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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Quem conheceu o famoso Restaurante Naval Setubalense ?

Embora Setúbal disponha, sem dúvida, de muitos e bons restaurantes, o facto é que não me parece que tenha um restaurante de referência internacional como o foi, por exemplo, o “Restaurante Naval Setubalense” que aqui laborou até à década de 70.

Neste local de culto gastronómico degustaram as melhores iguarias reis e príncipes de visita à nossa cidade.

E nesse tempo em que as carnes eram o que mais se servia nos restaurantes, para além delas, o Naval colocava à disposição dos mais exigentes clientes o delicioso linguado grelhado na chapa, bem como o salmonete à setubalense, uma inovação nascida ali, pela mão do “Chico” o mestre cozinheiro.

Provavelmente um dos motivos para que os alimentos ficassem tão saborosos fosse não só a arte e talento dos seus cozinheiros mas também o facto dos mesmos serem cozinhados num enorme fogão a lenha com 4 metros de comprimento por 2,5 de largura.

Laureano Rocha Lourenço, nascido em 1916, ali começou a trabalhar em 1925 quando tinha apenas 9 anos, viria a ser um dos donos do estabelecimento.

Este industrial da restauração, que também foi um talentoso  ator amador e músico foi agraciado com a Medalha de Honra da Cidade de Setúbal (cultura) em 1989.

Rui Canas Gaspar
2015-setembro-30

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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Feios, Porcos e Maus

Provavelmente este é o filme mais conhecido entre os portugueses do realizador Ettore Scola, bem como o seu melhor trabalho, vencedor do prémio, para melhor realização, no Festival de Cannes 1978.

Mas, se eu tivesse de atribuir um título a outro “filme” que vi hoje em Setúbal, provavelmente seria esta a designação que também lhe daria pelos seguintes motivos:

FEIOS - Porque os protagonistas certamente não gostarão de lindas flores, de espaços exteriores arranjados e bonitos e, como tal, se não gostam destas coisas deverão ser naturalmente feios.

PORCOS - Sem qualquer ofensa para os suínos. Mas se vêm deitar os restos dos fogareiros na via pública, ao lado de contentores, em cima de um novo revestimento que ainda se encontra em execução, a classificação não poderá ser mais adequada.

MAUS – Pois quem é que pode ser bom para os outros se nem para si o é? Ao fazer continuadamente este trabalho está a denegrir a imagem dos seus colegas da restauração que nada têm a ver com o assunto.

Pois é, estou a falar das obras de arranjo exterior que se encontram em curso no parqueamento junto aos cacifos dos pescadores.

O espaço da responsabilidade da APSS começou a ser alvo de embelezamento com a colocação de flores, e do arranjo artístico com pedra-pomes no espaço entre o passeio e o parque de estacionamento.

Mas, por incrível que pareça o mesmo restaurante que antes colocava as cinzas do fogareiro em cima da terra, ao lado dos contentores, foi agora colocar em cima da negra pedra-pomes, enquanto os trabalhadores que estão a tratar daquele espaço se encontravam ausentes.

Uma falta de respeito pelo trabalho dos outros, um desrespeito pelos demais cidadãos e uma não menos falta de respeito para com os próprios colegas de restauração.

Tive oportunidade de assistir à manifestação de indignação dos trabalhadores que tratavam daquele espaço quando verificaram que o trabalho que ainda não tinham concluído já se encontrava vandalizado por quem o deveria preservar.

Tive oportunidade de escutar da boca de outra pessoa que frequenta o local a indicação do nome do restaurante que é useiro em fazer este sujo trabalho.

Mas, o melhor a que assisti foi, um casal que participou na troca de impressões entre o pequeno grupo de indignados ao saber o nome do restaurante, e sendo para lá que se dirigia para almoçar, de imediato disse alto e bom som que não mais lá voltaria.

Não podemos generalizar e eu também não o vou fazer, mas que há por aí muita miséria engravatada que não passam de seres Porcos, Feios e Maus, lá disso não tenho dúvida.

Rui Canas Gaspar
2015-maio-15

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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Setúbal podia fazer mais pelos turistas que nos visitam

Tenho vindo a constatar que existe um cada vez maior movimento de autocaravanas que demandam a nossa cidade e, por isso mesmo, já abordei este assunto mais do que uma vez por o julgar de grande importância para a nossa terra.

Segundo informação de um industrial de restauração a operar na zona da Doca dos Pescadores continuam a chegar e partir dos estacionamentos junto aos cacifos dos pescadores mais de uma dezena de autocaravanas diariamente.

Os turistas que assim se deslocam são oriundos sobretudo de Portugal, Espanha e França, mas podemos verificar a existência de matrículas de outros países nas suas viaturas.

Grosso modo isto significa um autocarro de turistas a visitar diariamente Setúbal, ou seja, na ordem de 1.200 pessoas por mês qualquer coisa como 14.400 turistas por ano.

Pode não ser muito, mas o facto é que são alguns destes turistas que tem “salvado o dia” a vários restaurantes da zona nestes tempos de crise, atendendo a que não estamos a falar do chamado “turismo de pé descalço” mas sim de pessoas com algum poder de compra.

Para além dos restaurantes podemos ver também muitos destes turistas a abastecer-se no nosso Mercado do Livramento e a percorrer as ruas da baixa da nossa cidade, à procura sabe-se lá de quê…

Com tão significativo número de visitantes, que muito poderá crescer se criarmos condições para tal, é de fundamental importância que se crie um espaço adequado e com condições para os receber.

Sugiro que o velho edifício localizado na Avenida José Mourinho, propriedade da Câmara Municipal de Setúbal e onde em tempos foi guardado equipamento de higiene e limpeza, seja demolido, o pavimento asfaltado e ali colocado um posto de recolha de dejetos, pontos de abastecimento de eletricidade e de água a exemplo do que já se faz noutras localidades do nosso país.

No local, devidamente delimitado, poderá ser instalado um pequeno quiosque não só para receber o pagamento do parqueamento (há situações em Portugal que no Inverno é gratuito) como o mesmo funcionaria como ponto de informação turística com distribuição de mapas e demais informação publicitária sobre a cidade e região do rio azul.

As vantagens desta iniciativa são por demais evidentes, potenciando-se o número de turistas que nos visitam a troco de um pequeno investimento que rapidamente será reembolsado com o pagamento do parqueamento e o aumento de receitas indiretas.

Por outro lado, ao instalar este equipamento aquela avenida ribeirinha ganhará melhor aspeto atendendo a que o velho edifício degrada-se a olhos vistos nada dignificando esta bonita e recuperada artéria.

Um dia, quando a C.M.S. chegar a acordo com algum potencial interessado para a compra do espaço, pois então que o venda se assim entender e trate de arranjar outro condigno para substituir o equipamento entretanto criado.

Agora como as coisas têm vindo a desenvolver-se é que não é nada, com a perca de um fluxo turístico nada desprezível e com a possibilidade de mais uma fonte de receitas para a Autarquia completamente desaproveitada.

Rui Canas Gaspar
2014-outubro-10
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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O cais do barco EVORA estava repleto de carros topo de gama

Ao que parece ontem, dia 6 deste mês de agosto de 2014 foi um dia de “barriguinha cheia” para os industriais de restauração com estabelecimentos localizados junto à Doca dos Pescadores.

Foi dia do barco EVORA, deixar o seu cais de atracação na Estacada nº1 para levar mais de duas centenas de pessoas a passear numa das mais belas baías do mundo, a de Setúbal.

A saída prevista para as 15 horas acabou por se efetuar quase três horas depois. É que os passageiros ficam encantados com o bom peixe e marisco servido nos esplêndidos restaurantes setubalenses e acabam sempre por atrasar a saída do barco que fretaram, mais uma vez, para o seu sempre animado passeio/convívio.

O acesso ao cais onde se encontra o EVORA foi aberto para servir de estacionamento às viaturas de alguns dos seus passageiros tornando-se numa autêntica montra para os amantes dos carros topo de gama, dos porche aos masserati, passando pelos populares mercedes e BMW.

Um barco “táxi” tratou de levar alguns passageiros mais atrasados de Setúbal para o outro lado do rio onde já se encontrava o EVORA, fosse porque ficaram mais tempo no restaurante, a tratar de negócios, ou simplesmente porque nestes casos chegar atrasado não será tanto falta de educação mas sim mais um motivo para se tornar notado…

Mas afinal quem eram estes passageiros do EVORA que intrigavam os pescadores que comentavam e apreciavam o espetáculo da sua privilegiada varanda no edifício dos cacifos de pesca?

Eles eram africanos, maioritariamente angolanos, pessoas alegres e parecendo ser bem endinheirados que já têm feito várias saídas para a “Baía dos Golfinhos” a bordo deste emblemático barco a que gostamos de chamar de “Cisne branco do Sado”.

O turismo em Setúbal abarca as mais variadas vertentes e este tipo de passeios a bordo do EVORA representa sempre um motivo de muita alegria para os industriais de restauração que num dia como o de ontem esfregam as mãos de contentamento pelo bom negócio que este tipo de turistas lhes proporciona.

Rui Canas Gaspar
2014-agosto-07

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