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quinta-feira, 19 de abril de 2018


Mil euros por cada lugar de parqueamento na Figueirinha 

No dia em que Setúbal comemora mais um aniversário da sua elevação à categoria de cidade, deu-se início na Praia da Figueirinha aos trabalhos de marcação de estacionamento, o qual será tarifado entre os meses de junho e setembro. 

O espaço será controlado por um sistema de cancela e comportará 200 lugares, com valores que atingirão o pico no mês de agosto, situando-se em 1 euro/hora. 

Feitas as contas por alto estimo que estes 4 meses de Verão renderão um valor bruto na ordem dos 200 mil euros , ou seja, cada lugar de parqueamento valerá durante a época balnear qualquer coisa como os MIL euros. 

A taxa não é inédita, poderá ser alta ou baixa dependendo da carteira de cada um, lembrando que quem for para Sesimbra também terá de abrir os cordões à bolsa, o mesmo acontecendo na Comporta, no Meco, na Caparica e por aí fora.
Isentos (por enquanto) estão os utentes dos PUA, da Albarquel e da Praia da Saúde e antevejo uma maior afluência de setubalenses às praias de Troia. Ou seja, é como nos funerais, enquanto uns choram outros vendem os lenços. 

Gostaria que esta boa fatia financeira que irá entrar nos cofres da Autarquia, pudessem reverter a favor dos automobilistas e da própria C:M.S. e que fosse reservada determinada verba para aquisição de parqueamentos metálicos em altura de modo a que fosse utilizada nas nossas zonas balneares tão carenciadas de espaço. 

Rui Canas Gaspar 

troineiro.blogspot.com 

2018-abril-19

domingo, 5 de julho de 2015

Ficou o rabinho por esfolar…

A esquerda apresenta-se limpa, apresentável e condizente com o espaço onde está inserida, já a direita, coitada, ainda lá está tal como veio ao mundo.

Não, não me estou a referir a qualquer formação política, estou a referir-me ao pavimento das alas do portão de escola básica, acesso  que dá para a Avenida da Independência das Colónias e que fica na parte traseira da paragem do autocarro dos transportes urbanos.

Por qualquer motivo que certamente todos ignoramos um espaço com cerca de 150 M2 ali ficou por calcetar nesta que é uma das mais modernas e movimentadas avenidas da cidade de Setúbal.

A coitada da ala direita não teve direito a nada e a terra que ali está sem qualquer revestimento quando vem um pouco de vento é levantada e a poeira entra livremente na escola, nos estabelecimentos e naturalmente  nas habitações.

Claro que este não será caso virgem nem nesta nem em qualquer outra localidade.

A razão de ser desta chamada de atenção prende-se com o facto de com “meia dúzia” de euros poderá ser dado por concluído o calcetamento desta avenida, dotando-se uma bolsa de estacionamento para uma dúzia de viaturas das necessárias condições.

Agora que tantas alterações têm vindo a ser introduzidas nas principais artérias setubalenses, com particular incidência nesta zona da cidade, seria bom ter em atenção este pormenor que ainda se encontra na sua forma primitiva.

Bem sei que o rabo é o mais difícil de esfolar, como diz o nosso povo, mas também sei que não faz qualquer sentido deixar este “rabinho” para trás quando se está em vias de concluir uma obra de tão grande envergadura.

Agora que os Serviços da Autarquia estão alertados para um pormenor que pelos vistos tem passado despercebido aos diversos Executivos ficamos a aguardar que este pequeno espaço seja devidamente empedrado, a exemplo de todo o restante que o circunda.

Rui Canas Gaspar
2015-julho-05

www.troineiro.blogspot.com

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Setúbal podia fazer mais pelos turistas que nos visitam

Tenho vindo a constatar que existe um cada vez maior movimento de autocaravanas que demandam a nossa cidade e, por isso mesmo, já abordei este assunto mais do que uma vez por o julgar de grande importância para a nossa terra.

Segundo informação de um industrial de restauração a operar na zona da Doca dos Pescadores continuam a chegar e partir dos estacionamentos junto aos cacifos dos pescadores mais de uma dezena de autocaravanas diariamente.

Os turistas que assim se deslocam são oriundos sobretudo de Portugal, Espanha e França, mas podemos verificar a existência de matrículas de outros países nas suas viaturas.

Grosso modo isto significa um autocarro de turistas a visitar diariamente Setúbal, ou seja, na ordem de 1.200 pessoas por mês qualquer coisa como 14.400 turistas por ano.

Pode não ser muito, mas o facto é que são alguns destes turistas que tem “salvado o dia” a vários restaurantes da zona nestes tempos de crise, atendendo a que não estamos a falar do chamado “turismo de pé descalço” mas sim de pessoas com algum poder de compra.

Para além dos restaurantes podemos ver também muitos destes turistas a abastecer-se no nosso Mercado do Livramento e a percorrer as ruas da baixa da nossa cidade, à procura sabe-se lá de quê…

Com tão significativo número de visitantes, que muito poderá crescer se criarmos condições para tal, é de fundamental importância que se crie um espaço adequado e com condições para os receber.

Sugiro que o velho edifício localizado na Avenida José Mourinho, propriedade da Câmara Municipal de Setúbal e onde em tempos foi guardado equipamento de higiene e limpeza, seja demolido, o pavimento asfaltado e ali colocado um posto de recolha de dejetos, pontos de abastecimento de eletricidade e de água a exemplo do que já se faz noutras localidades do nosso país.

No local, devidamente delimitado, poderá ser instalado um pequeno quiosque não só para receber o pagamento do parqueamento (há situações em Portugal que no Inverno é gratuito) como o mesmo funcionaria como ponto de informação turística com distribuição de mapas e demais informação publicitária sobre a cidade e região do rio azul.

As vantagens desta iniciativa são por demais evidentes, potenciando-se o número de turistas que nos visitam a troco de um pequeno investimento que rapidamente será reembolsado com o pagamento do parqueamento e o aumento de receitas indiretas.

Por outro lado, ao instalar este equipamento aquela avenida ribeirinha ganhará melhor aspeto atendendo a que o velho edifício degrada-se a olhos vistos nada dignificando esta bonita e recuperada artéria.

Um dia, quando a C.M.S. chegar a acordo com algum potencial interessado para a compra do espaço, pois então que o venda se assim entender e trate de arranjar outro condigno para substituir o equipamento entretanto criado.

Agora como as coisas têm vindo a desenvolver-se é que não é nada, com a perca de um fluxo turístico nada desprezível e com a possibilidade de mais uma fonte de receitas para a Autarquia completamente desaproveitada.

Rui Canas Gaspar
2014-outubro-10
www.troineiro.blogspot.com