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quinta-feira, 8 de maio de 2014

ARRÁBIDA DESCONHECIDA

Cai a noite na Serra da Arrábida. As luzes iluminam a cidade lá ao fundo. No alto da serra o vento frio sopra de noroeste e a raposa para a cerca de dois metros de mim, olha-me docemente na vã esperança de ver retribuída a sua simpatia com algo que pudesse comer.

Como apenas me limitei a transmitir-lhe algumas simpáticas palavras e a  fotografa-la, não deve ter achado piada ao encontro e pouco depois não estando disponível para sessões fotográficas, vai embora procurar algo de mais substancial.

Fico um pouco de tempo mais a admirar o belo animal de pelo castanho avermelhado adornado com uma longa e linda cauda.

Parece-me saudável e bem nutrido.

Depois dos nossos noturnos cumprimentos cada um foi à sua vida, ela no alto da serra mãe e eu cá para baixo, para a cidade iluminada, onde cheguei para partilhar com os meus amigos mais este encontro com uma das princesas desta Arrábida de muitos desconhecida.

Rui Canas Gaspar

2014-maio-08

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