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sábado, 19 de maio de 2018


 Não há fumo sem fogo 

Ricardo Mourinho Félix, Secretário de Estado das Finanças, já veio a público dizer que o Estado não iria intervir no colapso financeiro do Sporting. 

Pois é bom que não vá, os sportinguistas que se entendam e se o clube for à falência paciência. 

Os nossos pesados impostos não devem servir para alimentar os chorudos vencimentos e os desmandos que se praticam nos clubes de futebol. 

Mas, o que me deixa apreensivo e a muitos outros amigos é o facto de não haver “fumo sem fogo” e às tantas lá está o Estado a ir-nos mais uma vez ao bolso para cobrir as asneiras grosseiras destes “artistas”. 

O setubalense  Ricardo Mourinho Félix, como escuteiro, sabe bem que esta história do fumo e do fogo é verdade e como escuteiro lembro que o melhor a fazer é começarmos já todos a fazer xixi para cima da fogueira não vá o fogo avivar enquanto estivermos a dormir. 

Rui Canas Gaspar
2028-maio-19
Troineiro.blogspot.com

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Deram pelo aumento do parqueamento em Setúbal? 

Quando me preparava para introduzir a moeda no parcómetro, o arrumador surge de tiket na mão perguntando se ficaria por ali mais de meia hora. Digo que não, apenas o tempo de passar pela praça, comprar alguns frescos e ir embora.

Fiquei com a senha que um automobilista que não tinha utilizado a totalidade do tempo teria ofertado ao arrumador e naturalmente gratifiquei-o pelo sua atenção.

O rapaz desata então num interessante monólogo dizendo que assim também ele poderia ser presidente da câmara. “É só aumentos! Veja lá o vizinho que os bilhetes aqui nas máquinas passaram para o dobro do preço, ou seja aquilo que pagava para uma hora de estacionamento dá agora para meia hora.”

O monólogo rapidamente transformou-se numa lamentação coletiva, dado que um outro automobilista que acabara de parquear tratou de emitir a sua opinião, um outro transeunte, bem à moda de Setúbal, ouviu e igualmente participou e como não podia deixar de ser lá estava eu também no grupo de “lamentadores”.

Ainda não consegui apurar se de facto o aumento das tarifas de parqueamento subiu para o dobro, para mais do dobro como outro afirmou, ou para menos. O facto é que subiu e subiu muito!

Se o carro para alguns pode ser um luxo, para outros é uma necessidade e como se não bastasse os elevados impostos diretos e indiretos que já sobrecarregam os automobilistas a nossa autarquia vem lançar um aumento destes…

Será que os nossos autarcas estão convencidos que pelo facto de terem mandado construir ciclovias e passar avenidas a ruas os setubalenses vão deixar o carro tão necessário para o carrego das compras e tratarem dos mais diversos assuntos um pouco por toda a cidade? Ou será que a ineficaz frota de transportes públicos setubalenses melhorou sem termos dado por isso?

Se há despesas tem de haver receitas, toda a gente sabe disso, mas assim com estes aumentos brutais não me parece aceitável, quando em contrapartida o que nos oferecem é uma mão cheia de nada.

Rui Canas Gaspar
2016-novembro-11

www.troineiro.blogspot.com

sexta-feira, 15 de agosto de 2014


Setúbal tornou-se uma cidade conservadora?

Ao fim da manhã do dia 8 de setembro de 2011, Miguel Macedo, anunciou a aprovação de uma proposta de lei que determinou a liquidação do património dos governos civis, definindo também o regime legal aplicável aos seus funcionários.

“Na prática, o Conselho de Ministros acaba hoje com os governos civis” declarou então o Ministro da Administração Interna, ao desempenhar o papel de coveiro do órgão de administração pública que representou administrativamente o Governo da República Portuguesa no distrito.

Menos um serviço do Estado, mais economia, mais disponibilidade de espaço para outros usos e sendo assim, foi pacífica a aceitação da medida por parte da generalidade dos portugueses.  

Mas, e há sempre um mas, parece que na cidade que alguns chamam de progressista, outros de cidade do Rio Azul e que também é conhecida por Setúbal, o tempo parou. Agora parece que esta é uma cidade conservadora, que preza por demais as suas antigas estruturas.

E para que não restem dúvidas, se por todo o país os Governos Civis foram extintos parece que na terra de Bocage isso não aconteceu, porquanto o edifício localizado na Avenida Luísa Todi, continua com a placa indicativa de que ali ainda está o tal dito extinto governo civil.

Ao que parece a PSP estava ultimamente a utilizar o espaço que conforme entretanto foi anunciado teria sido adquirido pela Câmara Municipal por um valor de um milhão e duzentos e cinquenta mil euros, a pagar a “bochechos” ao longo de 15 anos.

O edifício adquirido será destinado ao Conservatório Regional de Música, entidade que pagará uma renda ao novo senhorio, a Câmara Municipal.

Desenganem-se aqueles que pensam que a progressiva cidade de Setúbal, parou no tempo e se tornou conservadora. Estava a brincar!

Quem deve andar um pouco lenta, ou muito ocupada é a entidade “responsável” que já deveria ter retirado uma placa em acrílico sobre chapa metálica que não faz qualquer sentido existir desde 2011.

Mas, as coisas são o que são e, temos de viver com o que temos, até com estas situações bem elucidativas do funcionamento da emperrada máquina pública, bem oleada com os nossos pesados impostos e que, no entanto, trabalha a três tempos: Devagar, devagarinho e parada.

Rui Canas Gaspar
2014-agosto-15


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Setúbal também tem ricos filhos e miseráveis enteados

Já lá vão alguns anos que tive oportunidade de visitar Israel e de passar também por algumas parcelas do território palestiniano.

Hoje fui fazer uma exploração urbana em determinada zona da nossa cidade de Setúbal e deparei-me com um cenário que me transportou de imediato para aquilo que tinha visto, em tempos, na distante Palestina.

Fosse pelo tipo de construção que tinha à minha frente, fosse pelas ruínas arquitetónicas, visíveis da foto, fosse pela miséria que se me deparava, ou fosse lá pelo que fosse, à minha mente vieram imagens daquele distante lugar onde o povo ainda hoje vive com as conhecidas dificuldades que a comunicação social nos vai mostrando de quando em vez.

Já tenho visto e fotografado algumas situações de miséria em pleno centro da cidade, mas parece-me que nunca vi nada assim tão degradante.

De facto, (embora não seja novidade para mim) há por cá conterrâneos que passam mal, outras vivem miseravelmente, outros ainda é difícil perceber como conseguem sobreviver em tão degradante situação.

Serão os resultados finais de más escolhas? Será consequência do álcool ou da droga? Será que foram jogados para a marginalidade por questões familiares? Será que tudo isto foi consequência de desemprego?

Não sei responder e se calhar também não tenho de saber! Porquanto os pesados impostos que eu e a generalidade dos contribuintes portugueses entregamos ao Estado, deveriam ser suficiente para que os Serviços Sociais governamentais e autárquicos não deixassem chegar a este ponto situações como aquela que hoje pude observar.

Infelizmente a nossa bela Setúbal tem locais lindos e filhos bem cuidados, mas é bem verdade que paredes meias com esses locais coexistem zonas bem feias onde a mais deplorável miséria atinge alguns que se calhar não são filhos desta terra abençoada, mas sim seus enteados mal amados.

Rui Canas Gaspar

2014-junho-25