notícias, pensamentos, fotografias e comentários de um troineiro

quarta-feira, 11 de março de 2015

Quando é que a Fonte Nova funcionará direito?

Esta quase a fazer um ano!

Foi no dia 26 de abril de 2014, que com bombos e festarola se fez luz na velha “Fonte Nova” com a água a jorrar das bicas e a iluminação led de cor azul a dar um tom modernaço à velha e emblemática fonte, onde tantas bilhas se partiram.

E porque o dinheiro está escasso e o desperdício de água potável é crime, um contador das Águas do Sado foi instalado numa caixa subterrânea, para ser pago pela Autarquia, e a água começou a jorrar em circuito fechado.

Um simples programador foi instalado e a luz acende-se à noite, porque de dia não vale a pena.

E para comemorar esta melhoria no meu Troino lá esteve o meu homónimo Rui Canas, Presidente da União de Freguesias acompanhado da sua camarada e minha Presidente da Câmara, Maria das Dores Meira.

Tudo muito bem, muito bonito. Aplaudi e simultaneamente fiz o reparo de que já que se estava com a mão na massa se deveria colocar a esfera armilar e espigão no alto da fonte, um acessório que dali teria desaparecido em tempos e que até nem custará tanto assim.

O facto é que nestes quase doze meses aquela obra que teve a presença dos mais altos dirigentes cá do sítio raramente funcionou como deve ser, ora porque a água ficava verde por falta de pastilhas de cloro, ora porque a água sumisse, ora porque a luz não acendesse, ou fosse lá pelo que fosse.

Valeu à velhinha Praça Machado dos Santos, a nossa popularmente conhecida Fonte Nova, a rebocadela que foi dada com pintura posterior nas ruínas do palácio Feu Guião, tapando-lhe as misérias, bem como a retirada dos fedorentos contentores e amontoados de lixo que foram substituídos por três enormes contentores enterrados.

Quanto à fonte em si, a coitada está mesmo condenada. É que para além do outro Rui Canas não mandar colocar a esfera, ainda por cima tem uma bomba elétrica a trabalhar mas sem fazer jorrar água alguma das bicas e, como se isso não bastasse, encontra-se novamente sem qualquer iluminação.

Sou apologista da valorização do nosso património, das coisas recuperadas, funcionais e bonitas, mas gastar-se dinheiro para elas não trabalharem é que não me parece boa ideia, ainda por cima quando o metal sonante está cada vez mais escasso.

Rui Canas Gaspar
2015-março-11

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É sempre bom saber mais sobre as Coisas de Setúbal

Corria o ano de 1660 quando os frades da Ordem dos Carmelitas Descalços chegaram a Setúbal e porque ainda não tivessem instalações próprias onde ficar foi no Palácio do Duque de Aveiro que se albergaram.

Passadas que foram duas décadas, em 1680, o Rei D. Afonso VI concedia-lhes autorização para fundarem fundaram o convento que passaria a ficar conhecido por Convento de Santa Teresa de Jesus de Setúbal.

O enorme edifício viria a ser erigido nos terrenos arenosos junto ao Rio Sado, quase em frente à Praia do Seixal, tendo-se iniciado a construção em 1703.

No ano de 1727 este convento receberia a visita da Rainha Dona Maria Ana de Áustria, mulher de D. João V, acompanhada do seu séquito.

Há notícia de que os padres deste convento teriam prestado ajuda à população, aquando do grande terramoto de 1755 que destruiu parte das construções setubalenses.

Em 1834 no âmbito da “Reforma geral eclesiástica” empreendida por Joaquim António de Aguiar foram extintos todos os conventos, sendo os edifícios incorporados na Fazenda Nacional.

Presentemente o imóvel é propriedade particular, encontrando-se em bom estado de conservação e para quem não conhece a localização, saiba que fica pegado à Igreja da Anunciada, em Setúbal, com entrada pela Avenida Luísa Todi, a antiga Rua da Praia.

A imagem ilustrativa é parte de um recente painel de azulejos que encontramos no interior das instalações, datado de 1991.

Rui Canas Gaspar
2015-março-11

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terça-feira, 10 de março de 2015

O “coiote” vai reabrir o seu espaço

O antigo Convento da Anunciada dos Frades Carmelitas Descalços é uma antiga construção, anexa à Igreja da Anunciada, em Setúbal, com entrada pela parte norte da Avenida Luísa Todi, sensivelmente em frente às fontes com os emblemáticos golfinhos.

Nesse edifício encontra-se a funcionar um dos mais conhecidos estabelecimentos de artes e entretenimento, o ArtKafé, um espaço onde frequentemente se poderá escutar música ao vivo, interpretada por artistas e bandas de renome.

Nos anos 90 parte do edifício foi recuperado, tendo sido colocada à vista a estrutura do teto abobadado, um artístico trabalho executado em tijoleira, que depois de envernizado ficou bem bonito.

E foi aí que, já sem frades, surgiu um bonito espaço a que foi dado o nome de “conventual” numa alusão clara à sua primitiva utilização.

Anos depois o agradável “conventual” encerrou portas, para mais tarde abrir como bar discoteca com o nome de “coiote” um espaço muito frequentado sobretudo por membros da vasta colónia brasileira radicados na cidade sadina.

A conhecida e sentida crise económica instalou-se e grande parte dos emigrantes brasileiros e de outras nacionalidades que por cá estavam a trabalhar voltaram ao seu país de origem.

Com a abrupta queda de clientela o “coiote” hibernaria por longos meses à espera que dias melhores regressassem.

Com a esperança de que o tempo pior já tenha passado o “coiote” vai no final deste mês de março de 2015 reabrir as suas instalações, uma das mais espaçosas e bem localizadas da cidade de Setúbal onde espera proporcionar bons e agradáveis momentos aos seus frequentadores.

Assim as antigas instalações que outrora serviram para a prática de culto religioso, são hoje utilizadas para a prática de outros cultos, mais mundanos, certamente.

Rui Canas Gaspar
2015-março-10

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segunda-feira, 9 de março de 2015

Mudar para pior?
A retirada de vários contentores de lixo da cidade para substituir pelos grandes depósitos semienterrados é, quanto a mim, uma sábia decisão, porquanto permite retirar da via pública uma enorme quantidade de recipientes que quando está um pouco de vento os vemos tombados, para além do espaço que ocupam e da sua inestética presença.
Os molock são depósitos de muito maior capacidade e ocupam menos espaço público.
E por serem de maior capacidade também permitem que os serviços intervalem mais a recolha, ocasionando uma significativa poupança de recursos financeiros para além de menor gasto de combustível e consequentemente melhor qualidade ambiental.
Até aqui tudo bem!
Para substituir os três contentores existentes na Avenida Independência das Colónias, frente ao nº 5, foi colocado um molock na Praceta Vitor Vitorino ficando ali muito mais discreto e com boa acessíbilidade aos Serviços de Higiene e Limpeza.
O que acontece é que ou o novo depósito semienterrado não tem capacidade suficiente para servir tantos fogos, ou os serviços de recolha passaram a ser por demais espaçados no tempo.
Neste seu período inaugural o contentor encontra-se completamente cheio e o primeiro saco de lixo já foi colocado na parde de fora, ao lado do mesmo.
De facto, temos de ter em consideração que quando se muda é suposto ser para melhor, agora fazer um serviço destes e a higiene pública piorar é que não me parece nada abonatório para quem tem a responsabilidade de zelar pelo bem-estar da população.
Espero que, das duas uma, ou passará a haver uma recolha menos espaçada no tempo ou então que façam mais um buraco e instalem outro molock, porque mudar para pior não me parece ter grande piada.
Rui Canas Gaspar
2015-março-09




Jovem mórmon setubalense vai servir missão no Japão
Os rapazes membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias devem doar dois anos do seu tempo ao serviço missionário, enquanto as raparigas são incentivadas a fazerem igual missão por 18 meses.
Os jovens depois dos 18 anos submetem o seu pedido para o serviço missionário, sem escolher para onde querem ir e, a Primeira Presidência da Igreja, designa-lhes onde devem servir.
Estes jovens missionários não auferem qualquer salário pelo seu serviço. A Igreja coloca-lhes à disposição a verba suficiente para se alimentarem e pagarem o seu alojamento. Esta verba do Fundo Missionário é suportada pela própria família, a congregação onde o jovem pertence, ou pelos fundos gerais da própria Igreja.
Cada Missão tem normalmente entre 150 a 200 jovens e é dirigida por um casal, sendo que neste momento são na ordem de 90 mil os missionários que servem em qualquer parte do mundo.
No dia 21 de Abril o jovem João Silva, filho de dois conhecidos enfermeiros setubalenses, deverá apresentar-se no Centro de Treino Missionário, em Provo, nos Estados Unidos da América, onde após uma curta estadia seguirá para o Japão para servir na Missão Nagoya.
São vários os jovens setubalenses que neste momento estão a servir em diversos territórios estrangeiros, mas para o país do sol nascente é a primeira vez que um filho desta terra, membro de A Igreja dos Santos dos Últimos Dias, parte para cumprir uma missão.
Os missionários mórmons no Japão são também convidados a cumprir tarefas de serviço voluntário de apoio à população, quando necessário, porquanto se trata de um território frequentemente afetado por cataclismos naturais, com especial destaque para os tremores de terra.
Não há dúvida que para o João o maior desafio é num curto espaço de tempo aprender a comunicar em japonês, atendendo a que a sua ação será de proselitismo, num país de mais de 127 mil membros pertencentes a uma Igreja que se encontra em praticamente todo o mundo e conta com mais de 15 milhões de cristãos.
Mas se o Bowling de Setúbal, onde com certa frequência encontramos o sorriso e a boa disposição do João ficará agora um pouco mais tristonho o mesmo não irá acontecer com o povo japonês que ao longo de vários meses passará a contar com um rasgado e natural sorriso setubalense.
Rui Canas Gaspar
2015-março-09
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domingo, 8 de março de 2015

Setúbal saiu à rua

Este solarengo fim-de-semana parecia uma autêntica romaria por toda a Avenida Luísa Todi com filas intermináveis de automóveis que se deslocavam no sentido nascente poente, com as pessoas a quererem despedir-se do frio e a dar as boas vindas ao tempo mais agradável.

Os parques de estacionamento da Avenida estavam repletos de viaturas e até o Largo José Afonso estava transformado num enorme parque de estacionamento.
Desde a Doca dos Pescadores, até ao Parque Urbano de Albarquel, era um mar de gente que passeava descontraída, enquanto as esplanadas e restaurantes se encontravam apinhados.

As praias estavam igualmente repletas desde aquela que fica dentro da cidade, a Praia da Saúde, até às maravilhosas e muito frequentadas praias da Arrábida.

Setubalenses e forasteiros que já se habituaram a vir usufruir da nossa excelente gastronomia, dos nossos agradáveis espaços públicos e das mais maravilhosas paisagens portuguesas vão transformando a pacata Setúbal, numa muito procurada cidade, onde se gosta de estar.

É natural que perante tal afluência, especialmente no P.U.A. possamos ver ao final do dia algum lixo espalhado pelos relvados e até pela ampla praia que se forma com a maré vazia, os pequenos recipientes para recolha de lixo existentes à beira rio, são demasiado pequenos e insuficientes para tamanha afluência.

De facto, quem for dar uma volta por aquele espaço ao final do dia constatará que a generalidade das pessoas são cuidadosas e quando os recipientes estão repletos colocam as garrafas, os sacos de plástico e demais restos junto aos mesmos.

O vento do final do dia encarrega-se por vezes de soprar alguns destes objetos mais leves para a praia, o que não é benéfico para o meio ambiente.

Sendo assim, seria sábio que os responsáveis pelo Serviço de Higiene e Limpeza da Autarquia, colocassem especialmente nesta época de maior afluência de pessoas, um reforço de pequenos contentores de 250 litros que poderiam ficar ao lado dos que se encontram no parque e desta forma evitaríamos não só uma má imagem, como um melhor ambiente e simultaneamente diminuiríamos o trabalho dos cantoneiros de limpeza daquele belo espaço.

Todos sabemos que no PUA também há molocks com seleção de lixos, mas também sabemos que por serem afastados (e bem!) eles servirão como apoio aos pequenos contentores.

Fica a ideia e a sugestão para que possa eventualmente ser aproveitada por quem de direito, para bem do ambiente.

Rui Canas Gaspar
2015-março-08

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sábado, 7 de março de 2015

Coisas de Setúbal

A Bataria de Milregos

Já o palácio da Comenda se encontrava concluído e habitado quando em 1916 no âmbito da Primeira Grande Guerra o Estado ordenou a edificação da Bataria de Milregos, construção situada na margem esquerda da Ribeira da Ajuda, em terrenos da Herdade da Comenda.

A construção desta bataria deveria decorrer em simultâneo com a do Casalinho, localizada um pouco a oeste do forte de São Filipe, ficando a de Milregos sensivelmente a meia distância, entre Fortes de Albarquel e do Outão.

O Conde Armand foi então notificado da pretensão do Estado português tendo concordado com a expropriação, estabelecendo-se o valor da transação em 1.766$50 verba que foi acertada entre o delegado do Exército e o feitor da referida propriedade.

Em 1919 a construção da bataria de Milregos seria interrompida quando contava apenas com um bloco edificado, numa zona escavada para o efeito, bem como a estrada empedrada de acesso, ligando as instalações militares à via principal.

A Bataria do Casalinho seria concluída e viria a ser equipada com seis potentes peças Krupp de 280mm vindo somente a ser desativada em 1962.

Em abril de 1919 faleceria o Conde Armand, Abel Henri George. A Herdade da Comenda passaria para a posse dos seus herdeiros, a viúva Françoise de Brantes e seus cinco filhos.

Corria o ano de 1928 quando o Estado e a parte expropriada chegaram a novo acordo materializado na entrega por parte do Exército dos terrenos ocupados na Comenda devolvendo o proprietário verba igual à que tinha recebido aquando da expropriação, uma dezena de anos antes. 

Rui Canas Gaspar
2015-março-07

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A guerra psicológica na Guiné

Ao encontrar um curioso panfleto, entre as minhas memórias da Guerra Colonial, veio-me à mente aquele momento vivido na distante Guiné, enquanto jovem militar ao serviço do Exército Português, no serviço de criptologia.

Naturalmente não partilhei esta experiencia nas crónicas da Guiné que então enviei para o jornal “O Setubalense” por motivos óbvios.

Lá bem longe, no meio do nada, em Bijene, na fronteira norte, onde uma pantanosa bolanha separa o território da Guiné com o Senegal, naquela noite escura no início dos anos setenta do século passado ouve-se o ruido de motor de um avião.

O temor apossou-se de alguns de nós, dado que não tínhamos recebido qualquer mensagem que indicasse a passagem de aeronaves, muito menos em voo noturno.

De facto, escutamos o ruido do motor, mas o avião navegava, sem qualquer luz, pelo que não conseguimos distinguir a sua identificação, verificando sim a bem definida direção da Guiné para o sul do Senegal, região do Casamançe, onde grupos guerrilheiros do P.A.I.G.C. se movimentavam com natural liberdade de movimentos.

Pouco tempo depois alguém trouxe-nos um impresso escrito em crioulo, onde os naturais do Casamançe se insurgiam contra o P.A.I.G.C., panfleto que tinha sido encontrado algures na mata daquele território vizinho.

É claro que o avião desconhecido certamente teve alguma coisa a ver com este e com muitos outros impressos iguais disseminados pelo território do Casamance.

Alguém mesmo sem utilizar o poder de fogo das poderosas armas ao dispor do Exército Português combatia o adversário utilizando armas diferentes, chamava-se a isto “guerra psicológica”.

Os anos passaram, a tecnologia evoluiu, mas hoje tal como ontem os métodos não mudaram muito e se não aparece por aqui um avião desconhecido a enviar panfletos propagandísticos, outros meios encontram-se ao dispor de várias forças para disseminar a mentira ou a notícia de conveniência.

Rui Canas Gaspar
2015-março-07

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quinta-feira, 5 de março de 2015

Em Setúbal, constrói-se a “Fonte das Dores”

Nos trabalhos em curso já é possível observar a caixa de fundo bem como as infraestruturas de eletricidade, sistema de circulação de água e iluminação que darão vida, luz e cor à nova fonte, que irá embelezar a zona central do Largo da Misericórdia.

A estátua de uma figura feminina, novos bancos e a placa central com renovado pavimento irão dar um alegre visual e uma maior atratividade à baixa da cidade, que assim ficará dotada de um novo polo de atração.

É normal que alguns setubalenses menos bem informados se interroguem sobre o que irá sair dali. Outros opinam sobre a mais ou menos valia da obra, e outros ainda não deixam de mandar “bocas” tão características dos setubalenses.

E foi mesmo isso que hoje escutei quando um nosso conterrâneo apreciando a obra em curso comentava para o companheiro, dizendo ele que dali iria sair a “fonte das dores”. Não sei se pelo facto do nosso amigo sentir algo e se encontrar a caminho do posto de socorros da Cruz Vermelha, ali ao lado, se numa alusão ao modelo da estátua feminina que irá ser colocada no local.

Seja como, for a fonte que ainda não existe, parece que já foi batizada mesmo antes de ver a luz do dia num parto que até parece que vai ser sem dor.

Como setubalense congratulo-me com tudo o que seja feito no sentido de melhorar a minha cidade, dando-lhe mais beleza e dotando-a de maior atratividade, sobretudo no que se refere à zona histórica.

Gostaria que a obra que está em curso, bem como todo o espaço envolvente, fosse alvo de uma mais eficaz ação policial, no sentido de ser combatido eficazmente o vandalismo que teima em destruir e danificar a propriedade privada e pública, movendo-se estes energúmenos impunemente pela cidade.

Pois então agora que o tempo mais quente está a aproximar-se venha de lá a tal “fonte das dores” e que ela seja também bem agradável e fresca.

Rui Canas Gaspar
2015-março-05

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sábado, 28 de fevereiro de 2015

“Construam-me, Porra!!!”

Um grupo de jovens militantes socialistas de Beja, grafitaram em Maio de 1994, a parede de um pontão construído em 1977 destinada a dar apoio às obras da barragem do Alqueva, inscrevendo a  expressão tipicamente alentejana: “Construam-me, porra!!!”.

Esta manifestação de impaciência deveu-se ao facto dos trabalhos da barragem que viria a dar origem ao maior lago artificial da Europa estarem naquela altura num impasse.

Cartazes promocionais, apresentação em feiras no estrangeiro e outras iniciativas mais ou menos dispendiosas são meios necessariamente utilizados pela autarquia sadina, tendo como objetivo atrair mais turistas para Setúbal.

Turistas que certamente representarão uma fonte de receita para o concelho e consequentemente originando o seu maior desenvolvimento, resultando num melhor nível de vida para quem aqui vive. Será certamente este o objetivo final que se pretende atingir, até porque se assim não fosse então os meios utilizados não se justificariam.

Em função dos meios propagandísticos utilizados e da divulgação das belezas da região sadina, verifica-se que de ano para ano mais turistas nos visitam, utilizando os mais diversos meios de transporte para aqui chegarem, entre eles as modernas auto caravanas.

É sabido que o auto caravanismo está em grande expansão na Europa, daí que se verifique um maior número de turistas deslocando-se nestas viaturas, umas mais sofisticadas que outras.

Ora bem, depois de conseguirmos atrair estas pessoas o que é que aqui lhes oferecemos e quais as suas contrapartidas por utilizarem os nossos serviços?

O que lhes oferecemos é pouco mais do que uma mão cheia de nada, e como tal, eles nada pagam. Felizmente que a Natureza é mais generosa e proporciona-lhes aqui uma beleza invulgar.

E, provavelmente devido à generosidade da Natureza, estas pessoas nos visitam e cada vez em maior quantidade. Hoje mesmo, 28 de fevereiro de 2015, em pleno Inverno, 25 autocaravanas, na sua esmagadora maioria com matrícula estrangeira, estavam parqueadas num espaço sem quaisquer condições junto da Avenida José Mourinho, frente ao Sado.



Mas esta situação poderia ser bem diferente. O que é que custava à Autarquia retirar o podre vigamento de madeira, limpar o espaço e colocar alguma brita no pavimento da antiga fábrica de conserva que se encontra mesmo ao lado do improvisado parque e dotá-lo com capacidade para receber o triplo das viaturas?

Será que não se poderia fazer isto e em meia dúzia de dias transformar aquele espaço num agradável parque para receber estes turistas? Claro que sim! As verbas a despender até não serão significativas.

Se não houvesse a capacidade financeira para construir um parque de cinco estrelas, pois que ficasse com três! O ótimo sempre foi inimigo do bom. Como as coisas estão é que não é nada.

Com a cobrança de uma pequena taxa de pernoita e utilização das necessárias infraestruturas colocadas à disposição dos utentes o investimento seria rapidamente reembolsado e as pessoas teriam um espaço com mais qualidade e segurança, ao nível de uma cidade como Setúbal.

Há cerca de um ano manifestei a minha opinião sobre esta temática e agora de novo volto à carga, porque entretanto o que se fez foi proibir as autocaravanas de parquearem no local onde ocupavam junto aos cacifos dos apetrechos de pesca e permitir que estacionassem no outro dado da avenida.

Razão tinham aqueles jovens alentejanos quando escreveram a célebre frase na parede do Alqueva que ficaria para a história da importante construção.

Rui Canas Gaspar
2015-fevereiro-28

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Foi inaugurada secretamente uma importante obra na baixa de Setúbal

Setúbal é uma terra rica não só pelas suas belezas naturais mas sobretudo pelas características únicas dos seus habitantes. Alguns deles verdadeiros “cromos” dignos de figurar numa qualquer coleção de raridades.

E como o secretismo não tem limites por estas bandas, sabiam que foi recentemente inaugurada, sem qualquer pompa, uma invulgar obra de engenharia?

Em plena baixa da cidade foi colocada uma passagem aérea que permite a travessia da via pública sem que os seus utentes tenham de descer as escadas até à rua. Ao fim e ao cabo é para isso que servem estas construções!...

Numa rua estreita e bem conhecida dos mais antigos setubalenses, por outros motivos, podemos contemplar essa maravilha da engenharia e com um pouco de sorte até podemos apanhar os seus utentes em flagrante.

Pois é, para o gato ou a gata, sair e entrar em casa, o seu zeloso dono construiu esta passagem aérea que faz a ligação da sua varanda com a parede do prédio vizinho e é precisamente aí, na propriedade alheia, ainda que em ruínas, coloca a comidinha para o seu animal de estimação.

Assim como assim mais vale os gatinhos fazerem o lixo na propriedade do vizinho que na sua.

Vamos partir do princípio que o construtor desta ponte tem sólidos conhecimentos de engenharia e o material utilizado é o mais adequado e resistente a algum vento um pouco mais forte que possa soprar por aquelas bandas.

Mas… se o azar bater à porta de alguém quando a “ponte” se desprender os transeuntes que por ali passarão poderão não ficar muito bem tratados.

Não deixou de ser curioso observar uns turistas que por ali andavam a olhar estupefactos para aquela construção e a tecerem os mais variadas comentários sobre a utilização de tão estranha construção.

Vale a pena ir à baixa da cidade e passar pela Rua dos Mareantes só para observar a mais recente obra de engenharia moderna, pensada e construída para facilitar a vida aos gatos e gatas que por ali são mais que muitos.

Rui Canas Gaspar
2015-fevereiro-27

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

As águas do Sado substituíram as do Jordão

No PUA, tal como todos os dias acontece, pessoas dos mais variados escalões etários corriam ou passeavam por aquele muito concorrido espaço, enquanto no rio podíamos observar as diversas embarcações que chegavam da faina, depois de uma noite de pesca.

O céu estava cinzento, a temperatura agradável, quando perto da hora de almoço chegaram ao Parque Urbano de Albarquel, algumas dezenas de pessoas de etnia cigana.

Quase uma dezena dessas pessoas vinham trajadas de branco, enquanto as restantes vestiam-se de forma informal.

Depois de formarem um círculo, à beira do rio, um deles começou a falar. Rapidamente percebi que se tratava de um pastor, provavelmente o líder da congregação e aquelas pessoas eram membros da sua Igreja.

Informaram-me que se tratavam de cristãos da Igreja Evangélica, pertencentes à congregação setubalense “Cristo para todos”.

Tinham ido até ao PUA para procederem ao batismo de sete novos conversos que iriam  passar a pertencer àquela congregação sedeada em Setúbal e frequentada na sua esmagadora maioria por elementos de etnia cigana.

Depois de um discurso sobre o arrependimento, um a um foram entrando nas águas do Sado. Cruzavam os braços e eram imersos pelo pastor com o auxilio de outro membro.  

Os elementos da congregação que se encontravam na areia ou em cima cantavam alegremente: “Nas águas do Rio Jordão, Jesus foi batizado por João” repetindo e voltando a entoar este verso, provavelmente o refrão de algum hino religioso.

A cerimónia foi concluída e, tão ordeiramente como chegaram, entraram nas suas viaturas e partiram.

Nesta quinta-feira, dia 26 de fevereiro de 2015 as águas do Rio Sado, tinham-se transformado, para aqueles crentes de etnia cigana, nas águas bíblicas do Rio Jordão.

Rui Canas Gaspar
2015-fevereiro-26

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Estão por todo o lado os marcos da Mocidade Portuguesa Feminina

A governação do Estado Novo assentava sobretudo em duas vertentes complementares, a repressão e a propaganda.

A juventude era controlada pela Organização Nacional Mocidade Portuguesa, criada em 19 de maio de 1936, em cumprimento do disposto de uma Lei datada de 19 Abril desse mesmo ano.

A esta organização, conhecida apenas por Mocidade Portuguesa ou por MP, deveriam pertencer, obrigatoriamente, todos os jovens portugueses a partir dos sete anos, encontrando-se a mesma organizada segundo os diversos escalões etários, a saber: Lusitos dos 7 aos 10 anos; Infantes 10 aos 14 anos; Vanguardistas 14 aos 17 anos e os Cadetes dos 17 aos 25 anos.

Um ano depois de criada a Organização Nacional Mocidade Portuguesa, em 8 de dezembro de 1937, nasceu a Mocidade Portuguesa Feminina que de acordo com o decreto: “cultivará nas filiadas a previdência, o trabalho colectivo, o gosto da vida doméstica e as várias formas do espírito social próprias do sexo, orientando para o cabal desempenho da missão da mulher na família, no meio a que pertence e na vida do Estado.”

A Mocidade Portuguesa foi criada inspirando-se os seus promotores no modelo da Juventude Hitleriana e, o próprio Marcelo Caetano ocupou o mais alto posto na sua hierarquia, tendo sido seu segundo Comissário Nacional, entre os anos de 1940 e 1944.

Apenas em 1971, a juventude portuguesa passa a ter direito de opção em relação à sua filiação na MP, esta deixa de ser obrigatória e passa a ser opcional. De acordo com o Decreto-Lei nº 486/71, de 8 de Novembro, a Mocidade Portuguesa e a Mocidade Portuguesa Feminina, foram transformadas em simples associações nacionais de juventude, passando a ter caráter não obrigatório.

Após a revolução de 25 de abril de 1974 é extinta esta organização de juventude.

Passados que foram mais de 40 anos sobre a extinção da M.P. ainda são bem visíveis por muitas das estradas de Portugal marcos que assinalam a sua presença.

Trata-se de nichos com imagens católicas que aquela organização mandou construir e colocar na berma das estradas, como podemos ver, por exemplo, perto de Aldeia Grande, em Azeitão ou como esta que se encontra na estrada do Outão, frente ao desativado Parque de Campismo.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mas o facto é que há sempre algo que resiste à mudança e, neste caso, nem tudo mudou, como este que ficou materializado um pouco por todo o país.

Rui Canas Gaspar
2015-fevereiro-23

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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Já fui apresentado aos amigos javalis da Arrábida

Até há bem pouco tempo os javalis na Arrábida eram oficialmente dados como extintos. Porém, nos últimos dias têm sido apontados quase como uma praga, originando até que as entidades oficiais organizassem uma batida, com caçadores e matilhas de cães.

E foi precisamente na zona do Creiro, local onde vários destes animais costumam frequentar o restaurante e tomar banhos de sol que a montaria começou. Só que, alguma fuga de informação, daquelas a que já estamos habituados ocorreu e os javalis trataram de tirar um dia de férias, partindo para local incerto.

E aquelas muitas autoridades que faziam parte da organização, mais os caçadores e suas quatro matilhas de cães voltaram para casa e se quiseram comer algum naco de presunto tiveram de o adquirir noutro qualquer lugar que não na Arrábida.

No sábado, 21 deste mês de fevereiro de 2015 decidi levar o farnel e ir almoçar para junto da Estação Arqueológica do Creiro. Pouco depois de estacionar o carro no parque existente no meio da densa vegetação ouço um ruido de mato a ser pisado e um grunhir bem perto pelo que preparei a máquina fotográfica adivinhando quem me vinha dar as boas-vindas.

Eram quatro, mas como o meu pequeno companheiro tivesse feito mais ruido do que devia dois deles fugiram disparados que nem flechas atravessando a via sem olhar para a direita ou para a esquerda, enquanto os outros dois voltavam à segurança da mata.

Já tinha estado a observar os rastos pelas redondezas, dado tratar-se de animais que se alimentam de raízes, frutas, insetos, pequenos animais, ervas e tubérculos, daí que o solo se apresente remexido, como se tivesse sido lavrado.

É claro que naquela zona, eles poderão ser um excelente auxiliar dos arqueólogos, porquanto levantam pedaços de peças de argila um pouco por todo o lado.

Tínhamos acabado de comer e metido no saco todos os nossos restos e mais alguma coisa que alguém distraído por lá tinha deixado, quando ouvimos o restolhar no mato deixando antever que tínhamos visitas. De facto eram eles, os quatro que chegavam.

Fiquei parado e disse ao meu pequeno companheiro para não se mexer e ficar junto à grossa árvore, de forma a podermos refugiarmo-nos ali caso fosse necessário. Mas, como o respeitinho é muito bonito, aquele que parecia ser o chefe, parou a meia dúzia de metros, olhou-me fixamente durante algum tempo e eu fiz o mesmo com ele e, pouco depois, passadas as apresentações  lá se foram embora, sem que antes eu tivesse registado o momento para a posteridade.

Este foi o meu primeiro encontro com os javalis da Arrábida, os porcos selvagens, porém respeitadores do espaço que cabe a cada um.

A mesma sorte não tiveram aquelas duas moças que chegaram ao local e estacionaram o seu smart no mesmo parque enquanto desciam à praia para tomar uma bebida no restaurante. É que, passados poucos minutos, quando retornaram verificaram que o pequeno veículo tinha sido assaltado e desaparecido a sua mala de viagem.

Afinal, parece que mais perigoso que os porcos selvagens, a quem fui apresentado neste dia, são aqueles  outros que também andam pela serra e que não tendo quatro patas, se nos descuidamos nos prejudicam mais e estragam o dia que poderia ser de felicidade e alegria.

Rui Canas Gaspar
2015-fevereiro-22

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Estará a Arrábida condenada a ser entregue à bicharada?

Dá pena ver agora vazio aquele parque à beira do Rio Sado, localizado a apenas três quilómetros de Setúbal, outrora cheio de vida , com vários montículos de materiais e equipamentos espalhados um pouco por todo o vasto espaço.
O Parque de Campismo do Outão encontra-se licenciado pelo ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas) desde 1985, implantado em terrenos da APSS (Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra) e tem estado concessionado à AUROTUR, Sociedade de Turismo, Lda.
Ocupando uma área de 36.000 M2 ao longo da foz do belo rio azul, frente a Troia, recebia tendas, caravanas e autocaravanas tendo capacidade para 800 utentes. Um agradável espaço que era apoiado por estruturas fixas de minimercado, restaurante, sala de convívio, serviço de correio, etc.
Um diferendo que opôs o concessionário do espaço ao organismo estatal ICNF, devido a alegadas dívidas ao Estado ditou o encerramento do espaço. Dívidas que são negadas pelo concessionário, que garante que os pagamentos estão em dia. Em função deste diferendo a concessão à AUROTUR não foi renovada.
Dizem alguns dos utentes apanhados de surpresa com a decisão de encerramento que o concessionário teria recebido a notificação daquela decisão à três meses, no dia 2 de outubro e que só os informou em meados de janeiro de 2015, 15 dias antes do encerramento.
Sem renovação da concessão a AUROTUR deixou de ter qualquer autoridade sobre o espaço e consequentemente os seus clientes tiveram de desocupar o parque que entretanto ficou com o abastecimento de água potável interrompido.
Alguns utentes do parque que faziam contratos anuais e ali mantinham dispendiosas estruturas viram-se confrontados com esta situação e um grupo de duas dezenas deles apresentaram uma providência cautelar no sentido de impedirem o seu encerramento.
Independentemente do desfecho desta situação com o consequente elevado prejuízo de alguns dos utentes o facto é que aquele espaço está agora irreconhecível encontrando-se alguns utilizadores no dilema de vender ou não as caravanas, dependendo de poderem ou não voltar a ocupar aquele privilegiado espaço entre o mar e a serra.
Independentemente de quem tem ou não razão esta situação faz-me vir à mente o aforismo popular bem conhecido por terras setubalenses que assim reza: “quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão” .
Esperemos bem que neste triste caso os “mexilhões” não sejam apenas e só os utentes do Parque de Campismo do Outão e que àquele magnífico local não venha a suceder o mesmo que ao outro seu vizinho, que em tempos foi ocupado pelo conhecido restaurante “A Gávea” agora transformado num inestético e feio local em ruinas à beira da estrada, qual cartão de visita do belo Parque Natural da Arrábida.
No P.N.A. já são por demais as estruturas que se encontram votadas ao abandono e espero que esta não seja mais uma que terá o mesmo destino, porque sendo assim, qualquer dia todo o espaço estará entregue à bicharada.
É que por este andar e depois dos cães semisselvagens, das raposas, dos javalis, só nos falta agora termos também ursos a serem reintroduzidos na serra-mãe.
Rui Canas Gaspar
2015-fevereiro-20
www.troineiro.blogspot.com

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

E vivam as rotundas em Setúbal

Como condutor gosto da existência de rotundas dado que me permitem alterar com facilidade o trajeto, particularmente quando me encontro a conduzir em localidades desconhecidas. Prefiro também as rotundas aos cruzamentos regulados por semáforos que regra geral fazem-nos perder mais tempo.

Por outro lado, considero mais vantajoso, onde isso se possa aplicar a existência da rotunda em substituição do cruzamento regulado pelos semáforos, pelo consumo de energia que isso representa.

Finalmente, gosto das rotundas porque é um espaço onde se podem colocar elementos escultóricos que muito poderão contribuir para o embelezamento das localidades.

Admito que outros condutores tenham opinião diferente, mas enfim, cada um gosta do que gosta e argumenta em função daquilo que lhe parece melhor.

E foi com satisfação que vi ser alterada a Avenida da Europa, em Setúbal, com a introdução de uma útil rotunda que permite o acesso mais rápido à Avenida Independência das Colónias, evitando para quem vem da Avenida dos Ciprestes ter de conduzir ao longo de toda essa via para fazer a inversão de marcha já na rotunda do Rio da Figueira, melhor dizendo, na Praça Tratado de Roma (junto ao Mac’Donnalds).

Mas, independentemente da bondade da obra, o que tem chamado a particular atenção de vários automobilistas é a acentuada inclinação da rotunda (lado norte) pendendo para o lado de fora, quando o normal seria exatamente o contrário.

Provavelmente os projetistas pensaram na forma mais rápida e prática de escoamento de águas das chuvas, que neste caso não vão para qualquer coletor mas sim diretamente para a Várzea.

Porém, com a inclinação da via para o lado de fora, alguns condutores mais apressados, menos atentos ou com as viaturas que não estejam nas melhores condições poderão facilmente ir bater na berma e, quem sabe, se um destes dias algum não irá parar à várzea.

Aquele espaço é bem recente e a zona que apontamos já se encontra com as bermas “ratadas” pelo que julgamos que algum expert municipal ligado a estas questões de trânsito deveria ver este assunto quanto antes não vá o diabo tece-las, como diz o nosso povo.

Rui Canas Gaspar
2015-fevereiro-17

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