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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Será que a APSS vai também cobrar aos automobilistas?
Hoje enquanto andava a tratar da vidinha percorrendo um pouco alguns espaços da nossa cidade a minha atenção focou-se nos buracos. Isso mesmo, nos buracos!

Os primeiros foram aqueles que se encontravam a ser abertos para a mudança da placa comemorativa da inauguração da rotunda Vitória Futebol Clube.

O outro era aquele na Avenida Alexandre Herculano, frente ao Hotel Bonfim, relacionado com as águas, que aliado à camioneta parada a abastecer o quiosque e o autocarro das carreiras urbanas, transformaram momentaneamente aquela mal concebida artéria num espaço automóvel de prova de obstáculos.

Mas, os buracos que mais me deixaram apreensivo foram aqueles que já se encontram com uma sapata de betão construída e que podemos observar à entrada do parque de estacionamento da APSS. Trabalhos levados a cabo por operários desta estrutura portuária e localizados entre os cacifos e a Doca dos Pescadores, frente à estacada nº 1.

Não quero acreditar que os buracos se destinem a colocar uma cancela e, porque isso só por si não faz qualquer sentido, a mesma tenha por finalidade inviabilizar o acesso a quem não pague o respetivo acesso ao parque, até agora gratuito?  

É bom lembrar que aquele espaço, em boa hora intervencionado pela APSS, se destinava a um jardim e que graças ao bom entendimento entre a Administração Portuária e a Autarquia, a APSS acedeu ao pedido desta no sentido de ali fazer um parque de estacionamento, dada a carência de locais para parqueamento automóvel.

Ora se a APSS não ia receber qualquer verba dos utentes que utilizariam o jardim, não fará qualquer sentido que vá agora receber qualquer verba dos sobrecarregados automobilistas. Depois, também não me parece que seja devido a essas migalhas que o seu orçamento será mais ou menos afetado.

Bem, o certo é que de facto não sei se os buracos vão ter mesmo a finalidade que ali pela “borda d’água” já se comenta com desagrado e, se assim for, não deixa de ser profundamente lamentável e sem qualquer sentido a tomada de tal decisão. Digo eu!...

Rui Canas Gaspar
2015-outubro-09

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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Setúbal tem condições para ser uma potência turística

Ao longo da minha vida tive oportunidade de visitar algumas dezenas de locais nos mais diversos pontos do mundo, da Rússia aos Estados Unidos, de Israel a Cuba, passando naturalmente por diversas outras nações europeias, africanas e asiáticas.
Em todos os locais por onde andei não vi apenas coisas perfeitas, não vi somente gente abastada, não vi somente coisas bonitas, vi de tudo um pouco!
Em função do que pude observar conclui que Portugal em geral e Setúbal em particular foi bafejada com a sorte de ter características ímpares que com um pouco de trabalho e algum jeitinho a podem colocar no topo do turismo internacional.
Tenho para mim que esta linda região tem sido uma espécie de patinho feio daquela “Grande Lisboa” quando nada temos a ver com a tal margem Sul, (marginalizada) devendo-nos apresentar orgulhosamente como aquilo que efetivamente somos, a bela região sedeada na margem norte do Sado.
Com o calor eles começaram a chegar como andorinhas e logo pela manhã tive oportunidade de apreciar um grande grupo de turistas de língua inglesa que se dirigiam para um dos mais belos mercados portugueses, o nosso Mercado do Livramento.
A seguir ao almoço, foi a vez de me cruzar com mais de uma centena de jovens adolescentes espanhóis que se dirigiam para o centro de canoagem no Parque Urbano de Albarquel.
Setúbal tem todas as condições para se tornar num local de atração turística nacional e internacional, onde os turistas possam acorrer aos milhares. Saibam os setubalenses colaborar, recebendo bem quem nos visita, alindando os seus espaços de residência, sendo interventivos pela positiva e procurando deixar o espaço onde residem ou trabalham sempre melhor do que o encontraram.
Saibam os nossos governantes, autarcas que nos governam e aqueles dos partidos da oposição trabalhar efetivamente em prol da nossa terra colocando o coletivo acima de interesses pessoais ou partidários.
Saibam as outras forças com capacidade interventiva, nomeadamente a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e o Parque Natural da Arrábida e do Estuário do Sado ajudar a desenvolver este espaço que nos viu nascer.
Queiramos todos fazer a nossa parte, cada um segundo as suas forças, capacidades e talentos e não terei quaisquer dúvidas, porque é mais aquilo que nos une que o que nos divide enquanto setubalenses, que a nossa terra que tem conhecido um desenvolvimento como há muito não se via, poderá a curto prazo ser uma referência turística não só a nível nacional como até internacional.
Posso estar enganado, posso estar a ser utópico, mas estou em crer que com o empenhamento de todos os setubalenses, acredito sinceramente que o que acabei de dizer pode ser uma realidade, porque efetivamente esta nossa região tem boas pernas para andar.
Rui Canas Gaspar
2015-maio-15
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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Feios, Porcos e Maus

Provavelmente este é o filme mais conhecido entre os portugueses do realizador Ettore Scola, bem como o seu melhor trabalho, vencedor do prémio, para melhor realização, no Festival de Cannes 1978.

Mas, se eu tivesse de atribuir um título a outro “filme” que vi hoje em Setúbal, provavelmente seria esta a designação que também lhe daria pelos seguintes motivos:

FEIOS - Porque os protagonistas certamente não gostarão de lindas flores, de espaços exteriores arranjados e bonitos e, como tal, se não gostam destas coisas deverão ser naturalmente feios.

PORCOS - Sem qualquer ofensa para os suínos. Mas se vêm deitar os restos dos fogareiros na via pública, ao lado de contentores, em cima de um novo revestimento que ainda se encontra em execução, a classificação não poderá ser mais adequada.

MAUS – Pois quem é que pode ser bom para os outros se nem para si o é? Ao fazer continuadamente este trabalho está a denegrir a imagem dos seus colegas da restauração que nada têm a ver com o assunto.

Pois é, estou a falar das obras de arranjo exterior que se encontram em curso no parqueamento junto aos cacifos dos pescadores.

O espaço da responsabilidade da APSS começou a ser alvo de embelezamento com a colocação de flores, e do arranjo artístico com pedra-pomes no espaço entre o passeio e o parque de estacionamento.

Mas, por incrível que pareça o mesmo restaurante que antes colocava as cinzas do fogareiro em cima da terra, ao lado dos contentores, foi agora colocar em cima da negra pedra-pomes, enquanto os trabalhadores que estão a tratar daquele espaço se encontravam ausentes.

Uma falta de respeito pelo trabalho dos outros, um desrespeito pelos demais cidadãos e uma não menos falta de respeito para com os próprios colegas de restauração.

Tive oportunidade de assistir à manifestação de indignação dos trabalhadores que tratavam daquele espaço quando verificaram que o trabalho que ainda não tinham concluído já se encontrava vandalizado por quem o deveria preservar.

Tive oportunidade de escutar da boca de outra pessoa que frequenta o local a indicação do nome do restaurante que é useiro em fazer este sujo trabalho.

Mas, o melhor a que assisti foi, um casal que participou na troca de impressões entre o pequeno grupo de indignados ao saber o nome do restaurante, e sendo para lá que se dirigia para almoçar, de imediato disse alto e bom som que não mais lá voltaria.

Não podemos generalizar e eu também não o vou fazer, mas que há por aí muita miséria engravatada que não passam de seres Porcos, Feios e Maus, lá disso não tenho dúvida.

Rui Canas Gaspar
2015-maio-15

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Em Setúbal temos um espaço que em vez de relva tem cinzas

Não me dei ao trabalho de saber porquê e quem vai colocando as cinzas dos fogareiros a carvão junto aos contentores de lixo localizados ao lado do novo parque de estacionamento da A.P.S.S. construído nos terrenos entre a doca dos pescadores e o edifício dos apetrechos de pesca.

Este era um hábito que já vinha de antes das obras efetuadas, quando aquele espaço se encontrava em terra batida e, pelos vistos, vai continuar depois das mesmas ficarem concluídas, faltando para tal apenas serem colocados os bancos panorâmicos e o ajardinamento da faixa separadora, precisamente no topo da qual estão a ser colocadas as cinzas.

Quem ali coloca as cinzas, provavelmente não as quererá depositar dentro dos moloch, os novos contentores enterrados para receção de resíduos sólidos com receio de poder vir a derreter o saco de plástico existente no seu interior.

Também não quererá deitar as cinzas ao rio, por uma questão ecológica, como fazem algumas pessoas irresponsáveis. Como tal opta por depositar naquele inadequado espaço.

Para que esta situação se resolva de vez e atendendo ao elevado número de restaurantes que utilizam o carvão para assar o saboroso peixe que se come por ali, penso que é altura de se colocar um recipiente adequado à recolha das cinzas, o que não me parece difícil de fazer caso não exista à venda no mercado.

Como está a situação é que não é nada, e não me parece bem a A.P.S.S. fazer um investimento substancial, dotando aquele local de um útil parque de estacionamento e de um agradável espaço e os Serviços de Higiene e Limpeza da Câmara Municipal de Setúbal não o dotarem dos equipamentos adequados, neste caso concreto de mais um recipiente próprio para recolha de cinzas.

Esperemos bem não ter de ver os turistas a fotografar aquele espaço, quando o relvado estiver ali colocado e for visível um monte de cinzas onde deveria estar um bonito tufo florido.

Rui Canas Gaspar
2015-janeiro-02

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

No P.U.A. há perigo para a navegação

No Parque Urbano de Albarquel a Câmara Municipal de Setúbal  adverte que a zona de praia é perigosa, que a mesma tem movimentação de embarcações e que para além disso as correntes marítimas ali são muito fortes, motivos mais que suficientes para todos termos muito cuidado, e quando digo todos estou a referir-me inclusivamente aos próprios Serviços Municipais.

De facto, o mar que tudo leva e tudo trás, brindou o areal do Parque Urbano de Albarquel com um enorme tronco, arrastado sabe-se lá de onde, e ali ficou na areia, até que uma qualquer maré o puxe de novo para água e o leve para algures.

Se há perigos que os homens do mar tanto temem é exatamente este dos objetos de grandes dimensões que se encontram à deriva, sendo que o embate numa embarcação pode ser fatal. Foi esse mesmo reparo que o meu pai, velho e experiente lobo-do-mar, fez questão de mencionar quando viu o perigo que ali se encontrava.

Não sei a quem cabe a responsabilidade de prevenir um eventual acidente motivado por aquele enorme tronco. Se à Câmara Municipal, se à A.P.S.S. o que sei é que uma qualquer maré poderá arrastá-lo para as águas do Sado e um qualquer barco poderá colidir com ele.

Parece que pelas nossas bandas não temos muito o hábito de prevenir, mas quando o acidente acontece corremos com toda uma panóplia de meios e recursos humanos quais operacionais sempre prontos e aptos a resolver situações por mais complicadas que sejam.

Mas meus amigos governantes, vocês que sabem a quem compete resolver este tipo de situação, tratem dela quanto antes, não vá acontecer o pior e depois não poderão argumentar com uma daquelas desculpas esfarrapadas a que já nos habituamos a escutar e que o nosso povo costuma rotular de “desculpa de mau pagador”.

Qualquer funcionário dos vossos Serviços, munido de motosserra, poderá cortar o tronco e removê-lo dali antes que o mar o faça com consequências imprevisíveis.

Rui Canas Gaspar
2014-dezembro-05

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