notícias, pensamentos, fotografias e comentários de um troineiro

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Até quando?

Ontem, dia 20 de novembro de 2014, devido à intensidade da chuva que persistentemente caiu em Setúbal foi naturalmente um dia complicado para os peões que se deslocaram sobretudo para as bandas do Estádio do Bonfim.

Mas se as dificuldades são grandes nos locais que se encontram em obras, elas não são menores noutros, como por exemplo na Avenida Independência das Colónias, onde logo ao cair da noite mais um acidente ocorreu, tendo sido atropelado uma pessoa que tentava atravessar aquela artéria vinda do parque de estacionamento fronteiro ao nº 5.

De facto, a ausência de uma passadeira para peões, a chuva a cair, o aumento do tráfego potenciado pela nova rotunda da Avenida da Europa, só pode dar nisto.

A água corre livremente pela avenida quando deveria ter menor intensidade, não fossem os três dos quatro sumidouros existentes entre os nºs 5 e 7 estarem completamente obstruídos, um deles há meses, e os outros dois há anos.

Quem tentasse ontem atravessar a avenida naquela zona ou era atropelado ou levaria um tremendo banho devido à água que não era captada pelas inoperacionais sarjetas e naturalmente sacudida pelas viaturas.

Deste assunto já dei oportunamente conhecimento, à Câmara Municipal de Setúbal, pedindo a sua rápida resolução, sem que a mesma tivesse tomado quaisquer medidas, ignorando-o pura e simplesmente. Vamos lá nós perceber o porquê.

Mas se aqui a situação é grave devido à enorme quantidade de peões e viaturas que se movimentam, sobretudo nas horas de ponta quando os familiares vão levar ou buscar as crianças à escola do ensino básico, ela também não é menor um pouco mais acima junto à nova rotunda da Avenida da Europa.

É que se aquele trabalho foi executado de forma rápida e eficiente, no que se refere aos automobilistas, o mesmo não se poderá dizer em relação aos peões, dado que as peças de pavimento ainda se encontram por colocar e os “passeios” na zona das obras foram abandonados à sua triste sorte. Imagine-se agora a situação das pessoas que têm de transitar por ali nestes dias chuvosos e com a deficiente iluminação no local…

Era bom que os serviços competentes (?) se dignassem mandar alguém, pelo menos, desentupir estas sarjetas antes que venham chuvas mais abundantes e possam ocasionar inundações nas garagens, sendo naturalmente, nesse caso, a C.M.S. responsabilizada pela ocorrência de eventuais prejuízos.

Quanto ao arranjo do passeio e à pintura de uma passadeira para proteger os peões compreendemos a demora na resolução dado tratar-se de um trabalho demasiado dispendioso, pelo que certamente ficará para enquadrar num futuro orçamento municipal. 

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-21

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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Em Setúbal, uns com tanto e outros sem nada

Quanta correspondência indevidamente distribuída por engano, quantas voltas e tempo perdido inutilmente pelas empresas de distribuição devido a confusão com os nomes de algumas artérias da cidade, quando tudo isto seria evitável se os responsáveis locais pelas questões de toponímia adotassem uma política correta na atribuição de designações e não complicassem o que efetivamente é simples.

Quando digo correta estou a pensar naquilo que eu considero incorreto, ou seja, atribuir o nome da mesma personalidade a, por exemplo, três artérias distintas. Estou a lembrar-me de Garcia Peres que em Setúbal dá o nome a uma rua, a um beco e também a um largo.

Não será isto falta de imaginação, quando existem tantos setubalenses que deveriam ser lembrados pelo que de bom fizeram pela sua terra?

Claro que nada tenho contra a figura de Domingos Garcia Peres o médico e deputado que muito fez de bom por Setúbal, no século XIX, mas parece-me francamente exagerado que se atribua o nome da mesma personalidade a mais do que uma artéria na mesma cidade e, este não é caso único.

Por outro lado, é incompreensível que na mesma cidade de Setúbal existam espaços públicos incógnitos, como aquele largo, por exemplo, no Bairro Alves da Silva, onde o conhecido Francisco Finura tinha a sua fábrica/oficina.

Curiosamente, este conhecido setubalense não tem a honra de ver o seu nome figurar numa qualquer placa toponímica vamos lá nós saber porquê…

Será que o homem que salvou mais de uma centena de pessoas de morrer afogadas (contabilizadas oficialmente 31) não é pessoa que mereça reconhecimento público? Isto sem contar com a própria personalidade deste setubalense, reconhecido por muitos dos seus concidadãos.

E será que alguém conhece em Setúbal alguma artéria com o nome de Américo Ribeiro? Provavelmente também não será importante para a Comissão de Toponímia da Autarquia o homem que legou dezenas de milhares de imagens, contando a história de Setúbal de determinada época através da fotografia.

Até neste aspeto parece-me que não há qualquer critério de equidade, atribuindo-se a algumas personalidades que se notabilizaram ao serviço da cidade mais do que uma artéria enquanto para outros que se notabilizaram noutras áreas não é atribuída coisa nenhuma.

É claro que nem sequer vou aqui falar na falta de imaginação que é a substituição de nomes de conhecidas artérias por outros mais ao gosto de quem “manda” nestas coisas…

E para terminar, aqui vos mostro uma ruina urbana, o prédio onde termina a Rua General Daniel de Sousa, também conhecida por Avenida e em cujas imediações podemos encontrar o Bairro honrando aquele Brigadeiro, comandante da Região Militar de Lisboa, que foi promovido a General depois de ter neutralizado uma revolta em 1931, onde morreram sob o seu comando cerca de 40 portugueses.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-20

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terça-feira, 18 de novembro de 2014

O vetusto Largo da Ribeira Velha em Setúbal

O Largo Dr. Francisco Soveral, antigo Largo da Ribeira Velha, é um espaço histórico setubalense que ao longo dos séculos tem sido alvo das mais diversas utilizações sendo que agora se apresenta bem diferente da foto captada em 1979 que aqui vos apresentamos e quando os automóveis ainda por ali podiam circular.

Trata-se de um espaço muito agradável, onde em tempos funcionou um concorrido mercado e onde agora podemos desfrutar de uns momentos de lazer numa das suas esplanadas.

Com a queda brutal do poder de compra, sobretudo entre a classe média portuguesa, a par de outros fatores de pormenor a baixa de Setúbal veio a perder visitantes. Agora, nos próximos meses talvez um pouco mais devido à abertura do Alegro.

Portugal cada vez é mais procurado pelos turistas e Setúbal não foge à regra, com as suas unidades hoteleiras a atingirem percentagens de ocupação muito significativas.

Certamente que os turistas não se deslocarão a Setúbal para ir visitar o Alegro, por muito bonito que se possa apresentar. Espaços como este existem um pouco por todo o lado, como também não virão visitar-nos para ver o miserável estado em que se encontra o Largo de Jesus, espaço fronteiro ao mais importante monumento que aqui temos e, muito menos, para ver edifícios degradados e vandalizados cobertos por nojentas pinturas.

Os turistas virão visitar ainda mais Setúbal quando a sua zona histórica estiver mais atraente, com fachadas devidamente pintadas, Igrejas abertas, edifícios devidamente iluminados, ruas asseadas, policiamento adequado e tudo aquilo que qualquer um de nós pode observar na zona histórica de uma qualquer cidade europeia de média dimensão.

Tenho para mim que Setúbal será a médio prazo um destino turístico muito mais procurado, mas para isso todos e cada um de nós terá de fazer a sua parte, quer passeando de quando em vez pela nossa zona histórica, quer fazendo algumas compras na nossa baixa, quer mesmo falando da nossa terra ressaltando os pontos positivos ao invés dos negativos.

Sei do interesse que existe por parte de alguns investidores de adquirirem edifícios na baixa de Setúbal, julgo saber que um dos maiores que por lá está fechado a breve trecho poderá entrar em obras para ali vir a funcionar uma unidade hoteleira com pastelaria no r/c.

Deixemos passar a euforia “alegriana” e passemos a dedicar um pouco mais de atenção à zona histórica, porque há clientela para tudo e para todos sem que por isso tenhamos de votar ao abandono as nossas raízes.

Tenho para mim que o vetusto Largo da Ribeira Velha será o ponto de partida para o rejuvenescimento da nossa baixa, que provavelmente passará a funcionar noutros moldes, até porque é bom não esquecer que esta “baixa” também no século XIX provavelmente mexeu com a vida de outros comerciantes e artífices que operavam na Rua dos Caldeireiros, dos Sapateiros, dos Ourives, etc. etc.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-18

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As “Sentinas do Velho Choco”

No distante ano de 1933 a Câmara Municipal de Setúbal procedeu à escavação de parte da antiga muralha defensiva da cidade, junto à “Boa Morte” (Av. General Daniel de Sousa) para ali construir umas instalações sanitárias que iriam servir uma vasta camada da população cujas casas, naquela época, não dispunham desta indispensável divisão.

Entre os homens do mar setubalenses era comum naqueles tempos serem colocadas alcunhas e, o guarda dessas instalações sanitárias não escapou a esse enraizado hábito e, por isso mesmo, foi apelidado de “choco”.

WC ou o termo de instalações sanitárias era então pouco usual, sendo mais utilizado o de “sentinas” que tem o mesmo significado de “cloaca”, já utilizado pelos romanos, um espaço a que nós hoje também designamos por “latrina”, “retrete”, privado, etc.

E porque o senhor que guardava e seria o responsável pelas instalações já não devia ser muito jovem, aquele local era conhecido do pessoal de Troino e da Fonte Nova como as “Sentinas do Velho Choco”.

Os anos passaram, as antigas casas modernizaram-se e mesmo aquelas mais antigas sofreram as devidas adaptações de modo a que todas as habitações ficassem dotadas do necessário saneamento básico e fossem equipadas com retrete munidas de pelo menos uma sanita.

Com esta modernização das antigas casas e com a construção das novas as sentinas públicas de que a cidade dispunha foram sendo gradualmente desativadas.

Pouco depois da revolução de 25 de abril de 1974, mais propriamente em 1977 é formado o Grupo Desportivo e Recreativo O Sindicato que viria a ocupar, para sua sede, as desativadas “Sentinas do Velho Choco”, propriedade da Câmara Municipal de Setúbal.

Porque o espaço certamente não seria o mais adequado, o clube mudar-se-ia para instalações mais apropriadas, ficando gravado na parede da muralha em azulejos, não só o símbolo do clube como a sua designação social.

Para evitar o vandalismo a construção foi emparedada e hoje, dia 18 de novembro de 2014 tive oportunidade de estar na sua frente, recordando tempos passados naquela zona da cidade, perto da rua onde nasci e sorrindo ao pensar que o “velho choco” tão cioso da limpeza daquele local não deveria ficar nada contente se pudesse observar o estado miserável em que o mesmo se encontra e que a imagem documenta.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-18

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sábado, 15 de novembro de 2014

O que sabemos nós setubalenses sobre a Rua do Gás?

Quando olhamos para a nossa bonita cidade amplamente iluminada, com as luzes a refletir nas calmas águas da “baía dos golfinhos” não nos passa pela cabeça que em tempos não muito distantes ela era tomada por uma escuridão quase absoluta.

Faz neste ano de 2014, precisamente um século que faleceu o poeta setubalense Paulino de Oliveira a que a edilidade atribuiu no Bairro de Troino o seu nome a uma concorrida artéria daquela tão característica zona.

Numa altura em que a cidade de Setúbal vai substituindo o sistema de iluminação pública tradicional pelo que de mais moderno existe no mundo, a iluminação LED, é bom lembrar que quando Paulino de Oliveira vivia na nossa terra a iluminação era de tal forma forma deficiente que pouco depois de se pôr o sol a localidade mergulhava nas mais profundas trevas.

Nesse tempo algumas, poucas, luminárias a azeite eram colocadas em alguns locais estratégicos da cidade. Porém devido às características das lamparinas, abastecidas com azeite, a sua luz não teria muito tempo de duração, pelo que, poucas horas depois de serem acesas a sua fraca luz extinguir-se-ia.
Alguns anos mais tarde, uma inovação chegaria também a Setúbal, a iluminação a gás.
O jornal “O Curioso de Setúbal” noticiaria no seu editorial datado de 26 de junho de 1858 a novidade acerca da projetada iluminação a gás: “Vamos dar mais um passo no caminho da civilização, vamos gozar de mais uma vantagem, que a indústria do homem inventou para a comodidade da vida e para o aformoseamento das povoações (…)”.

Agora que as principais artérias de Setúbal deixavam de estar às escuras outra realidade se apresentava e o poeta Paulino de Oliveira legou-nos a sua impressão sobre isto mesmo, escrevendo:

(…)
De noite, outro triste aspecto
O gás, muito frouxo, em fila,
Lembra um enterro nocturno,
Em procissão que desfila.
(…)
Os candeeiros, de perto,
Ao vento as luzes tremidas,
Lembram bêbados, aos bordos,
Dizendo pragas sumidas.

Para o fabrico do gás de iluminação foi então construída uma unidade fabril sedeada no local hoje ocupado pelo moderno edifício dos serviços das Águas do Sado, em plena Avenida Luísa Todi.

Desses tempos de escuridão foi-nos legado como memória o nome de uma artéria da cidade, precisamente o nome da rua a poente do referido edifício, onde podemos ler na respetiva placa toponímica: “Rua do Gás”.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-15

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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Um pequeno, simpático e quase centenário clube setubalense

É provável que muitos setubalenses, mesmo os mais antigos, tenham poucas memórias de um pequeno clube desta terra, que em tempos idos teve algum destaque, que dá pelo nome de São Domingos Futebol Clube.

O que acontece é que se trata de uma coletividade fundada no distante ano de 1921 e um dos poucos ainda no ativo que meia dúzia de anos depois, em 1927, faria parte de um conjunto das  treze coletividades que formariam a Associação de Futebol de Setúbal.

Tal como o Vitória e o Comércio e Indústria, o São Domingos também jogava naquele espaço municipal conhecido de muitos antigos setubalenses, como o “Campo dos Arcos” em pé de igualdade com os mais destacados clubes do início dos anos trinta do século passado.

Dessas antigas coletividades chegaram até aos nossos dias o Vitória Futebol Clube, o Grupo Desportivo Setubalense “Os 13”, a União Futebol Comércio e Indústria e naturalmente o São Domingos Futebol Clube, tendo ficado pelo caminho as outras nove.

Presentemente este pequeno clube nascido no velhinho Bairro de São Domingos, tal como Bocage, dispõe de pequenas mas funcionais instalações, sedeadas no jardim do Quebedo de cima, (Praça General Luís Dominguess) propriedade da Câmara Municipal que as cedeu no passado ano de 2013.

Dedicado sobretudo ao futebol jovem, este velho e simpático clube de bairro rejuvenesce agora que se encontra à beira de completar um século de vida para isso tem vindo a contribuir uma dinâmica direção e umas mais adequadas instalações.

Para o São Domingos o nosso apoio, o nosso carinho e a nossa simpatia.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-14

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Em Setúbal alguém vai ter de pagar um almoço de lagosta

O Centro Comercial Alegro – Setúbal, único shopping a abrir em Portugal após dois anos de interregno, é inaugurado hoje, dia 11 de novembro de 2014, dia em que por todo o país se comemora São Martinho e em que tradicionalmente se prova água-pé e se comem as deliciosas castanhas assadas.

No entanto, parece que há por aí, pelo menos  um amigo do grupo “Coisas de Setúbal” que devido a esta inauguração vai ter um lauto banquete, não das tradicionais sardinhas escorchadas mas de lagosta.

É que como bom setubalense e conhecedor do seu país apostou com outro companheiro que as obras exteriores que envolvem o Alegro não iriam estar prontas aquando da inauguração do centro comercial. De facto assim aconteceu, como o demonstrava a enorme fila de automóveis que entravam pela manhã a passo de caracol na cidade, pela A12, devido ao estrangulamento da inacabada via de acesso junto à nova enorme rotunda.

Na melhor das hipóteses, pelo menos durante um mês não deixaremos de ver máquinas e pessoal a laborar por aquelas bandas, dado que ainda falta muito por acabar ao nível dos arranjos exteriores, com pavimentos por concluir, vias por marcar, espaços por ajardinar e ligações por efetuar.

É claro que para ministro inaugurar, à última hora tentava-se dar um ar mais apresentável aos espaços envolventes, tentando marcar pavimentos inacabados para se poder pintar, enquanto máquinas e operários andavam numa roda viva.

Os convidados VIP chegaram ao novo Alegro – Setúbal, novinho em folha, certamente a cheirar às tintas e vernizes aplicados nas últimas horas enquanto cá fora os trabalhos abrandaram por hoje, para não dar mau aspeto ao ministro sua comitiva e demais convidados. Mas, a partir de amanhã dia em que o povo ali poderá entrar e gastar os parcos euros, eles certamente recomeçarão.

A tradição está aí para se manter e, tal como o São Martinho que este ano até antecipou o seu Verão para que se pudesse avançar com os trabalhos, o facto é que o atraso na obra está patente, como tal, alguém vai ter de pagar um almoço de lagosta e garanto que não serei eu…

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-11

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domingo, 9 de novembro de 2014

O meu amigo Domingos estava com desejo de patê Francisco Finura, mas…

Na Casa da Baía, quando chegou, junto à entrada, umas simpáticas meninas entregaram-lhes como oferta de boas-vindas uma brochura sobre o grande setubalense que foi Francisco Finura e umas latinhas do seu famoso patê de sardinha e de cavala. Estas embalagens são uma autêntica relíquia onde podemos ver gravado no fundo da mesma a data de 1979.

Se lá dentro estivesse patê o mesmo já teria há muito passado o prazo de validade. Ora como o Francisco Finura (filho) tivesse lá pela oficina/fábrica do seu falecido pai algumas destas embalagens sugeri que enchesse umas quantas com areia do Sado, de forma a ofertar a quem se deslocasse à apresentação do livro “SETÚBAL – Gente do Rio Homens do Mar” como pisa papéis, ao mesmo tempo que servia como veículo anunciador da exposição que em breve irá ser apresentada no Museu do Trabalho, em Setúbal.

Quando chegou a casa o meu amigo Domingos, pescador, que tão bem conheceu o nosso “Finuras” mostrou logo à esposa o novo livro do seu amigo Rui, a brochura sobre Francisco Finura e as duas latinhas de patê que ele tanto adorava.

O jantar estava prestes a ser servido e o Domingos de “água na boca” diz para a esposa, a minha amiga Manuela, antiga operária da indústria de conservas, que abrisse a latinha de patê de sardinha como aperitivo.

A Manuela olha bem para a pequena embalagem, toma-lhe o peso, vira-a e repara na data que se encontrava gravada no fundo e diz para o marido: - Olha lá, isto é uma partida do Rui, parece que não o conheces! Isto deve ter é areia, pelo peso… e mesmo que seja patê já não está em condições de ser consumido.
Mas o Domingos estava mesmo desejoso de voltar a saborear o delicioso patê Francisco Finura e tanto insistiu que a Manuela lá foi abrir a latinha que para grande desilusão do Domingos continha mesmo areia, daquela que ele tão bem conhecia.

Aquele malando do Rui!… Não, não, desta vez não foi partida, foi mesmo falta de informação ao Domingos que ainda por cima estava de apetites.

Bem, eu não lhe disse mas o patê Francisco Finura vai ser de novo fabricado, com a mesma fórmula, desta vez pelo seu filho. A embalagem não será igual à pequena latinha distribuída, mas outra feita de material mais apropriado.

E fica desde já prometido ao meu amigo Domingos que lhe oferecerei uma latinha, desta vez sem areia, tão depressa o patê esteja fabricado, o que certamente irá acontecer no decurso da exposição que irá ter lugar entre os dias 29 de novembro de 2014 e 1 de fevereiro de 2015.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-09

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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Entrada na Feira de Santiago vai ser paga?

O jornal O SETUBALENSE de hoje dia 7 de novembro de 2014 trazia na sua primeira página em letras garrafais junto ao rodapé o seguinte título “Câmara pode vir a cobrar entradas na Feira de Sant’Iago”.

Não tenho quaisquer dúvidas que este título ajudou a vender mais alguns jornais, como também não tenho quaisquer dúvidas que o mesmo suscitou de imediato indignação de algumas pessoas tendo por alvo a Câmara Municipal e a pessoa da sua presidente.

Esta é uma das técnicas mais utilizadas para se vender jornais, um bom título, polémico de preferência e, no interior do jornal logo se sabe o que realmente estará em discussão.

O que acontece é que tendo estado a gestão da Feira de Santiago na alçada da Associação Parque Santiago e tendo passado agora para a administração direta da Autarquia verificou-se a necessidade de elaborar um regulamento que oriente o funcionamento daquele evento e, é assim, que nasce a discussão.

Para a presidente da Câmara (CDU) não é expectável que possa haver cobrança no acesso ao recinto da feira nos anos mais próximos, embora outras terras já o façam. No entanto,  defende que este é um pormenor que deve ficar inscrito no regulamento a elaborar, porquanto poderá no futuro (que diz não conhecer…) isso possa vir a suceder, seja no acesso ao recinto ou na entrada a algo que lá se encontre, como por exemplo, um pavilhão multiusos que se possa vir a construir  para apresentação de espetáculos.

Os vereadores do Partido Socialista estão contra este artigo do regulamento, o 33º do Projeto de Regulamento da Feira de Santiago. Mas atenção, isto é apenas um projeto de regulamento e o mesmo será colocado à apreciação por um período de 30 dias devendo as mais diversas entidades pronunciar-se sobre o mesmo.

O executivo CDU já disse que serão tidas em conta as várias sugestões pertinentes de alterações apresentadas pela bancada socialista.

Sendo assim, nem tudo o que parece é, e a Feira de Santiago continuará a ser levada a efeito nas Manteigadas, com entrada gratuita, embora um dia, que não se sabe quando, possa vir a ser alvo de pagamento de ingresso, ou entrando gratuitamente, poderá ter de desembolsar nem que seja 50 cêntimos para assistir a um qualquer concerto num pavilhão multiusos que um dia irá ser construído.

Entretanto, o regulamento fica feito e a hipótese de algum pagamento fica desde já contemplado.

E pronto, pode continuar a dormir descansado, porque ainda não deve ser desta que vai pagar ingresso na Feira de Santiago para ir comer a deliciosa Bolacha Piedade, uma fartura da Luisinha, ou um lombinho do Séninho.

É claro que não vai pagar ingresso mas se for previdente não deixará de adquirir um stick de Previpiq, muito eficaz contra as melgas das Manteigadas mas que não funciona com as da internet.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-07

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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Coisas de Setúbal

No dia 15 de julho de 1888 as classes laboriosas da cidade de Setúbal sentiam a necessidade de terem apoio na doença e no funeral e por isso alguns dinâmicos conterrâneos decidiram formar a Associação de Socorros Mútuos Setubalense.

Esta associação mutualista tem sabido evoluir ao longo dos seus muitos anos de vida e hoje apresenta-se pujante e renovada, adaptada aos novos tempos e diferentes desafios que se colocam à nossa população.

A ASMS é hoje uma referência na prestação de cuidados de saúde aos seus associados dispensando um vasto leque de serviços médicos de clinica geral e das mais diferentes especialidades, a par de serviços de fisioterapia e enfermagem.

No âmbito do apoio domiciliário a associação dispensa serviços de cuidados de higiene e conforto pessoal, higiene habitacional, alimentação, tratamento de roupa, acompanhamento ao exterior, atividades de lazer e apoio social.

Um posto móvel desta Associação Mutualista foi implantado no Largo da Misericórdia, junto à Cruz Vermelha, com o objetivo de fazer gratuitamente o rastreio cardiovascular à população setubalense e é ali mesmo que poderá também recolher o impresso que lhe permite inscrever-se como sócio, usufruindo de uma campanha mais vantajosa do ponto de vista financeiro.

Apoiar o mutualismo é hoje, tal como em 1888 uma necessidade, embora por motivos diferentes, porque nunca sabemos quando viremos a precisar dos serviços prestados por estas prestimosas associações de solidariedade.

Curiosamente, quatro meses depois de ter sido formada a Associação de Socorros Mútuos Setubalense a nossa terra era atingida por um violento temporal, conforme relatado por um dos jornais locais, o Districto nº 213 de 15 de novembro de 1888.

 “Na madrugada de segunda-feira dia 13 de novembro de 1888, caiu sobre a cidade de Setúbal e seus arrabaldes um terrível ciclone, ao ponto que a chuva era torrencial, inundando ruas, praças e campos e invadindo muitas casas causando aqui muitos graves prejuízos no meio de sustos e clamores em algumas partes onde mais se fizeram sentir a inundação e os estragos.

Muitas ficaram areiadas e cobertas de lodos. O Campo do Bonfim era um completo e vasto lago. As Ruas do Poço, de São Caetano, das Amoreiras de Camões, de Antão Girão, as Travessas das Viçosas, do Peixe, o Largo das Almas, a Praça do Bocage e outras ruas, largos e praças sofreram mais ou menos os efeitos da inundação.”

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-06

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

No grupo COISAS DE SETÚBAL não há recrutamento de “MONEY MULES”

O grupo do facebook, COISAS DE SETÚBAL, era composto no dia 5 de novembro de 2014 por 3.650 membros, no entanto, o mesmo grupo poderia ultrapassar os quatro mil filiados, não fossem os seus administradores procederem ao bloqueio de várias pessoas, a maior parte, perfis falsos, que pedem a sua admissão ao grupo.

Estavam nesta data bloqueados 450 perfis, correspondendo a mais de 12% dos filiados ativos e praticamente todos pelo mesmo motivo, por serem “boas pessoas” e quererem ofertar dinheiro.

Acontece que há vários esquemas para ludibriar os mais incautos e por isso os administradores deste grupo tratam de eliminar este tipo de situação logo à nascença.

Ultimamente tem vindo a ser verificado o seguinte:

Aparece na net oferta de negócio ou emprego com ordenado mensal de 1.800 euros, acrescido de comissões e possibilidade de crescimento dentro da empresa.  O incauto aceita e pouco depois é-lhe depositado 4.900 euros na sua conta, destinado a fazer transferência em dólares para um banco localizado num país estrangeiro.

4.900 porque o banco do incauto só comunica ao Banco de Portugal valores acima de 5.000 e o “funcionário” está a desempenhar o papel de “Money Mule” ou seja está a ser conivente com o crime de lavagem de dinheiro.

O dinheiro geralmente tem como destino o Brasil ou a Rússia, países de origem do esquema criminoso.

Se for contatado para entrar, ou já entrou no esquema, o melhor mesmo é contatar as autoridades afim de não poder vir a ser acusado deste crime de que foi conivente a troco de alguns euros.

Entretanto, neste e noutros grupos mais responsáveis os administradores vão eliminando logo à partida a entrada destes nocivos vendedores de sonhos.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-05

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terça-feira, 4 de novembro de 2014


Vamos conhecer um pouco sobre estes amigos de Setúbal

A Fundação Buehler-Brockhaus está sedeada em Setúbal, na Rua Praia da Saúde e trata-se de uma iniciativa de um casal de origem alemã.

Numa entrevista concedida à Lusa disse o Presidente da Fundação, Hans-Peter Buehler: "Chegámos em 2006, com uma inclinação para as questões culturais de Portugal e, sobretudo, de Setúbal. Pensámos constituir uma fundação e conseguimos a instalação em 2008".
 
De acordo com a sua esposa, Marion Buehler-Brockhaus, o casal achou que "a recuperação da parede [do mercado do Livramento] era uma ocasião fantástica para ajudar", e assim foi. "Setúbal tem uma coisa atraente. É como o amor. Não se sabe exatamente porquê, mas julgo que é a sua arquitetura, a paisagem, a serra e tudo o mais", acrescentou.
 
Em 2008 a Fundação assinou um protocolo com a Câmara Municipal de Setúbal, no âmbito do mecenato, com vista a apoiar a nossa terra, particularmente no campo das artes.

O restauro do painel de azulejos é somente um exemplo das diversas iniciativas culturais apoiadas pela Fundação Buehler-Brockhaus, que, entre outros contributos, também financiou as quatro esculturas de Augusto Cid alusivas às profissões, colocadas no Mercado do Livramento; o conjunto escultórico na rotunda das Fontainhas da autoria de Luísa Perienes; o “Zefiro” da autoria de Sérgio Vicente, colocado na rotunda Álvaro Cunhal, em Monte Belo; a escultura de Luísa Todi, assinada por Sérgio Vicente, colocada frente à entrada do Fórum Luísa Todi.

Para além destas obras de arte a Fundação apoiou com mais de 60.000 euros a beneficiação da Rua da Saúde, na zona ribeirinha da cidade; concedeu apoio financeiro ao FESTROIA e ao TAS de entre outros tipos de  apoio concedidos à cidade de Setúbal por quem se apaixonaram.

Que bom seria que algumas conhecidas pessoas que se querem fazer passar por bons setubalenses, proprietários de emblemáticas peças patrimoniais seguissem o exemplo destes nossos amigos e nem sequer era necessário proceder a quaisquer doações, bastaria que tratassem do seu próprio património de forma a que os seus conterrâneos pudessem desfrutar de uma vista mais agradável dessas peças, algumas em perfeito estado de abandono.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-04

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“Vejam Setúbal, tirem a prova, das Fontainhas, do Castelo à Fonte Nova”

Numa das digressões pelo velhinho e típico Bairro de Troino dei comigo a admirar a beleza das antigas casas de algumas ruas onde brinquei na minha infância.

E se muitas delas estão com uma deplorável apresentação devido às inestéticas pinturas que alguns pseudo artistas de rua teimam em lambuzar tudo o que seja parede, vidro, cantarias, etc. o facto é que fui surpreendido por um conjunto de casas cujas fachadas foram recentemente pintadas.

Passei, olhei e voltei atrás para melhor poder admirar aquele bonito conjunto que não resisti a fotografar e agora partilhar com os amigos.

Podemos admirar parte da rua que vai desembocar ao antigo Largo da Anunciada, para muitos setubalenses um nome desconhecido e que facilmente associarão a qualquer espaço perto desta atual Igreja.

Mas não, o antigo Largo da Anunciada é aquele que hoje é conhecido por Praça Teófilo Braga, e a antiga Igreja da Anunciada é onde atualmente se localizam as instalações da Cáritas Diocesana, antigo quartel dos Bombeiros Voluntários.

Já agora, saibam que nas instalações anexas à Cáritas, podemos ver o edifício do Paço Episcopal, um espaço que anteriormente também serviu como o Hospital da Anunciada.

Nesse edifício encontra-se uma placa, ali colocada em 14 de março de 1940 onde se pode ler a seguinte inscrição: “ Era aqui a enfermaria dos frades Arrábidos, onde em 14 de março de 1619 adormeceu no Senhor o mavioso poeta místico Frei Agostinho da Cruz”.

Vale a pena percorrer as antigas artérias desta cidade do rio azul e calmamente apreciarmos o que ela tem de bonito e de histórico para nos mostrar, focando-nos naquilo que é belo e tentando ignorar o que por ali se encontra a necessitar de uns sacos de argamassa e umas latas de tinta.

E como diz, e muito bem, a bonita canção do setubalense Mário Regalado: “Vejam Setúbal, tirem a prova, das Fontainhas, do Castelo à Fonte Nova”.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-11

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domingo, 2 de novembro de 2014

Muito obrigado meus amigos setubalenses

Nasci no século XVIII em Setúbal, na Praça Machado dos Santos, que o povo gosta de designar como “Fonte Nova”. Um espaço amplo onde a água leve e pura vinda de uma nascente ali de perto corria pelas duas bicas da monumental fonte que ainda hoje se encontra na minha frente, embora agora jorrando o líquido, em circuito fechado, fornecido pelas Águas do Sado.

Foi José da Rosa Guião e Abreu o responsável pelo meu nascimento, daí que todos os meus amigos me começassem a conhecer por “Palácio Feu Guião” ou do “Adeantado” coisa que ele nunca foi, embora tivesse exercido com zelo as funções de competente Desembargador.

Tal como todos vós, aquando jovem, era não só forte e bonito, mas também muito apreciado entre os meus conterrâneos. Alguns artistas que não sendo setubalenses aqui se deslocaram para fotografar e gravar a minha imagem na tela.

Os anos passaram, o meu progenitor morreu, fui entregue a outros e o peso dos anos a que se juntou um grave acidente começou a dar cabo de mim. Sim, aquele violento tremor de terra que me deu cabo de parte da “cabeça” perdão, do telhado, da ala sul, foi o princípio do fim.

Foram várias as vicissitudes porque passei ao longo da vida. Imaginem que após a revolução de 25 de abril de 1974 foram muitos os que se aproveitaram de mim e transformaram-me desde casa de teatro até armazém de ferro-velho.

Vocês imaginam como é, serviam-se à grande e à francesa, mas tratar cá do velhote, tá quieto!...

A minha aparência digna foi-se esvaindo e cheguei ao princípio de outubro de 2014 num tal miserável estado que nem me reconhecia. Mas… o que mais me desgostava era que os meus próprios conterrâneos olhavam para mim e comentavam com muita pena por me verem neste lamentável estado.

Já quase não tinha a roupagem que alguns chamam de reboco, muito menos a cor dessa roupagem era visível e, na minha cabeça, em parte careca, nasciam uns esquisitos tufos de cor verde, imaginem!...

Foi então, com grande surpresa, que quase no final do mês de outubro vi colocarem umas peças de andaime e um pedreiro começar por reparar as minhas vestes, depois de consertadas as roupagens trataram de me pintar e, nem queiram saber como fiquei bonito!

Embora continuando a ser um velho e sem forças, hoje sinto-me como novo. Os meus conterrâneos voltaram a gostar de mim, agora os seus comentários são agradáveis e eu sinto-me como se tivesse renascido.

Há apenas um senão, é que não consigo agora encarar alguns dos meus nobres irmãos, nomeadamente o mais velho, o João Palmeiro, ele que dedicou toda a vida a cuidar dos outros e hoje não tem quem se digne dar-lhe sequer um simples banho.

Será que é pedir muito aos meus benfeitores que despendam meia dúzia de euros e dispensem aos meus irmãos o mesmo tipo de tratamento? Como eu gostaria e como lhes agradeceria!...

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-02
www.troineiro.blogspot.com


sábado, 1 de novembro de 2014

É escandaloso o miserável estado em que se encontra o Hospital João Palmeiro

Em 1499, quando contava 30 anos de idade, o rei D. Manuel I, nascido a norte do Rio Sado, na Vila de Alcochete, assinou uma Carta Régia mandando erigir um hospital em Setúbal, o qual viria a ser conhecido pelo nome de João Palmeiro e entraria em funcionamento dois anos depois da real assinatura.

De facto, naquele local, no terreiro de Santa Maria, coração de Setúbal, já desde pelo menos 1363 que era conhecida a pratica de assistência a nacionais e estrangeiros que por aqui passavam a caminho da Terra Santa ou demandavam Santiago de Compostela.

As despesas de funcionamento desse hospital medieval eram suportadas pelas irmandades e confrarias, atendendo a que o estabelecimento hospitalar não dispunha de verbas próprias.

Os anos passaram, o hospital tornou-se pequeno e os enfermos começaram a ser atendidos noutros locais.

Chegamos ao século XXI, mais concretamente ao primeiro dia de Novembro de 2014, quando se comemora 259 anos sobre o grande terramoto que destruiu Lisboa e, não deixou Setúbal de muito boa saúde, neste dia de Todos os Santos, vamos encontrar as vetustas instalações no mais miserável estado, sem haver “santo” que lhe valha.

Esta é de facto uma situação incompreensível quando é sabido que se o conjunto arquitetónico está em estado de ruínas, isso não invalida que não se pudesse aplicar uma capa de reboco nas paredes de alvenaria, uma limpeza nas cantarias e uma pintura no exterior.

Se a isto juntarmos uma poda na árvore e uma boa barrela na calçada, teríamos então um monumento único em condições apresentáveis e não um miserável cartão de visita.

Se o seu proprietário não procede a este tipo de simples reparação que o faça a Autarquia, este é um daqueles monumentos que assim já se encontra à demasiado tempo e que com meia dúzia de euros modificar-se-ia o seu aspeto que envergonha não só o seu proprietário mas a própria cidade.

Rui Canas Gaspar
2014-novembro-01

www.troineiro.blogspot.com