azar e que afinal não deve haver motivo para se pensar que esta é uma empresa “fomica”.


2014-julho-05


terça-feira, 1 de julho de 2014

Não sei se deva rir ou chorar
Quando era menino contaram-me algumas histórias da História de Portugal que guardei na memória até aos dias de hoje e que dão conta do engenho e arte de ludibriar do nosso povo.
Lembro-me daquela que estando uma das nossas fortificações sitiada pelos castelhanos, que assim condenavam os portugueses a morrer pela fome ou se renderiam, uma águia-pesqueira ao sobrevoar o castelo deixou cair o peixe que trazia presos nas garras.
Logo o comandante mandou recolher o peixe e embora todos estivessem esfomeados, mandou servi-lo ao comandante castelhano. Este surpreendido julgou que os portugueses tinham alguma fonte de abastecimento secreta mandando levantar o cerco e partiu.
Outra história é aquela que conta que um dos nossos monarcas, em altura de crise, serviu um grande banquete no Tejo, a bordo de uma nau, aos seus aliados ingleses.
Os copos em prata e em ouro, depois de servidos eram atirados pela borda fora, numa ostensiva manifestação de poder e riqueza, para espanto dos ingleses.
Quando o banquete acabou e os ingleses foram embora as redes que debaixo de água cercavam a nau foram recolhidas e toda a louça recuperada, como não podia deixar de ser.
Mais recentemente, nos anos 70 do século passado quando os “patos bravos” como eram alcunhados alguns construtores civis, se encontravam em dificuldades económicas, compravam um Mercedes e um fato novo e só depois assim vestidos e bem montados iam ao banco onde regra geral conseguiam os empréstimos que pretendiam…
Parece que sempre fomos um povo de “chicos espertos” e por isso não sei se devia chorar ou rir quando hoje, terça-feira dia 1 de julho de 2014 verifiquei que no areal do Parque Urbano de Albarquel estavam centenas de crianças, das escolas pré-primárias usufruindo das águas límpidas e do clima agradável.
O que me levou a este sentimento misto foi o verificar que os avisos de “Zona Perigosa” se encontravam cobertos com papel e presos com fita-cola conforme tinham sido colocados para o fim de semana aquando da realização do campeonato do mundo de águas abertas.
É claro que aquele local não deixa de ser perigoso pelo facto de se ter uma flotilha de caiaques a apoiar nadadores que têm também a vigiá-los barcos salva-vidas e equipas da C.V.P. em terra.
Ou é perigoso, ou não é perigoso. O que pode é haver mais ou menos vigilância ou vigilância nenhuma.
Não deixa de ser engraçado o engenho e a arte de dissimulação dos nossos governantes locais, que com um pedaço de papel e alguma fita-cola rapidamente “viram o bico ao prego”. E o que era perigoso, deixa de o ser em questão de minutos.
Não gostaria de ter de voltar a focar este assunto, mas de facto não resisti à tentação depois de ver mais esta ação demonstrativa da capacidade de “resolução” de problemas por parte de alguns dos nossos governantes.
Para finalizar, gostaria de dizer que acho muito bem que se continuem a fazer provas de caráter mundial no nosso belo Sado. Também acho muito bem que se coloquem todos os meios de emergência e socorro ao serviço dos nadadores de craveira mundial.
Mas quero que saibam que para mim, esses nadadores não serão nunca mais importantes do que os milhares de crianças da minha terra que vão usufruir diariamente deste NOSSO belo espaço. Um local que não dispõe de um único nadador salvador. Por isso, não sei se deva rir ou chorar com tanta esperteza saloia e ao mesmo tempo tanta falta de visão.


2014-julho-01