notícias, pensamentos, fotografias e comentários de um troineiro

quinta-feira, 19 de março de 2015

E tudo por causa de umas botas cardadas…

A escola para ele só começava da parte da tarde e, o Francisco com os seus 8 ou 9 aninhos, mal saiu de casa, localizada no andar de cima do pequeno prédio onde segundo a tradição teria nascido a famosa cantora Luísa Todi, viu um rapaz com uma bola, daquelas feitas com uma meia cheia de trapos.

Correu para ele tirou-lhe a bola e logo ali no largo fronteiro à casa e onde funcionava a “Escola da Coelha”, junto à Rua da Brasileira, no Bairro de Troino, conjuntamente com mais uns quantos rapazes da sua idade se iniciou uma partida do desporto-rei.

Um deles, calçando as suas novas botas, cardadas, para a sola durar mais tempo, ao dar o primeiro pontapé na bola, escorregou na calçada, caiu e começou a sangrar da cabeça.

Ao verem o sangue a jorrar, logo os rapazes correram com o acidentado para o Hospital da Misericórdia, que funcionava anexo ao Convento de Jesus, ali bem perto.

Entretanto, a hora da escola chegou e os rapazes lá foram muito caladinhos para lá. A professora Coelha, que não tinha fama de ser muito meiga, ao ver o moço de cabeça ligada tratou logo de saber como aquilo tinha acontecido e, sem perder muito tempo, tratou de aplicar o respetivo corretivo.

Três reguadas, bem aplicadas na palma da mão a cada jogador e meia dúzia para o Francisco que era o “dono” da bola. Seguidamente foram todos mandados para casa, para levarem segunda doze das respetivas mães.

A mãe do Francisco, quando chegou a casa após um dia de trabalho árduo na fábrica de conservas, ao inteirar-se do que se passou, provavelmente não gostou do castigo aplicado ao rapaz, ou talvez não estivesse na disposição de pagar à professora Coelha para o rapaz não ter aulas, imediatamente tratou de tirá-lo da escola.

Durante dois anos o pequeno Francisco deambulou pela Praia do Seixal, onde posteriormente se viria construir a doca dos pescadores e ali ia conseguindo arranjar uns peixes para levar para casa e desta forma ajudar na economia doméstica.

Quando o rapaz atingiu os 11 anos conseguiu um lugar num dos barcos setubalenses e tornar-se-ia pescador.

A exemplo da esmagadora maioria dos homens do mar daquele tempo, ele não tinha sequer completado a terceira classe, ou seja, pouco ou nada sabia ler e escrever.

E foi necessário chegar ao início dos anos 70, com quase meio século de vida, para decidir ir para a escola, na Casa dos Pescadores, onde tirou a 4ª classe e logo de seguida a carta de arrais da pesca costeira, a necessária autorização para desempenhar uma atividade para a qual estava mais que apto.

Foi um esforço tremendo! Depois de vir cansado do mar, muitas vezes sem dormir, lá ele ia para a escola e com tal afinco que nos deixava boquiabertos.

Bem poderia ter sido mais fácil, não fossem aquelas botas cardadas…

O Francisco quando fez os 22 anos casou-se com uma prendada jovem nascida também no Bairro de Troino. Desse casamento nasceram dois rapazes, que já lhe deram descendência.

Hoje, perto de completar 90 anos, e depois de sofrer um acidente ocasionado pelo mau estado do piso perto da sua residência, encontra-se a recuperar a mobilidade.

A sua cabeça está em plena forma e continua a contar-me as mais bonitas histórias de vida que vou escrevendo e partilhando com os meus conterrâneos.

E é para este que foi um profissional competente, um marido exemplar e um pai modelo, bem como para todos os outros com ou sem estas características, quer ainda se encontrem entre nós ou que já tenham partido, que desejo um ótimo DIA DO PAI.

Rui Canas Gaspar
2015-março-18

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quarta-feira, 18 de março de 2015

O Coral Luisa Todi uma instituição emblemática setubalense precisa do nosso apoio

Ainda antes do nosso emblemático Coral Luísa Todi nascer, em 1961, outro importante grupo representou a cidade berço da grande cantora lírica que empresta o seu nome a este antigo coral; O Orfeão Cetóbriga, formado nos anos 20 e que se notabilizou particularmente na época de 30 do século XX.

Este orfeão que cantou e encantou a cidade do Sado seria também, naqueles tempos, um digno representante do povo desta terra, levando as suas belas melodias um pouco por todo o país, percorrendo-o de norte a sul, dirigido pelo seu maestro de sempre, o aveirense: Dr. Rocha Pinto.

Alguns conhecidos setubalenses de então colocaram o seu talento ao serviço do canto que encantou muitos milhares de pessoas. Entre eles podemos salientar os nomes do conhecido fotógrafo Américo Ribeiro e de Aurélio Fernandes, pai de Luís Fernandes que, com apenas 12 anos, ingressou no orfeão onde seu pai, Francisco Fernandes, servia como Presidente da Direção.

O Orfeão Cetóbriga, composto por meia centena de talentosos cantores cessaria a sua atividade devido ao falecimento precoce da filha do maestro. Porém se a flor se finou a semente ficaria na terra e germinaria alguns anos mais tarde, pela mão de um dos seus mais novos integrantes, precisamente Aurélio Fernandes.

E, foi em 1961, quando o dinâmico Aurélio Lino da Conceição Fernandes contava 45 anos, um homem com uma vida marcada por uma constante dádiva à cidade do rio azul, conjuntamente com a conhecida Maria Adelaide Rosado Pinto, talentosa pianista, filha do compositor setubalense Celestino Rosado Pinto decidiram formar o Coral Luísa Todi que nasceria oficialmente no dia 25 de outubro desse mesmo ano.

O grupo começou a tomar forma com a entrada de cantores oriundos de todas as classes sociais. Os ensaios eram então realizados na Academia Luísa Todi, local onde o coral nasceu e, depois da separação da Academia, passaram a ter lugar nas instalações da Escola Industrial e Comercial de Setúbal, atualmente designada como Escola Sebastião da Gama.
Posteriormente, nos anos setenta vamos encontrar o Coral Luísa Todi a ensaiar num espaço com melhores condições, o belo salão nobre dos Paços do Concelho.

Sempre houve uma grande preocupação com a qualidade do conjunto e só depois do mesmo estar devidamente afinado e as peças a apresentar muito bem ensaiadas é que foi decidido fazer a sua apresentação pública a qual haveria de fazer história conforme podemos constatar pela notícia da época publicada pelo jornal “O Setubalense”.
O espaço para a apresentação não poderia ser mais bem escolhido e, em 30 de julho de 1963, o Cine Teatro Luísa Todi receberia uma entusiasmada plateia que ovacionaria os novos cantores de Setúbal, num memorável concerto apresentado pelo grande setubalense de coração, o médico e poeta Dr. Cabral Adão.

O Coral Luísa Todi, dispõe atualmente de sede própria, mas necessita angariar 4.500 euros, até 11 de maio deste ano de 2015, para poder adquirir um piano de ¼ de cauda, tão necessário para apoiar as suas atividades artísticas.
Para conseguir essa verba conta com o apoio de todos os setubalenses de boa vontade e seus amigos que poderão fazer o seu donativo, de qualquer montante, utilizando a plataforma online http://ppl.pt/167575

Rui Canas Gaspar
2015-março-18

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terça-feira, 17 de março de 2015

Vandalismo em frente ao nariz da Presidente da Câmara Municipal de Setúbal

Zombie é uma palavra usada no cinema ou em obras literárias de horror e fantasia destinada a designar um morto-vivo ou uma criatura estúpida.

Este termo podemos vê-lo inscrito por tudo o que é sítio em Setúbal e arredores, seja numa vulgar parede, ou num qualquer autocarro, numa cantaria ou numa porta bem antiga, numa boca de incêndio ou num semáforo, numa máquina de obras, ou numa placa divisória, bem como numa infinidade de bases, onde a estupidez deste morto-vivo possa deixar a sua marca.

Algumas Autarquias já tomaram medidas mais ou menos severas contra o dano causado ao património público ou privado por este novo tipo de vândalos que existem um pouco por todas as cidades deste nosso país.

É necessário e urgente que Setúbal também tome medidas tendentes a punir forte e exemplarmente todos aqueles que se dedicam a destruir e a danificar o que a muitos outros custa a erguer e a pagar.

Os nossos autarcas não podem invocar ignorância em relação a este assunto, e se por acaso não se dão ao trabalho de ver o que por aí fora esta marcado, a nossa presidente Dra. Maria das Dores Meira, já se devia ter sentido incomodada e mandado substituir o sinal de trânsito do seu parque privativo, em frente aos Paços do Concelho.

É que a marca do energúmeno está ali impressa há várias semanas envergonhando alguns setubalenses, eu incluído, sem que o sinal seja substituído e deverá sê-lo tantas vezes quantas forem necessárias.

Se não há coragem, vontade, ou legislação que lhes permita punir estes atos de vandalismo, pelo menos que minimize a situação, mandando  limpar, pintar ou substituir o que vai sendo danificado.

Como as coisas estão é que não é nada e neste caso concreto o vandalismo está mesmo em frente ao nariz da nossa Presidente da Câmara Municipal de Setúbal.

Rui Canas Gaspar
2015-março-17

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Fará isto algum sentido?

Manhã bem cedo e já duas jovens senhoras envergando fato de treino esticam as pernas correndo ali pela zona do belíssimo Miradouro de S. Sebastião, uma obra fruto da antiga “Comissão de Iniciativa de Setúbal”.

Alguns outros moradores do velhinho Bairro de São Domingos vêm até ali, logo pela manhã, para espreitar a sempre agradável panorâmica do rio azul, Troia, Arrábida e do natural movimento do porto de Setúbal.

E porque é início de semana, aquele espaço encontrava-se com um pouco mais de lixo que o vento tinha para ali empurrado e outro que alguns cidadãos mais descuidados para isso tinham contribuído.

De uma porta de rés-do-chão sai um homem com saco de plástico na mão, dirige-se para o largo empedrado há pouco tempo e começa numa autêntica caça aos dejetos de cão, enquanto bem alto ia avisando quem ali vai com o animal fazer semelhante serviço: “Se eu apanho quem faz isto esfrego-lhe na cara”.

“- Olha Rui, se não fossemos nós isto era uma vergonha, com tantos turistas que aqui vêm todos os dias, não há cuidado! Repara que o Miradouro está às escuras e sem luz decorativa desde que foi partido um daqueles focos que colocaram ali no chão. A limpeza só acontece aqui mesmo no miradouro e um pouco à volta, porque as mulheres que vêm varrer dizem que não o fazem junto aos dois cafés porque isso é com os donos.” Desabafa uma antiga moradora do bairro minha velha conhecida desde os tempos em que por ali andei diariamente nos escuteiros.

- Mas isso não faz sentido!- respondo-lhe – Aquilo ali é via pública e os proprietários pagam os seus impostos e taxas camarárias. E que culpa têm eles que as pessoas, suas clientes ou não, possam conspurcar a rua?...

Enquanto conversávamos, chegou a carrinha transportando duas cantoneiras de limpeza, com as respetivas ferramenta de trabalho. As mulheres começaram a varrer o espaço do miradouro e entretanto eu ausentei-me por uns breves minutos porque entretanto também chegara o técnico da EDP por quem esperava.

Qual não foi o meu espanto, quando passado pouco tempo ao regressar ao local, já as senhoras da limpeza tinham ido embora, o espaço do miradouro estava limpo, mas o lixo que se encontrava ao lado, na Rua do Forte, frente aos cafés lá estava à espera que os proprietários dos estabelecimentos o apanhassem.

Fiquei estupefacto, afinal aquela minha velha amiga tinha mesmo razão!

Fará isto algum sentido?...

Rui Canas Gaspar
2015-março-17

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segunda-feira, 16 de março de 2015

Democraticamente quem manda aqui sou eu!

Longe de mim criticar quem faz greve e muito menos as razões que levam trabalhadores a optar por esta forma de luta por aquilo que considerem seus direitos, adquiridos, a adquirir, ou a que se julgam terem direito.

Sou do tempo em que não se podia sequer opinar, quanto mais manifestar, e tive a experiencia de pelo facto de um dia o fazer, ter a desagradável visita de dois agentes da polícia política, de má memória, a temida PIDE/DGS, que me interrogaram sobre o que então tinha opinado.

Pouco tempo depois de ter terminado o serviço militar obrigatório cumprido em grande parte em terras da Guiné, já aqui, em Portugal, tive oportunidade de viver intensamente a mudança do Ditadura para a Democracia, esse parto nem sempre fácil.

Testemunhei a generosidade de muitos setubalenses, de vários quadrantes políticos, que se entregaram de corpo e alma ao serviço dos seus conterrâneos, doando o seu tempo e talentos por intermédio dos partidos políticos. Também conheci (conheço!) alguns outros setubalenses oportunistas que apanharam a boleia da revolução para a usarem em proveito próprio.

Vivendo tudo isto, volvidos 40 anos sobre a madrugada de 25 de abril de 1974, não esperaria ver na manhã de hoje, 16 de março de 2015, tamanha manifestação de ditadura como aquela que presenciei, materializada pelo encerramento da porta principal dos Paços do Concelho com uma corrente.

Como disse acima, nada tenho contra a greve ou os grevistas, mas se eles são livres para fazer greve, os outros trabalhadores que não concordam, ou não querem optar por esta forma de manifestação e desejam trabalhar têm também o direito de o fazer, caso contrario a vontade de uns (não sei se poucos ou muitos) imperará sobre a dos outros, que não podendo entrar no edifício são “democraticamente” obrigados a fazer greve.

Ora se a greve é voluntária, não faz sentido por esta via transforma-la  em obrigatória. Mas, para mim o que menos sentido ainda faz são os responsáveis pela Autarquia, não usarem dos poderes que lhes foram conferidos democraticamente pelos setubalenses, para no mesmo dia em que foi colocado, mandarem retirar a corrente e o cadeado, símbolos, não de liberdade, mas de opressão.

Passados tantos anos sobre a madrugada de Abril, temos obrigação de deixar as fraldas e viver uma democracia adulta e não numa sociedade de faz de conta.

O que vi hoje naquela que deve ser a casa da democracia sadina deixou-me triste e veio-me à mente uma engraçada frase proferida por um pseudo revolucionário aqui da nossa terra quando afirmava: “Democraticamente quem manda aqui sou eu!” .

Rui Canas Gaspar
2015-março-16

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sábado, 14 de março de 2015

O comboio alemão ao largo da costa setubalense

Estávamos no ano de 1941, em plena Segunda Guerra Mundial.

O vapor tinha saído do porto de Setúbal abastecido da lenha necessária para que a sua caldeira produzisse a energia suficiente para o fazer movimentar durante o período da faina.

Naquele dia não foi necessário recorrer ao apoio do buque que, carregado, costumava segui-lo para o poder reabastecer, quando se tratava de maiores distâncias ou mais tempo passado no mar.

Era já noite e o Francisco, jovem pescador, estava no seu turno de vigia a bordo do “Alentejano” vapor setubalense da pesca do cerco que se encontrava fundeado junto à Praia da Baleeira, ali para os lados do Cabo Espichel, em Sesimbra, um local bem abrigado graças às altas encostas escarpadas.

Subitamente, o jovem reparou que a poucos metros do vapor setubalense uma ténue luz vermelha se deslocava sobre a água, de norte para sul, podendo observar também uma espécie de braço que dela saía.

Imediatamente deu o alarme aos seus camaradas que tiveram oportunidade de constatar tratar-se de um submarino, que navegava submerso,
Naqueles tempos conturbados esta era a arma mais temida pelos homens do mar, os seus torpedos foram responsáveis pelo afundamento de milhares de navios e por muitos mais milhares de mortos.

Poucos minutos depois de ter passado o submarino, surgem as silhuetas de vários navios de guerra que, ladeando, protegiam um enorme paquete da marinha mercante.

O comboio alemão passou bem perto do vapor pesqueiro setubalense sem incomodar e lá seguiu a sua rota, para sul.

Nessa altura os exércitos nazis alemães, aliados aos fascistas italianos ocupavam vastos territórios do Norte de África, combatendo os exércitos aliados e, certamente, aquele importante comboio levaria reforços para o teatro de operações, a conhecida “Guerra do Deserto” que ocorreu entre junho de 1940 e maio de 1943.

Salazar, o governante português, conseguiu manter a neutralidade do país que mesmo sem se envolver no conflito via o seu espaço aéreo e marítimo ser utilizados pelas diferentes forças.

Era o tempo do volfrâmio, um minério extraído de uma centena de minas portugueses, minério destinado ao fabrico de armas e munições, cujo preço subiu em flecha e, pago pelos alemães em ouro, canalizado para o nosso país via Suíça.

Também os pescadores setubalenses chamaram a esse período o do volfrâmio, porquanto o preço da sardinha subiu bastante, peixe destinado às fábricas de conservas que o exportavam igualmente para os países em guerra.

O comboio marítimo passou, o conflito bélico terminou, as minas encerraram e as fábricas conserveiras com o tempo também desapareceram, ficou a recordação de um velho pescador de Troino que hoje partilhou mais uma das suas ricas memórias de um passado recente e seguramente já pouco conhecido.

Rui Canas Gaspar
2015-março-14

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quinta-feira, 12 de março de 2015

COISAS DE SETÚBAL

A Igreja de Nossa Senhora da Ajuda

Encontra-se no Parque Natural da Arrábida, a antiga Igreja de Nossa Senhora da Ajuda.

Esta foi sede de uma paróquia rural a qual no ano de 1835 viria a ser anexada pela paróquia setubalense de Nossa Senhora da Anunciada.

Na manhã de sábado, primeiro de novembro de 1755, quando o mundo católico celebrava o “Dia de Todos os Santos” a terra tremeu violentamente derrubando muitas construções a sul de Portugal até ao norte de África e a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, ali junto ao azul Rio Sado, não escapou a este terrível terramoto, tendo ficado bastante danificada.

Devido a este cataclismo, os fiéis das localidades da Rasca, Alcube, Outão e de toda a circunvizinha região deixaram de ali frequentar os serviços religiosos e passaram então a assistir à missa celebrada na capela de São Pedro de Alcube, em Aldeia Grande, uma construção religiosa que já existia no ano de 1596 e que pertencia à paróquia de Nossa Senhora da Ajuda.

As ruínas desta enorme construção encontram-se no alto de uma encosta frente ao Rio Sado, sensivelmente por cima da Praia da Esguelha, podendo-se ver na sua frente um rochedo que na maré cheia fica submerso, temido durante muitos anos por pescadores e marinheiros, sendo conhecido por “Pedra Aflar”.

Com o decorrer do tempo aquela igreja perdeu importância até que as suas  instalações deixaram de ser utilizadas para culto religioso. As mesmas foram posteriormente adaptadas a outras menos espirituais, nomeadamente às de lagar e de celeiro.

Presentemente encontram-se em ruínas, rodeadas de mato, sendo um dos cerca de meia centena de artigos matriciais que compõem a propriedade da Comenda de Mouguelas.
Rui Canas Gaspar
2015-março-12

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quarta-feira, 11 de março de 2015

Quando é que a Fonte Nova funcionará direito?

Esta quase a fazer um ano!

Foi no dia 26 de abril de 2014, que com bombos e festarola se fez luz na velha “Fonte Nova” com a água a jorrar das bicas e a iluminação led de cor azul a dar um tom modernaço à velha e emblemática fonte, onde tantas bilhas se partiram.

E porque o dinheiro está escasso e o desperdício de água potável é crime, um contador das Águas do Sado foi instalado numa caixa subterrânea, para ser pago pela Autarquia, e a água começou a jorrar em circuito fechado.

Um simples programador foi instalado e a luz acende-se à noite, porque de dia não vale a pena.

E para comemorar esta melhoria no meu Troino lá esteve o meu homónimo Rui Canas, Presidente da União de Freguesias acompanhado da sua camarada e minha Presidente da Câmara, Maria das Dores Meira.

Tudo muito bem, muito bonito. Aplaudi e simultaneamente fiz o reparo de que já que se estava com a mão na massa se deveria colocar a esfera armilar e espigão no alto da fonte, um acessório que dali teria desaparecido em tempos e que até nem custará tanto assim.

O facto é que nestes quase doze meses aquela obra que teve a presença dos mais altos dirigentes cá do sítio raramente funcionou como deve ser, ora porque a água ficava verde por falta de pastilhas de cloro, ora porque a água sumisse, ora porque a luz não acendesse, ou fosse lá pelo que fosse.

Valeu à velhinha Praça Machado dos Santos, a nossa popularmente conhecida Fonte Nova, a rebocadela que foi dada com pintura posterior nas ruínas do palácio Feu Guião, tapando-lhe as misérias, bem como a retirada dos fedorentos contentores e amontoados de lixo que foram substituídos por três enormes contentores enterrados.

Quanto à fonte em si, a coitada está mesmo condenada. É que para além do outro Rui Canas não mandar colocar a esfera, ainda por cima tem uma bomba elétrica a trabalhar mas sem fazer jorrar água alguma das bicas e, como se isso não bastasse, encontra-se novamente sem qualquer iluminação.

Sou apologista da valorização do nosso património, das coisas recuperadas, funcionais e bonitas, mas gastar-se dinheiro para elas não trabalharem é que não me parece boa ideia, ainda por cima quando o metal sonante está cada vez mais escasso.

Rui Canas Gaspar
2015-março-11

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É sempre bom saber mais sobre as Coisas de Setúbal

Corria o ano de 1660 quando os frades da Ordem dos Carmelitas Descalços chegaram a Setúbal e porque ainda não tivessem instalações próprias onde ficar foi no Palácio do Duque de Aveiro que se albergaram.

Passadas que foram duas décadas, em 1680, o Rei D. Afonso VI concedia-lhes autorização para fundarem fundaram o convento que passaria a ficar conhecido por Convento de Santa Teresa de Jesus de Setúbal.

O enorme edifício viria a ser erigido nos terrenos arenosos junto ao Rio Sado, quase em frente à Praia do Seixal, tendo-se iniciado a construção em 1703.

No ano de 1727 este convento receberia a visita da Rainha Dona Maria Ana de Áustria, mulher de D. João V, acompanhada do seu séquito.

Há notícia de que os padres deste convento teriam prestado ajuda à população, aquando do grande terramoto de 1755 que destruiu parte das construções setubalenses.

Em 1834 no âmbito da “Reforma geral eclesiástica” empreendida por Joaquim António de Aguiar foram extintos todos os conventos, sendo os edifícios incorporados na Fazenda Nacional.

Presentemente o imóvel é propriedade particular, encontrando-se em bom estado de conservação e para quem não conhece a localização, saiba que fica pegado à Igreja da Anunciada, em Setúbal, com entrada pela Avenida Luísa Todi, a antiga Rua da Praia.

A imagem ilustrativa é parte de um recente painel de azulejos que encontramos no interior das instalações, datado de 1991.

Rui Canas Gaspar
2015-março-11

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terça-feira, 10 de março de 2015

O “coiote” vai reabrir o seu espaço

O antigo Convento da Anunciada dos Frades Carmelitas Descalços é uma antiga construção, anexa à Igreja da Anunciada, em Setúbal, com entrada pela parte norte da Avenida Luísa Todi, sensivelmente em frente às fontes com os emblemáticos golfinhos.

Nesse edifício encontra-se a funcionar um dos mais conhecidos estabelecimentos de artes e entretenimento, o ArtKafé, um espaço onde frequentemente se poderá escutar música ao vivo, interpretada por artistas e bandas de renome.

Nos anos 90 parte do edifício foi recuperado, tendo sido colocada à vista a estrutura do teto abobadado, um artístico trabalho executado em tijoleira, que depois de envernizado ficou bem bonito.

E foi aí que, já sem frades, surgiu um bonito espaço a que foi dado o nome de “conventual” numa alusão clara à sua primitiva utilização.

Anos depois o agradável “conventual” encerrou portas, para mais tarde abrir como bar discoteca com o nome de “coiote” um espaço muito frequentado sobretudo por membros da vasta colónia brasileira radicados na cidade sadina.

A conhecida e sentida crise económica instalou-se e grande parte dos emigrantes brasileiros e de outras nacionalidades que por cá estavam a trabalhar voltaram ao seu país de origem.

Com a abrupta queda de clientela o “coiote” hibernaria por longos meses à espera que dias melhores regressassem.

Com a esperança de que o tempo pior já tenha passado o “coiote” vai no final deste mês de março de 2015 reabrir as suas instalações, uma das mais espaçosas e bem localizadas da cidade de Setúbal onde espera proporcionar bons e agradáveis momentos aos seus frequentadores.

Assim as antigas instalações que outrora serviram para a prática de culto religioso, são hoje utilizadas para a prática de outros cultos, mais mundanos, certamente.

Rui Canas Gaspar
2015-março-10

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segunda-feira, 9 de março de 2015

Mudar para pior?
A retirada de vários contentores de lixo da cidade para substituir pelos grandes depósitos semienterrados é, quanto a mim, uma sábia decisão, porquanto permite retirar da via pública uma enorme quantidade de recipientes que quando está um pouco de vento os vemos tombados, para além do espaço que ocupam e da sua inestética presença.
Os molock são depósitos de muito maior capacidade e ocupam menos espaço público.
E por serem de maior capacidade também permitem que os serviços intervalem mais a recolha, ocasionando uma significativa poupança de recursos financeiros para além de menor gasto de combustível e consequentemente melhor qualidade ambiental.
Até aqui tudo bem!
Para substituir os três contentores existentes na Avenida Independência das Colónias, frente ao nº 5, foi colocado um molock na Praceta Vitor Vitorino ficando ali muito mais discreto e com boa acessíbilidade aos Serviços de Higiene e Limpeza.
O que acontece é que ou o novo depósito semienterrado não tem capacidade suficiente para servir tantos fogos, ou os serviços de recolha passaram a ser por demais espaçados no tempo.
Neste seu período inaugural o contentor encontra-se completamente cheio e o primeiro saco de lixo já foi colocado na parde de fora, ao lado do mesmo.
De facto, temos de ter em consideração que quando se muda é suposto ser para melhor, agora fazer um serviço destes e a higiene pública piorar é que não me parece nada abonatório para quem tem a responsabilidade de zelar pelo bem-estar da população.
Espero que, das duas uma, ou passará a haver uma recolha menos espaçada no tempo ou então que façam mais um buraco e instalem outro molock, porque mudar para pior não me parece ter grande piada.
Rui Canas Gaspar
2015-março-09




Jovem mórmon setubalense vai servir missão no Japão
Os rapazes membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias devem doar dois anos do seu tempo ao serviço missionário, enquanto as raparigas são incentivadas a fazerem igual missão por 18 meses.
Os jovens depois dos 18 anos submetem o seu pedido para o serviço missionário, sem escolher para onde querem ir e, a Primeira Presidência da Igreja, designa-lhes onde devem servir.
Estes jovens missionários não auferem qualquer salário pelo seu serviço. A Igreja coloca-lhes à disposição a verba suficiente para se alimentarem e pagarem o seu alojamento. Esta verba do Fundo Missionário é suportada pela própria família, a congregação onde o jovem pertence, ou pelos fundos gerais da própria Igreja.
Cada Missão tem normalmente entre 150 a 200 jovens e é dirigida por um casal, sendo que neste momento são na ordem de 90 mil os missionários que servem em qualquer parte do mundo.
No dia 21 de Abril o jovem João Silva, filho de dois conhecidos enfermeiros setubalenses, deverá apresentar-se no Centro de Treino Missionário, em Provo, nos Estados Unidos da América, onde após uma curta estadia seguirá para o Japão para servir na Missão Nagoya.
São vários os jovens setubalenses que neste momento estão a servir em diversos territórios estrangeiros, mas para o país do sol nascente é a primeira vez que um filho desta terra, membro de A Igreja dos Santos dos Últimos Dias, parte para cumprir uma missão.
Os missionários mórmons no Japão são também convidados a cumprir tarefas de serviço voluntário de apoio à população, quando necessário, porquanto se trata de um território frequentemente afetado por cataclismos naturais, com especial destaque para os tremores de terra.
Não há dúvida que para o João o maior desafio é num curto espaço de tempo aprender a comunicar em japonês, atendendo a que a sua ação será de proselitismo, num país de mais de 127 mil membros pertencentes a uma Igreja que se encontra em praticamente todo o mundo e conta com mais de 15 milhões de cristãos.
Mas se o Bowling de Setúbal, onde com certa frequência encontramos o sorriso e a boa disposição do João ficará agora um pouco mais tristonho o mesmo não irá acontecer com o povo japonês que ao longo de vários meses passará a contar com um rasgado e natural sorriso setubalense.
Rui Canas Gaspar
2015-março-09
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domingo, 8 de março de 2015

Setúbal saiu à rua

Este solarengo fim-de-semana parecia uma autêntica romaria por toda a Avenida Luísa Todi com filas intermináveis de automóveis que se deslocavam no sentido nascente poente, com as pessoas a quererem despedir-se do frio e a dar as boas vindas ao tempo mais agradável.

Os parques de estacionamento da Avenida estavam repletos de viaturas e até o Largo José Afonso estava transformado num enorme parque de estacionamento.
Desde a Doca dos Pescadores, até ao Parque Urbano de Albarquel, era um mar de gente que passeava descontraída, enquanto as esplanadas e restaurantes se encontravam apinhados.

As praias estavam igualmente repletas desde aquela que fica dentro da cidade, a Praia da Saúde, até às maravilhosas e muito frequentadas praias da Arrábida.

Setubalenses e forasteiros que já se habituaram a vir usufruir da nossa excelente gastronomia, dos nossos agradáveis espaços públicos e das mais maravilhosas paisagens portuguesas vão transformando a pacata Setúbal, numa muito procurada cidade, onde se gosta de estar.

É natural que perante tal afluência, especialmente no P.U.A. possamos ver ao final do dia algum lixo espalhado pelos relvados e até pela ampla praia que se forma com a maré vazia, os pequenos recipientes para recolha de lixo existentes à beira rio, são demasiado pequenos e insuficientes para tamanha afluência.

De facto, quem for dar uma volta por aquele espaço ao final do dia constatará que a generalidade das pessoas são cuidadosas e quando os recipientes estão repletos colocam as garrafas, os sacos de plástico e demais restos junto aos mesmos.

O vento do final do dia encarrega-se por vezes de soprar alguns destes objetos mais leves para a praia, o que não é benéfico para o meio ambiente.

Sendo assim, seria sábio que os responsáveis pelo Serviço de Higiene e Limpeza da Autarquia, colocassem especialmente nesta época de maior afluência de pessoas, um reforço de pequenos contentores de 250 litros que poderiam ficar ao lado dos que se encontram no parque e desta forma evitaríamos não só uma má imagem, como um melhor ambiente e simultaneamente diminuiríamos o trabalho dos cantoneiros de limpeza daquele belo espaço.

Todos sabemos que no PUA também há molocks com seleção de lixos, mas também sabemos que por serem afastados (e bem!) eles servirão como apoio aos pequenos contentores.

Fica a ideia e a sugestão para que possa eventualmente ser aproveitada por quem de direito, para bem do ambiente.

Rui Canas Gaspar
2015-março-08

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sábado, 7 de março de 2015

Coisas de Setúbal

A Bataria de Milregos

Já o palácio da Comenda se encontrava concluído e habitado quando em 1916 no âmbito da Primeira Grande Guerra o Estado ordenou a edificação da Bataria de Milregos, construção situada na margem esquerda da Ribeira da Ajuda, em terrenos da Herdade da Comenda.

A construção desta bataria deveria decorrer em simultâneo com a do Casalinho, localizada um pouco a oeste do forte de São Filipe, ficando a de Milregos sensivelmente a meia distância, entre Fortes de Albarquel e do Outão.

O Conde Armand foi então notificado da pretensão do Estado português tendo concordado com a expropriação, estabelecendo-se o valor da transação em 1.766$50 verba que foi acertada entre o delegado do Exército e o feitor da referida propriedade.

Em 1919 a construção da bataria de Milregos seria interrompida quando contava apenas com um bloco edificado, numa zona escavada para o efeito, bem como a estrada empedrada de acesso, ligando as instalações militares à via principal.

A Bataria do Casalinho seria concluída e viria a ser equipada com seis potentes peças Krupp de 280mm vindo somente a ser desativada em 1962.

Em abril de 1919 faleceria o Conde Armand, Abel Henri George. A Herdade da Comenda passaria para a posse dos seus herdeiros, a viúva Françoise de Brantes e seus cinco filhos.

Corria o ano de 1928 quando o Estado e a parte expropriada chegaram a novo acordo materializado na entrega por parte do Exército dos terrenos ocupados na Comenda devolvendo o proprietário verba igual à que tinha recebido aquando da expropriação, uma dezena de anos antes. 

Rui Canas Gaspar
2015-março-07

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A guerra psicológica na Guiné

Ao encontrar um curioso panfleto, entre as minhas memórias da Guerra Colonial, veio-me à mente aquele momento vivido na distante Guiné, enquanto jovem militar ao serviço do Exército Português, no serviço de criptologia.

Naturalmente não partilhei esta experiencia nas crónicas da Guiné que então enviei para o jornal “O Setubalense” por motivos óbvios.

Lá bem longe, no meio do nada, em Bijene, na fronteira norte, onde uma pantanosa bolanha separa o território da Guiné com o Senegal, naquela noite escura no início dos anos setenta do século passado ouve-se o ruido de motor de um avião.

O temor apossou-se de alguns de nós, dado que não tínhamos recebido qualquer mensagem que indicasse a passagem de aeronaves, muito menos em voo noturno.

De facto, escutamos o ruido do motor, mas o avião navegava, sem qualquer luz, pelo que não conseguimos distinguir a sua identificação, verificando sim a bem definida direção da Guiné para o sul do Senegal, região do Casamançe, onde grupos guerrilheiros do P.A.I.G.C. se movimentavam com natural liberdade de movimentos.

Pouco tempo depois alguém trouxe-nos um impresso escrito em crioulo, onde os naturais do Casamançe se insurgiam contra o P.A.I.G.C., panfleto que tinha sido encontrado algures na mata daquele território vizinho.

É claro que o avião desconhecido certamente teve alguma coisa a ver com este e com muitos outros impressos iguais disseminados pelo território do Casamance.

Alguém mesmo sem utilizar o poder de fogo das poderosas armas ao dispor do Exército Português combatia o adversário utilizando armas diferentes, chamava-se a isto “guerra psicológica”.

Os anos passaram, a tecnologia evoluiu, mas hoje tal como ontem os métodos não mudaram muito e se não aparece por aqui um avião desconhecido a enviar panfletos propagandísticos, outros meios encontram-se ao dispor de várias forças para disseminar a mentira ou a notícia de conveniência.

Rui Canas Gaspar
2015-março-07

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quinta-feira, 5 de março de 2015

Em Setúbal, constrói-se a “Fonte das Dores”

Nos trabalhos em curso já é possível observar a caixa de fundo bem como as infraestruturas de eletricidade, sistema de circulação de água e iluminação que darão vida, luz e cor à nova fonte, que irá embelezar a zona central do Largo da Misericórdia.

A estátua de uma figura feminina, novos bancos e a placa central com renovado pavimento irão dar um alegre visual e uma maior atratividade à baixa da cidade, que assim ficará dotada de um novo polo de atração.

É normal que alguns setubalenses menos bem informados se interroguem sobre o que irá sair dali. Outros opinam sobre a mais ou menos valia da obra, e outros ainda não deixam de mandar “bocas” tão características dos setubalenses.

E foi mesmo isso que hoje escutei quando um nosso conterrâneo apreciando a obra em curso comentava para o companheiro, dizendo ele que dali iria sair a “fonte das dores”. Não sei se pelo facto do nosso amigo sentir algo e se encontrar a caminho do posto de socorros da Cruz Vermelha, ali ao lado, se numa alusão ao modelo da estátua feminina que irá ser colocada no local.

Seja como, for a fonte que ainda não existe, parece que já foi batizada mesmo antes de ver a luz do dia num parto que até parece que vai ser sem dor.

Como setubalense congratulo-me com tudo o que seja feito no sentido de melhorar a minha cidade, dando-lhe mais beleza e dotando-a de maior atratividade, sobretudo no que se refere à zona histórica.

Gostaria que a obra que está em curso, bem como todo o espaço envolvente, fosse alvo de uma mais eficaz ação policial, no sentido de ser combatido eficazmente o vandalismo que teima em destruir e danificar a propriedade privada e pública, movendo-se estes energúmenos impunemente pela cidade.

Pois então agora que o tempo mais quente está a aproximar-se venha de lá a tal “fonte das dores” e que ela seja também bem agradável e fresca.

Rui Canas Gaspar
2015-março-05

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