É escandaloso o miserável
estado em que se encontra o Hospital João Palmeiro
Em
1499, quando contava 30 anos de idade, o rei D. Manuel I, nascido a norte do
Rio Sado, na Vila de Alcochete, assinou uma Carta Régia mandando erigir um
hospital em Setúbal, o qual viria a ser conhecido pelo nome de João Palmeiro e
entraria em funcionamento dois anos depois da real assinatura.
De
facto, naquele local, no terreiro de Santa Maria, coração de Setúbal, já desde
pelo menos 1363 que era conhecida a pratica de assistência a nacionais e
estrangeiros que por aqui passavam a caminho da Terra Santa ou demandavam
Santiago de Compostela.
As
despesas de funcionamento desse hospital medieval eram suportadas pelas
irmandades e confrarias, atendendo a que o estabelecimento hospitalar não
dispunha de verbas próprias.
Os
anos passaram, o hospital tornou-se pequeno e os enfermos começaram a ser
atendidos noutros locais.
Chegamos
ao século XXI, mais concretamente ao primeiro dia de Novembro de 2014, quando
se comemora 259 anos sobre o grande terramoto que destruiu Lisboa e, não deixou
Setúbal de muito boa saúde, neste dia de Todos os Santos, vamos encontrar as
vetustas instalações no mais miserável estado, sem haver “santo” que lhe valha.
Esta
é de facto uma situação incompreensível quando é sabido que se o conjunto
arquitetónico está em estado de ruínas, isso não invalida que não se pudesse
aplicar uma capa de reboco nas paredes de alvenaria, uma limpeza nas cantarias
e uma pintura no exterior.
Se
a isto juntarmos uma poda na árvore e uma boa barrela na calçada, teríamos
então um monumento único em condições apresentáveis e não um miserável cartão
de visita.
Se
o seu proprietário não procede a este tipo de simples reparação que o faça a
Autarquia, este é um daqueles monumentos que assim já se encontra à demasiado
tempo e que com meia dúzia de euros modificar-se-ia o seu aspeto que envergonha
não só o seu proprietário mas a própria cidade.
Rui
Canas Gaspar
2014-novembro-01
www.troineiro.blogspot.com
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