notícias, pensamentos, fotografias e comentários de um troineiro

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Polícia cinco estrelas em Setúbal

Há algum tempo quando ia a conduzir a minha viatura tive de fazer uma travagem de emergência à entrada da rotunda, junto ao Centro Comercial Alegro, dado que se não o tivesse feito seria abalroado por uma outra que circulava pelo lado de fora.

Por desatenção e falta de cumprimento da distância de segurança a viatura que vinha atrás de mim acabou por embater na traseira da minha ocasionando estragos no para-choques.

Coloquei a sinalização de acidente vesti o colete refletor e fui conversar com o automobilista que começou por me repreender por ter travado à entrada da rotunda dizendo que eu era culpado do acidente e, como tal, deveria assinar a declaração amigável dizendo isso mesmo.

Expliquei ao condutor o motivo da minha travagem, fiz-lhe ver que era ele o culpado, mas como ele insistisse que não era, decidiu chamar a polícia.

Poucos minutos depois chegou um carro patrulha e o agente ao inteirar-se da situação resolveu a questão rapidamente esclarecendo o outro condutor da sua responsabilidade e das sanções a que estava sujeito caso insistisse em não assumir a responsabilidade. Nesse caso ele tomaria as medidas legais para aquela situação. Se  assumisse então iria embora, como se não tivesse sido chamado ao local.

Em poucos minutos estávamos a assinar a declaração amigável, que o agente ajudou a preencher e cada um foi à sua vida, graças à intervenção eficiente e profissional daquele agente da PSP de Setúbal.

Hoje vi dois agentes de volta de uma viatura que estava estacionada indevidamente num local reservado a uma Instituição de crédito.

O gerente da Instituição tinha chamado a polícia e lá estavam eles de volta da viatura parqueada. Eu vinha a passar e reconhecendo a carrinha e sabendo quem era o dono, dirigi-me aos agentes dizendo que sabia de quem era a viatura.

Um dos agentes respondeu-me que também conhecia o proprietário, e ambos sabíamos que se tratava de pessoa com grandes dificuldades económicas. O problema do agente é que não sabia como o contatar e eu prontifiquei-me a acompanhá-lo a casa do proprietário da carrinha mal estacionada, de forma a ser retirada sem multa, sabendo eu e ele que os 60 euros da coima significariam que o autuado iria passar fome.

O dono da viatura mal parqueada não estava em casa e o agente voltou para o carro patrulha e a contra gosto teve de autuar o infrator.

Despedimo-nos e depois dele se meter na viatura da P.S.P. lembrei-me de onde o conhecia, era o mesmo agente que me assistiu no acidente junto ao Alegro.

Fiquei a pensar que afinal, alguns andam na caça à multa, outros polícias parece que todos lhes devem e ninguém lhes paga, porem este agente para além de eficiente e simpático é um exemplo de profissional.

Em Setúbal temos de tudo um pouco e até temos polícias destes, que eu posso rotular como cinco estrelas.

Rui Canas Gaspar
2016-janeiro-27

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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O novo Citroen Mehari é filmado na Arrábida

Depois da tempestade a bonança e hoje, dia 26 de janeiro de 2016 o dia de Inverno apresentou-se com uma temperatura muito agradável, na ordem dos 18 graus com o sol a brilhar o suficiente para alegrar muitos  setubalenses e quem nos visitou.

E porque a nossa terra é dotada de belos e agradáveis espaços não é de admirar que continue a ser cada vez mais procurada por nacionais e estrangeiros pelos mais diversos motivos.

Hoje foi mais um desses dias. Uma equipa de algumas dezenas de elementos, nacionais e estrangeiros, carregados de equipamento, transportado em diversas viaturas estiveram na Praia da Figueirinha onde realizaram filmagens destinadas a um filme publicitário.

Um realizador francês apoiado por uma equipa de produção portuguesa esteve naquele belo local do Parque Natural da Arrábida com o último modelo da Citroen, o novo, bonito e desportivo Meahri.

A vedeta principal do filme contou com a colaboração de alguns artistas que no decurso das filmagens não deixaram de tomar um refrescante banho naquelas transparentes águas.

Questionados sobre o porquê de virem produzir o filme para Portugal e particularmente para a Arrábida, a resposta veio com outras:

- Onde é que temos aí pela Europa paisagem tão bonita? Onde é que se consegue estar a trabalhar em pleno Inverno em mangas de camisa? E onde é que se consegue produzir um filme destes com custos tão baixos?

A resposta estava dada!...

O restaurante e bar de apoio esteve todo o dia ao dispor da equipa, os equipamentos utilizados foram maioritariamente alugados em Portugal, a maior parte da equipa luso/francesa era nacional e certamente que muitos euros aqui foram deixados em função desta produção.

Quando se fala em promover o turismo, temos de observar a questão nas mais diversas vertentes e esta é seguramente uma área que Setúbal não pode descurar, seja na captação do turista que aqui possa chegar em barcos de cruzeiro, de autocarro, de autocaravana ou venha ele como vier, o importante é que venha.

Por outro lado, os congressos, a rodagem de telenovelas ou filmes e outros grandes e pequenos eventos devem ser acarinhados e bem recebidos por esta terra que a natureza dotou com uma beleza ímpar e com um povo participativo, bom e hospitaleiro.

Rui Canas Gaspar
2016-janeiro-26

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sábado, 23 de janeiro de 2016

A moda das passadeiras vermelhas

E já lá dizia o meu saudoso Chefe Joaquim, dedicado setubalense e bem conhecido escuteiro: “Um povo que não canta é um povo triste e um povo triste é um triste povo”. 

Mas, se entretanto deixamos de cantar não perdemos a mania das modas e porque aquela das tranças pretas ainda não voltou outra chegou para ficar, a moda das passadeiras vermelhas.

E como é moda, vamos encontrar essas passadeiras vermelhas rotuladas de ciclovia nos novos arruamentos e até mesmo na zona histórica. Não havendo aí ciclovia não se deixou de colocar uma enorme passadeira vermelha que tanto jeito dá, sobretudo às senhoras e idosos que transitam na Rua Antão Girão.

Somos pessoas importantes, como tal só mesmo de passadeira vermelha! E porque não temos verbas para o FESTROIA onde os artistas da sétima arte costumam usar estes luxos não quer dizer que nós os outros artistas da sétima idade não tenhamos direito a tal.

Provavelmente pensarão aqueles que me estão a ler que sou contra o uso das bicicletas. Mas não, nada disso, até sou a favor que os nossos meninos e meninas aprendam desde cedo e possam ir desde crianças até serem estudantes universitários para os seus estabelecimentos escolares nesses meios de transporte.

Também sou a favor de que possam haver bicicletas ao dispor da população como existem os carrinhos do supermercado, um investimento no ambiente e na saúde daqueles que ainda não chegaram ao inverno da vida, sem terem esses saudáveis hábitos.

Só que nem uma coisa, nem outra, nem ciclistas, a não ser os de fim-de-semana, nem bicicletas à disposição e muito provavelmente nem pernas capazes para pedalar.

A nossa população está cada vez mais envelhecida e a tendência é para aumentar. Cada vez tem menos mobilidade e para se deslocar, porque não há transportes públicos em quantidade e qualidade, é forçada a usar o automóvel, pelo que não vale a pena os iluminados insistirem em roubar espaço aos carros para o atribuir a coisa nenhuma, porque ainda não nasceram os ciclistas que irão justificar a utilização da passadeira vermelha da Alexandre Herculano e de tantas outras que por aí se construíram.

Ao ser anunciado o “repirfelamento” da Independência das Colónias, temo que não venha a caminho mais outro disparate. De concreto o que se sabe é que vai existir uma rotunda a norte e essa é bem-vinda para a fluidez e segurança do trânsito, quanto ao resto é mais uma incógnita a que os serviços de trânsito setubalense já nos habituaram.

Mas enquanto as obras chegam e não chegam vamos lá utilizando as passadeiras vermelhas, onde os pés daqueles que ao longo de uma vida de trabalho melhor se podem arrastar e onde os sapatos da salto alto das senhoras não ficam presos nas pedrinhas de calçada.

E assim lá vamos cantando e rindo (nada de confusão com o titulo do hino da extinta Mocidade Portuguesa) não a moda das tranças pretas mas a moda das passadeiras vermelhas.

Rui Canas Gaspar
2016-janeiro-23

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O princípio do fim?

A vedação que vemos na imagem tem cerca de quatro metros de altura e cobre alguns quilómetros do perímetro de uma enorme propriedade pública na qual se encontra inserido o Convento de São Francisco, em Setúbal, um vetusto edifício que se encontra em avançado estado de degradação.

No interior desta propriedade o Estado mandou construir um conjunto de edifícios destinados a alojar algumas centenas de alunos da Casa Pia de Lisboa.

Depois de grande parte do projeto estar concluído e milhões de euros gastos a responsável por aquela instituição decidiu que o espaço não era adequado para aquele estabelecimento pelo que os edifícios concluídos ali ficaram, qual elefante branco, impondo-se na paisagem.

Não me vou debruçar sobre esse assunto, mas tão somente pelo que se vê na foto, ou seja sobre a vedação.

Foram largos milhares de euros que aqui foram gastos e é do conhecimento público que tudo o que for metal atrai os amigos do alheio os quais curiosamente conseguem vender o produto dos seus furtos aparentemente com relativa facilidade.

Reparei que esta vedação, se mantém miraculosamente intacta, pese embora o facto de uma das barras já se apresentar como a imagem documenta, o que pode indiciar que poderemos estar em presença do princípio do fim.

Ainda que o espaço disponha de segurança privada o facto é que não é fácil patrulhar a área, atendendo às características e extensão da propriedade, pelo que se impõe que se proceda a uma rápida reparação desta parte da vedação.
Se o trabalho não for feito a curto prazo, provavelmente a próxima foto será bem mais desagradável.

E temo que assim seja, porque estando a propriedade na alçada do Poder Central e não da Autarquia isso significa que para colocar uma barra no seu lugar seja necessário uma informação para o secretário do secretário do Subsecretário de Estado que por sua vez, oportunamente informará o secretário, o qual dará instruções ao seu secretário que remeterá um ofício para as oficinas, cujo diretor informará o chefe de serviços e este blá…blá… blá… e quando o serralheiro lá chegar boa parte da vedação já era.

E assim se gastaram milhões de euros numa obra que não serve para nada, se continua a consumir largos milhares com a manutenção e ainda por cima temos situações de conservação como esta onde nada se conserva.

Dá para perceber porque é que embora sejamos mais espremidos que um limão o dinheiro dos nossos pesados impostos não chega para as despesas?

Um dos exemplos (MAU) daquilo que afirmo está aqui bem patente em Setúbal neste empreendimento estatal na quinta do Convento de S. Francisco.

Rui Canas Gaspar
2016-janeiro-22

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Já temos aviso no Forte de São Filipe

Se há coisas que detesto é o de apontar coisas menos boas da minha terra. Bem que poderia ficar calado, só que já lá dizia a minha avozinha: “quem cala consente” e, como tal, não ficaria bem com o minha consciência se não apontasse o que julgo estar errado, tendo por finalidade ajudar quem de direito a resolver eventuais problemas.

Reparei que na berma da estrada que vai para o Outão, perto da Albarquel foi colocada há pouco pela Câmara Municipal de Setúbal uma placa informando que o Parque de Campismo do Outão se encontra encerrado. Sendo assim não vale a pena as pessoas deslocarem-se para fora da cidade tendo por objetivo acampar naquele espaço.

Se é mau o parque estar encerrado sem data prevista de reabertura, é bom que a informação esteja disponível para os eventuais utentes que desconhecem esse facto, antes de baterem com o nariz na porta.

E pensei eu que placa idêntica estaria também colocada logo na subida da estrada que conduz ao Forte de S. Filipe, tanto mais que tendo sido questionado o Executivo pela oposição, numa reunião municipal, ficou o compromisso de ser colocada uma placa informativa, para que os eventuais visitantes não tivessem de subir toda a estrada e ao chegar ao forte se deparassem com o portão encerrado.

Movido pela curiosidade, lá fui verificar se tal tinha acontecido. Porém, não vi qualquer placa, para minha desilusão, até chegar ao encerrado portão, onde aí sim agora se encontra uma placa informativa.

Acontece que a placa é feita de um material que reflete a luz tornando-se muito difícil a leitura, depois foi colocada ficando a parte de baixo a cerca de 1,80, escrita em três idiomas, o que quer dizer que o português está a cerca de 2,50 metros de altura tornando-se extremamente complicado ler o texto na língua de Camões.

A informação está disponibilizada em português, inglês e castelhano e é do seguinte teor:

“FORTE S. FILIPE ENCERRADO PARA OBRAS INTERVENÇÃO REFORÇA ENCOSTA DA FORTALEZA

A Câmara Municipal de Setúbal, na sequência de contactos e negociações estabelecidas nos últimos meses com vários organismos para resolver o problema da Fortaleza de São Filipe, um monumento nacional da responsabilidade do Poder Central, foi incluída num aviso-convite da Autoridade de Gestão do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (PO SEUR) para apresentar candidatura a fundos comunitários para realizar as necessárias obras de sustentabilidade da encosta onde está situado o edifício.

Assim, por motivos de segurança o Forte de S. Filipe estará encerrado ao público e o prazo de intervenção é de 24 meses”

Só consegui ler o texto, porque o fotografei e li posteriormente no computador depois de o ampliar.

Quanto à reabertura é uma incógnita dado que as obras estão previstas para durar 24 meses só que não se diz quando é que começam, nem o aviso tem qualquer data.

E pergunto eu: Será que vale a pena os visitantes nacionais e estrangeiros subirem a íngreme ladeira para chegar lá acima e deparar-se com o portão encerrado e um aviso com toda esta lenga lenga?

Não seria mais eficiente a colocação de uma placa idêntica à colocada junto à Albarquel a dizer que o forte está encerrado?

Coisa simples acho eu, mas isto é apenas um “achismo”!...

Rui Canas Gaspar
2016-janeiro-21

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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

No tempo dos “patos bravos”

Lembro-me que há algumas décadas havia o hábito de rotular de “patos bravos” alguns construtores civis, pessoas que embora não estivessem devidamente habilitadas tecnicamente conseguiam ganhar concursos e construíam um pouco por todo o lado, sem se preocuparem muito com a qualidade, segurança e demais regras que hoje são exigidas por Lei.
Costumavam dizer nesse tempo, a propósito da garantia dos trabalhos executados, que a mesma era válida até receber o dinheiro, como que a dizer que: “quem vem atrás que feche a porta” ou seja, uma desresponsabilização total.
Enquanto havia dinheiro, os “patos bravos” eram os melhores clientes de restaurantes caros, discotecas e as meninas não lhes faltavam.
Quando queriam construir e necessitavam do dinheiro para iniciar a obra iam ao banco contrair um empréstimo. Antes porém, compravam um fato novo e um mercedes, sinais exteriores de riqueza com que geralmente impressionavam o gerente bancário que acabava por lhes conceder o necessário financiamento.
As obras geralmente tinham de dar “meio por meio” pelo menos e para tal era frequente fugir-se à qualidade e até os projetos eram de certo modo feitos à medida do “pato bravo”.
Era comum brincar-se com a fórmula de fabrico da argamassa dizendo: “ um de areia, um de areal e outro do mesmo material” ou seja, o cimento porque era mais caro por vezes era quase esquecido.
Quanto à fiscalização camarária, dado que todo o mundo se dava muito bem e os fiscais eram bem recompensados pela sua natural miopia, doença que se estendia a outros setores, originava que os “patos bravos” proliferassem e se movessem com natural à vontade.
Durante vários anos convivi de perto com esta realidade e talvez por isso não deixo de sorrir sempre que passo pela Avenida Alexandre Herculano, tal como pelas obras inacabadas mais a montante e vejo a forma de organização do trabalho, com os separadores de transito colocados de qualquer maneira, máquinas parqueadas como calhar, trabalhos começados e não concluídos, desrespeito total pelos utentes da via e um sem número de atropelos que julgava eu que não voltaria a ver no meu país.
E acabo por sorrir ao lembrar-me dos “patos bravos” e daqueles tempos em que a legislação era ineficiente, em que a fiscalização praticamente não funcionava, em que o povo era mais inculto e por ai fora…
Hoje não é assim, temos empresas modernas que cumprem a lei, fiscalização que fiscaliza, trabalhos que são executados com perfeição e até técnicos devidamente habilitados e lúcidos que nos brindam com excelentes obras de arquitetura que são o orgulho da cidade e elogiadas pela generalidade dos seus habitantes.
Ainda não consegui perceber porque é que cada vez que passo pela Avenida Alexandre Herculano, na minha querida cidade de Setúbal, me vem sempre à mente aqueles velhos tempos dos “patos bravos”.
Rui Canas Gaspar
2016-janeiro-19

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Setúbal vai ter um novo Grupo da Associação dos Escoteiros de Portugal

Coube à Associação dos Escoteiros de Portugal a formação do primeiro Grupo de escoteiros na cidade de Setúbal, um movimento universal fundado por Robert Baden-Powell, em Inglaterra, em 25 de julho de 1907.

Nos anos 20, do século XX, nasceu na cidade do Sado o grupo 40 da A.E.P. o qual teve a sua sede nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Setúbal. Este Grupo distinguia-se dos demais pelo lenço de cor azul clara que os seus membros usavam ao pescoço.

Uma histórica foto, captada nos anos 30, ostenta oito estrelas, sinal de que nessa altura o Grupo já teria oito anos de vida, embora pouco se conheça sobre o mesmo.

Em 1934 um Grupo da A.E.P. encontrava-se sedeado nas instalações da Igreja Lusitana, Católica Apostólica Evangélica, com instalações no Bairro Salgado. Desconhecemos se esta era a mesma unidade escotista que iniciou as suas atividades no quartel dos bombeiros.

Não tem sido fácil apurar pormenores sobre estas primeiras unidades escotistas, porquanto grande parte do seu espólio desapareceu durante o período do Estado Novo.

Como forma de controlar e encaminhar a juventude portuguesa segundo a sua ideologia, em 1939, o Estado Novo criou a Mocidade Portuguesa e, como tal, tentou acabar com o Escotismo, pretendendo confiscar-lhe os seus bens a favor da recentemente criada Organização.

A resistência dos jovens e dirigentes do não menos jovem Movimento foi de tal forma forte que o Estado apenas conseguiu encerrar os grupos da A.E.P. existentes nas antigas colónias ultramarinas.

Atualmente no concelho de Setúbal estão ativas mais de uma dezena de Unidades do Corpo Nacional de Escutas (Escutismo Católico Português) e apenas duas unidades da Associação dos Escoteiros de Portugal, uma na cidade de Setúbal, no Bairro da Bela Vista e outra em Azeitão.

A AEP é uma associação aberta a todos, sendo independente, interconfessional e multiétnica. 

No Parque da Bela Vista, em Setúbal, esta associação tem um monumento ao Movimento Escotista.

Em breve teremos a terceira unidade ativa da AEP a qual deverá ficar sedeada na zona da baixa da cidade e será designada por Setúbal-Sado, devendo começar a funcionar em setembro deste ano de 2016.

As pré-inscrições estão abertas para crianças entre os 6 e os 13 anos e qualquer esclarecimento sobre este novo grupo poderá ser solicitado pelo endereço: região.alemdotejo@escoteiros.pt

Rui Canas Gaspar
2016-janeiro-18

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Mais valia ter havido um mau acordo do que aquela boa demanda

O dia invernoso apresentava-se com o céu plúmbeo quando entrei naquele silencioso e vasto espaço. Parecia que estava a ser constantemente observado por enigmáticos seres fantasmagóricos. Porém, por ali não via ninguém!...

Na minha mente ecoava a trágica marcha fúnebre de Frédéric Chopin enquanto caminhava, explorando todos os recantos, procurando evitar fazer algum pequeno ruído que fosse.

Outrora por ali brincaram e correram alegremente muitas crianças. Adultos deliciaram-se em alegres convívios e muitos amantes da natureza saborearam a paz de espírito que a Arrábida proporciona e o rio azul oferece.

O rústico parque infantil encontra-se agora sem as normais correrias e o característico alegre chilrear das crianças. Os balancés estão quietos e pelo escorrega nenhum menino ou menina vai poder descer rapidamente. Homens ruins roubaram a chapa por onde o podiam fazer…

Apenas a memória olfativa recorda-nos o agradável cheiro da carne ou peixe a grelhar nos muitos espaços construídos para o efeito que por ali existiam. Mas, embora seja hora de almoço, os fogareiros desde há muito que deixaram de ser acesos.

As diversas instalações de apoio encontram-se de portas escancaradas, no seu interior tudo o que era fio de cobre, aparelhagem elétrica, torneiras e metais pura e simplesmente sumiram.

Documentos que outrora serviram de registo aos utilizadores daquele agradável espaço encontram-se agora espalhados pelo chão da que foi a receção deste frequentado espaço lúdico.

Por todo este vasto parque, localizado num espaço privilegiado pela natureza, impera o silêncio e a destruição.

Se outrora as coisas não correram bem entre a entidade que explorava este belo espaço e a que tinha a tutela melhor seria terem chegado a um acordo. Como tal fosse inviabilizado veio a ordem de despejo e pouco depois o anúncio de que a Câmara Municipal de Setúbal iria assumir a exploração.
Entretanto, tudo foi fechado a sete chaves e esperou-se por nova gestão que tarda em aparecer.
O tempo passou, aquilo que estava fechado, sem qualquer guarda foi fácil abrir e daí ao furto e à destruição foi apenas um pequeno passo.

Caminho por entre as árvores despidas de folhas e entre os alvéolos onde já não estão as tendas montadas, pensando e repensando se não seria melhor terem chegado a um mau acordo do que a esta boa demanda.

Setubalenses e quem nos visita ficaram privados do seu Parque de Campismo do Outão, uma estrutura que para ser reativada necessitará de muitos, mas mesmo muitos milhares de euros, graças à inabilidade de quem geriu este processo, transformando assim um belo e ativo espaço numa zona triste e sem vida, deixando-me triste.

Depois de ter captado algumas dezenas de imagens, enceto o caminho de regresso a casa pela bela estrada marginal ao rio azul que hoje se apresenta cinzento, tal como a musica que não me sai da mente, a marcha fúnebre de Chopin como se de um réquiem pelo Parque de Campismo do Outão se tratasse.

Rui Canas Gaspar
2016-janeiro-14

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domingo, 10 de janeiro de 2016

O ENORME disparate já fez dez anos

O Engenheiro José Sócrates, então com responsabilidades estatais na área do Ambiente, chega a Setúbal e dirige-se para o Fórum Municipal Luísa Todi. À sua espera estavam dezoito presidentes de Câmaras Municipais um pouco de todo o país, com projetos POLIS submetidos a apreciação e, o governante veio à cidade sadina precisamente por esse motivo.
Pouco depois da sua chegada, tendo por anfitrião Máta Cáceres, o presidente da Autarquia Sadina a vasta comitiva enceta um pequeno passeio a pé pela Avenida Luísa Todi. Chega À Rua da Saúde, junto ao Quartel dos Bombeiros e volta para o fórum. Foram apreciar parte da zona a ser intervencionada no âmbito daquele programa de melhoramento das cidades.
Nesse dia o professor Máta Cáceres parecia que não cabia nas calças, provavelmente por receber tantos distintos colegas, convidados e governantes e, em pleno palco daquela emblemática sala, tratava de tentar meter a fralda da camisa dentro das calças.
Na Avenida Luísa Todi, um stand mostrava os planos daquilo que se pretendia para Setúbal, no âmbito desse programa que mudaria a face da cidade.
É bom lembrar que muito do que lá estava previsto para a Avenida Luísa Todi não viria a ser concretizado.
Mas, ao que parece a “joia da coroa” para o presidente sadino era mesmo o anfiteatro José Afonso, aquele espaço que alguns gostavam de chamar de “Mini Praça Soni” .
Quando questionado sobre a possibilidade desse projeto não ir para a frente tratou de garantir que “o projeto vai mesmo para a frente” nem que para isso a autarquia “se candidate a financiamentos”.
O projeto foi mesmo para a frente e se não foi o governante socialista que teve a honra de inaugurar a obra, ela coube a Carlos Sousa, comunista da CDU. Melhor dizendo, receber a obra em 4 de novembro de 2005, atendendo a que um espetáculo naquele espaço teria lugar muitos meses depois.
O obra da autoria do Arquiteto Manuel Salgado, custou aos contribuintes 4,3 milhões de euros e os seus 2.500 lugares pouca utilidade têm tido ao longo desta década de vida, porquanto todo o projeto é deficiente quer para quem ali possa atuar quer para quem eventualmente vá assistir a um qualquer espetáculo.
Conhecido pelos setubalenses como “Pórtico da Setenave”, “Mamarracho” ou “Túnel do Vento” o facto é que nenhuma das duas forças políticas que têm vindo a liderar o Concelho de Setúbal, pode lavar as mãos deste enorme disparate, que no passado dia 4 de novembro fez 10 anos.
Salve-se ao menos a monumental pintura feita no alçado poente, “O rapaz dos Pássaros” recriando uma foto do mestre fotografo Américo Ribeiro. O modelo está agora um pouco mais velho do que o menino pintado por Odeith, conforme a foto documenta.
Rui Canas Gaspar
2016-janeiro-10
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sábado, 9 de janeiro de 2016

Não há fome que não dê em fartura!

Num destes dias falando com um amigo que está ou esteve ligado à Comissão de Toponímia do Concelho de Setúbal e questionando-lhe sobre o porquê de ainda não ter sido atribuído o nome de um bem conhecido setubalense a uma rua da nossa cidade dizia-me ele que existiria uma lista com muitos nomes para atribuir e poucas ruas sem designação.

Curiosamente fui dar uma olhadela ao Roteiro do Concelho de Setúbal e constatei que tendo eu nascido na Rua das Oliveiras, em Setúbal, deveria passar a explicar muito bem qual delas, pois que por incrível que pareça existem duas artérias com esse mesmo nome na cidade sadina conforme se pode constatar.

OLIVEIRAS (Rua das) – Começa na Rua Manuel Gonçalves Branco e finda em beco (Quinta da Amizade), Freguesia de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra.

OLIVEIRAS (Rua das) – Começa junto ao nº 60 da Rua José Carlos da Maia e finda na Rua da Brasileira (Bairro Troino/Fonte Nova), União das Freguesias de Setúbal (São Julião, Nossa Senhora da Anunciada e Santa Maria da Graça), anterior Freguesia de Nossa Senhora da Anunciada.

Falta de imaginação ou descuido? Não sou capaz de responder, apenas sei que nasci na Rua das Oliveiras quando a outra homónima ainda não passava de uma zona rural bem afastada do meu Bairro de Troino.

Também verifiquei que, por exemplo, o nome do Dr. Garcia Peres está atribuído a uma, Rua, um Beco e um Largo, claro que nada tenho contra o notável senhor, mas lá que acho que são artérias a mais com o nome da mesma pessoa, na mesma cidade, lá isso acho…

Mas, voltando à Rua das Oliveiras, então se não faz mal termos duas ruas na mesma cidade com o mesmo nome sugiro que se atribua a um largo (sem qualquer denominação) situado algures na Quinta Alves da Silva a designação de Largo de Bocage porque mais um, ou menos um, não tem importância, ou será que tem?

Já agora, é bom saber que no largo a que me refiro e que não tem qualquer designação existe aquela que foi a oficina/fábrica (com um vasto espólio oficinal e documental) de um bem conhecido setubalense, Francisco Augusto Finura, cujo nome por acaso não consegui vislumbrar no Roteiro do Concelho de Setúbal. Porque será?

Já me disseram que esta questão da toponímia é algo complicado e que a dita comissão funciona de uma maneira algo estranha. Pelos vistos a coisa não está fácil e deve ser mesmo muito difícil conseguirem-se nomes de ilustres setubalenses que se destacaram nas mais diversas atividades?

Se Francisco Finura fosse vivo ele trataria de arranjar uma rápida solução para este problema, tal como arranjou para tantos outros que se colocaram a inúmeros setubalenses a quem ele talentosamente prestou os seus serviços, mas como já faleceu resta-nos a sua memória que curiosamente ainda não consta no roteiro toponímico do concelho do seu nascimento.

Rui Canas Gaspar

09-janeiro-2016

terça-feira, 5 de janeiro de 2016




Em Setúbal na Doca dos Pescadores o “Golfinho Parade” precisa voltar a ser a “Parada dos Golfinhos”

Já lá vão cinco anos que uma brilhante ideia resultou num dos mais fotografados e atraentes motivos decorativos da cidade de Setúbal, o “Golfinho Parade”, patente ao público desde 9 de junho de 2011, na Doca dos Pescadores.

Ali foram colocadas 20 réplicas dos cetáceos, reproduzindo três das suas posições-base do movimento acima da linha de água, sendo que sete deles se apresentavam a mergulhar, outros tantos quando estão a sair da água e seis descrevendo o arco central.

Foram 341 os jovens participantes que se envolveram no trabalho de decorar estas estátuas tratando temas do Sado, de Bocage e dos mais diversificados motivos conforme inspiração dos concorrentes membros da comunidade escolar de 11 localidades de Portugal.

Foi uma excelente iniciativa promovida pela Autarquia que resultou muito bem e que rapidamente se tornou num outro colorido cartão-de-visita, provavelmente o mais fotografado nos últimos anos, quer por nacionais quer por estrangeiros, tanto mais que o enquadramento é fabuloso com palmeiras, barcos, rio e serra.

Eu gostaria, e certamente serão muitos os setubalenses que me acompanham neste desejo, que se pudesse manter este cartão naquele local por muito mais tempo.

Porém, cinco anos volvidos e, devido às características do próprio material, devido ao fácil acesso, especialmente de crianças e jovens testando a resistência dos materiais, o facto é que já não são 20 os golfinhos que lá estão e a tendência é para diminuir o seu número.

Não seria má ideia, agora que está provado que esta iniciativa é uma mais valia em termos de atração turística, que os golfinhos em falta fossem devidamente recuperados, que as suas bases de sustentação fossem revistas e aplicado material mais resistente e o “Golfinho Parade” voltasse mesmo a ser a parada de golfinhos como o foi já lá vão cinco anos.

Rui Canas Gaspar
2015-janeiro-05

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domingo, 3 de janeiro de 2016

O nosso Jardim do Palmeiral

Ao longo destes últimos anos muito se tem feito para que o prazer de usufruir do rio azul seja uma realidade, devolvendo-o definitivamente à cidade. Quando esse processo estiver definitivamente concluído Setúbal ficará com uma das mais, senão a mais bela marginal de todo o país, estendendo-se desde a Doca das Fontainhas até à Praia de Albarquel.

Neste momento faltam apenas concluir três importantes etapas e uns “trocos”, ou seja a construção da Marina de Setúbal, o Terminal 7 e a recuperação do Forte de Albarquel. Quanto aos trocos estou a referir-me à limpeza total e recarga da Praia da Saúde.

Das várias etapas já ultrapassadas vou dedicar algumas linhas a uma delas que tem sido remetida normalmente ao esquecimento e que não deixou de representar uma mais-valia em todo este processo de recuperação do corredor ribeirinho, o Jardim do Palmeiral.

Tratava-se de um amplo espaço de terra batida aquele que se encontrava entre as instalações da lota e o edifício de armazéns, imediatamente a seguir às instalações do Clube Naval Setubalense.

Numa iniciativa da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, responsável por aquela vasta zona, a mesma foi alvo de atenção especial e dali surgiu um parque de estacionamento automóvel tão necessário ao apoio das atividades desenvolvidas no mercado da lota.

O parque foi depois alindado com a colocação de um conjunto de enormes e elegantes palmeiras que com a sua natural beleza viriam a dar um aspeto muito agradável a um espaço que desde que tinha sido conquistado ao Sado se encontrava sem qualquer tratamento urbanístico.

Este é um local que esporadicamente também serve de apoio automóvel ao cais nº 2, um espaço de atracação de grandes veleiros e navios de guerra que frequentemente visitam Setúbal e ali acostam.

Esta intervenção urbanística permitiu eliminar o último espaço de terrapleno, ainda sem tratamento urbanístico, existente entre as docas das Fontainhas e a dos Pescadores, tornando mais agradável e valorizando o passeio ribeirinho.

Estou em crer que não passarão muitos anos sem que a marginal de mais de quatro quilómetros de extensão seja uma bela e brilhante realidade que muito agradará não só aos setubalenses mas a todos quanto nos visitam.

Rui Canas Gaspar
2016-janeiro-03

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sábado, 2 de janeiro de 2016

O Clube Naval Setubalense poderá comemorar o 1º Centenário em novas instalações

O futuro turístico sadino também poderá passar por aqui, atendendo a que com a construção da Marina de Setúbal, muitas outras atividades de apoio serão desenvolvidas e a sua proximidade da baixa da cidade poderá vir a dinamizar um pouco mais este espaço histórico e comercial.

A doca do Clube Naval Setubalense, a mais pequena das três existentes em Setúbal, é uma antiga estrutura construída aquando dos trabalhos de edificação das muralhas, docas e cais de atracação que desde 1934 originaram o ordenamento da margem direita do Rio Sado.

Esta doca tem capacidade para acolher 29 embarcações de recreio, entre os 6 e os 11 metros, dispondo também de um espaço em terra onde estão parqueadas 24 embarcações com comprimentos que variam entre os 4 e os 12 metros.

A área dispõe ainda de diversas estruturas de apoio para a prática de desportos náuticos, como a canoagem, vela, remo, natação, de entre outras modalidades, sob gestão do Clube Naval Setubalense, um eclético clube organizado na cidade sadina no distante 6 de maio de 1920.

É pois a partir deste vasto espaço ocupado pela doca e instalações de apoio que a Câmara Municipal de Setúbal e a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) desenvolveram um estudo de mercado e de viabilidade económica tendente a criar as necessárias condições para lançar um concurso de conceção e exploração da futura Marina de Setúbal.

A nova estrutura náutica deverá ter capacidade para acolher entre cinco a oito centenas de embarcações de recreio, modificando assim toda esta área que passará a dispor, naturalmente, de um novo visual muito mais atraente e consentâneo com todo o espaço à beira-rio, potenciando os investimentos públicos no âmbito do Programa Polis e do Programa Integrado de Valorização da Zona Ribeirinha de Setúbal.

A futura e ampla marina deverá abranger uma área compreendia entre o jardim do palmeiral, o Mercado do Livramento, o Tribunal e naturalmente a atual doca do Clube Naval Setubalense, transformando a mais pequena doca setubalense no maior espelho de água da cidade do rio azul.

Certamente que no âmbito deste grande projeto de desenvolvimento ribeirinho serão edificadas novas instalações para albergar os serviços do Clube Naval Setubalense.

Sendo assim, porque não pensar que quando o Naval em 2020, dentro de quatro anos, comemorar o 1º Centenário da sua existência, não fará a celebração do evento em novas e modernas instalações localizadas na grande e bela Marina de Setúbal?

Rui Canas Gaspar
2016-janeiro-02

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Obrigado RTP 1 por aquilo que mostraram ao mundo sobre o reveillon setubalense

Por estas e por outras é que, pela minha parte, vou continuar a promover a minha cidade, a minha região,  junto de todos aqueles que desconhecem o que por aqui existe de bom e de bonito, agora que eu tal como vós temos à disposição esta poderosa ferramenta que é a internet.

Só quem não viu ou não quis ver é que não deu conta dos milhares de pessoas, setubalenses e forasteiros que quando soaram as doze badaladas da meia-noite estavam em Setúbal a apreciar uma das mais belas baías do mundo, profusamente iluminada por um vistoso fogo de artifício, enquanto os barcos fundeados e em navegação na baía faziam soar as suas potentes buzinas.

Eram aos milhares, segundo vimos e ouvimos os vários testemunhos, aquelas pessoas que se aglomeravam a nascente e a poente, nos miradouros da cidade. Eram na ordem das largas centenas aquelas que no meio do rio, a bordo de embarcações particulares, de carga, nos ferry-boats e nas marítimo-turísticas também assistiam ao espetáculo.

Eram na ordem dos muitos milhares aqueles que à beira-rio festejaram a entrada do novo ano de 2016 ao som da música quer na Doca dos Pescadores, quer no PUA.

A festa prosseguiu depois nos restaurantes e bares da Avenida Luísa Todi e em muitas outras coletividades, restaurantes e clubes,  um pouco por toda a cidade.
A televisão do Estado, aquela que é suportada sobretudo com o dinheiro dos meus e dos vossos impostos no seu jornal da uma, do primeiro dia do ano, mostrou-nos como foi o fim do ano em Lisboa, na Madeira, no Porto, em Coimbra, em Albufeira, Beja e em mais não sei mais quantas localidades, umas com mais, outra com interesse relativo, mas sobre a nossa Setúbal nem uma palavra.

Não deixa por isso de ser motivo para endereçar aos responsáveis pela estação de televisão do Estado um muito obrigado pelo “excelente” trabalho informativo que até poderia ser um pouco mais abrangente e provavelmente de melhor qualidade, digo eu!...

Por estas e por outras é que cada vez vejo menos televisão porque as notícias veiculadas pela net de facto cada vez são mais diversificadas e naturalmente com mais abrangência, por isso mesmo vou, tal como muitos de vós, procurar dar o melhor contributo para que possamos promover as nossas coisas, porque se não formos nós a promover o que é nosso certamente não serão os de fora que o irão fazer.

Mais uma vez, endereço-vos estimados amigos, naturais e virtuais os votos de que em 2016 possam atingir as metas a que se propuserem, sendo sabido de que faz mais quem quer do que quem pode.

Rui Canas Gaspar
2016-janeiro-01

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