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domingo, 10 de julho de 2016

E… Viva Portugal!

Hoje domingo, dia 10 de julho de 2016 é dia de festa um pouco por todo o mundo onde se fala a língua de Camões e até onde a mesma já pouco é percetível.

Portugal está desportivamente em destaque.

Logo pela manhã recebemos a notícia de que duas atletas portuguesas tinham subido aos lugares cimeiros do atletismo. Sara Moreira a sagrar-se campeã europeia da meia maratona e Jéssica Augusto a ocupar a terceira posição.

A meio da tarde chega a notícia de que Patrícia Mamona ganha o ouro no triplo salto, mais uma campeã europeia. Um feito conseguido neste bonito e soalheiro domingo de Verão.

Daqui a pouco, ao final da tarde, pelas 20 horas será disputada em Paris a final do Campeonato Europeu de Futebol 2016 que oporá as formações de França à de Portugal e independentemente do resultado final a seleção das quinas já é campeã, se não vencer, o que espero não aconteça, pelo menos o título de vice-campeã já cá canta. Mas, como não há duas sem três!...

Setúbal Cidade Europeia do desporto 2016 vibra com este evento desportivo e são às centenas os aparelhos de televisão que estão espalhados pela cidade, no interior e no exterior de cafés e bares, lugares que na ausência de um grande espaço coletivo irão funcionar como espaços de convívio e de união em torno de um objetivo comum.

Mas, à boa moda portuguesa festa sem petisco não é festa e daí a razão de ser desta pequena nota.

É que quando me sentei frente ao computador entrou-me pela janela o cheiro de carvão recém-colocado a arder e pensei eu cá com os meus botões, daqui a pouco vai cheirar a febras. Olhei pela janela e não é que vi que as mesas já estão dispostas na rua, alguns setubalenses já estão preparados para a festa e, de facto, o fogareiro já está aceso.

Hoje o assunto do dia é futebol para os que gostam e para os que nem por isso, mas uma coisa é certa estas alegrias que o desporto proporciona são de facto ímpares, daí que daqui a alguns minutos todos vamos ficar colados aos écrans de televisão ou com os ouvidos a escutar os impagáveis relatos radiofónicos para acompanhar a nossa seleção, porque hoje mais do que nunca todos nos sentimos mais portugueses graças ao desporto-rei.

Por isso eu junto a minha voz a milhões de outos portugueses que gritam bem alto: Viva Portugal Campeão Europeu!

Rui Canas Gaspar
2016-julho-10

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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Portugal continua sob a potencial ameaça da central de Almaraz

Portugal continua a olhar com desconfiança para a sua segurança enquanto a velha central nuclear de Almaraz continuar ativa, a despeito das “garantias” dadas pelas autoridades espanholas.

O facto é que mais uma vez, neste mês de fevereiro de 2016, a central nuclear teve nova avaria tendo a administração da mesma emitido uma nota de imprensa dando conta de que a mesma “teria sofrido uma paragem durante a operação de aumento de carga, depois de ter sido efetuada a ligação da unidade à rede”.  

A central pertencente às empresas Iberdrola, Endesa e Unión Fenosa é arrefecida pelas águas do Rio Tejo e situa-se a apenas 200 quilómetros da fronteira do Caia/Badajoz, na província espanhola de Cáceres, num local bem conhecido dos portugueses que viajam para Madrid.

É ali que muitos condutores portugueses e espanhóis param, no conhecido Restaurante Portugal, quando viajam pela E90, a estrada europeia que começa em Lisboa e termina na Turquia, junto à fronteira com o Iraque.

Esta é a quarta central nuclear de Espanha e começou a ser construída em 1972, nove anos depois, em 1981, entrava em funcionamento o seu primeiro reator e dois anos depois o segundo. O seu encerramento estava previsto para 2010 o que não aconteceu, tendo o governo espanhol decidido protelar este encerramento por mais 10 anos.

Neste período de mais quatro anos, ou seja até 2020, esperemos que nada de mais grave aconteça, sabido que quando se está a encerrar uma unidade industrial não é na ponta final que se investe na mesma a não ser naquilo que é inadiável para a sua produção.

Sendo assim, entendo que a atenção a Almaraz deve ser reforçada, não só pelas autoridades espanholas como também pelas portuguesas, é que um acidente naquela central atómica não conhecerá fronteiras, sobrando para nós, com as inevitáveis e imprevisíveis consequências.  

Rui Canas Gaspar
2016-fevereiro-28

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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Com a verdade me enganas


Nem tudo o que vemos publicado pela comunicação social é verdadeiro e devemos procurar informarmo-nos o melhor possível para não fazermos juízos errados ou formarmos opiniões erróneas sobre assuntos para os quais estamos a ser direta ou indiretamente induzidos em erro.

Por exemplo: Se eu vos disser que a foto ilustrativa deste texto, captada por mim mesmo, não foi manipulada e mostra-nos uma triste realidade que é uma das principais praias portuguesas, em Albufeira, no Algarve, no Verão, com apenas 3 pessoas e com todo o espaço disponível de espreguiçadeiras, poderemos facilmente concluir que o Algarve está “às moscas”.

Uma imagem vale mais que mil palavras e fui eu mesmo que fotografei, como tal isto é verdade. Que pena!...

E assim com a minha verdade se mais nada acrescentasse e se não tivéssemos outras fontes de informação ficaríamos com uma ideia absolutamente errada da realidade.

É que mesmo em meados de setembro poderíamos ver os hotéis daquela famosa zona balnear muito perto dos 100% ou seja, Albufeira estava a abarrotar de turistas nacionais e estrangeiros, curiosamente com uma elevada percentagem de franceses.

Então porque motivo a foto se apresenta assim quase sem ninguém embora estivesse um dia bonito? É simples, eu fotografei a praia perto das 09,00 horas e para quem está de férias no Algarve essa é uma hora bastante cedo porque geralmente  as pessoas deitam-se mais tarde, daí o resultado da imagem que vos apresento.

Tem esta crónica a finalidade de chamar a atenção dos meus leitores para o facto de não podermos aceitar de ânimo leve tudo o que nos mostram os meios de comunicação social e devemos questionar porque isso nem sempre é mau.

E assim como acontece com esta imagem o mesmo acontece com tantas outras que diariamente nos entram porta adentro, por isso temos de ter cuidado com aquilo que nos querem “impingir”, porque já dizia a minha sábia avozinha: “com a verdade me enganas”!

Rui Canas Gaspar
2015-setembro-17

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quarta-feira, 15 de julho de 2015

A Praia da Figueirinha é uma autêntica arca do tesouro

São nove horas da manhã, a temperatura está agradável devendo subir durante o dia acima dos trinta graus. No mar ainda é visível alguma neblina matinal o que ajuda o ambiente a não estar desagradavelmente quente.

Olhando para o amplo areal podemos constatar que por ali operou uma potente máquina de modo a deixá-lo completamente limpo. Uma brigada de trabalhadores completam a tarefa de limpeza levando os  sacões dispersos pela praia com o lixo e colocando novos para fazer a recolha diária.

Logo à entrada do areal ainda podemos constatar a existência de um suporte com dezenas de cinzeiros. Os fumadores conscientes poderão levar um deles para junto de si e ali recolher a cinza e a ponta do cigarro de forma a que não sirva de elemento poluidor ao areal.

Uma longa fila de autocarros e carrinhas das mais diversas escolas e colégios da região de Setúbal alinham-se e vão desembarcando ordeiramente milhares de crianças enquadradas por diligentes professoras, monitoras e auxiliares.

Quase todas estas crianças transportam a sua própria mochila com o lanche e trazem na cabecinha um colorido chapéu que ajuda a diferenciar e a ser mais fácil de identificar o grupo a que pertencem.

A Guarda Nacional Republicana, esta nesta quarta-feira a operar em duas frentes, por um lado na organização do trânsito, por outro encontra-se também a fiscalizar as condições de segurança dos autocarros que estão a fazer o transporte das crianças.

Na Praia da Figueirinha, em pleno Parque Natural da Arrábida, podemos ver arvorada a bandeira azul, símbolo da excelência deste espaço que diariamente recebe nesta época do ano o que qualquer país tem de melhor, as suas crianças.

Este é o nosso maior tesouro e dá gosto podermos observar aqui, discretamente, como as crianças são bem tratadas por aquelas profissionais e voluntárias que as acompanham proporcionando-lhes uma manhã de sol e mar, outra das grandes riquezas de Portugal.

Sem dúvida que este é o investimento prioritário que se deveria fazer no nosso país, o investimento nas famílias, de forma a que pudéssemos proporcionar-lhes os meios para se desenvolverem harmoniosamente e com a necessária qualidade de vida.

Não deixa de ser emocionante verificar ali, na Praia da Figueirinha, a alegria daquelas milhares de crianças, como não deixa de ser preocupante sabermos que Portugal que há alguns anos foi considerada a reserva demográfica da Europa está a ficar um país envelhecido porque os seus governantes tem descurado o efetivo apoio às famílias, a célula base de qualquer sociedade.

Por esse facto o consequente deficit de nascimentos, empobreceu esta que é a mais antiga nação europeia, cuja riqueza não está nos euros que tem, nas autoestradas que dispõe ou em outro qualquer indicador económico mas sim nas suas crianças e naturalmente nas suas famílias.

Rui Canas Gaspar
2015-julho-15

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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Setúbal e os setubalenses merecem melhor tratamento!

O Forte de S. Filipe, conhecido popularmente entre os setubalenses pelo “castelo” é seguramente um dos locais mais visitados da nossa cidade por todos aqueles que querem ter uma bela panorâmica da cidade do rio azul.

Não sei até quando isso poderá ser possível se aquele espaço não for alvo de rápida intervenção no sentido de preservação e conservação das suas estruturas que se apresentam em alguns lugares fragilizadas e noutros denotando um completo abandono, ou desleixo por parte das autoridades responsáveis.

Para manter a segurança do edifício onde funciona a pousada, a zona subterrânea das instalações, foi há algumas dezenas de anos alvo de intervenção de construção civil que constou da montagem de uma estrutura de vigamento em madeira  que ainda por lá se encontra. Se isso não tivesse sido feito, provavelmente a pousada já não existia.

À superfície, no topo poente do forte, o estado de degradação levou a que a zona fosse interditada, tendo sido ali colocada uma precária vedação.

Mas a falta de manutenção adequada, leva a que entre as pedras do edifício estejam a nascer vários pinheiros, que com as suas fortes raízes contribuirão para uma mais acelerada deterioração das estruturas.

Esta é uma situação que ninguém que lá trabalha ou visita pode negar ou ignorar, porquanto em local bem visível de toda a gente, tal como um “pau de fileira” se tratasse, um pinheiro com mais de um metro de altura já é visível num dos principais pontos do nosso Forte de S. Filipe, como poderemos ver na imagem aqui apresentada.

Infelizmente esta imagem de desleixo pelo nosso património histórico, muito fotografada por nacionais e estrangeiros, bem poderia ser alterada se os responsáveis não fossem irresponsáveis ao ponto de deixar chegar as coisas a este estado.

Se o Ministério não sei de quê, a Secretaria de Estado não sei do que mais, a Divisão de qualquer coisa, não fazem a manutenção, que a Câmara Municipal de Setúbal a quem penso não caber essa responsabilidade, ou a União de Freguesias de Setúbal a quem igualmente não está atribuída semelhante coisa, que como defensoras e representantes dos setubalenses avancem e, enviem por um dia, uma equipa de meia dúzia de trabalhadores que darão caça aos pinheiros e ervas daninhas colocando um pouco de argamassa entre as fissuras das lajes resultando daí um aspeto melhor e um combate efetivo à degradação das estruturas.

Setúbal e os setubalenses merecem melhor tratamento!

Rui Canas Gaspar
2014-setembro-04

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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Mentira MIL VEZES repetida pode tornar-se verdade em Setúbal

O poderoso e tenebroso Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda do Reich na Alemanha Nazi, seguidor de Adolf Hitler, apoiante do extermínio dos judeus e da Solução Final, ficou também mundialmente conhecido pelos seus discursos repletos de frases carismáticas  que chegaram até aos nossos dias.

De entre essas frases uma ficou particularmente célebre e infelizmente ainda hoje seguida por governos e organizações menos escrupulosas “Uma mentira mil vezes repetida torna-se verdade”.

Mentira é mentira e nunca será verdade! Mas, de facto, o autor da frase não deixa de ter alguma razão. É que se tantas vezes ouvirmos a mentira e se raramente nos confrontarmos com o contraditório naturalmente a interiorizaremos como se de uma verdade se tratasse.

E foi assim que muitos seres humanos morreram nas câmaras de gás nazis, acreditando nas muitas mentiras de Hitler e seus fieis apaniguados.

Já aqui disse, que o texto “REVOLUÇÃO EM SETÚBAL”  (http://troineiro.blogspot.pt/2014/04/revolucao-em-setubal-e-umaautentica.html) se tratou de uma inofensiva brincadeira de primeiro de abril, o dia em que nos é permitido divertirmo-nos com as inverdades. Um texto que no dia seguinte mereceria o mesmo destaque, nos mesmos locais, com um outro devidamente esclarecedor: “COM A VERDADE ME ENGANAS” (http://troineiro.blogspot.pt/2014/04/com-verdade-me-enganas-revolucao-em.html ) .

Mas, a mentira e o sensacionalismo  são, sem dúvida, mais fortes junto da opinião pública que a verdade dos factos e, por isso mesmo, a verdade ficou parada no espaço e no tempo enquanto a mentira continuou voando, saltitando de página em página, mantendo-se imparável.

E é assim que passados menos de três meses sobre a publicação do texto a mentira é MIL VEZES REPETIDA, ou melhor, partilhada, por outras tantas pessoas que a levaram já ao conhecimento de largas dezenas de milhares de outras. Umas acreditando, outras mais céticas e outras rejeitando-a.

O curioso é que existem pessoas que embora duvidando do que escrevi incentivam à partilha do texto com o objetivo dele se tornar viral, chegando ao conhecimento de investidores e decisores, de modo a que no todo ou em parte se possa vir a tornar realidade.

Não deixa de ser interessante esta postura dos setubalenses, ainda que de uma forma muito própria, vibram com as coisas da sua terra e sentem orgulho em divulgar o que por aqui se vai fazendo de bom e bonito, daí talvez a justificação para tantas partilhas do sensacionalista texto.

Talvez quem não esteja a gostar muito da brincadeira sejam alguns dos nossos governantes locais que têm sido frequentemente abordados no sentido de esclarecer, confirmar ou infirmar sobre esta tal “Revolução em Setúbal”.

Mas olhem meus amigos, eu se estivesse no lugar desses decisores só para não ouvir mais tantas perguntas e ter de responder que infelizmente algumas daquelas coisas não serão feitas, outras estão em “estudo” e outras anunciadas até procurava conseguir os necessários meios financeiros e técnicos para levar de vencida a brincadeira. É que, pelos vistos, o nosso povo gosta mesmo da ideia e se o povo gosta pois então que se faça a obra! Digo eu, que até nem sou político nem estou para aí virado…


Rui Canas Gaspar
2014-junho-19