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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Agradável manhã de feriado em Setúbal

A manhã de sábado estava um pouco fria embora o céu se apresentasse de um azul lindo e o com o sol a brilhar.

Eram 11,00 horas quando se avistou um grande “sino” de Natal debaixo das arcadas dos Paços do Concelho e pouco depois surgiam simpáticas renas que iriam puxar o trenó onde o velhinho de barbas brancas se iria sentar.

A Praça do Bocage estava repleta de gente, muita criançada e um simpático mercado de Natal com muitas lindas casinhas que comercializavam de tudo um pouco.

Ali até não falta um concorrido serviço fotográfico onde as crianças podiam ser fotografadas com um bufo real ou uma arara pousada no seu braço.

O pai natal encetou o seu trajeto desde a Praça do Bocage até ao Largo da Misericórdia, sempre seguido por um enorme cortejo de fans de todos os escalões etários e, ali chegado parqueou o trenó para entrou na cabana onde as crianças o foram visitar.

Lá do alto sobre a cabana caía neve branca e fria disparada por um canhão que se encontrava numa das janelas da Capricho, um bonito e sugestivo apontamento tão a condizer com o momento.

Ao lado, na Avenida Luísa Todi um grupo de jovens voluntários doava o seu tempo para que Setúbal ficasse mais bonita, mais limpa e mais agradável e, para que isso acontecesse, apanharam em pouco tempo alguns milhares de pontas de cigarros no âmbito do projeto Feel4Planet.

A baixa de Setúbal teve uma manhã muito agradável, com muita gente, muita animação e agora com o cheirinho bem agradável e característico das deliciosas bolachas tradicionais, fabricadas e comercializadas na popularmente conhecida Rua dos Ourives.

Rui Canas Gaspar 

2017-dezembro-01 


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quinta-feira, 16 de junho de 2016

A baixa de Setúbal está cada vez mais bonita

Ao passar pela Baixa de Setúbal para tratar de alguns assuntos e fazer necessárias compras reparei que estavam alguns estrangeiros a fotografar uma montra. Esse facto despertou a minha atenção e lá fui fazer o mesmo, tendo como resultado as imagens que aqui vos apresento.

Aquela zona emblemática sadina está a ser alvo de um concurso de montras e, pese embora não tenha tido tempo para as apreciar, o facto é que estas duas despertaram-me a particular curiosidade porquanto conseguem de uma forma artística e simples aliar dois importantes e mediáticos eventos, o Europeu de Futebol e os Santos Populares.

São duas montras do mesmo estabelecimento que tem como principal motivo de atração duas bicicletas, sendo uma decorada com as cores e emblema da cidade e a outra com as cores e o escudo nacional.

A baixa está muito atraente e artisticamente enfeitada pelos seus comerciantes que desta forma têm vindo a dar um novo dinamismo àquele espaço, agora que são visíveis vários prédios a ser alvo de intervenção com obras de profunda remodelação.

Isso é um forte indicador de que está em curso uma verdadeira revolução, tendente a que mais pessoas possam vir a residir definitiva ou temporariamente nesta zona histórica, caso contrário os investidores particulares não fariam tão avultados investimentos.

Vale a pena ir à baixa passear ou fazer compras e apreciar o comércio que se renova e inova e fazer o mesmo que os muitos turistas que por aqui passeiam ao longo do dia, ou seja, gastarmos um pouco de tempo a apreciar, fotografar e divulgar o que de bom e bonito por cá se vai fazendo, ainda que nalguns casos remando contra ventos e marés.

Rui Canas Gaspar
2016-junho-16

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quarta-feira, 22 de abril de 2015

O “segredo” da baixa estar a ficar mais bonita

Ao passar pela Rua Dr. Paula Borba (antiga Rua dos Ourives) reparei que  o edifício onde tinha funcionado uma das lojas Jaime Rendas estava a ser pintado por fora. Olhando melhor, ainda consegui distinguir que alguém limpava o interior das instalações.

Fiquei satisfeito por mais uma casa comercial estar prestes a ser reaberta. Ao notar que eram operários da Câmara Municipal que estavam a pintar o edifício ainda pensei que aquele espaço fosse abrir como alguma repartição camarária, por exemplo um posto de turismo.

Mas não, não é nada disso. Depois de dar dois dedos de conversa mesmo com quem não conheço, fiquei a saber que o espaço tinha sido adquirido por uma conhecida comerciante local que ali iria abrir um espaço comercial.

Quanto à pintura, embora o edifício não seja camarário, mas sim particular, a Autarquia cedeu o pessoal o proprietário comprou as tintas e o prédio está a mudar de aspeto para melhor, pois claro!

Trata-se de um tipo de parceria que já tem sido feita com outros proprietários da zona.

Ainda na baixa, despertou-me igualmente a atenção para um pequeno anúncio que remetia para a venda das pequenas e bonitas floreiras que embelezam muitas das casas comerciais. Pensava eu que eram oferta da C.M.S. com o objetivo de alindar aquele espaço. Mas não, os comerciantes adquirem a 10 euros cada, se as desejarem pintadas pagam mais cindo e depois compram os pequenos vasos com as plantas e colocam à porta.

Para aqueles que como eu pouco ou nada conheciam destes “segredos” pois então saibam que estão sempre a tempo de comprar as pequenas e bonitas floreiras, mas que também podem pintar o vosso prédio por metade do valor, ou seja comprando a tinta e recorrendo à Câmara que disponibiliza pessoal, que mesmo sem serem pintores profissionais, conseguem deixar os edifícios muito mais bonitos.

Rui Canas Gaspar
2015-abril-22

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quinta-feira, 5 de março de 2015

Em Setúbal, constrói-se a “Fonte das Dores”

Nos trabalhos em curso já é possível observar a caixa de fundo bem como as infraestruturas de eletricidade, sistema de circulação de água e iluminação que darão vida, luz e cor à nova fonte, que irá embelezar a zona central do Largo da Misericórdia.

A estátua de uma figura feminina, novos bancos e a placa central com renovado pavimento irão dar um alegre visual e uma maior atratividade à baixa da cidade, que assim ficará dotada de um novo polo de atração.

É normal que alguns setubalenses menos bem informados se interroguem sobre o que irá sair dali. Outros opinam sobre a mais ou menos valia da obra, e outros ainda não deixam de mandar “bocas” tão características dos setubalenses.

E foi mesmo isso que hoje escutei quando um nosso conterrâneo apreciando a obra em curso comentava para o companheiro, dizendo ele que dali iria sair a “fonte das dores”. Não sei se pelo facto do nosso amigo sentir algo e se encontrar a caminho do posto de socorros da Cruz Vermelha, ali ao lado, se numa alusão ao modelo da estátua feminina que irá ser colocada no local.

Seja como, for a fonte que ainda não existe, parece que já foi batizada mesmo antes de ver a luz do dia num parto que até parece que vai ser sem dor.

Como setubalense congratulo-me com tudo o que seja feito no sentido de melhorar a minha cidade, dando-lhe mais beleza e dotando-a de maior atratividade, sobretudo no que se refere à zona histórica.

Gostaria que a obra que está em curso, bem como todo o espaço envolvente, fosse alvo de uma mais eficaz ação policial, no sentido de ser combatido eficazmente o vandalismo que teima em destruir e danificar a propriedade privada e pública, movendo-se estes energúmenos impunemente pela cidade.

Pois então agora que o tempo mais quente está a aproximar-se venha de lá a tal “fonte das dores” e que ela seja também bem agradável e fresca.

Rui Canas Gaspar
2015-março-05

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terça-feira, 18 de novembro de 2014

O vetusto Largo da Ribeira Velha em Setúbal

O Largo Dr. Francisco Soveral, antigo Largo da Ribeira Velha, é um espaço histórico setubalense que ao longo dos séculos tem sido alvo das mais diversas utilizações sendo que agora se apresenta bem diferente da foto captada em 1979 que aqui vos apresentamos e quando os automóveis ainda por ali podiam circular.

Trata-se de um espaço muito agradável, onde em tempos funcionou um concorrido mercado e onde agora podemos desfrutar de uns momentos de lazer numa das suas esplanadas.

Com a queda brutal do poder de compra, sobretudo entre a classe média portuguesa, a par de outros fatores de pormenor a baixa de Setúbal veio a perder visitantes. Agora, nos próximos meses talvez um pouco mais devido à abertura do Alegro.

Portugal cada vez é mais procurado pelos turistas e Setúbal não foge à regra, com as suas unidades hoteleiras a atingirem percentagens de ocupação muito significativas.

Certamente que os turistas não se deslocarão a Setúbal para ir visitar o Alegro, por muito bonito que se possa apresentar. Espaços como este existem um pouco por todo o lado, como também não virão visitar-nos para ver o miserável estado em que se encontra o Largo de Jesus, espaço fronteiro ao mais importante monumento que aqui temos e, muito menos, para ver edifícios degradados e vandalizados cobertos por nojentas pinturas.

Os turistas virão visitar ainda mais Setúbal quando a sua zona histórica estiver mais atraente, com fachadas devidamente pintadas, Igrejas abertas, edifícios devidamente iluminados, ruas asseadas, policiamento adequado e tudo aquilo que qualquer um de nós pode observar na zona histórica de uma qualquer cidade europeia de média dimensão.

Tenho para mim que Setúbal será a médio prazo um destino turístico muito mais procurado, mas para isso todos e cada um de nós terá de fazer a sua parte, quer passeando de quando em vez pela nossa zona histórica, quer fazendo algumas compras na nossa baixa, quer mesmo falando da nossa terra ressaltando os pontos positivos ao invés dos negativos.

Sei do interesse que existe por parte de alguns investidores de adquirirem edifícios na baixa de Setúbal, julgo saber que um dos maiores que por lá está fechado a breve trecho poderá entrar em obras para ali vir a funcionar uma unidade hoteleira com pastelaria no r/c.

Deixemos passar a euforia “alegriana” e passemos a dedicar um pouco mais de atenção à zona histórica, porque há clientela para tudo e para todos sem que por isso tenhamos de votar ao abandono as nossas raízes.

Tenho para mim que o vetusto Largo da Ribeira Velha será o ponto de partida para o rejuvenescimento da nossa baixa, que provavelmente passará a funcionar noutros moldes, até porque é bom não esquecer que esta “baixa” também no século XIX provavelmente mexeu com a vida de outros comerciantes e artífices que operavam na Rua dos Caldeireiros, dos Sapateiros, dos Ourives, etc. etc.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-18

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terça-feira, 29 de julho de 2014

JOPIBAR a mais antiga sapataria de Setúbal

Após o falecimento de Norberto Aleluia dos Reis, o decano comerciante do ramo das sapatarias de Setúbal, a emblemática Sapataria 53 seria alienada e pouco depois extinta para dar lugar a um outro ramo de comércio relacionado com artigos de cabeleireiro.

Desaparecida a 53 ficariam na baixa apenas quatro outros estabelecimentos deste ramo de negócio com mais de meio século de existência: a Oriental, a Cristal, a Ideal e a Jopibar, esta última contando  com cerca de 70 anos.

Ao balcão da Jopibar podemos encontrar ainda o mais antigo comerciante do ramo, em atividade, o senhor Honorato Coelho, um homem de 77 anos de idade que tem acompanhado a vida comercial da baixa de Setúbal como poucos.

Honorato é um setubalense de gema, filho de um outro comerciante bem conhecido dos antigos habitantes de Troino e da Fonte Nova, em meados do século passado, o “Zé de Norato”, proprietário de uma das mais conhecidas mercearias daqueles bairros habitados, nessa altura, sobretudo por gente ligada às atividades piscícolas.

Os tempos vão difíceis para os comerciantes de uma forma geral e para os da baixa em particular que o diga o senhor Honorato que continua a atender os poucos clientes que entram no seu estabelecimento com um simpático sorriso, como sempre o fez.

Todos lamentamos o desaparecimento do comércio local e dos estabelecimentos de proximidade, mas nem sempre contribuímos para que este comércio sobreviva e vamos adquirir os nossos produtos às grandes superfícies e aos estabelecimentos não tradicionais.

A baixa de Setúbal está mais bonita, mais dinâmica e acreditem que isto não se deve aos estabelecimentos pertencentes aos grandes potentados, mas sim aos pequenos comerciantes, porque os grandes que por lá existem teimam em não comparticipar com um cêntimo para a dinamização daquele espaço e, se agora o mesmo está mais agradável isso deve-se aos pequenos, aos tradicionais, àqueles que sempre lutaram por Setúbal, por isso merecem o meu apoio.

Rui Canas Gaspar
2014-julho-29


sábado, 28 de junho de 2014

Feira Quinhentista em Setúbal um espetáculo completo onde até nem o bêbado faltou

O final da tarde estava agradável. Na baixa de Setúbal começava a verificar-se um desusado movimento de pessoas que calma e descontraidamente caminhavam conversando e de vez em quando paravam para ver algumas montras das casas comerciais que se encontravam abertas na Rua Dr. Paula Borba, aquela que entre os antigos setubalenses é conhecida por Rua dos Ourives.

Mas, o principal motivo deste desusado movimento, naquela que em tempos já foi a mais movimentada artéria da cidade, era a Feira Quinhentista que aqui tinha lugar, com os seus pavilhões instalados no Largo da Misericórdia e na Ribeira Velha e com os seus vendedores trajados como se estivessem na época de quinhentos.

Uma dupla de músicos tocando gaita-de-foles e tambor deslocava-se animando o espaço entre os dois largos, alegrando quem passava, enquanto outra dupla de homens de armas, empunhando as suas espadas de vez em quando faziam uma demonstração da sua arte de bem combater.

Se no largo da Misericórdia uma das tendas servia o Keback, aquela deliciosa comida típica de alguns países árabes e uma outra chamava a particular atenção dos visitantes pelo agradável cheiro de dali provinha devido à variedade de frutos secos e pastas de figo, de nozes ou de tâmaras. Porém, por aquelas bandas nada se encontrava para comer que fosse dos nossos latinos gostos.

Já no Largo da Misericórdia o agradável e típico stand montado pela dinâmica APPACDM , associação que apoia as crianças com problemas de saúde mental, servia alguns doces e petiscos, embora o pequeno espaço já se encontrasse repleto de clientes.

Mas, ali naquele largo estava a funcionar um único lugar onde se poderia petiscar, um tipo de tapas como é típico em Espanha e que por cá começa a ser também procurado e foi lá que me sentei e esperei não sei quanto tempo até que fosse atendido pela atarefada senhora que não tinha mãos a medir.

E foi nesse espaço de tempo, mais de 15 minutos, que se encostou à proteção da esplanada um homem, “perdido de bêbado” que não parava de incomodar quem calmamente queria estar sossegado a apreciar outro tipo espetáculo que não aquele degradante que ele teimava em oferecer.

O empregado chegou perto dos casais que ali se encontravam a ser incomodados pelo linguajar do indivíduo e informou que ele já teria estado dentro do estabelecimento e que por isso mesmo já teria chamado a polícia.

Não sei ao certo quanto tempo mediou entre a chamada dos agentes até à chegada de uma dupla da PSP, mas seguramente mais de meia hora, o tempo do homem alcoolizado ter levado “dois berros” e saído dali, para ir incomodar outros pacatos cidadãos.

Não faço ideia se os polícias acabaram por encontrar o homem ou não, o que me deixa apreensivo é que com uma esquadra quase ao lado do evento a polícia leve tanto tempo a chegar. Mais apreensivo fico, quando num evento como este não existe pelo menos um agente da autoridade a patrulhar a zona a fim de desincentivar algum tipo de desordeiro.

Certamente que no tempo em que foi entregue o foral manuelino a Setúbal, cujos 500 anos agora se estavam a comemorar, seriam mais eficientes e os homens do varapau poriam alguma ordem na cidade.
 
O país evoluiu, tornamo-nos um povo de brandos costumes e quinhentos anos depois os bêbados, os ladrões, os traficantes e os vândalos podem andar a incomodar o pacato cidadão, porque polícia para manter a ordem nem vê-la e vamos lá nós saber porquê…

Rui Canas Gaspar
2014-junho-28